CEO da Niantic Labs acha que a realidade virtual pode ser um problema

A realidade virtual tem sido motivo de muitos debates na indústria de games, com alguns profissionais da área dizendo que ela nunca se tornará popular e outros até temendo que os HMDs afastem as pessoas. Já o CEO da Niantic Labs, estúdio responsável pelo Pokémon GO, disse que a tecnologia pode evoluir tanto, que um dia chegaremos num ponto que muitos achavam que só aconteceria na ficção científica.

Minha opinião sobre a RV é que tenho medo de ela se tornar boa demais, no sentido de ser uma experiência que as pessoas queiram passar uma grande quantidade de tempo nela. Quero dizer, eu já me preocupo com os meus filhos jogando muito Minecraft e este é um ótimo jogo.

 

Somos seres humanos e existem muitas pesquisas por aí que mostram que somos muito mais felizes quando nos exercitamos, quando saímos — na natureza, em particular. Acho que será um problema para nós como uma sociedade se esquecermos disso e passarmos todo o tempo em um universo de RV no estilo do Jogador Nº 1.

Talvez o quadro pintado por John Hanke nunca chegue a acontecer e os HMDs sejam abandonados antes mesmo das pessoas deixarem o mundo real de lado para viverem num lugar melhor (e virtual). Porém, acho que o exemplo dado por ele ilustra muito bem esse risco e se a realidade virtual realmente alcançar um nível tão alto, será que não acabaremos vendo uma epidemia de usuários que perderam a vontade de ter uma vida minimamente social?

Para quem gosta de videogames, é fácil lembrar de diversos momentos onde apenas queríamos passar mais e mais tempo dentro de um jogo que nos agradou, as vezes tendo até que lutar para não abrirmos mão de amigos, trabalho, estudo e todas as outras coisas do cotidiano que parecem muito menos divertidas do que os mundos fantásticos que tais títulos nos proporcionam. Agora, imagine isso sendo entregue por um dispositivo muito mais imersivo, cujo objetivo é justamente nos fazer esquecer da vida real?

Como se trata de um profissional cujo estúdio está há alguns anos focado em entregar experiências de realidade aumentada, pode ser que ele esteja apenas tentando desmerecer uma tecnologia que de certa forma concorre com a sua, mas sinceramente acho que ele tem alguma razão em sua crítica e se antes eu nunca tinha pensado na RV desta maneira, acho que passarei a olhar para ela com um pouco de receio.

Fonte: GamesIndustry.

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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  • Yskar

    Se um dia a tecnologia chegar no nível do descrito no livro Jogador número 1 ( ou sword art online), fudeu!

    Talvez seja uma alternativa se aliado a viagens espaciais, assim teríamos o que fazer enquanto viajassemos sem corpos de carne nos longos percursos entre as estrelas e planetas.

    • Pra isso que temos as drogas….

      • cloverfield

        O Capitão Crackverna sempre pode ajudar.

      • Yskar

        Meus porres de vodka que o digam!

      • Vin Diesel

        a gente tava mexendo com isso que horas mesmo? ah lembrei: 4:20

        • …abafa…

          • e vai buscar um lanche… pra cada um.. 2 pra mim …

          • Vin Diesel

            vegano ou com muito beico?

          • MANDA TIRAR O PÃO DO HAMBURGUER E USAR VÁRIAS FATIAS DE BACON CRUZADAS NO LUGAR…

          • Vin Diesel

            as coca é tudo diet?

          • As suas eu não sei, quero um suco de graviola. o/

          • Diogo

            E 4 pra mim…

          • Vin Diesel

            bolo de rolo vai ficar mais gordo que o capiroto.

          • Vin Diesel

            só o cheiro…

      • Tejobr

        E cemitérios.

  • Daniel

    Se o jogo for interessante e imersivo o suficiente não vejo porque as pessoas não desejariam passar todo tempo possível nele. Parando apenas para necessidades vitais “eventualmente”… A sociedade toda seria um grande exagero, mas acredito que não estamos longe de ver pessoas de alguns nichos morrendo por “overdose virtual”, já há alguns casos isolados pelo mundo… Logo mais será comum. Curiosamente meu recorde de tempo online não se deu em um game de RV, foi extremamente o oposto era um Mmorpg 2D… Sinceramente não acredito que a RV esteja perto disso, mas sim jogos com um melhor conteúdo interatividade.

  • Othermind

    Bom… tomara que ele esteja certo… pq o mundo do jeito que está…. passar algumas horas em “outra realidade” (sem uso de drogas) é um alivio…

    • Luiz

      É um tipo de droga, mas não é ilegal, ainda.

    • Jorge Dondeo

      Eu acho o mundo massa. Tem muito coisa boa pra fazer.

      • Sim, o mundo é bem massa, mesmo com as merdas que tendem a acontecer. O que varia é o quão resistente a pessoa é para aguentar as porradas da realidade e assim ver a beleza por trás disso.

