Criadores adquirem direitos sobre a franquia Project IGI

Você já parou para pensar que, apesar de bem legais, por uma série de motivos algumas franquias simplesmente desaparecem da indústria? Uma que aconteceu isso foi a Project IGI, que nasceu lá no ano 2000 pelas mãos da Innerloop Studios.

Naquele jogo em primeira pessoa controlávamos David Llewellyn Jones, um soldado que sempre era enviado para realizar as missões mais complicadas e que contava com o apoio via rádio de uma mulher chamada Anya. Apesar de possuir uma inteligência artificial horrível, o game chamou a atenção por ter um estilo que lembrava o do GoldenEye 007 e por nos permitir utilizar uma boa dose de estratégia para passarmos as fases.

Lembro de ter jogado bastante o Project IGI quando foi lançado e embora a sua continuação nunca tenha me interessado, sempre me perguntei o porque da série ter sido deixada de lado. A verdade é que parte da culpa por isso pode ser creditada à Square Enix, que em 2009 adquiriu a Eidos e junto com ela várias marcas que a pertenciam, incluindo a daquele jogo.

A boa notícia é que a Artplant fechou um acordo para ter os direitos sobre a propriedade Project IGI, e o que torna a possibilidade de um retorno ainda mais interessante é o fato de o estúdio norueguês ter sido fundado por pessoas que trabalharam na criação do original.

De acordo com o CEO da desenvolvedora, Jack Wulff, essa foi uma aquisição extremamente importante para eles, afinal lhes permitirá trabalhar em algo que após pronto continuará sob seu controle e apesar de um novo capítulo ainda não estar nos planos, me parece apenas uma questão de tempo até que o anúncio seja feito.

O que deverá decepcionar um pouco aqueles que gostaram dos dois primeiros Project IGIs é que um remake ou um relançamento não acontecerá, pelo menos não pelas mãos da Artplant e o motivo para isso é que os direitos sobre tais jogos continuarão sobre nas mãos da Square Enix.

Resta saber então se a série terá forças para concorrer com os títulos atuais, já que muitas das mecânicas utilizadas por ela deixaram de ser novidades e por isso considero imprescindível que o estúdio consiga tanto implementar algumas ideias novas, quanto tentar manter as características que ajudaram a fazer com que ela se destacasse.


laplandheroes — Project I.G.I.: I’m Going In – Mission-1 (Trainyard)

Fonte: Rock, Paper, Shotgun.

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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  • JuNioR

    Na época joguei o primeiro Project IGI por muito tempo, um dos primeiros FPS que realmente me chamou a atenção.

  • Podem me xingar, mas nunca gostei desse 007 Golden Eye, joguei um tempo no N64 (ou Game Cube? Tô ficando velho pra lembrar) mas nunca me chamou muita atenção, não sei pq…

  • fatalhck

    Joguei demais ce é loko!

  • Felipe Braz

    Incrível como esses gráficos envelheceram mal pqp

    • Assim como quase tudo em 3D que foi lançado naquela época.

    • doorspaulo

      Pouquíssimos jogos 3D dos anos 90 e começo de 2000 envelheceram bem.

      Os únicos que revi recentemente e ainda continuam “bons” são os da Nintendo, mais especificamente os do Mario do N64.

      • Felipe Braz

        Os do Mario creio que por trazerem gráficos mais cartunescos.

  • Gabriel Nunes

    Era um jogo difícil bagaray. Eu lembro que gostava da necessidade tática dele, não dava pra ir em modo Rambo. Mas lembro tb que odiava o fato de não ter retícula de mira, tinha que ser ou no feeling, ou apontando parado.

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