Miyamoto, liberdade e as árvores do Zelda: Breath of the Wild

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As pessoas podem falar da direção artística, da mecânica que inovou em vários aspectos, do desafio superior a o que jamais havíamos visto na série ou até mesmo da enorme atenção aos pequenos detalhes, mas na minha opinião, a principal qualidade do The Legend of Zelda: Breath of the Wild é a liberdade que o jogo nos proporciona. Conversando com quem está jogado essa obra de arte, podemos perceber como eles estão encarando a aventura de maneiras diferentes e o simples fato de ir para onde quero já tem sido o suficiente para me deixar encantando com o jogo.

Entretanto, quando se trata de maneiras diferentes de encarar esse novo Zelda, acho que ninguém o fez de forma tão… bizarra, quanto Shigeru Miyamoto. Quando o diretor Hidemaro Fujibayashi mostrou uma versão preliminar do Breath of the Wild ao criador da franquia, o lendário game designer surpreendeu a equipe com uma atitude inusitada.

Quando apresentamos ele ao Sr. Miyamoto, ele passou cerca de uma hora apenas escalando árvores. Deixamos algumas iguarias como Rupees nas árvores, mas também deixamos outras coisas em outros lugares que achamos que ele iria. Mas ele apenas continuava subindo nas árvores. E então chegamos ao ponto em que, ‘você gostaria de ver outras coisas?’ Mas continuava fazendo aquilo. Assim que ele saiu da Shrine of Resurrection, passou uma hora em um raio de apenas 25-50 metros fora da caverna apenas subindo nas árvores.

Como a apresentação do jogo foi feita também para o produtor Eiji Aonuma, o diretor estava bastante nervoso pois sabia que precisava vender a ideia à dupla e uma das maneiras encontrada por ele foi dizendo que o personagem poderia escalar paredes. Porém, o que Fujibayashi não imaginava era que o criador do Mario gostaria tanto da ideia de poder escalar também as árvores.

Pois acredito que mesmo sendo um pouco estranho, esse comportamento de Shigeru Miyamoto serve para ilustrar a maneira como o jogo funciona como uma enorme (e põe enorme nisso!) caixa de brinquedos, nos deixando explorá-lo da maneira que quisermos e sendo capaz de entregar uma experiência diferente para cada pessoa.

Por tudo isso não chega a ser uma grande surpresa o The Legend of Zelda: Breath of the Wild estar sendo tão elogiado e se existia alguma dúvida de que ele poderia ser considerado um dos melhores jogos de todos os tempos, agora sabemos que nunca um título recebeu tantas notas máximas em análises quanto ele, chegando a 43.

Fonte: IGN.

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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  • Fernando Silva

    E adiciono que o NS é o console perfeito para esse tipo de jogo: quando estou em casa foco na quest principal e objetivos importantes para a aventura, quando estou no trem para o trabalho, começo a vagar pelo mapa e procurar lugares onde não fui ainda simplesmente para ver o que tem lá e todas as vezes que fiz isso fui surpreendido (algumas vezes até encontrando algo importante para a quest principal). Ansioso para jogar Skyrim quando lançar, mesmo sabendo que depois de BotW vai ser difícil ter a mesma experiência.

    • Germano

      Só curiosidade, que país voce esta vivendo mesmo? Brasil certeza que não é.

      • Julio da Gaita ✔

        eu ia perguntar a mesma coisa..rs

        • Jaffy

          Parafraseando… “Alemanha”

      • Rodrigo M

        Já muita gente jogando com portátil no metrô aqui em SP

        • mr_rune

          Mas como eles fazem pra jogar em pé ?

          • Rodrigo M

            Dependendo do horário e linha da para ir sentado. Dependendo do lugar no metro da pra encostar e ficar com as mãos livres para jogar.

          • Eu não teria coragem.

          • Rodrigo M

            Eu uso meu celular tranquilamente dentro do metro.

      • raphs

        Eu vivo em São Paulo e jogo no metro de boa, claro que muita gente olha, mas acredito que é por ser novidade.É que nem tablet, no começo todo mundo ficava olhando, hoje tem vários modelos e ninguém se importa mais.

      • Fernando Silva

        Alemanha ; ]

    • Jaffy

      Escalar montanhas no Skyrim e no BotW são experiências realmente únicas e distintas. xD

    • Leandro Medeiros

      Há muitos anos atrás, quando smartphones ainda não exisitam, eu costumava jogar no meu Palm Tungsten dentro de um pequeno fichário quando estava no ônibus pra ludibriar a bandidagem. Depois se tornou algo tão trivial, mas era engraçado ver como as pessoas se espantavam com aquela tecnologia. No ínicio dos smartphones foi a mesma coisa, quem tinha um, procurava usar com a maior discrição possível em ambientes públicos, hoje em dia as pessoas simplesmente seguram no colo mesmo que não estejam usando

  • “… serve para ilustrar a maneira como o jogo funciona como uma enorme (e põe enorme nisso!) caixa de brinquedos, nos deixando explorá-lo da maneira que quisermos e …”

    Dá pra pilotar uma carroça/carruagem e fazer combo quando aparecer aquele monte de galinha?

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    =P

  • Jaffy

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