Google lança o YouTube TV, sua própria operadora de TV por assinatura via internet

O Google enfim decidiu entrar no mercado de transmissão de TV, e sua proposta tem o potencial de iniciar uma guerra: o YouTube TV, anunciado ontem é o seu serviço próprio de TV por assinatura mas obviamente com streaming via internet, sem a necessidade de decodificadores, antenas ou drives externos para salvar programas.

Na apresentação do produto à mídia nesta terça-feira, a diretora executiva do YouTube Susan Wojcicki explicou que o YouTube TV foi desenvolvido principalmente para jovens, os que passam mais tempo na internet e que não possuem mais o costume de sentar na frente do televisor para outra coisa que não seja ligar o videogame, ou o set-top box com Netflix. Tais consumidores detestam o formato passivo das emissoras, a ideia de consumir conteúdo em determinado horário é alienígena para essas pessoas.

Só que se por um lado isso se aplica a filmes e séries, o mesmo não pode ser dito de noticiários, transmissões de canais de esporte ou qualquer informação veiculada ao vivo. Ainda que as redes sociais sejam mais rápidas, assistir o Super Bowl pelo Twitter é bem diferente do que pela ESPN. Aí entra o conceito de segunda tela, mas o Google até então só ganhava de um lado; com o novo serviço Mountain View espera lucrar nas duas pontas.

O YouTube entendeu que o consumidor quer sim TV ao vivo mas nos seus próprios termos, e para isso o YouTube TV fornece sua própria forma de transmissão: 100% pela internet, em qualquer dispositivo conectado e com DVR disponível, simultâneo e com espaço de armazenamento ilimitado. Assim você selecionar para gravação diversos programas, mesmo que em horários concorrentes e assistir todos depois, sem se preocupar com GB disponíveis.

Eis os canais que os espectadores terão acesso:

O serviço entrará no ar nos EUA daqui alguns meses e a mensalidade foi fixada em US$ 35, que dá direito a seis contas e transmissão simultânea em três dispositivos; pode parecer caro a princípio (e é, mesmo para os padrões norte-americanos) mas o Google está oferecendo um novo conceito, uma forma totalmente nova de se assistir TVs abertas e pagas sem ter que depender de horários e dispositivos. E claro, dependendo da resposta do público é quase certo que mais emissoras fecharão acordos com o serviço, bem como há planos de expansão para mais países nos próximos anos.

Agora vejamos como o mercado se comportará na civilização; é provável que as demais operadoras ou se mexam para oferecer planos similares ou entrem na defensiva para tentar barrar a iniciativa do Google. Já por aqui é certeza que as operadoras implorarão para o governo barrar o YouTube TV e sinceramente, não duvido que ele realmente o faça.

Fonte: YouTube Blog.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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  • Será essa mais uma das 3 milhões de ideias que eles tiveram e foram enterradas?

    • André Lima

      Unlikely, mas como ja vi em outros blogs, quando “chegar” em banânia, o lobby das tvs dai deve pesar naqueles deputados que acham que “estão usando internet demais”

      • Ivan

        Quando se tem regulamentação as empresas compram os reguladores.

    • Monkey

      Com a demanda por serviços de assinaturas como netflix, amazon prime e semelhantes aumentando, provavelmente…

  • cquintela

    Agora a porra ficou séria.

  • César Rodrigues

    TV aberta só não morre mais rápido porque ainda temos uma conexão média bem abaixo da civilização e com preços exorbitantes. A TV aberta já é, na verdade, a segunda tela. Minha mãe mesmo acompanha suas novelas apenas de rabo de olho, enquanto fica com o celular na mão.

    • João Alves

      TV aberta no Brasil ainda vai longe, a nossa internet é lenta e cara.

      • CtbaBr©

        E o cartel televisivo sabe disso, e fara tudo para que continue assim!

  • Leonir

    Enquanto isso o Brasil… Alguém tem garantia de que a internet residencial, não vai ser vendida por pacotes de dados (à moda 3G)?

    • Bruno

      Acho que a maioria já vende assim. No site da vivo: Franquia: 130 Gb pra internet de 25Mb. A NET tb é assim…
      Já um provedor local, por fibra, que assino ainda não tem.

  • SacoCheio

    Oh Google, por quê?

    Porque eu posso, eu tenho dinheiro, se eu quisesse eu comprava Netflix, Sky e fechava só pra te sacanear

  • Cocainum

    Legal. Mas já começaram copiando uma característica bem desagradável do atual modelo das TVs por assinatura: O pacote.

    Existem canais que queremos muito assistir e outros que não chegamos nem perto. Já que eles querem inovar, deveriam deixar o usuário escolher os canais que deseja no seu pacote personalizado, cobrando de acordo, obviamente.

