Apple Watch fica com 80% da receita de smartwatches no 4º trimestre de 2016

Quando o Apple Watch surgiu muita gente não botou fé de que ele deslancharia, e nem é pelos velhos motes de sempre que “a Apple não inventa nada” e “vai ser ‘outro’ fracasso” (sic): o mercado de smartwatches não havia empolgado a os usuários como um todo, os reloginhos espertos são basicamente uma extensão dos smartphones e não soluções completas, como o relógio do Dick Tracy (que já tentaram fazer e foi um fiasco).

Só que como é da maçã que estamos falando a recepção do Apple Watch não só superou as expectativas, como a linha esmagou completamente a concorrência. Agora a empresa de pesquisas Canalys revelou dados muito interessantes baseados em sua última análise do mercado: a Apple continua imbatível no segmento.

A Apple não mais revela números exatos de quantos dispositivos vende, o que é útil para gerar o “marketing de escassez” em seus produtos ao disponibilizar poucas unidades e aumentar a procura (foi assim com o iPhone 7 Plus e com os AirPods), o que nos deixa com os institutos de pesquisa para sabermos como vão as vendas de Cupertino. Em relação a smartwatches, desde o lançamento do Apple Watch os consumidores os procuram como loucos, o que levou ao resultado insano de 7 milhões de unidades despachadas para as lojas apenas no primeiro semestre no mercado, superando os números de todas as outras juntas nos 15 meses anteriores.

A verdade é que o Apple Watch, em todas as suas variantes não vende tanto quanto os iGadgets ou mesmo a Apple TV, mas ainda assim é um produto que mesmo considerado uma curiosidade possui uma excelente saída. E os números atuais da Canalys confirmam isso: no último trimestre a maçã teria enviado nada menos que 6 milhões de unidades às lojas, o que se refletiria em uma receita de US$ 2,6 bilhões. Isso significa que 80% do montante no período ficou para a Apple, com todas as demais fabricantes (LG, Samsung, Fitbit e etc.) brigando pelos 20% restantes.

A Acanlys aponta que a Apple sabiamente concentrou seus esforços em promover a categoria de entrada do Apple Watch, os modelos com pulseiras próprias para fitness e de menores dimensões. Estes são os que mais vendem s foram responsáveis por garantir 49% do market share da categoria à maçã no último ano, com 11,9 milhões de smartwatches enviados às lojas. A Fitbit (que comprou a Pebble e vai descontinuar a linha) responde por 17%, a Samsung por 15% e todas as outras (LG inclusa) pelos 19% restantes.

A Apple não foi a única no período a se dar bem com wearables: a Xiaomi enviou 5,5 milhões de unidades da Mi Band para as lojas, um número impressionante mas que se explica por seu um acessório bem mais básico. Não obstante a maçã deverá levar em conta a iminente chegada do Android Wear 2.0, que promete inúmeras novidades e com ele, reloginhos mais espertos.

Pode até ser que o Apple Watch e todos os demais smartwatches não durem muito daqui para a frente, mas até lá Cupertino está aproveitando o excelente período e contando a grana das unidades vendidas. Já a concorrência vai ter que rebolar para recuperar seu lugar ao Sol.

Fonte: Canalys.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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  • Isso é explicável porque quem compra Apple sempre quer ter todo o ecossistema, por mais idiota que possa ser o produto (e o que há mais idiota que um smartwatch à venda?).

    • Sem falar que “80% de toda a receita” não é nenhum sucesso, mas que essa bagaça é cara bagarai.

      mas os números não mostram a realidade. Números criam a realidade. E nós sabemos bem qual é a definição de Estatística.

      • Petrus Augusto

        ‘As pessoas inventam estatísticas para provar qualquer coisa. 40% das pessoas sabem disso.’ – Homer Simpson

        • Fabrício Cabral

          “Há três espécies de mentiras: mentiras, mentiras deslavadas e estatísticas.” –Benjamin Disraeli

        • Estatística é a arte de torturar os números para que eles digam o que você quiser.

        • Paulo Bernardi

          Eu acredito em 89% das estatísticas.

        • nayara

          O interessante é que mesmo com a concorrência aproximando ainda continuam noticiando de forma a parecer que a Apple está melhorando.
          Foi assim com praticamente todos os produtos da Apple.

      • Lá fora a diferença de preço não é tão grande. Como sempre o Brasil não serve de parâmetro.

        • Ronaldo, pelamordehades, faz as contas. Se ela meteu 49% do Marketshare e ficou com 80% do montante da receita, QUAL explicação você dá pra isso?

          Ou o produto dela é bem mais caro ou mentiu deslavadamente nos números.

          Se bem que verdade e Apple nunca andaram juntas, mas claro, appletards compram o produto e essas historinhas.

          • Hugo Vinícius

            Vc se lembra de quando uma vez saiu um resultado de lucros na área de smartphones, onde a Apple e a Samsung ficaram com mais de 100% dos lucros? Forçaram a barra nesse relatório, pois as outras estavam tomando prejuízo e sei lá que porcaria eles fizeram pra sair com um número > 100%.

            Pode ter algo desse tipo também neste relatório da Canalys, vai saber. A Apple e a Samsung podem ter lucrado alguma coisa e o resto só tomou prejuízo.

          • O que mostra mau cratismo. 80% da RECEITA significa VENDA. E mesmo assim, Apple trapaceia (como sempre), pois ela não conta a venda ao consumidor e sim venda para as lojas. Se ficar tudo encalhado (e não se vende zilhões de unidades em um dia nem com macumba), ainda assim ela conta que houve venda.

