União Europeia declara guerra ao conteúdo com trava de região

Não há ninguém que goste de trava de região. Se ela já irritava os gamers desde tempos imemoriais (a Nintendo é a única que ainda pratica tal política, embora afirme que o Switch será seu primeiro console de mesa livre), quem gosta de curtir um Netflix and Chill mas costuma viajar constantemente detesta o fato de que o conteúdo deste e de outros serviços de streaming possuam bloqueio baseado em geolocalização.

Um dos capítulos mais ridículos dessa história foi o que aconteceu com a sexta temporada de Community: o Yahoo!, que teve a chance de uma década achou melhor agir como uma emissora de TV dos anos 1950, barrando a série para quem não estivesse nos países em que possui os direitos (o que é inexplicável, sendo que o content provider é o próprio Yahoo!).

Na Europa, a mesma coisa. Netflix, Apple Music, Amazon Prime Video e outros agem de acordo com os contratos vigentes em cada país, disponibilizando ou bloqueando determinados conteúdos por geolocalização. Assim, se um francês viajar para a Alemanha o catálogo será completamente diferente, o que impede muita gente de acompanhar seus programas favoritos durante as férias ou uma viagem de negócios.

Só que os reguladores da União Europeia não estão nem um pouco preocupados com contratos e acordos. As novas regras para distribuição de conteúdo, que entrarão em vigor no próximo ano exigirão que todos os serviços que operam no bloco liberem a totalidade se seus catálogos em todos os países membros, dessa forma acabando com o bloqueio geográfico na região à força.

A decisão divide opiniões. Por um lado usuários e defensores da medida dizem que é a melhor alternativa pois permitirá que os assinantes que contrataram tais serviços por uma ou outra atração possam assisti-las em qualquer lugar da UE que estiverem. No entanto, os detentores dos direitos autorais estão obviamente preocupados que com a retirada do bloqueio, seus negócios sejam ameaçados (resumindo, não poderão manter contratos individuais em cada país e ganhar várias vezes com o mesmo produto).

Claro que há uma série de ajustes a serem feitos até 2018, inclusive como o Reino Unido será beneficiado com essa resolução (o Brexit só entrará em vigor no ano seguinte); no entanto é uma medida muito boa para quem só deseja assistir suas séries e filmes favoritos em paz e em qualquer lugar, sem ter que depender de VPNs e outras gambiarras.

Fonte: Ars Technica.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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