Assessor de Trump apostou milhões em Gold Farming do World of Warcraft

De todas as pessoas que passaram a cercar Donald Trump após este assumir a presidência dos Estados Unidos, uma das mais controversas se chama Steve Bannon. Criticados por muitos por possuir uma postura antissemita e racista, após uma entrevista o estrategista chefe e assessor sênior do homem mais poderoso do mundo passou a ser conhecido como o “Darth Vader da Casa Branca”, mas o que muitos não sabem é da sua ligação com a indústria do entretenimento.

Durante alguns anos o homem acusado de ter forte ligações com a Ku Klux Klan foi sócio de um fundo de investimento e um dos objetivos de sua empresa era justamente tentar lucrar com qualquer coisa ligada à nossa diversão. Foi por lá que Bannon participou da venda da Castle Rock Entertainment, quando ele recebeu o direito sobre alguns seriados, entre eles o Seinfield. O detalhe é que a aposta em um seriado que tanto brincou com o humor judaico rendeu muitos milhões às contas do sujeito.

Mas não foi apenas a série sobre nada em que Steve Bannon esteve envolvido. Atuando como produtor executivo de cinema, ele participou da criação de alguns filmes e documentários que representam algumas de suas posições políticas, como o Fire From The Heartland, em que o movimento feminista é atacado por prejudicar a “narrativa progressista”.

Steve Bannon

E até pela indústria de games Bannon tentou estender seus tentáculos. Isso aconteceu lá por meados dos anos 2000, quando ele convenceu a empresa Goldman Sachs e algumas pessoas a investirem US$ 60 milhões na compra do Internet Gaming Entertainment (IGE), um antigo site cujo objetivo era converter ouro virtual de MMOs em dinheiro real. Aquilo garantiu ao polêmico empresário um alto cargo na direção do serviço, assim como ações a aqueles que colocaram dinheiro no negócio.

Porém, um ano depois os jogadores de World of Warcraft entraram com uma ação coletiva contra esse tipo de comércio e com as vendas seriamente prejudicadas, o IGE acabou quebrando, vendo-se obrigada a mudar de nome para Affinity Media, deixando o ramo e anunciando Bannon como CEO, cargo que ocupou até 2012. Porém, não sem antes causar uma enorme frustração em quem acreditou nas suas palavras.

Como atualmente Steve Bannon parece mais ocupado com outros assuntos, imagino que nossas formas de entretenimento estarão seguras por algum tempo. Mas pensando bem, dadas as ideias absurdas do sujeito e o poder que ele alcançou, acho que nada nem ninguém pode se considerar seguro atualmente.

Fonte: CryptoCoinsNews.

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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  • KappaKeepo

    “essa materia tem o selo George Soros de qualidade”

    Piadas a parte, eu ja vi algumas entrevistas e alguns artigos. O mais perto de anti-semitismo dele que ja vi foi pedir na corte que a ex mulher não deixe as filhas na escola judaica. Queria muito saber de onde saem essas acusações.

    • Ivan

      da midia sensacionalista.

    • Jorge Dondeo

      Uma das melhores coisas que aconteceu com a eleição do Trump, foi mostrar o estado deplorável que a mídia chegou, serviu para mostrar as pessoas, que jornalismo e verdade se tornaram inimigos mortais.

      • Christian Oliveira

        Se tornaram?

        Até onde sabemos Cidadão Kane foi rodado a muito tempo e antes dele mais uns 3 ou 4 lá dos anos 30, sobre o mesmo assunto.

        Ou nunca foram?

  • Jorge Dondeo

    Hoje em dia, com os ânimos exacerbados como estão, e esse frenesi irracional ant-trump, fica complicado avaliar qualquer notícia sobre o cabeludo. Se amanhã o galego disser que vai doar dinheiro para ajudar a freiras virgens a salvar crianças etíopes da fome, nego vai dizer que as intenções são macabras, que a doação é evil e que os iluminatis estão por traz disso.

  • Marlon Anjos

    Em um post o Meio Bit demonstra ser contra o racismo, no outro do mesmo dia chama o Trump de “topetudo laranja” e “orange man”.

    • Rodrigo

      Claro, é a mesma coisa…

      Antes que você pergunte, sua oposição não faz o menor sentido:

      1. Ser anti-racista significa que você é contra a discriminação de pessoas baseadas em etnia

      2. O texto não faz nenhuma menção de o Trump ser boçal porque tem o topete laranja. Mas que com ou sem topete laranja ele é boçal.

      • Cássio Amaral

        A crítica dele foi contra a prática de “dois pesos e duas medidas” do Meio Bit. É a mesma coisa de chamar um negro de preto, carvão, petróleo etc. isso não pode, e eu também acho errado usar esses apelidos raciais.

        Pra mim é a mesma coisa de chamar de laranja, branquelo, ferrugem etc. e achar aceitável. Ou é aceitável pra todas as etnias, ou não é aceitável pra nenhuma.

        • Rodrigo

          Você não entendeu ainda que cabelo laranja NÃO É uma característica étnica do Trump? Um negro, branco ou asiático podem ter o cabelo laranja igual ao do Trump e chamá-los de laranja por isso não é racismo.

          A oposição que você fez de chamar o Trump de laranja é a mesma que chamar um negro de carvão é desproporcional e não é logicamente correta.

          • Cássio Amaral

            Mas eu digo laranja em relação à cor do rosto mesmo, não à do cabelo. Quando falam que o Trump é laranja, se referem à cor da pele do rosto. E se laranja puder, então preto também pode, simples assim.

