CRPG Book, o livro que é um grande presente aos fãs do gênero

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Vez ou outra eu comento por aqui sobre o quão fascinado fico com a dedicação de alguns fãs de videogames e o exemplo mais recente neste sentido atende pelo nome CRPG Book. Embora esteja em produção já há alguns anos, só esta semana tomei conhecimento do projeto liderado pelo brasileiro Felipe Pepe e por isso gostaria de falar um pouco sobre ele.

Nascido da paixão do autor pelos RPGs para computador, a ideia do livro que está sendo escrito por diversas pessoas era contar um pouco da história do gênero, com a intenção de disponibilizá-lo gratuitamente. Só para termos noção do tamanho que o projeto ganhou, ele passou a receber ajuda até de game designers renomados, como Tim Cain e Chris Avellone.

Mas o que o leitor encontrará no CRPG Book? Até o momento são textos abordando mais de 300 jogos em 480 páginas, quase todas contendo ilustrações e imagens dos títulos, além de muitas informações sobre eles e uma bela diagramação. Além disso, o livro ainda aborda a evolução do gênero e depoimentos de desenvolvedores.

Com os jogos disponibilizados em ordem cronológica, ler o CRPG Book é o mesmo que fazer uma viagem no tempo, passando pelas últimas décadas e nos permitindo relembrar (ou mesmo conhecer) diversos clássicos que marcaram época, assim como jogos que nunca ouvimos falar, mas que possuem suas qualidades.

Talvez o ponto negativo do livro seja o fato de ele não estar disponível em português e ao ser questionado pelo UOL sobre a possibilidade disso um dia acontecer, Pepe deu uma resposta pouco animadora:

Gostaria muito de fazer e acho que o país carece desse tipo de conteúdo, mas seria um trabalho enorme. O livro tem mais de 400 páginas, muitos termos técnicos difíceis de traduzir e um layout com pouco espaço para mudanças. E ainda há o fato de que mesmo com o livro traduzido, a grande maioria dos jogos mencionados só existe em inglês. O fato de ser um projeto sem fins lucrativos também dificulta um pouco. Não posso simplesmente vender para uma editora ou pagar um tradutor profissional, teria que traduzir o livro sozinho ou com a ajuda de voluntários.

Ainda sem uma data prevista para o lançamento da versão final, o interessante é que os responsáveis pelo livro tem liberado cópias preliminares com uma certa frequência e caso queira dar uma olhada na última delas, você pode fazer isso através deste link (PDF).

Torço muito para que a equipe consiga dar continuidade à produção do CRPG Book e como o autor afirmou que uma versão física não está descartada, gostaria muito de poder ter esse livro na minha estante.

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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  • Que aprendam inglês! É um livro pro mundo, não pra Banânia!

    Carai, que da hora…. “folheando” o livro já me deu uma puta vontade de trocar o meu de cabeceira (1001 Discos Para Ouvir Antes De Morrer).

    • Chegou a quanto, 900 já? =P

    • Mirai Densetsu

      E quantas pessoas aprenderam inglês jogando esses RPGs mesmo?

      • Acho um absurdo alguém que joga RPG e não tem sede de conhecimento por outras culturas… é paradoxal!

      • Assistindo anime já aprendi a chamar os outros de idiota… =P

        • Sinceridade

          Eu aprendi a safadeza dos tentáculos 🙁

  • Braumeister

    Fantástico!
    Obrigado, Dori. Não conhecia esse trabalho.
    Kudos ao @felipepepe

  • Atualizando sobre a versão em português: não vai ter.

    Fazem dois anos q dei a entrevista pro UOL, milhares de pessoas leram e não apareceu um voluntário sequer pra ajudar. Pior, a maior parte do feedback que recebi “de casa” foi brasileiro falando que “sem Final Fantasy o livro é inútil”.

    É triste, mas em geral o gamer brasileiro é a criatura mais preguiçosa do mundo, não sai nunca da sua zona de conforto. :/

    • Schiavini

      Felipe, é uma pena, porque conheço vários grupos de jogadores que teriam interesse.

      Nunca soube dessa entrevista pelo UOL, e se você considera que só tem preguiçoso, pode ser que os grupos que você anda frequentando não sejam os melhores para projetos desse porte.

      Mas mesmo assim, parabéns pelo grandioso trabalho. Espero que vendam pra cá pelo menos, adoraria ter um exemplar em mãos!

      • Então te pergunto honestamente, qual é um bom grupo? Faz uns 15 anos q procuro um grupo legal de RPG no Brasil, já fui em forum, IIRC, orkut, etc mas ou é só para RPG de mesa ou é galera q só fala de Skyrim e Mass Effect…

        Tanto q eu e vários outros brasileiros acabamos indo para o RPG Codex. Sei q o Brasil teve o problema da reserva de mercado fodendo o mercado de PCs, mas ainda assim é frustrante quando vc tenta falar de qq jogo de mais de 10 anos atrás e só vem comentário tipo “q feio” ou “prefiro Persona 5”. :/

    • É uma pena Felipe, mas só para que fique claro, minha intenção não era fazer uma crítica ao fato de não haver uma versão em português, pois imagino como deve ser difícil tocar um projeto desse tamanho e sem muita ajuda.
      De qualquer forma, acho que jamais conseguiria parabenizá-lo o suficiente pelo trabalho fantástico que tem feito na produção deste livro, algo realmente incrível e como disse no texto, torço muito para um dia poder tê-lo na minha estante.

      • Tranquilo Dori, e valeu pela postagem. Só queria dizer q lógico q adoraria entrar numa livraria no Brasil e ver meu livro lá. É uma realização pra qualquer pessoa, mas não vai rolar – e não é por má vontade ou “americanismo” :/

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