Você já viu um Trommelwähler?

trommelwaehler

Você já se perguntou por qual motivo dirigimos na faixa da direita e voltamos pela da esquerda? Ou por que parafusos são dextrogiros e não levogiros, ou por que sou pedante a ponto de usar esses termos? Existem convenções universais que poderiam ser completamente diferentes e fariam sentido do mesmo jeito. 

Nossos teclados QWERTY são assim porque eram a melhor forma de evitar que as teclas das máquinas de escrever se emaranhassem, mas é um formato que não é mais eficiente que um DVORAK ou qualquer outro das dezenas de padrões existentes e esquecidos.

O Trommelwähler é um excelente exemplo de tecnologia em sua infância, com vários padrões disputando a supremacia. Originalmente telefones não eram “discáveis”, você falava com uma telefonista e ela te conectava com quem você queria falar. Quando as linhas começaram a se popularizar isso se tornou inviável, e foi inventado o sistema automático de discagem. O próximo passo era decidir a interface. O disco venceu, mas entre várias alternativas havia o Trommelwähler, desenvolvido pela Siemens nos anos 50.

Em vez de um disco, os números ficavam em um cilindro:


yesthatjwz — Trommelwähler

Não há nenhuma vantagem ou desvantagem gritante em relação ao cilindro, no máximo o Trommmewhatever ocupa mais espaço.

Há uma ótima cena sobre isso em Encontro com Rama, de Arthur Clarke. O astronauta encontra uma óbvia escotilha na nave alienígena, tenta girar e ela está travada. Ele pára por um momento, se lembra que os alienígenas de forma alguma precisam obedecer as normas de nossos parafusos e saca-rolhas. Gira ao contrário, e a porta abre.

Fonte: Laughing Squid.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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  • Diogo

    Acho que o telefone de disco ganhou por conta do charme (e por economizar espaço também). Porque ô bicho feio esse Trommelwähler…

  • A resposta para o disco ter ganho é simples: você prefere dizer “Discar um número” ou “Trommelwhahlerar um número”?

  • SEM “SPOILERS”!

    Comecei a ler há pouco……

  • ²He

    Sobre a mão de direção, no caso de praticamente todo mundo eu não sei. Mas na Inglaterra a mão “invertida” é porque na época das carruagens, os condutores utilizavam o chicote com a mão direita, se você trafega pela esquerda, da chicotadas nos pedestres, se vai pela direita, só precisa tomar cuidado com quando alguém acabou de passar por você, pois a direita fica a faixa livre de quem vem no sentido oposto.

    Fonte: guias turísticos ingleses.

    • Curioso como no resto do planeta todos os condutores de carroças eram canhotos.

      • ²He

        Talvez eles não rodassem tanto em cidades quanto os ingles, ou simplesmente não ligassem.

      • Luiz

        ou gostavam de chicotear os pedestres

      • Jorge Dondeo

        Talvez só os Ingleses (extremamente educados por sinal), tenham se preocupado com isso.

  • Já li uma história de que o teclado QWERTY venceu porque com esse layout dava pra escrever “typewriter” usando apenas a linha de cima. Procede?

    • qual a utilidade disso?

      • Le HueBr

        nenhuma e isso é ótimo… ops site errado huahauah

      • Por isso mesmo a pergunta, queria saber por que o layout QWERTY venceu (venceu entre aspas né, já que na Alemanha se usa AZERTY). Até porque essa explicação do “typewriter” não faz lá muito sentido.

        • gfg

          Alemanha?
          Quem usa essa nhaca é a frança.

          • Um amigo meu trouxe um notebook Acer da Alemanha (a tia dele comprou, na verdade), que usava AZERTY.

          • Marcelo Eiras

            Na Alemanha o padrão é quase igual ao QWERTY só o Z e o Y que trocam de lugar.

