Fotógrafa do exército americano registra a explosão que a matou

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As vezes podemos até esquecer que existem diversos conflitos acontecendo pelo mundo. Mas, podemos ter certeza que, independente da importância geopolítica do conflito, um fotógrafo estará registrando os combates. Seja um fotojornalista de carreira, um membro de uma das ONGs humanitárias, um freelance ou um fotógrafo oficial do exército, o conflito está sendo registrado em todas as suas cores. Talvez uma das áreas da fotografia mais perigosas existentes, pois ninguém está seguro em uma zona de combate. Todo ano temos relatos de fotógrafos mortos em conflitos e, também, em acidentes.

Ontem, o jornal Stars and Stripes (do Exército Americano) contou a história de Hilda Clayton que morreu em 2013 e cuja matéria foi publicada na edição de maio/junho da revista Army Military Review. Clayton, uma especialista em informação visual ligada à 4ª Equipe de Combate da Brigada Blindada, 1ª Divisão de Cavalaria, baseada na Base Operacional de Avanço Gamberi, fazia parte de uma missão de treinamento que certificava as forças afegãs em operações de morteiros.

Ela tinha 22 anos e estava no local encarregada de documentar as operações e também treinar um fotojornalista do exército afegão. Clayton era um membro da unidade de câmera de combate do exército, a 55th Signal Company, com sede em Fort Meade, Maryland, que implantou soldados nas linhas de frente em todo o mundo. Ela foi a primeira especialista em documentação e produção de combate do Exército a morrer no Afeganistão.

No dia 02 de julho de 2013 ela estava registrando, juntamente com o fotojornalista afegão, o treinamento de uma unidade do exército afegão com morteiros. Nesse momento um dos tubos explodiu acidentalmente. A foto abaixo foi capturada por Clayton no momento exato em que o tubo do morteiro explodiu.

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O fotojornalista afegão também morreu, assim como outros quatro membros do exército que estavam em volta.

Somente agora as imagens foram divulgadas, e com autorização da família da fotógrafa. Seu nome foi gravado no salão dos heróis na escola de informação da defesa em Fort Meade, onde se graduou em 2012. Como homenagem a sua unidade também batizou o seu concurso anual de melhor foto de combate com o nome SPC Hilda I. Clayton Best Combat Camera (COMCAM) em sua memória.

Esses são os perigos de se escolher as atividades mais perigosas dentro do fotojornalismo. Escolher entrar em uma zona de combate apenas com uma câmera já é um ato de extrema coragem e faz deste pessoal merecedor de nosso respeito.

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Autor: Gilson Lorenti

Geógrafo de formação e fotógrafo de coração, comecei a fotografar com 18 anos de idade (antes disso nunca tinha pegado uma câmera na mão). Depois de muito estudo veio a carreira profissional que passou por várias modalidades da fotografia até realmente descobrir o que gosto de fazer. Hoje me dedico ao ensino de fotografia, fotografia Fine Art e Books Fotográficos (gestante, moda, sensual). Tomando emprestado as famosas palavras de Ansel Adams "Quando as fotografias não forem mais suficientes, me contentarei com o silêncio".

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