Zelda: Breath of the Wild terá um “truque” em sua narrativa

Eu adoro jogos de mundo aberto, mas ao mesmo tempo em que a liberdade oferecida por eles costuma ser uma das suas principais qualidades, ela tem um efeito colateral perigoso, que é nos fazer perder o foco na história principal. Nem sei quantas vezes abandonei um título com essa característica no meio simplesmente por ter perdido o interesse na história e com o The Legend of Zelda: Breath of the Wild sendo apontado como um jogo mais “aberto” que os antecessores, existe o risco de que o mesmo aconteça com ele.

Ao ser questionado sobre como a equipe envolvida com a criação do game espera resolver isso, Shigeru Miyamoto disse que Eiji Aonuma sabe como resolver o problema e o produtor aproveitou para elaborar um pouco a ideia.

Existe um pequeno truque que implementei dessa vez. Esta ideia é algo que tive desde que comecei a desenvolver jogos há uns 20 anos. Então eu realmente quero que você jogue esse game e descubra isso que coloquei nele.

O comentário veio um depois do Miyamoto ter dito em outra entrevista que a história não é algo importante para os games. Segundo ele o seu comentário foi mal interpretado, já que embora ache que elas são necessárias para nos situar nos mundos criados para os jogos, o problema estaria quando demora muito para a história ser apresentada e só queremos experimentar um pouco da jogabilidade.

Para o bem ou para o mal, segundo o criador do Mario essa excessiva atenção ao enredo não será o que veremos no Breath of the Wild e fico pensando no que de tão mirabolante Eiji Aonuma teria implementado no game e que não poderia ter sido usado anteriormente. O fato é que a expectativa por esse novo The Legend of Zelda tem alcançado níveis absurdos e depois de ter me decepcionado com o Skyward Sword, só espero que o game consiga ser tão bom quanto estou imaginando.

Felizmente a espera está perto de acabar e quando o dia 3 de março chegar, que os fãs da franquia sejam devidamente recompensado pela paciência que tiveram por todos esses anos.

Fonte: GameInformer.

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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  • Pedro Noronha

    O recurso é a “Navi” falando de 5 em 5 seg. “HEY LISTEN”.

    • Pedro Ribeiro

      “The main quest is over here”

    • Mirai Densetsu

      E você ainda pode configurar para ser a Tatl, com aquele tilintar agudo a cada 5 segundos.

    • Maom

      kkkkkkkk legendou agora.

  • Ronan Carvalho

    Se for tão bem implementado quando A Link Between Worlds que é “mundo aberto”, esse jogo promete.

  • Po, eu adorei Skyward Sword, talvez por não ter criado tanta expectativa…

    • советский медведь

      Também gostei! Me lembro de ter gostado até mais do que do Twilight Princess

    • Juaum

      Dori, qual o motivo de tu ter se decepcionado??

      • Principalmente o sistema de controle. Odiei ter que jogar com o Wiimote, achei um recurso desnecessário. Mas também não curti muito o sistema de fases, com as regiões estando separadas.
        O jogo não me prendeu, sua história não me interessou e a todo momento eu ficava sonhando com um sistema de controles normal.

    • Thomaz de Oliveira dos Reis

      Também gostei muito do Skyward Sword, para mim um dos melhores!

  • Germano

    Vai lá Nintendo, põe o hype nas alturas, só não reclamem quando tiver um montão de gente reclamando que não atendeu a expectativa depois quando sair.

    • Ivan

      esse console devia se chamar Hype e depois do lançamento no man nintendo

    • Vinícius

      Mas o hype é inevitável hoje em dia, acho que seria pior se ficassem quietos.

  • Rodrigo de Melo

    “o problema estaria quando demora muito para a história ser apresentada e só queremos experimentar um pouco da jogabilidade.”

    Justamente o que me afasta dos jogos da série Persona. Já tentei começar o 3 e o 4 algumas vezes, mas aquela introdução de 3 horas em que você não pode controlar nada é um saco.

  • Rodrigo de Melo

    E sobre o destaque que muita gente dá pra história dos jogos, me lembrou o mimimi sobre a VGA do ano passado. Reclamaram muito de Overwatch ter levado jogo do ano sendo um jogo “sem história” – na verdade é sem campanha, porque a lore do jogo nem é pequena – e que Uncharted merecia mais ter levado porque tem um roteiro bem elaborado.
    Essas pessoas esquecem que o primordial em um jogo é a jogabilidade. Se querem só histórias boas, deveriam ir atrás de livros.
    Eu considero que mesmo novels, gênero em que a história é muito importante, precisam de algum tipo de jogabilidade interessante, como a série Ace Attorney. Sem isso, elas viram um livrinho com figurinhas e música.

    • Eu discordo, mas aceito sua opinião.

    • Rodolfo Oliveira

      Jogos são meios excelentes pra entregar narrativas por causa da imersão e por ser o único meio que consegue colocar o jogador na pele do personagem que vai interagir com aquele mundo. A maioria das histórias dos jogos é bem fraquinha, mas GTA por exemplo tem enredos excelentes que enriquecem muito a experiência.

      • CorruptionMan

        Eu considero o GTA como uma franquia com boas histórias, porém o 5 detestei, a grande maioria eram desculpas para as missões que iam se sucedendo. Jogo divertido com história fraca na minha opinião.

  • Maom

    Os ultimos jogos mundo aberto eu relamente me perdi e acabei abandonando com o tempo… Ia juntando tanta side quest que depois de um tempo nem lembrava mais qual era a main e nem tinha mais vontade de resolver o problema inicial… Aconteceu isso com skyrim, fall out 3 e 4, MGS5 e até GTA5… As missões principais de gta com um personagem ou outro eram meio chatas e eu perdia a vontade de fazer e ia curtir o resto do jogo ficar fazendo pequenos desafios ou passeando mesmo e quando eu vi já tinha enjoado do jogo e nem terminei.

  • GhuttoSidnei

    Skyward Swords é um dos Zelda mais incríveis já feitos.

  • andrethurler

    Há 24 anos, o jogo Phantasy Star IV vinha com um recurso de “reunião de grupo” no qual você podia acessar a qualquer momento e em tom de conversa sua turma ia dizendo qual era a missão principal. Uma saída muito elegante e orgânica pra ajudar jogadores que ficavam perdidos sobre o que fazer no jogo…

  • Giuliano

    Quanto maior o Hype……… bom, deixa assim !

  • Miyamoto carrega um talento incrível que infelizmente não é tão valorizado pelos game designers atuais mais descolados, que é a capacidade de contar boas histórias dentro de seus games sem que o jogador fique largando o controle pra ver cut-scene.

    Uma boa história num game é aquela que se integra com o ambiente do jogo e com a jogabilidade, e não aquela que interrompe a jogabilidade.

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