Saiba quais smartwatches receberão o Android Wear 2.0

O Android Wear 2.0, a nova versão do sistema operacional para smartwatches foi enfim lançado na última quarta-feira. Dentre as principais novidades estão o suporte a pagamentos via Android Pay, um visual completamente remodelado, a introdução do Google Assistant e ajustes de performance relacionados ao Google Fit, instalação direta de apps via Play Store (independentes, sem a necessidade do smartphone para sua execução; os primeiros são Uber, Runkeeper, Runtastic, Foursquare, Nest, Strava, Todoist e Robin Hood), além de um teclado virtual com previsão de palavras (boa sorte ao tentar digitar algo em sua telinha de pulso).

Só que nem tudo são flores: algumas funcionalidades não serão disponibilizadas para todos os modelos de reloginhos espertos que rodam Android e mais, modelos outrora bem sucedidos não receberão o update at all.

Sendo bem franco, tal cenário era esperado. Diferente do Apple Watch, produzido por uma única empresa e por causa disso ser completamente padronizado, smartwatches Android possuem uma grande variação de formatos e consequentemente, de componentes. Vale lembrar que a primeira grande atualização do Android Wear, que introduziu suporte completo ao Wi-Fi não pôde ser apreciado principalmente pelos modelos de 2014 como o LG G Watch, o LG G Watch R e o ASUS ZenWatch original; os dois primeiros por não contarem com a antena e o último por motivos não especificados pela fabricante.

Agora, com a chegada do Android Wear 2.0 dois deles, o G Watch e o ZenWatch mais o Moto 360 original e o Samsung Gear Live foram derrubados do telhado; por serem modelos de quase três anos de idade o Google decidiu não dar suporte a nenhum dos quatro, que morrerão na versão original do SO mesmo. Enquanto isso o Apple Watch de 1ª geração roda watchOS 3 e seguramente será novamente atualizado, mas divago.

Enfim, eis a lista de todos os modelos de smartwatches Android que receberão o Wear 2.0:

A atualização ficará a cargo das respectivas fabricantes, que ainda não anunciaram quando seus dispositivos receberão o update. Por enquanto os únicos modelos no mercado com o Android Wear 2.0 são os mais recentes lançamentos da LG, o Watch Sport e o Watch Style. De resto só resta aguardar.

Fontes: CNET e Ars Technica.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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  • Germano

    Sou dono de um Moto 360 original e estou p* da vida. Se acham que vão tornar a plataforma bem sucedida nos forçando a trocar agora também o relógio de pulso em ciclos de 2/3 anos como os celulares vão tirando o cavalinho da chuva pois ate nos smartphones isso já encheu o saco. Não me interessa se era esperado ou não devido a segmentação do hardware.

    • Vinicius Zucareli

      Concordei. Torço demais pra aparecer uma outra concorrência.

      Algo que não custe 2 rins como Apple, mas que não tenha obsolescência programada a cada ano como o Android.

      Surface phone, cadê você?

      • Tu paga 1000 no Apple watch mas usa por muitos anos. Tu paga 600 (otimista) pelo relógio do Google e vira peso de papel em 3 anos.

        Os dois rins da Apple não são tão mais caros assim e no final acho que não preciso explicar qual fica mais caro.

        • Vinicius Zucareli

          Eu entendo. E até concordo.

          Se não fosse a completa falta de liberdade (sou fuçador) e de P2 (sou um ser humano normal) eu comprava um Apple.

          Entendo que a pessoa compra por 4k num ano e revende por 3k no seguinte, precisando só completar 1k, enquanto a pessoa paga 3k num Samsung que no ano seguinte vale R$500 com sorte, se ele não explodir.

