Customizações? Para a surpresa de ninguém, o Nintendo Switch usa um Tegra X1 padrão

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Para economizar, a Nintendo fez do protótipo do Switch um kit de desenvolvimento para o console final

Carta ao leitor do MeioBit Games Brasil: o conteúdo a seguir não vai ser muito original. O tio Laguna já havia escrito coisas parecidas antes mas ainda tinha gente, inclusive ele, com a remota esperança de que seria diferente.

A culpa é desse mesmo autor, claro: quando o Switch ainda era chamado de Nintendo NX, o tio especulou em julho do ano passado que o console seria equipado com o Tegra X2, um suposto SoC da nVidia que até hoje não deu as caras no mercado de forma oficial. No vazamento das especificações oficiais em dezembro de 2016, todos os fatos indicavam que o Switch usaria o Tegra X1 mesmo mas sempre havia aquela pontinha de esperança de que a Nintendo nos surpreenderia no hardware.

Em janeiro, a Nintendo fez um grande evento para apresentar o novo console ao mundo, incluindo detalhes como o preço final e a data de lançamento. Durante a ocasião, a Nintendo disse que teria levado mais de 500 homens-ano para a nVidia customizar o chip do Switch. Já a camaleão verde de Santa Clara preferiu se limitar a dizer que o novo console da Big N teria um processador escalável de alta-eficiência que inclui uma GPU nVidia baseada na mesma arquitetura das placas de vídeo GeForce topo de linha.

No fim, todas essas palavras foram manobra argumentativa para fazer bonito no press release. E esconder a realidade que alguns não queriam aceitar.

Laguna_Nintendo_Switch_motherboard_peq

Placa-mãe do Nintendo Switch (crédito: iFixIt)

Após o lançamento oficial do Nintendo Switch, houve o tradicional desmonte do aparelho pelo iFixIt. Por fora, o processador na placa-mãe parece uma revisão do utilizado no console Shield Android TV de 2015. Por dentro, só daria para saber quando o Chipworks fizesse a tradicional dissecação do chip.

E foi então que a equipe do Chipworks, agora na nova casa TechInsights, passou o ácido para saber o die que havia por baixo da suculenta carne do Switch. Eis o resultado:

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nVidia T210 padrão, die encontrada no Nintendo Switch (crédito: TechInsights)

Para bom entendedor, meia palavra basta: essa die (falar “pastilha de silício” não é tão prático) acima é nada menos que o nVidia T210 padrão, litografado em 20 nm na TSMC. É o mesmíssimo chip encontrado no novo console Shield Android TV, que é basicamente uma versão slim do console da nVidia lançado em 2015.

Isso é bom ou ruim?

Bom, os tais 500 homens-ano podem ter servido para adaptar a parte de software e kits de desenvolvimento para utilizar o Tegra X1 apenas para jogos. É bem típico da Nintendo fugir de comparações de desempenho com os concorrentes pois prefere não mais entrar na guerra de fotorrealismo que Sony e Microsoft travam geração após geração, até porque um hardware mais poderoso custa mais. Provavelmente a nVidia tinha toda uma linha de produção do Tegra X1 dando sopa e fez um bom preço para a Nintendo. E esta deve ter exigido acesso total ao hardware da nVidia.

A Nintendo quis seguir à risca a filosofia Gunpei Yokoi de preferir (re)utilizar hardware antigo (leia-se: consolidado e bem conhecido) a investir pesado em equipamento no estado da arte. E é bom lembrar que a grande diferença estrutural externamente visível entre a arquitetura Maxwell e a Pascal é que esta é voltada para chips gráficos litografados no processo de 16 nm.

No fim aquela tabela de combinações das configurações de performance do console estava certa, afinal.

Modos ↓ Freqüência de operação da CPU Freqüências de operação da GPU Velocidades disponíveis no barramento do controlador de memória
Switch portátil 1,02 GHz 307,2 MHz 1331 ou 1.600 MHz
Quando no dock… 1,02 GHz 307,2 MHz ou 768 MHz 1331 ou 1.600 MHz
As informações na presente tabela são a especificação final de combinações das configurações de performance, e modos de desempenho que os aplicativos poderão usar no lançamento.

