Relatório diz que a única coisa furtiva no F-35 é a etiqueta de preço

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O tio Laguna provavelmente vai colocar uma lista de artigos onde já falamos do F-35:

<reservado para lista do Laguna>

Parece perseguição, mas o elefante branco voador do Pentágono não cansa de gerar manchetes, quase sempre negativas. Agora o POGO — Project On Government Oversight, uma ONG que fiscaliza projetos do governo dos EUA soltou um relatório sobre o F-35, o avião de um trilhão de dólares, e está sinistro.

Segundo eles o estado do projeto é de “desordem nacional”. As falhas são inúmeras. O software, que deveria ser a estrela do projeto e “dominar o espaço de combate” no final “interfere com a habilidade do piloto em sobreviver e prevalecer sobre o inimigo”.

Sabe o capacete futurista do F-35? É o DAS — Distributed Aperture System, um negócio revolucionário, em teoria.

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Ele projeta todas as informações de vôo no visor, assim para onde olhe o piloto está vendo os dados importantes. Alvos e outras indicações prioritárias são projetadas em realidade virtual: você olha pra baixo, vê o alvo através do chão do avião, graças ao capacete.

Na prática, um piloto não tem muita liberdade de movimentação: o capacete é pesado pra burro, custa US$ 600 mil e mostra tanta coisa ao mesmo tempo que muitos pilotos preferem desligar e usar os instrumentos convencionais.

Parte disso é culpa do software, que além de informação demais, tem o hábito de projetar alvos inexistentes ou sumir com alvos reais, o que é péssimo quando um MiG está na sua cola. Não que você tenha armas pra isso, dependendo da versão do F-35 você não tem software pra usar Sidewinders, mísseis por infravermelho pra combate em curta distância. Só sobram os AMRAAMs, não projetados pra isso.

O canhão? Calma, em 2019 ele deve funcionar, estão escrevendo um bacalhau pra isso.

Diz o relatório que pilotos classificaram o sistema de alvos do F-35 operacionalmente inusável e potencialmente inseguro.

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Todo avião tem imprevistos em seu desenvolvimento, o F-35 só exagera. Na imagem um piloto ficou preso quando a cobertura do seu F-22 não quis abrir, decidiram meter a serra.

O sistema holográfico é inferior em resolução e alcance aos sistemas atuais. Se vários F-35 começam a trocar informações através do link digital seguro, alvos aparecem duplicados. Em combates de curta distância o F-35 perdeu pra um F-16 mesmo com o teste sendo maceteado: usaram um F-16 biplace, mais pesado, com tanques externos pra dificultar as manobras.

A lista de problemas é imensa e o relatório é assustador. Pior de tudo é que com o dinheiro já investido o F-35 se tornou um daqueles projetos grandes demais pra fracassar. Ele vai ser consertado remendado adaptado e os EUA vão ter que se virar com o que sair disso tudo.

A esperança é que o caça stealth chinês foi construído com dados kibados do F-35, então devem estar com os mesmos problemas.

Fonte: POGO.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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