São os 60 milhões de consoles PS4 que sustentam a Sony atualmente

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Kaz Hirai, o atual CEO da Sony (crédito: Venture Beat)

Lá em 2015 o tio Laguna noticiou a estratégia do Kazuo Hirai em torno de Uma Sony, uma nova estratégia onde a empresa japonesa se focaria apenas nos ramos onde o nome Sony é sinônimo de lucro certeiro. Desde então a Sony vem tentando se livrar de todas as divisões e subsidiárias que não estiverem dando lucro, sem dó nem piedade.

Só que antes de se livrar de uma divisão como a Sony Mobile, a empresa precisa reestruturá-la e enxugá-la de forma a ser lucrativa para os novos donos ou, no caso de mantê-la no conglomerado, tornar a divisão saudável para não precisar ser salva por outra subsidiária. Segundo o relatório financeiro do ano fiscal que se encerrou no dia 31 de março último (FY 2016), parece que os esforços da Sony nesse sentido estão obtendo notório êxito.

Um belo exemplo é a divisão Sony Mobile que, apesar de ter tido queda anual 32,7% na receita, indo de ¥ 1,13 trilhão para 759 bilhões de ienes; obteve lucro pela primeira vez em muito tempo: o prejuízo de ¥ 61,4 bilhões no ano fiscal anterior se tornaram lucro de 10,2 bilhões de ienes. Ou seja: de 1º de abril de 2016 a 31 de março de 2017, a divisão mobile da Sony conteve a hemorragia e lucrou o equivalente a US$ 92 milhões. Não é muito, mas é lucro para uma divisão que chegou a sangrar US$ 1,5 bilhão em 2014.

Outra divisão lucrativa no período, apesar de também ter tido queda anual, foi a divisão de sensores de imagem para câmeras: ela teve queda na receita, indo de ¥ 684 bilhões para 580 bilhões de ienes (US$ 5,18 bilhões), enquanto o lucro caiu e ficou em ¥ 47,3 bilhões (US$ 422 milhões). Culpa das variações no câmbio e do terremoto que atingiu Kumamoto em abril de 2016. O setor de cinema e televisão da Sony (Columbia, TriStar e etc) registrou prejuízo de 80,5 bilhões de ienes (US$ 719 milhões) no ano fiscal 2016. Nem podem culpar o Adam Sandler desta vez.

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Cortes de custos no PS4 slim e PS4 Pro fizeram a divisão PlayStation ter bastante lucro (crédito: Forbes)

Agora vem o crème de la crème: a divisão PlayStation vendeu 20 milhões de consoles PlayStation 4 no ano fiscal 2016, um número bem maior que os 17,7 milhões de consoles PS4 vendidos no ano fiscal 2015. Com os 20 milhões de aparelhos vendidos, foram 60 milhões de consoles enviados às lojas pelo mundo até o dia 31 de março de 2017. Como a japonesa abandonou o PS Vita, podemos dizer que tudo relacionado ao PS4 contribuiu para a divisão ter receita de ¥ 1,65 trilhão (ou US$ 14,73 bilhões; o que representou 21,7% da arrecadação do conglomerado); um aumento anual de 6,3 por cento. Um lucro de nada menos que US$ 1,1 bilhão de dólares.

A Sony inteira teve receita de ¥ 7,6 trilhões (US$ 67,9 bilhões), uma queda de 6,2% em relação ao ano fiscal 2015. E o lucro total da empresa foi de 288,7 bilhões de ienes (ou US$ 2,6 bilhões), então a divisão PlayStation sozinha foi responsável por mais de 40% dos lucros da Sony. Realmente é o PS4 quem sustenta a empresa. Quem diria, a Sony está virando praticamente uma Nintendo ao ser tão sustentada pelos videogames.

Fonte: Engadget.

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Autor: Emanuel Laguna

O “tio Laguna” nasceu no Siará em meio à Fortaleza de 1984. Sempre gostou de brincar de médico com os aparelhos eletrônicos e entender como um hardware dedicado a jogos funciona, mas pretende formar-se como Engenheiro Eletricista qualquer dia. Antes apaixonado pelos processadores gráficos desktop, vê nos smartphones, tablets e outras geringonças mobile o futuro da computação.

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