·
O Tegra X1 foi originalmente feito para dispositivos que ou seriam ligados na tomada ou teriam baterias com cargas bem generosas. Seu clock máximo é de 2 GHz na CPU e 1 GHz na GPU. O Nintendo Switch conta com bateria pouco maior que a de um smartphone, então no modo portátil acaba tendo que sacrificar boa parte do desempenho gráfico, que ficaria limitado aos 307,2 Gflop/s na pior das situações. O truque da Nintendo e da nVidia foi fazer essa transição entre o modo Dock e o modo portátil da forma mais transparente possível.

Um exemplo bem interessante é o do Legend of Zelda: Breath of the Wild, que usa resolução dinâmica para manter a taxa de frames o mais constante possível. Embora no modo Dock a saída seja 1080p, a resolução nativa do título é entre 900p e 810p dependendo da situação. Já no modo portátil o novo Zelda usa de 720p ou mesmo 648p para manter o mesmo framerate do modo Dock.

O grande mistério agora é se os quatro núcleos mais simples, Cortex A53, são de facto utilizados ou não. Provavelmente são ignorados pelo software, pois numa máquina voltada para jogos não faz sentido utilizar núcleos centrais de baixo desempenho (e consumo), mesmo presentes no hardware.

Sabemos que dar falsas esperanças não é o que se espera de um blog opinativo com o peso e a tradição do MeioBit Games Brasil. Foi uma atitude isolada e injustificada de um fã da Nintendo que não corresponde de maneira alguma à ética profissional do MeioBit. Portanto, o tio Laguna pede ao público as sinceras desculpas pelo ocorrido.

Fonte: EuroGamer.

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Autor: Emanuel Laguna

O “tio Laguna” nasceu no Siará em meio à Fortaleza de 1984. Sempre gostou de brincar de médico com os aparelhos eletrônicos e entender como um hardware dedicado a jogos funciona, mas pretende formar-se como Engenheiro Eletricista qualquer dia. Antes apaixonado pelos processadores gráficos desktop, vê nos smartphones, tablets e outras geringonças mobile o futuro da computação.

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  • Marlon

    Prevejo Jailbreak à velocidade da luz

    • tuneman

      mas já não fizeram?
      edit: corrigindo, já estão dando conta de emular. o que realmente é diferente do jailbreak….

      • Gradash

        pera ai… já estão emulando?

        • Luciano Rocha

          Não. Estão emulando o Wii U.
          O zelda novo (que tbm saiu pro Wii U) já tá sendo emulado.
          O emulador chama CEMU.

          • Mateus Silva

            Coloco minha mão no fogo que esse Switch roda um Android por baixo dos panos, em pouco tempo alguém vai conseguir acesso completo ao sistema e vai botar mil emuladores a funciona e a longo prazo vão dar um jeito de copiar os dados do cartão do game e arrumar uma forma de executar o jogo copiado.

            Fiz meu TCC usando a plataforma nVidia Shield TV para testes de desempenho de CPU e emuladores de Gamecube, Wii e Dreamcast funcionam nele com bom desempenho.

          • André G

            Eu cansei de baixar esses jogos da Google Play cheios de anúncios, venda de moedas e exigindo conexão com a internet, mesmo alguns pagos tem essas frescuras, aí só estou jogando emuladores e comprei até um controle Ipega pg-9021 da China que estou esperando chegar, pois alguns jogos são quase impossíveis de jogar apenas pelo touch.

          • Islan Oliveira

            Cara, falou em emulação pra Android, talvez a melhor opção seja o aparelho GPD XD, pense num monstrinho incrível.

          • Vin Diesel

            Valeu!

          • André G

            Fui pesquisar sobre esse GPD XD, achei muito caro, por esse preço prefiro comprar um PS Vita ou Nintendo 3DS XL.
            Esse GPD XD provavelmente logo ficará ultrapassado, enquanto o 3DS normal ainda é bem comum e até o PSP ainda tem muita gente com ele.

          • Islan Oliveira

            Cara, GPD se for comprar aqui no BR tá caro mesmo, comprando na GearBest sai muito mais em conta. E bem, o propósito dele não é competir com esses portáteis, mas de qualquer forma, eu não consideraria como ultrapassado algo que eu posso emular todo portátil até o DS e todo console de mesa até o Dreamcast. Claro que se for levar em conta só o hardware ele não tá muito atual (a empresa deveria mesmo lançar uma versão atualizada) mas levando em conta não só o form factory mas algumas funções dele, é bem válido. Enfim, cada um com sua opinião.

          • Tiago Guimarães

            queimou a mão atoa, ele deve usar uma versão do FreeBSD costumizada assim como o ps4.

