Elite Dangerous recebe grande atualização

Esta semana o simulador espacial Elite Dangerous recebeu uma atualização que, além de trazer uma enorme quantidade de melhorias ao jogo, adicionou algo que os jogadores esperaram por muito tempo: a possibilidade de criar um personagem e jogar com amigos numa mesma nave.

Disponível para quem possui o Elite Dangerous: Horizons tanto para PC quanto para Xbox One, a atualização gratuita chamada The Commanders nos permite criar avatares masculinos e femininos, com a aparência que definirmos podendo ser vista por outras pessoas quando estivermos juntos ou mesmo ao trocarmos mensagens.

O mais interessante é que não precisaremos nos deslocar por todo o espaço para estar na nave de outra pessoa, já que nossos personagens serão representados por hologramas e serão eles que farão parte da tripulação. Ao fazermos isso, teremos a possibilidade de assumir três funções e uma nota publicada pela Frontier Developments explicou cada uma delas.

O The Commanders dá a grupos de jogadores a oportunidade de voar numa mesma nave, assumindo um dos papéis especializados. O Helm será o piloto da nave, enquanto o Gunner lidará com grupos de tiro secundários de uma visão tática em terceira pessoa e o Fighter entrará na batalha através do cockpit de sua própria nave enviada da baía de lançamento da nave mãe.

O jogo ainda passou a contar com bases situadas em asteroides e com espaçonaves enormes onde poderemos pousar, além de abrir uma nova caçada a vidas alienígenas, já que na descrição das mudanças a desenvolvedora cita “novas coisas misteriosas adicionadas” e “novos orgânicos adicionadas às superfícies”.

No entanto, sem dúvida o que deverá mudar bastante a forma como o Elite Dangerous é encarado é essa ideia de colocar várias pessoas para dividir uma nave. Isso deverá fazer com que as batalhas espaciais se tornem ainda mais emocionantes, adicionando uma camada de estratégia que não teríamos ao jogar sozinho e possivelmente fazendo com que alguns confrontos reúnam um número bem grande de jogadores.

Embora lá se vai muito tempo desde a última vez em que me aventurei pelo jogo, essas novidades reacenderam a vontade de me arriscar nele novamente e tentar ultrapassar o duríssimo início que ele nos impõe. O grande problema do Elite Dangerous, na minha opinião, é o quão exigente ele é, fazendo com que tenhamos que dedicar muitas horas para evoluir ou até mesmo para entender seu funcionamento. O irônico é que foi justamente isso o que mais me agradou nele, a ideia de não ser um jogo que nos carrega pela mão.

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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  • Odiei esse jogo e na minha opinião foi dinheiro jogado fora. Quem sabe agora com essas mudanças ele fique jogável e eu consiga achar algo divertido pra fazer.

    O que eu comprei recentemente foi o mass effect Andrômeda e estou gostando bastante apesar das críticas na internet, não achei nada que atrapalhe o jogo no PC.

    • Tia do Bátima

      Acho que você jogou errado, tenta de novo.

    • Breno Veras

      Não gostou por quê? Penso em comprar mas tenho dúvidas se vou gostar.

      • Se quiser perguntar algo, eu posso responder.

    • Mass Effect que não tem absolutamente nada a ver com Elite.

    • ED é realmente uma questão de amor ou ódio: não há meio-termo. Ele é brutal, exigente, custoso em termos de horas e dedicação. Em suma, não é para todos. Não estou dizendo que você está errado em não gostar, longe disso, eu entendo perfeitamente o que lhe incomodou nele.

      Por outro lado, quem gosta dele o faz com uma grande paixão. Eu o considero, para nós que nascemos muito cedo, a melhor maneira de conhecer o cosmos.

      • abraaocaldas

        Um grande espaço vazio, isso que ED é.

        • Amigo, o espaço é vazio. Isso so faz dele uma reprodução extremamente precisa da realidade.

          • abraaocaldas

            Aff.. nem queria falar isso, mas é complicado todo post de ED sempre tem essas discussões.
            ED é bacana como um simulador de pilotagem de naves espaciais, isso realmente ele faz com maestria, mas basicamente é um universo MORTO a limitação de players por local (para mim) mata o jogo se ele fosse um sandbox como EVE, com toda a economia e guerra que tem lá, onde tudo realmente faz diferença, onde impérios sobem e caem ao prazer dos players, onde você luta com lideres reais e não com lideres NPC.
            É isso, como simulador de pilotagem, lindo, mas acho que se ele fosse mais massivo seria mais interessante.

          • Concordamos neste ponto: sem é a mesma discussão “mile long, inch deep”. O erro da sua parte é compará-lo com Eve, eles não são a mesma coisa e nem têm o mesmo fim. Seria mais apropriado compará-lo com NMS, por exemplo.

            Eu não entendo a “limitação de players por local” que você fala: em sistemas “quentes” (onde algo especial está ocorrendo), é comum ver dezenas de jogadores. Claro, não serão centenas, mas, novamente, este não é o objetivo.

            Eu acredito que sua frustração com o jogo foi causada por desinformação em relação ao que estava comprando.

          • abraaocaldas

            “Eu não entendo a “limitação de players por local” que você fala: em
            sistemas “quentes” (onde algo especial está ocorrendo), é comum ver
            dezenas de jogadores. Claro, não serão centenas, mas, novamente, este
            não é o objetivo.”

            É que depois de jogar eve e entender que tudo depende de players e que a escolha de cada um e que as ações de grupos podem mudar o universo então você começa a ver os outros jogos sem tanto brilho.
            Analogia de gordo : É como comer aquele sanduiche gourmet fenomenal uma vez e depois ter que voltar para a “normalidade”, pode até ser que a maionese do normal seja bom mas não é tão bom quanto o conjunto do outro.