    • Vinícius

      Se existir uma alternativa virtual tão boa quanto essa promete ser, ninguém vai se dar o trabalho de tentar melhorar o mundo real. A tendência, seguindo esse caminho, é o futuro se parecer bastante com alguma distopia cyberpunk: high tech, low life.

  • SacoCheio

    Por enquanto não há nada pra se preocupar, é incômodo, pesado, dá dor de cabeça, enjôo, e ninguém aguenta ficar muito tempo com isso.
    Pode até entreter por um tempinho, mas não passa disso.

  • Alexandre Salau

    Como o Cardoso já disse várias vezes, o holodeck seria a última invenção da humanidade. Talvez nem cheguemos a ter um holodeck. Lembro também dos Arcônidas (achoque eram eles) de Perry Rhodan, que definhavam enquanto viviam em seus mundos virtuais.

    • Zaaboo

      O episódio piloto de Jornada nas Estrelas trata exatamente disso. Considero um risco bem real.

  • Christian Oliveira

    Se o face já atrai potenciais viciados aos milhões, imagine uma mistura de Facebook com Second Life

  • Unfear

    Que bom que tem gente que se preocupa com isso, reprovei duas vezes no segundo grau pela quantidade de faltas e notas baixas, tudo por conta do vício no fliperama.

    • Zalla

      bonito hein?

    • Sua Mãe™ sabe disso?

      • Vin Diesel

        fliperama era vida, nego que nem sabia o portugues entendia uma maquina e seus comandos em japones, hoje ta em portugues, fala em portugues e o cara nao passa de fase…

    • Tá vendo? tivesse estudado tinha grana pra comprar um videogame só pra você… não, pera…

      • Unfear

        Nem me fale, quem sabe teria seguido a carreira de médico que minha mãe tanto queria, invés disso fiz Sistemas da Informação, acho que até se fizesse música seria mais promissor kkkkkkk

    • Diogo

      Podia ser pior… podia ter sido por conta do vício em MMORPGs, LoL, Dota…

      • Vin Diesel

        ela já é um senhor, isso ai seria a desgraça dele como pai

        • Lol o impediria de gerar descendentes, ao contrario da boa época do fliperama…

    • Calúnia! A culpa das notas ruins é somente dos celulares e tablets! Na época dos fliperamas as crianças liam mais, estudavam sem distração, tiravam nota boa, e brincavam na rua!

      • Unfear

        Usava os cadernos para anotar os combos e comandos dos fatalitis kkkk

  • ELTON JOAO Zierhut

    Se eles fizerem como Sword Art Online, não haverá muito problema. Pois este é um péssimo Anime!

  • Jorge Dondeo

    Jogo vídeo game a muitos anos, desde o telejogo. Ja zerei inúmeros passando por centenas de jogos nas mais variadas plataformas, mas nunca nenhum me marcou, como um viagem, festa, show etc… Acho que a gente vai entrar por um tempo e se desinteressar. Só acho.

  • Mariano Santos

    Qual é o problema? Sério, qual é o problema nisso?

    Vamos supor que a humanidade evolua tanto que não precisaríamos nos preocupar com energia, comida, poluição e coisas do tipo. Imagine que não existiria mais utilidade para o trabalho humano. Qual seria o problema em passar muito tempo em um mundo virtual perfeito? Qual seria a diferença? Não existe um bom motivo pra querer que as pessoas fiquem nesse mundo sofrido.

    • Me lembra o pessoal viciado em Second Life. Na época, conheci uma menina que trabalhava lá, tirava umas 600 dolletas pra administrar uma recepção no jogo….

    • Olfrygt

      Ok, Mariano, tomando essa pílula azul a historia acaba aqui e você acorda no seu quarto e acredita no que preferir acreditar, tomando a pílula vermelha fica no país das maravilhas….

  • Bruno do Acre – (Etevaldo)

    E o que mais me entristece é que depois de tudo o que fizemos, ainda somos os mesmo, e vivemos como nossos pais…

    • Tejobr

      Deve ser porque somos todos seres humanos. rs

      • Bruno do Acre – (Etevaldo)

        Não sou mais….

        • Tejobr

          kkkk

  • Vin Diesel

    Um jogo desses que o cara entra, o sistema manda ele dormir e ele nunca mais acorda na vida real…Perfeito para os leitores do meiobit.

  • Inquisidor

    eu quero ver ainda no meu tempo de vida a tecnologia chegar a nivel sword art online, vc manda sua mente para dentro do jogo, vai ser muito top jogar aqueles rpg onde vc é o tanker e tem que matar um dragão de 50m de altura que joga fogo e raios .

  • Xultz

    O texto me fez lembrar que há anos atrás haviam muitas pessoas viciadas em Second Life. O treco era tosco, mal feito, feio, mas muitas pessoas se sentiam mais felizes dentro do Second Life do que na vida real. Hoje com meros smartphones as pessoas se afastam no mundo real e se encontram em redes sociais. Imaginando um RV bem feito e um ambiente bm desenvolvido, eu tenho certeza que isso vai acontecer.

  • Tejobr

    Totalmente possível. Como os MMOs na Ásia.

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