          • Também te entendo, também sou fuçador, também sempre hackiei tudo que é equipamento que tive, de videogame a televisão, mas chegou uma hora que isso não valeu mais a pena. Se você dar um crédito, talvez veja que consegue se controlar, hehehe, eu comecei a ver que não tinha necessidade daquela customização toda que sempre quis em tudo. Sou de TI, escovo bit e justamente por isso que vejo no iOS um sistema excelente, sem desmerecer o resto do mercado. Antes eu passava mais tempo mantendo e re-customizando device, do que efetivamente usando, hoje faço isso só em coisas para diversão, com Rasp Py, videogame velho customizado pra fazer muito mais coisas que o original. Enfim, é questão de gosto pessoal. O P2, acho que é uma tendência sumir, eu me acostumei com o 7+ sem, comprei um fone bluetooth e uso o adaptador também pra fones antigos. A contrapartida maior é poder usar sem pena na piscina, na praia, até lavar o telefone em baixo da torneira.

          • André G

            Na praia não é recomendável pois a água do mar é salgada. Mas com meu Xperia Z2 eu já mergulhava com ele na piscina em 2014.
            Eu não compro iPhone pq não tenho a liberdade de usar o NFC dele em meus projetos, meu TCC foi uma fechadura inteligente que era aberta pelo NFC do smartphone, uma coisa tão simples que o iPhone não dá permissão para o usuário… NFC é uma ótima tecnologia.

          • Vinicius Zucareli

            Falando em permissão, pergunta séria, o iPhone permite compartilhar arquivos (doc, PDF, foto) via Bluetooth já? O bloqueio é só pra música?

            E quanto a usar o armazenamento sem iTunes?

            Sério, sem zoeira.

          • André G

            Não consigo afirmar com total certeza, mas o bluetooth continua servindo apenas para parear com dispositivos de mídia, não é possível compartilhar arquivos.
            Para passar arquivos do pc ao smartphone tem alguns apps que fazem isso sem precisar de cabo, mas conectando o cabo é preciso de iTunes sim.

          • É via airdrop, que usa nfc, Wi-Fi e Bluetooth para trocar arquivos com outros iPhone, iPads e MACs, muito rápido, sem pareamento lento. Senão, o antigo e tradicional formato, com Bluetooth não faz, mas sinceramente, nunca na vida, desde 2008 no primeiro iPhone que tive, precisei ou senti falta disso, o iOS simplesmente não permite que o usuário saiba o que é um arquivo. Já enviar música pra qq device de som, ou foto pra uma TV, via Bluetooth tradicional ele faz, mas convenhamos que é muito lento e ruim, o AirPlay envia fotos, filmes e música, com muito mais desempenho.

            Pra enviar arquivos para o iPhone, precisa do iTunes para sincronizar vídeos, músicas e PDF. No passado isso era frequente. Mas depois de Dropbox, iCloud, One drive e afins, é pouco provável que teus arquivos não estejam nessas nuvens e tuas músicas e filmes em streaming.

            Enfim, eram features que me chamavam atenção contra ir para iOS, mas usando, percebi que era mais uma teoria que na prática não fazia falta e com a evolução de cloud e streaming de hoje, não fazem mais sentido. Mas meu iTunes continua lá, com todas as músicas das décadas de pirataria, encalhadas num HD velho 🙂

          • Vinicius Zucareli

            Transmissão bluetooth eu uso com frequência…

            Pessoas quebradas que não tem planos de dados pra enviar tudo via internet. E arquivos maiores também

          • Vinicius Zucareli

            E eu sou fuçador nível n900 do qual sou proprietário até hoje!

          • Assim da gosto fazer hack, que beleza !!

    • Jorge Dondeo

      Não fique chateado com o que vou falar, não é pessoal. Mas tu mereceu! Pra que comprar um treco que faz o mesmo que o celular so que pior!?! Quem caiu nessa de “smart” watches é muito inocente.

      Se bem que eu nem posso te zuar muito, comprei um Lumia 920.

      • Uso smartwatch desde o Pebble no kickstart. Não é imprescindível, mas é algo muito útil.

        A matéria é sobre a bagunça de um segmento de relógios que não está dando certo. Não é sobre todo o mercado.

        • Jorge Dondeo

          Sim acho que a apple vai por outro caminho, mas acredito que nem ela vai escapar dessa. O pior é que relógios são “jóias”, não da para lidar da mesma forma que se lida com um celular.

