Preço de custo do Galaxy S8 é bem mais alto que do iPhone 7 (contém pegadinha)

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O Galaxy S8 chegou e ele está enchendo os olhos de todo mundo, entretanto seu preço alto não é exclusividade do mercado brasileiro: mesmo lá fora os US$ 749 sugeridos no modelo padrão e US$ 849 no S8+ são muito altos em comparação a seus concorrentes, o que levantou uma dúvida: quanto cada unidade sai para a Samsung?

E esse é o problema: o S8 é o smartphone mais caro jamais fabricado, porém nem tudo é o que parece; como sempre o buraco é mais embaixo.

A bem da verdade é que já sabíamos de antemão que do S6 para cá, os dispositivos top de linha da Samsung não são exatamente baratos para a companhia. Com corpo de alumínio de peça única e a partir de agora, apenas com versão de displays curvos (a chamada “tela infinita”) que ocupam a maior parte da área frontal, sem falar no acondicionamento do botão Home abaixo do conjunto em vez de adotar uma opção 100% virtual e o scanner de íris acabam por elevar os custos.

Isso posto o valor do S8 deu uma ligeira escalada, ficando bem à frente do S7 que já era mais caro do que o iPhone 7 mas ganhando de todos os outros, inclusive do até então salgado Pixel XL, fabricado pela HTC (e que fez mais do que apenas montar o aparelho, contrariando o que o Google diz).

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A gente concorda que US$ 307,50 por aparelho é um custo bem alto, se compararmos diretamente o S8 com o iPhone 7, seu até o momento concorrente direto veremos que a diferença no custo é enorme, de US$ 82,70 por unidade. No entanto, se olharmos para a escalada de preços nos modelos da mesma companhia é perceptível que ambas as empresas estão gastando mais para fabricar seus aparelhos a cada ano, e o reajuste segue a mesma proporção.

Por exemplo: em 2015 cada iPhone 6s custava US$ 187,90 à Apple, porém no ano seguinte esse valor subiu para US$ 224,80, um aumento de US$ 36,90 ou 19,6%; já entre o S7 e o S8 a reajuste foi de semelhantes 20,5%, ainda que em valores reais o custo adicional seja maior (US$ 52,40). A verdade é que hoje está cada vez mais difícil e caro conseguir materiais para a fabricação de smartphones, os custos estão aumentando e no caso da Samsung, como ela não tem margem o valor é repassado ao consumidor. A maçã até goza de certa folga graças ao caixa cheio, mas pelo menos em mercados externos ela reajusta o preço do iPhone de acordo com cada respectivo mercado; já nos EUA o preço por enquanto permanece em US$ 649 no modelo mais básico.

Não é surpresa que a Apple esteja pesquisando maneiras de passar a fabricar novos produtos apenas com materiais reciclados (cuidado, PDF); embora haja todo o marketing de empresa amiga da natureza e a preocupação real de que as fontes naturais dos materiais raros estão acabando, a verdade é que Cupertino quer cortar custos e maximizar a margem de lucro de cada dispositivo vendido. Porém, a médio prazo pode ser que todas as fabricantes passem a reciclar aparelhos velhos para fabricar novos, o que se refletirá em mais dinheiro no caixa.

Fonte: Statista.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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