Um tributo a Chuck Berry, que mudou a história do mundo com sua guitarra

Ontem perdemos Chuck Berry, mais que um grande guitarrista ou showman, um verdadeiro visionário. Com clássicos como Roll Over Beethoven, Maybellene, Rock ‘n’ Roll Music e principalmente Johnny B. Goode, Chuck colocou todo mundo para dançar, influenciou as bandas mais incríveis e no processo mudou a história do mundo, pois sem ele, a trajetória dos humanos na terra nas últimas décadas certamente não seria tão divertida. Este texto do André Barcinski explica muito bem a genialidade de Chuck e a sua importância para a história da música.

A bela carta de aniversário de Ann Druyan e Carl Sagan para Chuck Berry em seu aniversário de 60 anos certamente deve ter emocionado o velho roqueiro, com a informação de que sua música Johnny B. Goode iria para o espaço a bordo da Voyager, mas esse é um tema para o meu amigo Cardoso. Bob Gale e Robert Zemeckis também reconheceram a atemporalidade e a imortalidade das composições e performances de Chuck Berry em uma cena maravilhosa de Back to the Future.

Em 1993, vi Chuck Berry ao vivo aqui no Rio, em um show triplo com seus velhos parceiros Jerry Lee Lewis e Little Richard. Chuck tinha 66 anos de idade, mas ele parecia um menino no palco, fazendo seu eterno duck walk. Poucos músicos tiveram uma relação tão profunda com o resto da cultura pop, e Quentin Tarantino, um verdadeiro mestre não só das câmeras como também na seleção e uso de trilhas sonoras, usou com perfeição Never Can Tell para a clássica cena do concurso de Twist com Uma Thurman e John Travolta em Pulp Fiction.

Chuck estava preparando para este ano um álbum comemorativo aos seus 90 anos, e seu primeiro disco desde 1979, mas infelizmente não conseguiu fazer o lançamento em vida. O álbum que deve ser lançado de forma póstuma pela Duotone em breve, se chama simplesmente Chuck, e foi gravado com a St. Louis Band, com a presença de seus filhos Charles Berry Jr e Ingrid Berry.

Também existem histórias folclóricas que mostram que fora dos palcos, Chuck dava muito trabalho para os produtores. Uma história clássica acontece no primeiro dia de gravações do documentário sobre a sua carreira Hail! Hail! Rock ‘n’ Roll (o título é o refrão da clássica School Days), que mostrava a trajetória de Chuck desde o começo. O diretor Taylor Hackford conta que Chuck era mais temperamental do que vários astros de Hollywood que ele já trabalhou, e que apesar de já ter recebido pelo uso das músicas no documentário, Berry não queria participar das gravações até que recebesse mais dinheiro do produtor, que acabou sendo entregue em uma mala marrom.

São muitas histórias ao longo de uma vida de 90 anos, mas o que vai ficar para sempre mesmo é o seu jeito revolucionário de tocar guitarra e a incrível energia das suas músicas que estão no momento a 20 bilhões de km da Terra.

Vamos a alguns hits de Chuck que entraram para a história.

Maybellene

Roll Over Beethoven

Route 66

Rock and Roll Music

School Days

Sweet Little Sixteen

Johnny B. Goode

Johnny B. Goode — Marty McFly em De Volta para o Futuro

Memphis Tennessee

Aqui uma versão de Nadine com a banda do documentário Hail! Hail! Rock ‘n’ Roll com a banda com Keith Richards. https://youtu.be/5madtiLf7DI

Never Can Tell

Never Can Tell – Pulp Fiction

Por falar em Never Can Tell, também vale mostrar Bruce Springsteen cantando esta bela canção de improviso em um dos seus shows.

Promised Land

Aqui você pode conferir um show completo do mestre gravado 10 anos atrás.

Descanse em paz, e muito obrigado por tudo, mestre Chuck Berry! Go Johnny, Go!


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Autor: Nick Ellis

Nick Ellis é autor do Meio Bit, Digital Drops e Blog de Brinquedo.

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