          • Rodrigo

            Beleza, se você acha que pode, quem sou eu para dizer o contrário. Começa a falar assim então.

            P.S.: Só não espere que eu lhe visite na Papuda.

            P.P.S.: Mudei de ideia. No dia que uma troça com o Trump ser chamado de laranja evocar centenas de anos da escravidão branca, da época em que os caucasianos eram considerados inferiores e muitas vezes até sem alma, aí quem sabe posso reconsiderar se te autorizo a falar assim, enquanto isso, não te autorizo.

          • Erik Morelli

            Bom argumento, acabou com ele amigx!

          • Henrik Chaves

            Lembrando que a cor laranja do rosto dele é por causa das sessões de bronzeamento artificial… Por isso o pessoal tira sarro. Se ele parasse com elas passaria a ter uma cor mais terráquea.

        • Me pergunto até quando as pessoas continuarão ignorando o fato do MeioBit ser um blog opinativo, onde cada autor defende seus pontos de vista.
          Se eu digo algo num post e outra pessoa emite uma opinião diferente em outra, não pode ser considerado dois pesos e duas medidas. O blog não é uma entidade única, onde todos escrevemos de acordo com uma linha.

          • Cássio Amaral

            É justo Dori, concordo com você. Minha crítica só teria cabimento se fosse um blog com texto de um único autor.

          • Não foi uma crítica a você especificamente, é que isso sempre acontece por aqui. Pessoas me julgando pelos textos dos outros.

    • Carl Segão

      Ele tem topete? Tem. É laranja? É. É homem? É.

      Não entendi a reclamação.

    • Julio da Gaita ✔

      brother, tá precisando desenvolver melhor tuas idéias, esse comentário não tem sentido algum…

      • Finn o humano✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

        Idéias? Eu quero duas!

    • Cássio Amaral

      Só é racismo se for contra negros. Branquelo, ferrugem, laranja pode.

      • Ivan

        racismo ilnverso não existe, sem apropriação cultural, fora Temer, fora midia golpista.

        • Cássio Amaral

          Lacrou bonito agora!

      • Rodrigo

        Isso mesmo. Difícil entender?

    • Artur

      algum parede do Trump foi sequestrado, jogado em um navio e virou escravo por causa do topete laranja?

      • Cássio Amaral

        Algum parente de negro nos Estados Unidos atualmente foi jogado em um navio e virou escravo por causa da pele ou cabelo de cor negra?

        • Diogo

          Acho que você falou “atualmente” no sentido de “actually”, não? Efetivamente, de verdade.

          • Cássio Amaral

            Não, digo atualmente mesmo, nos dias atuais. Eu digo isso porque toda vez alguém vem com essa ladainha de “dívida histórica”, como se a etnia branca tivesse culpa da escravidão que ocorreu há não sei quantos séculos atrás. Infelizmente há muitos negros que acham que merecem alguma compensação ou privilégio, o que eu discordo completamente.

          • Diogo

            Entendi. Acho que o sentido da palavra em inglês se encaixa também, porém.

          • Ivan

            Esses movimentos de justiceiros cada dia pior, depois vc fica com raiva e vc que ta errado.

          • Rodrigo

            O conceito de dívida histórica não significa “punir” a raça branca, mas, sim, dar igualdade de condições de alguém cujos bisavós ou trisavós tinham o mesmo status de um cachorro e não tiveram condições de deixar heranças para seus sucessores, por exemplo, enquanto que muitas famílias brancas criaram fortunas utilizando trabalho escravo e essa fortuna ficou como herança e foi primordial para a formação econômica dessa família.

            Enquanto o seu bisavô ou trisavô era um imigrante e ganhou terras para produzir (mesmo que em condições adversas), o de um negro foi liberto sem um tostão no bolso.

            Se você acha que duas ou três gerações familiares resolvem essa questão, sugiro que leia mais sobre História, Geografia, Economia e Ciências Sociais, inclusive nosso ex presidente sociólogo tem alguns trabalhos na área.

            Costumes e tradições demoram a desaparecer de uma sociedade, muitas vezes permanecendo por séculos no cotidiano, por isso a urgência em eliminar termos pejorativos contra os negros e indígenas, pois foram grupos étnicos, aqui no Brasil, perseguidos, enquanto os caucasianos não foram, portanto, se você ainda insiste que chamar um branco de ferrugem tem a mesma carga pejorativa de chamar um negro de carvão, então você precisa entender mais a dinâmica história e formação da sociedade.

        • Rodrigo

          Escravos não, mas mortos pela polícia por causa da cor, sim. Discriminados quando entram em alguma loja por causa da cor, sim. Preteridos a uma vaga de trabalho em detrimento de um branco por causa da cor, sim.

          • Erik Morelli

            Fonte: cartacapital, brasil257

          • Rodrigo

            Não, The Guardian, NY Times, CNN…

    • The fool on the hill
    • #OrangeLivesMatter

    • OverlordBR

      O cara tem muito dinheiro… poderia muito bem fazer um bronzeamento aritificial decente, né?

  • Jefferson Viana

    Engraçado, estava vendo documentário acho que na BBC, não existe nos EUA nenhum grupo de supremacistas ou racistas brancos, nem KKK , considerado terrorista.

  • Eduardo Alvim

    Passando para lembrar que “anti-semitismo” também significa ódio aos árabes, não apenas judeus.

  • Renato Provazi

    o WOW foi lançado em 2004 e não ano 2000

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