          • Andrey Castro

            Comentei exatamente isso com um amigo ontem pelo WhatsApp. Depois de ver o desmonte do console pelo pessoal do iFix e a notícia do chip terra x1 sem modificações eu aposto que algum grupo maluco vai extrair esse sistema e revelar que roda um ‘android’ por baixo!

          • tuneman

            ah então é isso. me mandaram um gif no fim de semana, mas ainda tinha uns bugs.

  • Pablo Lukan

    Produzindo bons jogos ja vale muito…

  • Juaum

    Podem esperar uma versão XL ou Pro usando o Tegra X2.

    • daniel

      É questão de tempo pra sair uma versão menor pra substituir o 3DS e uma versão com hardware melhor rodando os mesmos jogos de forma melhor 🙂

      • Juaum

        Vou continuar com meu PS VIta e meu 3DS mesmo.

        • daniel

          Os jogos(japa claro) que saiam pro Vita devem começar a sair junto pro Switch e aos poucos a Nintendo vai deixando o 3DS de lado.. A medida que a Sony vai encerrando o suporte(de hardware) pro Vita também.

          Não vejo o 3DS tendo suporte pra além do final de 2018

    • Terra Nova

      Você só precisaria trocar o “TABLET” o resto você aproveita.

  • Wallacy

    Duas informações:
    – o chip usado é o mesmo do Android TV 2017. Pois usa a revisão A2 com litografia de 20 nm. O de 2015 usava 28 nm.
    – testes mostram que em games o Shield também não passa de 768 MHz. A GPU não consegue sustentar 1 GHz por muito mais que alguns minutos.

    • Ok, corrigido. 😉

      • Jaffy

        Sério… mandem um brinde para esse cara. Melhor revisor de cunho técnico (gratuito) aqui do MeioBit. Quando o negócio é hardware ele manja. E sempre agrega muito nas conversas.

        • Wallacy

          Nem tanto! Vivo dando uns vacilos.

          Além do mais já tenho minha camiseta do meio bit. Troquei por tibs. (Bons tempos)

          • Jaffy

            Mas que rapaz modesto. xD
            Mas valeu cara… tenho interesse na área, mas minha engenharia não tem nada a ver com hardware de computadores. :3 Daí tu traz informação mais técnica e isso é sempre legal para mim.

  • Wallacy

    Agora sobre o post, de fato era aquela coisa que sabíamos porém não queríamos acreditar. Sabíamos que nenhuma linha de produção do X2 estava pronta, mas “imaginamos” que poderia ser uma escondida para o Switch. Os dev kits do X2 estão agora no mercado, mas parece que já estão com dias contados, já que a NVIDIA já fez o pedido para TSMC para fabricar GPUs Volta em 12 nm no fim do ano. Considerando que o Xavier foi anunciado 1 mês depois do Parker, acho que o X2 nem vai entrar em produção em massa.

    Já sobre a customização, infelizmente nada foi feito em relação a performance, mas nada impede de qualquer coisa relacionada a produção das APIs (por exemplo, trocar de 7 registradores para 8). Nada que vá tornar o chip mais rapido, mas possivelmente produzir uma DevKit mais voltado ao que a Nintendo estava disposta usar.

    Mas é isso aí:
    – Positivo:
    Chip bem conhecido no mercado, já suporta varias ferramentas, e vai suportar cada vez mais.
    – Negativo:
    Perdeu a oportunidade usar um chip muito mais eficiente e também mais potente.

    • Terra Nova

      Acho que o fracasso do WiiU atropelou tudo… “SE” o WiiU tivesse tido folego 90% de chance do SWITCH ser um X2

    • Fernando Barros

      Na verdade n existe x2. Oq tem é o px2 que é caríssimo, grande e foi feito pra o seguimento de carros autônomos e n pra jogos.

      • Wallacy

        X2 é coloquialmente como se chama o Jetson T X2. O próximo do segmento móvel. Que por sua vez usa o mesmo Parker do PX2.

        No fim é uma forma diferente de chamar o Parker. Já que a NVIDIA usa X1 e X2 em todas as linhas que esses estão em uso.

        O Jetson T X2 existe, foi lançado semana passada. Mesmo preço do TX1 diga-se de passagem.

        Nenhum SoC custa mais de $50. Cobra-se pela plataforma, não pelo chip em si.

  • Bruno Costa

    Agora só falta descobrirem que o sistema é uma fork do Android Marshmallow e descobriremos que o Switch não é nada mais nada menos do que um tablet Android customizado.