    Como o serviço está começando, espero que pensem nessa possibilidade no futuro.

    • Monkey

      Essa sua ideia serviria, inclusive, para ajudar a sepultar de vez as centenas de canais que só existem para encher linguiça, mas não agregam nada de interessante.

      • Cocainum

        Vai me dizer que você não curte o canal de Golfe?

        • Monkey

          HAHAHAHAHA. Prefiro concertos para a juventude, mas a elite pensante desistiu da ideia…

        • Apenas o espanhol.

    • Vinícius Silva

      Pois é, até entendo que tenham canais mais caros mas podia ao menos dar a opção de tirar dois ou três canais que não queira pra colocar um que queira caso mantenham o formato de pacote básico+extras.

    • Wallacy

      Nem é culpa do Google, existem três modelos de comercialização de canais pagos:

      – Pelo preço dos canais.
      – Pela audiência.
      – Misto.

      Alguns canais como a rede Telecine ou HBO possuem política de preço fixo, em contrapartida possuem “menor base instalada”. Outros canais como a Warner usa o modelo misto (a maioria usa), onde um pequeno preço é cobrado pela ativação do sinal (algo bem irrisório mesmo) e de resto ela ganha uma porcentagem baseado na audiência. No último caso apenas canais bem irrelevantes operam (canal do boi por exemplo).

      Dessa forma é composto os pacotes, o preço de um canal em si muitas vezes é irrisório ou nada. Os pacotes básicos operam com os canais onde apenas a audiência gera custos, após os mistos e após os que cobram por canal.

      O acordo de quanto ganham por x% da audience varia desde um valor fixo por 1 milhão de visualizações ou uma porcentagem do pacote.

      Se todos os canais cobrassem um valor fixo por assinatura seria fácil. Mas como não é assim, não tem como.

      Por exemplo, se você tem 50 canais cobrando 20 centavos pela ativação e o resto baseado na porcentagem livre no valor do pacote (valor menos lucro da operadora). Você faz um pacote de 35 dólares, 10 você gasta para ativar o serviço, lucra 15 (por exemplo), e deixa os últimos 10 para os canais se degladiar pela audiência (divide baseado na porcentagem).

      Até daria pra fazer pacotes de 30 imagino, mas se bobear tem canais ali que não cobram nada pela disponibilidade do canal, outras 1 centavo… Esse valor de 35 provavelmente é baseado em 10 canais principais no máximo. O resto vem na rabeira mesmo.

      No caso quando temos uma único pacote é mais fácil negociar o valor das ativação com os canais afim de manter o pacote penso eu. Vamos ver se vão conseguir colocar mais canais no bonde.

      Lembrando que dei só um exemplo de composição de preço. O acordo pode ser do tipo audiência simples para todos os canais sem valor de ativação, dessa forma tirar ou por não faz diferença. (No geral sempre tem uma taxa, mesmo que 10 centavos)

      • Cocainum

        Claro que não estou na posição do Google para poder dizer o que dá pra fazer e o que não dá. Mas acho que seria viável ter um conjunto mínimo obrigatório e o resto ser escolha do usuário. E os preços dos canais não precisariam ser iguais. A Fox poderia ser mais cara do que o canal de pesca, por exemplo, o que eu acho que faz todo o sentido.

        • Wallacy

          Então.. ali tem uma área de add-on Network, que parece ser dedicada para os canais que cobram um valor fixo.

          Chuto que todos os outros que estão no pacote cobram baseado na audiência, por isso ficam juntos. Separar reduziria apenas o valor de ativação, que pode vir a ser meros 10 centavos. Mesmo para uma Fox.

          Não posso afirmar nada categoricamente, são contratos confidenciais. Mas no geral a diculdade de operar fora do modelo de pacotes está na forma com que os canais naturalmente cobram.

          A mudança teria que começar com eles. E já estão mudando lentamente pelo que percebo. O problema é que a valuation que cada um se dá hoje é muito alta. Nenhum canal aceita ser o canal que “custa” 30 centavos, mesmo sendo isso que de fato ela recebe da operadora.

          Separar é o que todos desejamos. Mas ninguém conseguiu bons acordos até agora. A maior mudança mesmo foi o modelo do Netflix.

    • fhf74

      Pelo que entendi vc não compra o pacote, vc compra o serviço todo. Não tem várias faixas de preços com canais diferentes.

      • Cocainum

        Em vez de três pacotes (básico, normal e premium), tem só um. Mas dá no mesmo. Você está pagando por canais que nem vai assistir.

        • fhf74

          É a mesma coisa de vc reclamar da mensalidade do Netflix por não ter interesse em assistir todo o catálogo.

