Versão preliminar do Android O já está disponível

E o robozinho não para de evoluir. O Google lançou na tarde de ontem a primeira prévia do Android O, que será lançada mais tarde neste ano. A equipe de desenvolvimento introduziu uma série de refinamentos no sistema móvel, em prol de uma melhor performance e uma identidade mais uniforme entre todos os dispositivos.

Vamos dar uma olha das principais novidades?

Melhor performance de processos em background

O Android sempre teve um problema sério quando o assunto é processos em segundo plano. Em alguns casos é imperativo ir nas opções administrativas e matar os processos na unha, visto que utilizar o smartphone ou tablet se torna praticamente inviável. Claro que ao fazer isso você ferrará com uma série de aplicativos que dependiam daquele processo, o que acaba por força-lo a reiniciar o Android e tudo começava novamente.

O modo Doze, introduzido no Android 6.0 Marshmallow foi criado para melhorar a performance da bateria e também influencia em como os processos no background se comportam, mas o Android O trará uma mudança específica: um limite automático vai impor restrições para os apps de modo que eles não gastem mais recursos do que deveriam. Pense assim: quando você tira uma foto, dependendo de suas configurações de dois a três apps podem ser ativados para salva-la na nuvem (Google Fotos, OneDrive, Dropbox, etc.); com o novo recurso apenas as ações indispensáveis rodarão, economizando recursos e bateria.

Assim, apps em segundo no modo multitarefa seriam colocados em “modo de hibernação” e não consumiriam nada até serem abertos novamente, o que é bem similar a como o iOS funciona. Por isso que os iPhones não carecem de tanta memória RAM como os Androids, tudo por conta dela: a otimização de sistema.

Notificações silenciáveis e um novo canal de categorias

A Central de Notificações está recebendo duas atualizações significativas. Primeiro, o usuário poderá silenciar as mesmas e permitir que elas continuem chegando, mas não emitam nenhum tipo de som ou vibração. Isso é útil para quem precisa amordaçar alguns apps de vez em quando mas não deseja apenas para o modo Não Perturbe, que silencia o Android por completo. É possível silenciar as notificações por curtos períodos de tempo, de 15 minutos até uma hora.

A outra são os chamados Canais de Notificações. Dependendo das configurações implementadas pelos desenvolvedores os apps poderão agora contar com níveis de notificações, onde você será alertado por um tipo e não por outro. O exemplo dado pelo Google é de um app de notícias que lhe avisa sobre as últimas notas de tecnologia, mas não sobre as outras. Dependendo das aplicações muitos apps poderão entregar opções muito interessantes para os usuários, como de contatos específicos em apps de mensagens mas não de grupos por exemplo.

API de auto-preenchimento (ideal para senhas)

A Autofill API é uma interessante alternativa para quem utiliza apps de gerenciamento de senhas. Você selecionará um aplicativo de autocompletar ao preencher um formulário e com isso, preencher automaticamente um login ou um endereço da mesma forma que utiliza o recurso nos teclados virtuais. Para quem depende de 1Password e companhia é uma boa alternativa.

Suporte a PiP e telas múltiplas

O Android O, assim como o iOS passará a suportar Picture-in-Picture, permitindo que o usuário assista um vídeo no YouTube ou na Netflix enquanto realiza uma chamada de vídeo no Skype ou no WhatsApp, ou realiza outras atividades. Isso é consequência da função de rodar dois apps simultaneamente introduzida no Android 7.0 Nougat, logo suportar PiP era o próximo passo.

Além disso o Android O dará suporte a múltiplas telas, um recurso muito bom para quem conecta seu smartphone ou tablet em diversos dispositivos. Você poderá escolher em qual das telas um app será aberto e não é tão estranho imaginar que o Google estuda finalmente introduzir o tal “modo desktop” cujos rumores circulam há tempos. Com o Continuum da Microsoft disponível, seria uma opção muito interessante para morder uma fatia do mercado corporativo.

Melhor som, cortesia da Sony

O Sony LDAC, tecnologia proprietária da gigante japonesa foi gentilmente cedido para o Google a fim de otimizar a experiência sonora do Android. O codec transmite som para fones Bluetooth a 900 kb/s com amostragem de 96 kHz a 24 bits, contra 328 kb/s e amostragem de 44,1 kHz, algo que não se equipara sequer a um CD. Já a nova API AAudio for Pro Audio, direcionada para apps profissionais foi desenvolvida pelo Google para extrair o máximo de qualidade sonora que os dispositivos podem entregar.

É uma boa medida principalmente num cenário onde fones com fio terão que utilizar plugs USB-C, logo uma melhoria na qualidade de som wireless é importante.

O Google também está padronizando os ícones do Android graças a um suporte adaptativo: eles passarão a ter diferentes formatos em vários dispositivos no Launcher ou em outras janelas, tudo para seguir o padrão dos aparelhos e não ficar cada um com um formato. Há melhorias de navegação via teclados físicos, suporte a novas APIs Java e ART, ajustes em apps de fotografia, sistema de conexão e descoberta de outros dispositivos próximos e etc.

A versão prévia do Android O pode ser baixada aqui, por enquanto disponível para Nexus 5X, Nexus 6P, Nexus Player, Pixel, Pixel XL, Pixel C e emuladores. Ainda não há datas para o beta público e nem para o lançamento final, visto que o sistema sequer possui nome. E desencanem, não será Oreo; o mais provável é Oatmeal Cookie mesmo.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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