    • Wallacy
      • daniel

        Estão dizendo que isso é relacionado aos servidores e não necessariamente ao Switch em si

        • Wallacy

          Não faz muito sentido por a licença do servidor.

          Mesmo assim deve ser baseado no sistema operacional do 3DS/WiiU, ela já tem seu próprio SO não ia usar um Android só pra ter retrabalho.

          • Smartfox

            É possível que ela tenha desenvolvido um sistema próprio do zero ou usado a mesma versão do já utilizado no 3DS, com algumas melhoras.

            É bem improvável ela ter utilizado a mesma versão do sistema do Wii U mais pela arquitetura do console que era baseado no IBM PowerPC. Deve dar muito trabalho atualizar todo o código e drivers para ser compatível com os CPUs ARM, até porquê eu vi muitos elogios ao sistema do Switch que, diferente do Wii U, é muito mais rápido e ágil na hora de alternar entre um jogo e outro, tirar prints, navegar na loja, etc.

          • Wallacy

            Sim, expandir as capacidades das versão do 3DS faz mais sentido. Pelo visto estamos apenas aprendendo que os portáteis das empresa se baseava no FreeBSD também.

          • Jonas Fabricio Kozamekinas

            Discordo… Acredito que versoes de sistema operacionais vem sendo ecoluidos desde nintendo Wii,vcs se apegaram a instrucoes dos processadores porem esquecem que SO pode ser compilado tanto ibm power pc como para Arm oque difere é compilador da linguagem comportar e muito provavel que seja em C puro ou C++ logo isso é bem possivel é so ter fonte em maos.

          • Wallacy

            Isso é verdade para aplicativos em alto nivel, mas não para drivers e kernel. O proprio kernel do linux até hoje só foi portado 94% para ARM. E demorou um bocado.

            Trabalhei um bom tempo suportando aplicativos PPC e x86_64, e toda vez que tínhamos que fazer qualquer coisa um pouco mais baixo nivel era um parto, existe muitas instruções platform dependent.

            Não falo nada de compartilhar interfaces com o WiiU e outros frameworks internos mais alto nivel. Mas o grande problema está, como o colega disse, a camada de drivers e kernel. Mesmo o LLVM que da um excelente suporte a código entre as duas plataformas (C / C++) tem varias paginas documentação para esse tipo de port.

            A interface final do 3Ds também compartilha muitos elementos com o WiiU, não é de se espantar que referenciem o mesmo framework compilados para as respectivas plataformas. Porém a base do sistema certamente não é a mesma do WiiU (PPC), muito mais provavel ser do 3Ds ou inteiramente nova. Acredite ou não já tive problemas ao sair de x86 para x86_64 usando C/C++ ao ponto de reescrever quase tudo imagina de PPC para ARM.

            Recompilar geralmente é o suficiente para qualquer coisa em user space. Abaixo disso é onde os problemas podem surgir.

          • Jonas Fabricio Kozamekinas

            Discordo de novo ok drivers sao drivers,nao quer dizer que nao va aproveitar codigo fonte que nao depende do driver… A Nintendo é campea em aproveitar codigo fonte …

          • Wallacy

            Eu não disse diferente, inclusive falei que o 3DS e o WiiU provavelmente usam o mesmo framework. Eu falei do sistema, o sistema definitivamente não é baseado no do WiiU (ppc) e sim do 3DS (arm), isso inclui todo o suporte ao SoC (WiFi, Bluethoot, etc) que já está pronto. Isso só reforça sua colocação.

            Qualquer coisa em user space vai ser aproveitado é claro. O sistema em sí não.

            E nem precisa ir longe, o sistema já foi lançado. Ele é de fato muito mais parecido com o 3DS que com o WiiU.

          • daniel

            Eu sei que não faz sentido, mas ouvi gente falando isso numa discussão. Ao mesmo tempo que falaram também que o SO deve ser baseado no que usaram no 3DS.

  • BielSilveira

    Diz aí, Laguna : o quão atrás isso deixa o switch perto do xone e ps4? Jogos multiplataforma precisariam de um downgrade violento?

    • Tiago Guimarães

      É só procurar na DigitalFoundry (youtube) a comparação entre Dragon Heroes (ou algo do tipo) entre ps-vita, ps4 e switch. (Spoiler as vezes o switch aparenta está atrás até mesmo do vita)
      Eu tenho uma gota de esperança na switch e talvez consigam otimizar e extrair a potência do chip.

