Nikon: ações caem 15% e empresa perde US$ 1 bilhão de valor de mercado

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Olha só como são as coisas. A Nikon é uma empresa que está fazendo a lição de casa há muito tempo. Equipamentos bem construídos, câmeras de ótima qualidade, lentes muito bacanas. Então é esperado que a empresa prospere no mercado, não é? Infelizmente não é isso o que está ocorrendo. Faz muito tempo que alguns especialistas dizem que a empresa é frágil. A venda de câmeras fotográficas como um todo está caindo, porém a Nikon é um dos poucos fabricantes que aposta quase que exclusivamente na produção de câmeras fotográficas. Empresas como Canon e Sony possuem outras áreas de atuação que garantem o faturamento. Isso não acontece com a Nikon.

No dia de ontem uma bomba caiu no mundo da fotografia. Em um comunicado para seus acionistas, a empresa admitiu publicamente uma perda extraordinária de 29,79 bilhões de ienes (ou US$ 260 milhões) no período compreendido entre 1º de abril e 31 de dezembro de 2016. Fora isso, a empresa também está revisando suas previsões financeiras para o ano fiscal que encerra se apenas em 31 de março de 2017. Lembrando que a Nikon já tinha anunciado em novembro um programa de aposentadoria voluntária que tem por objetivo eliminar mil postos de trabalho dentro da empresa.

Outra notícia que teve um efeito muito negativo é que a empresa cancelou o lançamento da linha DL. As três câmeras que foram anunciadas em fevereiro de 2016 seriam a resposta da Nikon para o mercado de câmeras compactas de alto desempenho. Concorrentes diretas da Sony RX100 e RX10. O lançamento seria em julho de 2016, porém houveram problemas técnicos que causaram inúmeros adiamentos do lançamento. Agora, pelo visto, o custo de lançamento, as previsões de baixas vendas e a atual situação financeira da empresa, levaram os executivos à enterrarem a linha de câmeras.

E qual o resultado de tudo isso? Durante o dia de hoje as ações da Nikon tiveram uma queda de 14,6% na bolsa de valores. A capitalização de mercado da Nikon caiu de ¥ 754,8 bilhões (US$ 6,6 bilhões) para ¥ 644,6 bilhões (US$ 5,6 bilhões). Ou seja, a empresa perdeu US$ 1 bilhão de valor de mercado em apenas 1 dia.

Infelizmente essa é uma realidade do mercado fotográfico atual. Quando a fotografia digital começou a se popularizar as empresas venderam equipamentos como nunca. De certa forma eles eram descartáveis. Cada vez o consumidor queria câmeras mais modernas, com maior resolução e outros confortos. Era normal alguns trocarem de câmera todo ano. Podemos fazer uma comparação com a década de 80 ou 90 onde o equipamento fotográfico durava anos (as vezes décadas). Agora isso acabou. É hora de voltar à antiga realidade. Os smartphones vão tomar o lugar dos equipamentos mais baratos, e até de alguns mais caros, por conta da comodidade. A empresa que entender isso e se adaptar vai sobreviver por mais tempo.

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Autor: Gilson Lorenti

Geógrafo de formação e fotógrafo de coração, comecei a fotografar com 18 anos de idade (antes disso nunca tinha pegado uma câmera na mão). Depois de muito estudo veio a carreira profissional que passou por várias modalidades da fotografia até realmente descobrir o que gosto de fazer. Hoje me dedico ao ensino de fotografia, fotografia Fine Art e Books Fotográficos (gestante, moda, sensual). Tomando emprestado as famosas palavras de Ansel Adams "Quando as fotografias não forem mais suficientes, me contentarei com o silêncio".

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