Amazon Echo passará a veicular anúncios em breve; Google Home é o próximo

Nem tente fingir surpresa, já imaginávamos que isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde. Com as assistentes pessoais ganhando corpos dedicados de modo a atuar como governantas das casas dos usuários, era questão de tempo para que as companhias percebessem que não utilizar suas torres de áudio para veicular anúncios seria um grande desperdício de dinheiro e potencial.

O problema: o público não quer ouvir propaganda no Google Home ou no Amazon Echo, mas dado o andar da carruagem eles não têm muita escolha. A VoiceLabs, um companhia de marketing e análise especializada em voz lançou uma nova plataforma chamada Sponsored Messages, voltada para desenvolvedores que desejam criar conteúdo patrocinado para o Amazon Echo. E o Google Home seria o próximo, embora a própria matriz já tenha brincado com um anúncio (e não falo daquele do Burger King).

A ferramenta oferecida pelo VoiceLabs a desenvolvedores é simples: inserções de 6 a 15 segundos nas buscas dos usuários, que podem ser alocadas no início ou no fim das respostas emitidas pela Alexa. AS mensagens poderiam ser personalizadas de acordo com o gosto do dono da Echo e aprender com o tempo. Um exemplo dado por Adam Marchick, CEO da empresa de marketing foi a de um podcast de esportes fechar uma parceria com a ESPN, emitindo um pequeno spot ao fim do episódio agradecendo à emissora pelo patrocínio. Com o passar do tempo a Alexa viria a recomendar um jogo futuro a ser transmitido na TV, sugerindo ao usuário a criação de um lembrete para não perdê-lo.

Não é difícil imaginar por que desse interesse. O Amazon Echo, em seus vários modelos está vendendo muito nos Estados Unidos e o Google Home, que seria o próximo na mira da VoiceLabs também. A Microsoft está entrando no jogo também, criando uma torre para a Cortana residir em parceria com a Harman Kardon e há rumores de que a Siri também terá seu corpinho em breve, embora a Apple a princípio prefira utilizar seus próprios gadgets para controle de casas inteligentes. Num cenário futuro não muito distante será lugar comum encontrar residências equipadas com um assistente físico dando dicas, lendo receitas, controlando gadgets, lâmpadas, fechaduras, câmeras de vigilância e muito mais. Logo, monetizar as assistentes veiculando anúncios é o caminho natural.

Por enquanto a Amazon tem guidelines rígidos que impedem o uso da voz da Alexa para veicular anúncios nos mais de 13 mil Echo Skills disponíveis, mas isso pode mudar; mesmo que a matriz não ceda não é tão difícil integrar voz de terceiros para exibir os anúncios, algo que segundo a VoiceLabs já conquistou clientes de peso como a rede de fast food Wendy’s e a companhia de seguros Progressive, além da já citada ESPN. Se Bezos afrouxar suas regras a base instalada dos anúncios irá aumentar exponencialmente, algo que os usuários não estão propensos a engolir.

Que o digam os donos do Google Home: o experimento do Burger King, executado de forma unilateral pela cadeia de restaurantes não agradou o Google e tampouco os usuários, que viram o seu hub pessoal recitar um anúncio de forma involuntária. Só que a indignação da gigante das buscas se deu mais pelo fato dela própria não estar no controle da situação, como foi provado após o Home começar a veicular um anúncio do remake de A Bela e A Fera, uma clara propaganda fechada com a Disney:

O Google jura de pés juntos que a peça não foi pensada como um anúncio (ah vá…) e sim como uma inserção no recurso “My Day”, que dá informações sobre os compromissos do usuário. Como o número de reclamações dos donos do Home foi bastante significativo, a empresa pediu desculpas e retirou o ad do ar, dizendo que “poderia ter feito melhor”. Claro, claro…

A bem da verdade esse é um caminho sem volta. A VoiceLabs também pretende fornecer sua plataforma de anúncios para o Google mas sendo bem sincero, as chances de MOuntain View já não estar planejando algo nesse sentido por conta própria tendem a zero, como o teste removido deixou claro. É muito provável que Cortana e Siri (caso esta ganhe mesmo um corpo) também se comportem de forma semelhante dado que um apetrecho disposto em casa, disponível para todos os usuários é muito mais propenso a ser utilizado em larga escala o tempo todo e logo, mais amigável à inserção de anúncios do que nas consultas pontuais feitas em smartphones e tablets. Esse pode ser o motivo de por que nenhuma das empresas (tirando a Amazon) tenha tomado tal decisão nesse sentido, pois as assistentes pessoais perderiam boa parte do apelo.

De acordo com a VoiceLabs os anúncios passarão a ser veiculados no Amazon Echo em breve, e sinceramente não deve demorar muito para o Google Home fazer o mesmo.

Fonte: CNET.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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