          • Isso é fato, também fico imaginando como vão lidar com isso….

            Normalmente fico uns 10 anos com um relógio até encher o saco e pensar em mudar. Será que o Apple Watch vai durar tudo isso ?

            Acredito que não tenha muito o que mudar substancialmente a cada versão do relógio para justificar trocar por defasagem. Melhorias virão todo ano ou mais, como incorporar um chip virtual para não precisar do telefone nem pra telefonar, como uma micro câmera embutida, uma tela com biometria, mais poder de processamento e assim vai… mas são coisas que não tornam a versão anterior obsoleta.

            Acredito que com uma arquitetura bem modelada, um relógio inteligente pode durar uns 10 anos, diferente de um PC ou smartphone que duram 5 anos. É um prazo bom para trocares sem forçação. E os mais fanáticos por tecnologia de ponta, trocarão igual com maior frequência.

      • Germano

        Bom, eu não comprei, foi presente da esposa. Ela me viu namorando ele em uma vitrine e um belo dia la estava ele. 🙂
        Assim como antes de comprar o primeiro smartphone, eu não via para que usaria ele até começar a usar: há vantagens em senti-lo vibrar no pulso toda vez que tem notificação no celular, para citar um exemplo.
        Portanto não acho smartwatches coisa de “inocente”. Mas a falta de atualizações precoce que é um dos pontos mais fracos do Android se estender aos seus smartwatches, embora não chegue a ser nem um pouco surpreendente, é ainda assim um tiro no pé, e não vou esconder meu descontentamento.

        • Jorge Dondeo

          Ta perdoado, hehehe… Mas essas coisas era meio que previsíveis, era de se esperar, pouca bateria, e problemas de SO.

          • Germano

            Voce também pelo seu Lumia… 🙂
            Mas nem te zoo por esse porque tive um Lumia 710 e acho a usabilidade dos Windows Phones a melhor se comparado a Android ou IOS (tambem testei um IPhone por um tempo e nao vou dizer o que achei para nao ser taxado de hater).
            Nao tivesse sido a conhecida falta de softwares, talvez eu tivesse migrado para a plataforma da Microsoft pois cheguei a estudar seriamente em faze-lo.

          • Jorge Dondeo

            Hehehe… To com meu 920 até hoje, ja são quase 5 anos, até que valeu, e no geral atende, mas o bixo ja ta capengando.

    • Daí vou falar algo que é uma blasfêmia, vou elogiar a Apple e a obsolescência de 5 anos para seus devices, que te garantem um uso organizado sem precisar passar trabalho. O preço é um pouco mais caro, mas a usabilidade é muito boa.

      Sem chamar de retardado quem usa outras marcas. Sem desmerecer outros fabricantes. Sem ódio, sem fanatismo. Só uma opinião contrária à maioria 🙂

    • советский медведь

      Mas isso já era esperado devido a segmentação do hardware.

  • gzamboni

    Só uma errata:
    “Vale lembrar que a primeira grande atualização do Android Wear, que introduziu suporte completo ao Wi-Fi não pôde ser apreciado principalmente pelos modelos de 2014 como o LG G Watch, o LG G Watch R e o ASUS ZenWatch original; os dois primeiros por não contarem com a antena e o último por motivos não especificados pela fabricante.”

    Na verdade, o LG G Watch R recebeu a atualização que habilitou o WIFI. Lembro que a LG não iria liberar com essa desculpa da antena. Mas depois da analise de empresas independentes, verificou-se que existia sim uma antena e o suporte ao WIFI foi liberado após pressão dos clientes. Eu tenho um G Watch R e o WiFi ta funcionando perfeitamente aqui.

  • Cássio Amaral

    Pronto, agora vão ter que criar ROM custom pra smartwatch também.

    • Germano

      Tomara que criem mesmo 🙂 – não que eu esteja seriamente apostando nisso, so dizendo que tenha voce feito piada ou não é algo que eu gostaria de ver acontecer.

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