Apple vai lançar um novo Mac Pro, totalmente reformulado em breve

A Apple está aos poucos reconhecendo que ela nem sempre vai ditar as regras do mercado. Mesmo quando vivo Steve Jobs teve que mudar diversas de suas estratégias para se adequar ao mundo, sendo a mais recente e notória permitir que o iPhone tivesse… apps.

O Mac Pro é a mais recente vítima disso. O computador parrudo da maçã, cujo design cilíndrico causou polêmica ao ser apresentado em 2013 de fato não foi muito bem recebido por profissionais em geral por um simples motivo: sua incapacidade de lidar com upgrades. Ele até aceita outros processadores e mais memória RAM, mas as GPUs FirePro da AMD D500 e D700 são dedicadas para o modelo. Sem falar que o acesso ao chip não é lá tão simples.

A Apple agora entendeu que o profissional de ponta, que precisa utilizar programas pesados para trabalhar com edição de áudio e vídeo, modelagem 3D e etc. precisa de algo bem simples: modularidade. É imperativo fornecer opções simples de upgrade de memória, processador, placa de vídeo e dependendo da situação, até mesmo da placa-mãe, só que nesse último caso a maçã não irá ceder. Outro grande problema, detectado pelo analista Thom Holwerda foi a corrida dos consumidores para adquirir modelos recondicionados do MacBook Pro, quando o novo com Touch Bar foi introduzido.

Em uma decisão inacreditável, além de Cupertino matar as portas USB o novo modelo possui processador, memória RAM e até mesmo memória Flash, todos soldados na placa-mãe. O iMac, um desktop semi-profissional também segue essa estratégia insana. Tendo em vista esse cenário os consumidores que ainda dependem do macOS correram para adquirir os últimos modelos que permitem upgrades, antes que a Apple os tirasse de circulação de vez.

O antigo Mac Pro. Esse era modular de verdade.

A Apple então fez um mea culpa: na semana passada o SVP de Marketing Phil Schiller, o SVP de Engenharia de Software Craig Federighi e o SVP de Engenharia de Hardware John Ternus convocaram alguns membros da imprensa, entre eles TechCrunch, BuzzFeed e Daring Fireball para uma mesa redonda em Cupertino para revelar algumas notas sobre sua linha profissional, já que a empresa vem sendo acusada de tê-la abandonado. Em primeiro lugar, com exceção de um recente upgrade nas GPUs a linha Mac Pro não verá grandes novidades em 2017, isso porque a Apple entendeu que a razão de ser de um desktop profissional é permitir upgrades de forma simples. Declarações de potenciais parceiros, como do co-fundador da Oculus Palmer Luckey de que nem o Mac Pro suportaria o Rift também não devem ter agradado.

Sendo assim foi prometido uma nova versão profissional do iMac ainda para 2017, e no próximo ano veremos não apenas um novo Mac Pro totalmente modular como uma nova versão de seu monitor profissional, decisão tomada muito provavelmente após a pataquada da LG com o monitor 5K que tinha medo de roteadores. Melhor ela mesmo fabricar do que deixar na mão de outros.

Dessa forma, quem quiser potência e opções para upgrade poderá novamente contar com Macs mais potentes (e caros), o que é uma estratégia para manter profissionais de ponta dentro do ecossistema do macOS e evitar que eles migrem de volta para o Windows, desde sempre muito mais amigável com quem deseja customizar suas máquinas.

Fontes: TechCrunch e OSNews.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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