      • Wallacy

        Dragon Quest não é nenhum parâmetro. Até no PS4 dropa frame de tão mal otimizado.

        Temos Resident Evil 5 pra Shield TV rodando a 60 fps (olha na DigitalFoundry também). Também temos Metal Gear e Tomb Raider… Mesmo esses acho que ainda dava pra rodar melhor se não fosse o Android.

        Da para ter uma ideia. Rodar roda muita coisa. Se vai valer o esforço só o tempo dirá.

        • Jaffy

          Unreal Engine 4 faz milagres com otimização.

          E cara…é portátil!!!!
          Nem faço questão dos jogos novos…
          Só o fato de poder jogar onde quiser jogos como Batman, Bioshock, Borderlands, DmC ou até Alice: Madness Returns (todos Unreal Engine 3)… uau! @[email protected]
          Masssss….. vai das produtoras e Nintendo trazerem esses ports delicia para nós…

          Depois de ver todo o hardware dele e proposta, sempre vou ver Switch como console adicional e portátil – que quebra galho como console de mesa.

          • Wallacy

            Claro que faz, por isso devemos esperar otimos ports daqui um tempo. A UE4 recebeu oficialmente o suporte ao Switch apenas em fevereiro. Até o fim do ano devemos ver coisas bem legais.

            E sim, o X1 ainda é um baita processador, a CPU não deixa a desejar em relação ao PS4/One. Tudo bem que a GPU é 4x mais fraca (ou 8x se você pensar no Pro) e as malhas vão precisar ser menos complexas, mas isso é o de menos considerando todo os outros benefícios, o fator hibrido é chamativo.

          • Jaffy

            Isso.
            Unreal Engine 4 é relativamente leve e dá para otimizar bastante. Vai da boa vontade dos devs.

            Acho que vai surgir muita ”obra de arte” inesperada no Switch – no quesito estético.
            Mas não tenho esperanças que tenha poder de fogo para processar físicas robustas ou cenários fotorrealistas. E nem me faz falta… ultimamente só tenho jogado jogo indie xD

        • Tiago Guimarães

          60 fps, mal passava dos 30, muitas vezes caia para 25. A arquitetura arm ainda não é boa para jogos.

          • Wallacy

            Qual conjunto de instruções o x86 teria que seria favorável e o sem arm não teria?

            Não se trata de ser arm. O problem do Shield TV é o Android e o Throttling.

            É por isso que em consoles usa-se frame lock (em 30 ou em 60). Isso permite também dynamic resolution (variar entre 1080-900 por exemplo), além de várias outras várias estratégias. O Shield TV não tem nada disso, pois antes de tudo usa um sistema operacional de propósito geral, e CPU/GPU sem frequency lock para evitar o Throttling.

            Por isso que sempre quando sai um console as pessoas teimam em dizer que é um PC piorado (pois usam frequências menores que no PC). Mas o que importa não é a frequência máxima e sim a frequência sustentável. Além de um firmware de baixa latência, etc. Isso o Shield não tem.

            O Shield está pior que os primeiros estágios de jogos no Linux. (Hoje melhor mas o Windows ainda reina)

            O vídeo em questão apenas mostra um potencial mal explorado. Isso não tem haver com ser arm, ja que os conjuntos de instruções aqui não fazem muita diferença.

            Vamos ver o que o tempo dirá.

          • Tiago Guimarães

            Claro que a arquitetura faz diferença, a x86 funciona melhor pelo simples fato de ser mais usada tanto que já emula a arm com perfeição. já a arm não faz o contrário. Já a instruções elas fazem diferença sim, olhe os novos pentium da intel, são um i3 dá geração passada sem 4 instruções (que fazem sim diferença no desempenho de jogos e emulação).
            Parece ser muito mais fácil para você acusar o jogos de má-otimizaçao, do que aceitar que o switch é ultrapassado, sou fã da Nintendo tanto que meu console favorito é o snes, mas ela falar que tinha o processador x1 costumizado em seu console e no final ser só um x1 com um heatpipe maior. Isso de desapontou, lógico não esperava o desempenho de um ps4 ou xone, só esperava fluidez e não é isso que encontro.

          • Wallacy

            Calma… Vamos por partes.
            Não estou falando dos jogos mal otimizados no momento, por exemplo, Zelda temos o problema do double buffer ao invés de triple buffer, isso é um problema na escolha de arquitetura de firmware, que da para ser contornado com o tempo, mas é um problema arquitetural. Pode ser contornado usando outra estrategia na engine é claro.