          • Matheus Vieira

            Essa é uma discussão que volta e meia rola no fórum e reddit. O pessoal tem uma resistência monstruosa em aceitar que alguns aspectos de EVE (economia guiada pelos players, high/low/nullsec, etc) se aplicados no E:D tornariam o jogo foda, mas dificilmente vai acontecer.

          • “Dificilmente” é suave demais. NUNCA EVAR, nem quando meu corpo estiver apodrecendo está mais próximo da verdade. A Frontier tem vários problemas, falta de pessoal e “bolas” são alguns deles.

            Falta verba (eles não são um grande estúdio), falta gente e eles morrem de medo de implementar algo errado que imploda alguma coisa na quase única fonte de renda que eles têm.

          • Matheus Vieira

            True.

          • Perfeito, eu entendo o que você quer dizer. Mas como eu falei, acho que você entrou no ED pensando ser algo que não era, daí a frustração.

          • Matheus Vieira

            Eu discordo demais desse “mile long, inch deep”. O jogo é o que o player faz dele, se o cara quer encontrar gente existem hubs onde ele acha um monte de CMDR, se quer descobrir alguma coisa sobre a (pouca) lore do jogo, vai pra pleiades, ou se junta a alguma facção. Se ele quer morrer fazendo grind e reclamar depois, não tem muito o que fazer, o cara vai odiar o jogo.

    • Inquisidor

      de inicio eu achei uam merda tmb, mas me forcei a jogar e hoje eu curto muito, as vezes da uma preguiça maldita de jogar, mas o jogo é bom, atualmente tenho uma python, quero pegar uma anaconda e depois ir para o corvette, mas farmar a reputação da federação é um Qu.

  • Sem querer tornar os comentários uma sessão de AMA, mas já o fazendo, eu sou especialista em Elite Dangerous, com 1000h+ jogadas. Ask Me Anything.

    • Matheus Vieira

      Corvette merecia um FSD melhor. Modificando bem ele vira um monstro, mas pulando 20ly é foda. Já usou o multicrew?

      Eu tô com uma clipper, mas com a modificação da DBX devo ir de vez pra Colonia. Vou usar a anaconda como multipurpose e a DBX como exploradora. Melhorou demais.

      • Testei rapidamente ontem pela primeira vez. É muito divertido, mas os fighters são feitos de papel em uma Conflict Zone. Ainda bem que o cara tinha 30 deles, eu sozinho destruí uns 8. 😛

        Minha Vette está pulando hoje 18LY com seu FSD G5. Se eu tirar peso melhora um bocado, mas fuck it, já me acostumei. Eu tenho uma Asp-X que salta 49LY, é minha nave de exploração. Também tenho uma Conda que deveria ser de exploração, mas está já faz uns 4 meses acumulando teia de aranha no sistema de nem-sei-mais-onde.

        • Matheus Vieira

          Os fighters são de papel, mas pqp, dão dano demais. E é foda conseguir acertar um, ainda mais se estiver voando um vette da vida.

          • “Flight Assist, off”. 😉

          • Mateus Azevedo

            Sabendo pilotar, até uma Type 9 vira fighter hahahaha

          • Matheus Vieira

            Type 9 não, THE MIGHTY SPACE COW!

            Mais respeito por favor

    • Inquisidor

      o que foi que mudou nos bounty vouchers? não tive tempo de pesquisar e minha net ta no limite do ceular, vlw.

      CMDR Vandaliza Planetas.

      • Em relação a que? A mudança deste para o update anterior é que membros de uma wing recebem o mesmo valor integral de uma bounty (se a bounty no sujeito é 100k, cada membro da wing que o atacou recebe 100k). Não é mais dividido.

        No caso de multicrew, a bounty recebida é um percentual da total, baseado no seu rank de combate, chegando a ser menor que 5% para Harmless.

      • Matheus Vieira

        Em wing todo mundo recebe o mesmo valor. No multicrew o valor é reduzido, tornando a mecânica toda irrelevante. É uma feature que em pouco tempo vai ser pouco utilizada.

        A parte estúpida é que a FDev disse várias vezes (e o Braben disse ontem) que vai investir em multicrew dependendo da receptividade dos players. Mas como eles entregaram um resultado meio bosta, em pouco tempo poucos CMDR’s vão usar, e eles vão deixar de lado uma coisa que poderia excelente.

        A mesma lógica se aplica a CQC.

  • Matheus Vieira

    Tirando a limitação dos bounty vouchers, que foi uma bosta, a atualização foi boa. A nova câmera é excelente, as melhorias nos valores de exploração, tem alguns engenheiros que modificam sensores agora, e o melhor é que modificaram a Diamondback Explorer, ASP nunca mais @[email protected]

    Só que, muita coisa ainda não melhoraram. Como o grind absurdo, RNG estúpido, e a falta de um sistema de punição que preste no jogo.

    • Eu só jogo no Mobius até que os reavers (como eu chamo os psycho-killers) sejam efetivamente marcados no jogo como tal.

      • Matheus Vieira

        Só jogo em open (xb1, até tenho no note, mas ele não dá conta), como eu passo a maior parte do tempo fora da bolha, não tenho problema.

        Elite precisa demais de um sistema de punição (alguma coisa tipo high/low/null sec que tem em EVE).

        Eu acho que só deveria ter um modo de jogo (open), mas enquanto a FDev não resolver isso, eu entendo o lado de quem joga nos outros modos.

  • Um dos jogos mais difíceis que conheço pra recomendar ao coleguinha. Mas quem gosta realmente não larga fácil.
    Ansioso pra testar os novos recursos,

  • Block Black

    Eu acho que estava em promoção até hoje por 45 Temers. Ta aí um jogo que eu adoraria jogar se tivesse tempo pra isso…

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