          • CtbaBr©

            Nénão cara… São 35 Trumps…

          • Cocainum

            Sério que vc está comparando o catálogo do Netflix, com milhares de vídeos e que recebe dezenas de adições todos os meses (pelo mesmo preço) com um pacote fixo de 40 canais?

          • É um equivoco comparares o serviço Netflix com o Serviço de Assinatura de TV a Cabo, são duas abordagens completamente diferente. No primeiro tu faz a tua programação, no segundo, tu recebe a programação engessada pronta.

    • Jefferson Viana

      Pois é. Eu queria os BBC, e não E!

  • Antonio Azevedo

    Terá bloqueios por países?

  • Só quero ver. Não conseguem nem ter lucro com os vídeos.

  • Navegador

    Tomara que venha logo par ao Brasil, quem sabe assim começamos a sepultar a rede globo.

    • Sonho com o dia que o globo seja sepultada ! E a Record se destacará soberana, dai sim teremos qualidade na TV!

      • Sem Rede Globo, mas com Record, SBT, Rede TV! (e seu cu verde), CNT, Gazeta, Bandeirantes.

        Olha que maravilha. Olha que paraíso.

      • LuLuFelipeCam

        Como se a Record fosse de extrema qualidade! Galera por favor, olha o micao! Emissora baseada em sensacionalismo! Julguem a globo, mas e a única que oferece realmente material de qualidade na maioria das vezes.

        • [ironia]
          Sonho com o dia que o globo seja sepultada ! E a Record se destacará soberana, dai sim teremos qualidade na TV!
          [/ironia]

          Mas, de fato, concordo com você. Globo é melhor que todas as outras juntas (e de vez em quando faz coisas melhores que alguns canais pagos). E apesar de na maior parte das vezes eu usar um avatar do Seo Madruga, faz seis anos que não vejo qualquer coisa que seja do SBesTeira. E não sinto falta alguma.

          • LuLuFelipeCam

            Oh amigo serião, eu sou mt ruim com esse trem de ironia, pensei que ce tava falando a vdd, dcp mesmo, e bate aqui cara, vlw por esclarecer tudo, concordo em tudo que tu disse

        • Exatamente !

  • Alvaro Carneiro

    – “Google está oferecendo um novo conceito, uma forma totalmente nova de se assistir TVs abertas e pagas sem ter que depender de horários e dispositivos”

    Novo conceito? Não. Aqui em Portugal a box da operadora tv a cabo me permite assistir qualquer programa de até 30 dias atrás, escolho qualquer porcaria de semanas atrás e começo a assistir na hora. Video sob demanda. E isso já tem uns 7 anos.

    Sem depender de dispositivos? Entao como é? Mágica? O video aparece do nada na frente da pessoa? Ou é preciso um dispositivo do tipo tablet, celular, computador, chromecast + TV ?

    Nada de novo e revolucionário, apenas o google entrando na briga.

    • Pois é, a NET tem isso, mas vira e mexe dão uma limpa no histórico dos canais, o canal AXN por exemplo, fica meses só com 2 ou 3 séries e depois volta ao rodizio com outras. Mas se quiser ter acesso ao acervo completo da série é possivel, porém, tem que pagar mais por isso.

  • CtbaBr©

    Agora eu entendi o porque o Google resolveu esconder os sites de conteúdo pirata!
    U$35,00 é muito caro, alem de que parece um “novíssimo mesmíssimo velho pacotão” empurrado goela abaixo!

  • Jonatas

    Trabalho em TV por assinatura. O sistema de pacotes é imposto pelos próprios canais, se deixassem lógico que as operadoras venderiam apenas canais a lá carte. Discovery, FOX, Globosat, HBO, todos fazem isso. Eles pedem pelo menos 3 pacotes, e distribuem o seus neles.

  • Helmut

    Seria ótimo se isso viesse para o Brasil, mas acredito que só esse anúncio já seja o suficiente para retomarem o projeto dos pacotes de limite de internet por aqui.

  • arakawa

    Chegou atrasado… Aqui no Canada as 2 maiores empresas de cabo já tem apps similares pra quem assina tv. Elas dão acesso mobile e on-demand pra todos os canais do pacote. E a pessoa não fica dependente de Chromecast pra passar o conteúdo na TV.

  • Alexandre Salau

    Bom, até pra mim (que assisti TV em P&B) o conceito de ter horário para ver meus programas já é alienígena.

    Em todo caso, antes de chegar por aqui, os fornecedores de internet vão ter implementado os limites de franquia pra barrar isso. Por coincidência muitos dos fornecedores de internet tb tem serviços de TV por assinatura.

  • Ivan

    Falando nisso viram o novo imposto pra netflix?

  • Julio Verner

    Continuo no meu Torrent TV, obrigado.

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