            Outra coisa é falar de conjunto de instruções do processador no contexto de games. Nunca me deparei em um cenário onde a falta dessas instruções gerava problema. Até porque a CPU no contexto de games é bem subutilizada, mesmo para grandes calculos de fisica os conjuntos padrões nos ARM são suficientes.

            Nesse contexto, fiz uma pergunta bem clara, não de forma jocosa: Quais conjuntos de instruções faltam no ARM para viabilizar melhor games? (eu realmente tenho essa curiosidade). E adiciono: Quais instruções do i3 fazem falta?

            Se não estou enganado a ultima coisa relevante que tivemos foi o SSE4.2 / POPCNT (Nehalem) e o LZCNT (Haswell). E nada disso é suficiente para dar boost em games.

            Gostaria de aprender mais sobre isso se puder me informar.

            Porém… Se você está falando de diferenças de arquitetura (não instruções) que ajudam em games (por parte da CPU). Daí claro que concordo com você. Faz todo sentido. Mas não era o ponto do meu comentário.

            Possivelmente não fui claro, mas posso usar seu comentário como ponte para minha explicação.

            “86 funciona melhor pelo simples fato de ser mais usada ” <- ISSO

            Eu disse:

            "Isso não tem haver com ser arm, ja que os conjuntos de instruções aqui não fazem muita diferença."

            Pensei que aqui estava claro que a questão são as ferramentas não otimizadas ainda. Me responde: Tirando o DS/Vita e outros portáteis, qual outra grande linha de ferramentas para ARM no quesito a produção de games? Unity?

            Isso não é por causa do conjunto de instrução, reitero, da para fazer exatamente a mesma coisa em arm, porém não existe ferramenta madura no mercado para isso, as instruções são suficientes, o ARM Neon é plenamente capaz, inclusive mais rápido em alguns contextos. O ARMv8-a SVE está sendo usado em super computadores ao invés de soluções x86 como o SSE justamente por ser um conjunto de instrução muito eficiente.

            E por isso, caso não se lembre… a base dos games é conjuntos discretos: A GPU usa um instruction set muito similar aos usados no ARM, o cuda é bem parecido com ARM Neon.

            No mais, em relação aos games em sí, não estou querendo justificar nada no Switch, apenas discutir a tecnologia usada. O X1 no inicio desse ano é o melhor processador disponível para uso (logo não ultrapassado), concordo que seria melhor esperar um pouco para usar um Parker, mas não foi o que aconteceu, e definitivamente, analisando de forma fria, da para ver que existe muito potencial não explorado em nível de software, que SE, apenas SE o mercado quiser e for financeiramente interessante, logo UE4, FE e outras engines logo vão aproveitar.

            UE4 para Switch está em beta (versão 4.15) só como exemplo, versão final sai em 3 meses… Quanto tempo para realmente aproveitar tudo?

          • Tiago Guimarães

            Então, você complementou muito bem o que eu disse e entendeu meu ponto.
            Sobre a arquitetura, isso já aconteceu no inicio da geração pentium 4, o contexto era, a amd controlova o mercado com seus processadores de alto desempenho, a intel viu a arquitetura dela para desktops estava defasa e pegou o projeto do Pentium 4 do setor mobile dela e otimizou o projeto que além de adicionar as instruções sse, ela auxiliou os desevolvedores a utiliza-la (parece um pouco com a história do switch até agora né), isto fez a intel tomar o posto da amd ,que tinha suas instruções mas não ajudou os desenvolvedores (parece com o wii u, não?).
            Sobre a arquitetura arm ser menos poderosa que a x86 (situação que está se invertendo) é por conta que durante seu desenvolvimento, ela nunca pode competir diretamente com a x86, por que tinhamos e temos melhores processadores no mercado.
            Desculpa qualquer erro, eu tirei essas informações da memória.

          • Wallacy

            Tranquilo, no exato momento estou falando apenas de possibilidades.

            De forma direta: O Switch pode rodar games muito melhore que o 360, isso inclui o RE5 a 60 fps? Pode… Mesmo nível de física que o One? Sim. Gráficos? Não, pior que o One é claro. Vale a pena investir nas ferramentas para chegar nesse nível? Sei lá, mas que tem como tem.

            No momento o melhor exemplo que temos é o Shield TV, que roda Android, ou seja zero de parâmetro.