            Aí os portais ficam felicíssimos ao mostrar números para ter pauta, quando a realidade não é aquela. Parabéns aos marketeiros da Apple

          • Daniel Tiecher

            @pryderi:disqus que a Apple tem as maiores margens do mercado todo mundo sabe, mas você está fazendo confusão com os números do artigo. Os 80% correspondem à receita do trimestre passado, porém os 49% de market share é total, ou seja, vendas do segmento até 2016.

            Esse seu último ponto com relação as vendas também não é nada de novo, pois é prática comum no mercado, só que o que você deixou fora foi o fato que embora a Apple conte como venda os produtos que ela repassa para o varejo, no caso das lojas físicas e a loja eletrônica dela, a contagem de unidades vendidas é feita apenas quando é feita para o consumidor. E se o mesmo artigo menciona que é difícil encontrar Apple Watch nas lojas, então significa que essa “trapaça” não muda muito os números no final das contas.

          • Zalla

            Trucooooo

          • Thiago Lopes

            Você leu esse parágrafo: “A Apple não mais revela números exatos de quantos dispositivos vende, o que é útil para gerar o “marketing de escassez” em seus produtos ao disponibilizar poucas unidades e aumentar a procura (foi assim com o iPhone 7 Plus e com os AirPods), o que nos deixa com os institutos de pesquisa para sabermos como vão as vendas de Cupertino.”? Se sim, como pode dizer que a APPLE mentiu e não a Canalys? Se não, por que está comentando?

    • Eu tinha um Pebble com o iPhone, de 2012 até 2016 e já era fantástico.

      Mas ficou pra trás e infelizmente a empresa foi destruída pelos chineses e o Pebble virou peso de papel e todos clientes ficaram na mão.

      Troquei por um Apple Watch Serie 2. O negócio é impecável e realmente a integração do ecossistema é o diferencial. É muito superior ao Pebble e a bateria não é problema, mesmo durando menos de 48hs, só carrego na tomada quando estou tomando banho.

      Sem diminuir a concorrência, sem chamar de retardado quem usa outro diferente.

      • meu pebble ainda tá vivo e terá que durar mais um ano, tenho um Time. A store terá mais um ano ainda.

        • Exatamente, colocaram uma contagem regressiva, uma pena. O meu ainda está vivo, mas é muito ruim saber que neste 1 ano, não vai ter mais nada novo, vai ficar abandonado até morrer de vez. Deixei para minha esposa usar nas atividades físicas dela, pelo menos ela acompanha as informações do Run Keeper no Pebble.

          • foi para fechar 2016 com com chave de ouro haha.
            Já existe um movimento da comunidade Dev para dar uma sobrevida. Porém o mais legal que é notificação e monitoramento de passos e sono funcionará tranquilamente.

  • Quero comprar um.

    Não sei o que vou fazer com ele, depois que comprar eu descubro pra que serve.

    • Para que? Ué? Pelo mesmo motivo que 90% compra produtos da Apple: poder dizer que comprou produto da Apple.

      • Sempre quis um smartwatch e as opções Android não se comunicam eficazmente com meu iPhone.

        • Isso eu sou sincero ao dizer que em termos de integração, Apple faz um excelente serviço. E tem hardware de primeira.

          Só acho que os softwares fedem, mas, claro, isso é minha opinião. E defendo que cada um usa a plataforma que mais lhe agrada. Salvo quando a bosta da empresa resolve sacanear seus usuários (estou olhando pra vc, Microsoft)

          • Acho que passou do horário e teu remédio anti bipolaridade está perdendo o efeito

          • Quando você tiver opiniões que possam ser consideradas minimamente como “de gente” eu lhe darei mais atenções. Vai dormir que amanhã tem aula de Geografia e você não quer ser reprovada de novo.

          • Estou estudando as fronteiras, a diferença entre imigração e emigração, é fascinante OSPB. A professora é muito exigente, vou lá estudar. Boa noite.

          • Thiago Lopes

            kkkkkkkkkkkkk…

  • Yskar

    Estatística é a arte de torturar os números para que eles digam o que você quer, smartwatches são um fracasso por serem pouco úteis e caros, infelizmente a Fitbit resolveu comprar e exterminar os Pebble que eram os únicos com potencial real de sucesso, o que mostra a falta de visão da empresa (ou uma grande noção que essa área só vai decolar quando existirem baterias atômicas).

    Sem falar que usuários da apple comprariam iDildos caso a Apple fabricasse.

  • Tem algumas utilidades…
    – Ir na academia e não carregar o celular durante o treino (ele armazena as músicas na memória dele e pareia com fones bluetooth).
    – Pagar o Starbucks sem o celular (hipster no último).
    – Monitoramento de atividade física (não só na academia, mas o dia todo).
    – Alarmes e notificações no pulso.
    – Encontrar o iPhone quando perde ele dentro de casa.
    – Marcar a hora (afinal é um relógio).

    Sim, concordo que é caro bagarai… Quem tem Apple normalmente não está preocupado com o preço (ou quer mostrar que não está preocupado).

    • – Servir pra dizer pra todo mundo que vc tem um iPhone, sem precisar tirar o mesmo do bolso (mas tiram assim mesmo)

    • Zalla

      eu acho muito melhor usar o ipod nano…como relógio, esse sim é um ótimo smartwatch

    • Zalla

      justo na academia que o cara saca o aifone toda hora pra tirar selfie, belfie, e outras elfies da vida

  • glhp

    49% de share provavelmente significa que venderam 49 apple watches

  • Jorge Dondeo

    Caraca apple watch, relógio mais gay da história.

  • Zalla

    traduzindo, ninguém compra esse treco inútil, só os fâs da Apple mesmo, conheço muita gente que comprou o relogio esperto da Apple na empolgação e hoje está na gaveta

  • DiMais

    80% de um segmento que encolheu 50% e foi abandonado por 95%

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