Review — Zenfone 3 Max

A ASUS lançou meses atrás sua nova linha Zenfone 3 no Brasil, e entre modelos de ponta como o carro-chefe e ultra premium como o Zenfone 3 Deluxe, estava o “pobre porém limpinho” Zenfone 3 Max. Embora seja um aparelho com especificações mais modestas, quase um mid-low ele possui performance de gente grande, principalmente por sua inacreditável bateria de 4.100 mAh que parece ter saído direto de Star Trek: ela se recusa a consumir energia mesmo forçando a barra.

Resumindo, é seguro afirmar que hoje o Zenfone 3 Max é o aparelho com a melhor relação custo/benefício disponível. Acompanhe o que achamos dele após três semanas de uso.

O Hardware

O design do Zenfone 3 Max segue o de seu irmão mais potente, embora um pouquinho mais rústico. A traseira não é de vidro como o Zenfone 3 (o que propicia alguns… acidentes de percurso) mas por ser de policarbonato confere uma pegada excelente, não há risco dele deslizar na mão. Com um vidro frontal 2,5D levemente curvado o smartphone acaba por se apresentar como uma opção muito interessante e bonita para sua faixa de preço.

Falando no display, o modelo testado pelo MeioBit foi a variação mais poderosa, com uma tela IPS de 5,5 polegadas (o de entrada possui display de 5,2″) e resolução Full HD (401 ppi). Ele possui uma boa definição e ângulo de visão, a reprodução das cores é bem fiel (sem um branco com tons amarelados ou azulados) e por isso, é bem agradável para consumo de mídia. O conjunto de som também é bem satisfatório, embora não se compare ao Alcatel Idol 4 e seus dois alto-falantes estéreo e quatro saídas de áudio, duas em cada face.

Por dentro, o modelo testado vem com um SoC Snapdragon 430 da Qualcomm, octa-core Cortez-A53 com clock de 1,4 GHz e GPU Adrno 505, 3 GB de RAM, 32 GB de armazenamento interno expansível até 256 GB via micro-SD (infelizmente com bandeja híbrida; mais uma vez você terá que optar entre ter dois chips ou um só e o cartão de memória), sendo este um conjunto até respeitável. A variação de preço mais elevado possui apenas uma diferença, 64 GB de espaço interno. Já o modelo de entrada, o de 5,2″ é equipado com um SoC MediaTek MT6737M, octa-core com clock de 1,25 GHz e GPU Mali-T720 MP2, 2 GB de RAM e 16 GB de espaço interno, além de câmera principal de 13 megapixels e selfie de 5 MP. De resto, tudo igual.

O Software

Aqui é que as coisas começam a ficar interessantes. Em primeiro lugar vejamos as câmeras: a principal possui 16 megapixels e abertura ƒ/2,0; autofoco laser com detecção de fase e Flash LED Dual-Tone, o que permite fazer algumas gracinhas. No entanto ela é muito boa para sua categoria e entrega imagens externas e internas bem nítidas, mesmo com iluminação mais limitada. O software permite fotos em HDR e o modo de Ultra Resolução captura uma imagem de 52 MP, quando as condições de zoom não são favoráveis.

O controle fino não é nada como uma DSLR, mas permite controle manual de ISO, balanço de branco e compensação de exposição, entre outras coisas. O modo noturno, presente em todos os aparelhos da linha não faz mágica, mas ajuda e muito.

Confira as fotos em resolução full aqui.

A câmera selfie possui 8 MP e abertura ƒ/2,2; sendo apenas justa e honesta. Digamos que você não vai passar raiva com ela desde que entenda a ausência de Flash. De resto, ajustes permitem que suas fotos capturem mais pessoas por vez, para selfies mais animadas.

Mas é mesmo na perforance de consumo de mídia que o Zenfone 3 se destaca, onde entra em cena seu recurso mais alardeado: a suculenta bateria de 4.100 mAh. Digamos assim, a expertise dos desenvolvedores de hardware evoluiu muito nos últimos anos e os SoCs comilões não são mais a norma, e sim a exceção. Quando você acondiciona uma bateria potente em um conjunto menos exigente, como o aqui presente que utiliza o Snapdragon 430 a autonomia melhora bastante. Ainda assim os resultados aqui surpreenderam.

Primeiro, o Zenfone 3 Max nem transpira durante a execução de vídeos no YouTube, música e mesmo games pesados. O aparelho não esquenta e o consumo de energia é bastante civilizado, mesmo jogando Pokémon GO você não verá o marcador esvaziando loucamente. A ASUS desenvolveu este smartphone para também funcionar como um PowerBank, tanto que o kit acompanha um adaptador micro-USB/USB 2.0 para você conectar qualquer outro dispositivo.

Só que resolvi forçar a barra um pouco, utilizando outros métodos. Coloquei um filme de 90 minutos em Full HD no cartão de memória e o executei no VLC, que joga todo o processamento pesado nas mãos da CPU e normalmente drena as energias dos gadgets móveis. Nem assim o Zenfone 3 Max reclamou: a temperatura permaneceu a mesma e o consumo de energia foi de 100% a… 97%.

Em situações normais de temperatura e pressão a bateria do aparelho dura até 48 horas, já em casos de uso mais pesado (tethering, games e etc.) ela aguenta pouco mais de 24 horas, o que é excelente. Embora não conte com um hardware similar ao Moto X Force (já que o Z Force não veio para o Brasil), o 3 Max não faz feio.

 

Vale a pena?

Pois bem: sendo bastante simplista o Zenfone 3 Max é uma excelente opção no mercado mobile hoje, porém é preciso lembrar de que se trata de um smartphone da ASUS; o Android 6.0 Marshmallow possui a famigerada camada de customização ZenUI 3.0 e que desagrada bastante gente, sem contar que há uma grande quantidade de bloatware pré-instalado que só faz ocupar espaço. Embora os fabricantes tenham maneirado a mão nos últimos anos, ainda não atingimos um cenário ideal.

Você conta com uma série de opções para customização, adequando o Zenfone 3 Max a seu perfil e ritmo mas é fato que uma parcela dos usuários prefere um Android mais limpo, sem muitos penduricalhos e que permita o uso de suas ferramentas de preferência. É uma questão de gosto e comodidade, uns podem preferir assim e outros não.

Sobre preços: a versão de entrada com tela de 5,2″; 2 GB e RAM e 16 GB de espaço pode ser encontrada por cerca de R$ 899, o que é um negócio interessante; já a versão testada pelo MeioBit com 5,5″; 3 GB de RAM e 32 GB de armazenamento pode ser encontrado por cerca de R$ 1.299,00, o que não é tão em conta mas se considerarmos sua excepcional performance de bateria e os preçoc mais elevados dos concorrentes (como a linha Moto G4), o Zenfone 3 Max pode ser um smartphone muito bom para quem deseja um desempenho decente sem correr o risco de ficar na mão sem energia.


ASUS Brasil — Zenfone 3 Max: Além de tudo, muita bateria

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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