            Era piorar o Zelda não roda muito bem, e usa algumas estratégias de render questionáveis (como double buffer) que é difícil saber se foi por limitações do X1 ou burrice da Nintendo (não me surpreenderia). Em último caso, acho que só daqui um ano vamos saber o que realmente a plataforma é capaz.

            Até lá é claro já vamos ter Scorpion e anuncio de um novo Vita quem sabe.

            Importante é a Nintendo investir no SDK enquanto tem tempo.

          • Tiago Guimarães

            sobre a instruções que faltam no pentium (g4560) são a avx e avx2 que auxiliam na redenrizaçao de vetores avançados. Mas acabei me enganando e oq eu escrevi fez parecer que ter essas instruções causam um enorme ganho. Mas não chega a 10% de desempenho extra.

          • Wallacy

            Entendi, nesse caso temos, como tinha citado o ARMv8-a SVE (disponível no X1) que é bem interessante. Não fica pra trás, talvez até melhor.

          • Wallacy

            Então, desculpe voltar no assunto. É que estava aqui conversando com o amigo, dai ele me perguntou: “O Shield roda games ‘normais’ a 60fps”. Fiquei imaginando o que ele queria dizer com ‘normal’ e disse: Claro, já viu o Doom 3 BFG Edition? https://www.youtube.com/watch?v=je7-Ot4zyf0
            Daí me toquei que era exemplo da Digital Foundry que eu queria dar no meu comentário anterior e não RE5, pois esse mesmo Dom rodava apenas 720p e não em 60fps no PS3/360.

            Era isso que queria dizer em relação a um bom uso da arquitetura.

            Isso obviamente não invalida seus outros pontos e o resto da conversa.
            Apenas uma errata mesmo.
            Abraços.

    • Smartfox

      Cara, pode ser até que eu esteja um pouco errado, mas o Switch não deve chegar nem a metade do poder de um Xbox One. O que deve diferenciar ele do Wii U é a GPU da nVidia mais atualizada que tem a vantagem de ser compatível com o que há de mais atual (as diferenças ficam claras em Fast RMX), comparado ao Radeon do Wii U… E a maior quantidade de RAM também, mas que para os padrões atuais ainda exigiria um downgrade absurdo na qualidade das texturas.

      Esqueça o sonho de ter um console que possa rodar os melhores jogos da Nintendo e ainda se divertir jogando Prey, Mass Effect, For Honor e outros jogos AAA no Switch entre um título exclusivo e outro. O que vai mais dar as caras no console da Nintendo são seus próprios jogos, os jogos orientais japoneses e os casuais fazendo melhores usos dos Joy-Cons.

      Nada impede que o console seja um sucesso, é claro, mas eu aposto que a biblioteca de jogos ao longo dos anos deve ser algo bem distinto dos consoles atuais de mesa, se aproximando mais do estilo do 3DS do que do PS4.

      • BielSilveira

        A parte de esquecer o sonho de ter um console capaz de rodar os melhores jogos da Nintendo e outros AAA foi crueldade

  • André G

    Poderiam ter adiado o lançamento, pelo menos assim lançariam com um chip melhor, jogos do Mario estariam mais próximos de serem lançados e eles poderiam corrigir mais bugs do Zelda antes de lançarem. Também poderiam corrigir mais bugs do sistema.

  • SacoCheio

    Agora é só torcer pro Geohot gostar de Nintendo! Opa, malz aí, ele passou pro outro lado do balcão… #xatiado

    • Semanas atrás ele foi comprar um Tesla S, e prestes a receber o carro recebeu uma visitinha dos advogados da companhia. Eles foram claros como cristal que não admitiriam nenhuma tentativa de hacking e que ele deveria expressar por escrito que não estava interessado no carro para explorar o sistema.

      Resultado? Geohot desistiu de comprar o Tesla S.

      • lordtux

        Huahaua mais medo do que de bandido roubando uma cegonha cheia de Teslas.

      • SacoCheio

        Vítima do sucesso! hahaha

  • Smartfox

    Isso só reforça mais o fato de que a Nintendo cria o hardware pensando nela mesma e não na industria em geral. Consoles da Nintendo são para os jogos da própria empresa, os thirdies são apenas um mal necessário, tanto é verdade que são os jogos que menos vendem nos consoles dela desde o fracasso do N64.