          • Vin Diesel

            Meu primeiro teclado USB foi um alemão… A gente trocou a tecla de lugar e mapeou…

          • Se fosse sueco só vinham as consoantes…

          • Theuer

            E pingos, muitos pingos…

          • Vin Diesel

            Deixei cair Surströmming no teclado. Fedeu tudo.

          • Wagner Felix

            interessante é que nos teclados antigos as teclas da primeira linha tinham altura diferente das teclas da segunda linha, e da terceira… Deve ter ficado “ó”…

          • Vin Diesel

            sim, meu caro, depois resolvemos apagar e repintar a tecla.

    • Já ouvi a história de que o teclado foi assim feito para que as pessoas digitassem mais lentamente para não terem tantos problemas nos pulsos…. Enfim….

      • Theuer

        Ahahahaha, para não criar problemas para os pulsos, vamos dificultar a digitação a deixando o mais antinatural possível!

        • Exatamente isso

          • Theuer

            Cara, como seria possível alguém proteger os pulsos diminuindo a ergonomia a aponto de diminuir a velocidade da digitação?!

          • Como eu disse, não sei se a história é verdadeira, apenas citei o lado que conheço e não que seria verdadeira (nem eu acredito)

          • Theuer

            Saquei.
            Uma vez li que a própria história de que o QWERTY fosse para diminuir a velocidade de digitação para evitar embolar os “martelos” da máquina também era mito. Não gostei, preferia/prefiro acreditar nessa história! 🙂
            Abraço, boa semana.

          • Bem lembrado, essa aí eu também já escutei

      • Apocalyptica

        Nunca leu armas, germes e aço?

        • Não, nunca…. Do que se trata?

          • Apocalyptica

            Um monte de coisa interessante. O teclado querty é falado no finalzinho. Ele é uma obra de desengenharia. As letras mais usadas do alfabeto estão na mao esquerda, e pra piorar as letras são estrategicamente colocadas pra desacelerar a digitação. Isso era fundamental em máquinas de escrever que emperravam as engrenagens se digitasse muito rapido. Mas o livro falava mais de evolução do homem e sociedade

    • Carlos Magno GA

      Eu li que foi porque ficava mais fácil de transcrever código morse numa máquina qwerty.

  • gfg
  • “Você já viu um Trommelwähler?”

    Em alemão não dá pra saber se o sujeito tá dando bom dia, ofercendo um prato típico, ou ofendendo seus antepassados… é Fródiski

  • Giovane

    Esse sistema parece mais fácil de usar, eu tinha dificuldade de discar qdo criança, principalmente 9 e 0.

  • Wilter Monteiro

    Aqueles telefones com chave que travavam o disco (mais tarde as teclas) eram ótimos pra impressionar a namoradinha. “Não preciso discar, só ligo e desligo rapidamente o telefone (gancho, quem lembra?) de acordo com o número e consigo ligar pra quem eu quero”.

    • Evandro Oliveira

      famosa discagem por pulso

  • kenji

    Com um nome desses, fiquei com receio de abrir o link.

  • Vinicius Zucareli

    Difícil mesmo é explicar pros alunos porque a porcaria da corrente elétrica é o “sentido das cargas positivas” se quando a merda do próton sai do lugar, sai de baixo que é fissão nuclear!

    • Vinicius Zucareli

      E sim, eu sei que é por motivos históricos, mas não ficava legal na postagem

    • Rafael

      Eu nunca entendi o motivo do elétron ser negativo, da uma confusão danada na hora de tratar de correntes elétricas.

      Eu acho que nunca ouvi falar que é o deslocamento de cargas positivas. Pelo que eu eme lembro o professor só falava que o potencial muda de sinal, como se o positivo tivesse potencial maior do que o povo negativo, e os elétrons saíssem do polo positivo.

  • Otávio Tucunduva Mattana

    curti

  • Hyran

    Eu sabia que aquele conto da velocidade terminal tinha influência do Clark…

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