Google e bibliotecas dos EUA vão incentivar as crianças a programar

Eu sei que já disse isso inúmeras vezes mas não custa nada repetir: programar é preciso. Quanto mais cedo as crianças tiverem contato com o básico da disciplina melhores serão em raciocínio lógico, encadeamento de ideias e solução de problemas, mesmo que não sigam carreiras em TI. Terão contato prático com matemática, física, geografia e inglês metendo a mão no código e se sujando mesmo, e no futuro poderão se sair melhor do que muitos que aprenderam a programar tardiamente.

Craig Federighi defende que programação e alfabetização devem andar lado a lado, e concordo. Claro que a introdução à matéria deve ser feita da maneira correta para que não fique chata e repetitiva, ou os pequenos a repelirão sem dó. Uma estratégia inteligente é empregada pela Code.org em parceria com Disney, com seus tutoriais em Stratch liberados todos os anos durante a Hora do Código. Alguns educadores hoje utilizam o game Minecraft, que por suas características funciona como uma excelente sandbox para o ensino de programação.

O Google também está empenhado em ensinar as crianças a programar, e agora lançou uma nova campanha em conjunto com a American Library Association (ALA) chamada Libraries Ready to Code. A ideia é equipar as bibliotecas públicas dos Estados Unidos e preparar os bibliotecários de modo que o ambiente e os envolvidos se tornem capazes de encorajar as crianças a se interessarem por Ciências da Computação (de um modo simples e divertido, isso é essencial), especialmente o hábito de programar.

Os instrutores não se tornarão nenhum Alan Turing ou uma Grace Hopper e nem é essa a intenção; ele deverão ser razoavelmente capacitados de modo que não fiquem boiando quando um pequeno vier com uma pergunta razoavelmente elaborada. Demonstrar desconhecimento costuma matar o interesse das crianças.


American Library Association — Libraries Ready to Code

O Google vai emparelhar o programa com outros que já possui voltados à bibliotecas, como por exemplo equipa-las com hotspots Wi-Fi. A gigante também vai trabalhar junto a escolas de Biblioteconomia e Ciências da Informação para remodelar seus cursos de mídia e tecnologia, a fim de preparar os graduandos de uma maneira mais prática e menos engessada (ainda assim, dificilmente colocarão as bases sólidas de basalto que Dennis Ritchie deixou de lado).

O final objetivo do Google e da ALA é tornar cada biblioteca dos EUA um ambiente acessível para que crianças de todas as classes sociais e gêneros (lembrando que há um esforço reconhecido das instituições em atrair principalmente as meninas para o mundo da TI) possam ter o primeiro contato com a programação, tenham uma base de apoio na forma de material e profissionais treinados e quem sabe, no futuro se tornarem grandes profissionais da área. E mesmo que não seja o caso, ainda levarão os princípios básicos como ensinamentos para a vida toda.

E todos (principalmente as crianças) sairemos ganhando.

Fonte: Google Blog.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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