    Rodando Mario, Zelda e Pokémon… dane-se o resto. Quem quiser se destacar no Switch, que use a criatividade ao invés dos grafismos de ultima geração.

  • kenji

    500 homens-hora não é muita coisa…

    • Wallacy

      O anúncio foi de 500 homens/ano não hora. Pequeno erro do texto.

      • BielSilveira

        E o que eles fizeram, pelo andar da carruagem?

        • Wallacy

          Pode até ter rolado uma customização no chip, mas nada que afete desempenho, algo para facilitar o desenvolvimento do SDK como um ajuste em algum registrador. Certamente algo mínimo.

          Ao que parece o que fizeram foi produzir um SDK bem integrado, bons drivers, estudaram bem a plataforma…. Talvez andar de carruagem.

          • Jaffy

            Sempre fico feliz quando você comenta. Aprendo bastante… Keep going!!!

      • Corrigi, são 500 homens-ano.

        Ah, 500 homens/ano é outra coisa. 😉

        • Wallacy

          Isso 😉

    • Corrigido, falha minha.

  • B4klaudio

    Era esperado…. Mas não deixa de ser uma decepção. Eu esperava que o núcleo gráfico fosse equivalente a uma GTX 960, o que seria possível em uma revisão do Tegra x1.
    Bem … ainda é um ótimo portátil, tomara que a Nintendo se de conta disso a tempo.

    • Proper

      Mas o seu otimismo era exagerado, primeiro que atualmente não parece ser possível colocar uma GTX 960 em um portátil sem consumir absurdos. Segundo que se isso fosse possível já bateria a dupla PS4 (launch) e Xbox One e conhecendo o jeito Nintendo de ser não custaria barato.

    • Wallacy

      Só como curiosidade: a GTX 960 tem o mesmo poder de processamento do PS4.

      Isso mostra o quanto um sistema dedicado faz a diferença.

  • Anayran Pinheiro

    É real, Nintendo parte de cabeça para o mundo “mobile”. Isso a ajudará a poupar esforços em vários aspectos, agora é só ela ser menos conservadora e abrir mais os jogos aos indies e veremos o Switch se popularizar com gosto.

  • Robson Nascimento

    “Durante a ocasião, a Nintendo disse que teria levado mais de 500 homens-hora para a nVidia customizar o chip do Switch”.
    Isso não dá nem 1 MM. Acho que está errado isso aí.

  • Jaffy

    Esse final do texto — não sei porquê — me fez pensar no IGN Brasil em seus recentes acontecimentos… hummmm

    E especulações são bem vindas tio Laguna. Desde que você deixe claro (tu e o Dori fazem isso bem) que é especulação / achometro / suposição / devaneio / imaginação / rainbows and unicorns.

  • Artur

    normal da nintendo.

    deve ter 100% de lucro no switch.

  • Germano

    Hum, será então que um dia ainda vou jogar esse novo Zelda no meu celular?

  • Evandro Cesar

    Eu não entendo essa teimosia da Nintendo em não investir em hardware… No fim das contas o console sai caro do mesmo jeito, e as desenvolvedoras (sentindo o cheiro de baixas vendas) saem fora.

    Acaba logo com a divisão de hardware quase toda! Montem sua própria “steam” só de exclusivos Nintendo. Agora caprichando mais do que nunca nos games, foco total nos games, e lancem eles pra PC. E vendam acessórios originais pra pc, controles, óculos entre outros.
    Deixem claro por meio do marketing que o Switch é PORTÁTIL e substituto do NDS (nem pensar em lançar outro NDS, troço caro com gráficos MEDONHOS) PRONTO! Perfeito, cabô.
    Melhor do que ficar nessa “pataguada” todo santo lançamento. Aff…

    • Rodolfo Oliveira

      A Nintendo quer lucrar com o hardware, por isso que ela lança sistemas com specs mais baratas porém o preço pro consumidor final continua alto.

  • Típico, e até esperado. Nintendo vai seguir a filosofia do Yokoi (que era perfeita nos anos 90, vale notar) até achar uma inovação de apelo como no Wii, ou mudar totalmente de comando depois de uma paulada financeira. Ou quebrar.

    Parece um filme que se repete, mas quando falávamos quase as mesmas coisas sobre o Wii U, sabemos quais foram os argumentos: “jogo-X vai fazer isso”, “jogo-Y vai salvar a plataforma”, blabla.

  • Mario Junior ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

    Resumo: é apenas o Shield da Nvidia dentro de uma caixa nova.

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