Nokia 6, com Android 7.0 marca o retorno da marca ao mercado de smartphones

E o dia chegou. Foram quase 19 meses entre o anúncio e o primeiro lançamento mas a Nokia está de volta. A companhia finlandesa, outrora sinônimo de celulares de altíssima qualidade apresentou enfim o Nokia 6, seu primeiro smartphone voltado a consumidores intermediários, rodando Android 7.0 Nougat e contendo toda a expertise dos antigos profissionais da empresa.

O problema? Por enquanto o aparelho é só para chinês ver.

O que a Microsoft fez com a Nokia foi vergonhoso, para dizer o mínimo. A compra por US$ 7,2 bilhões em 2013, embora inicialmente celebrada era parte de um plano para desmantelar a companhia completamente, o que foi iniciado com o então CEO e Cavalo de Troia Stephen Elop detonando a empresa por dentro, ao matar o Symbian e o Meego e demitir 40 mil funcionários. O que sobrou foi adquirido pela Microsoft, que absorveu o que pôde para embarcar em seus próprios produtos.

Terminada a fase de absorção a empresa mandou embora quase a totalidade dos antigos funcionários da Nokia, abandonou a marca em prol de sua própria e por fim vendeu a divisão inteira, basicamente o bagaço da laranja para a finlandesa HMD Global Oy, uma subsidiária da FIH Mobile por ridículos US$ 350 milhões. Foi um final vergonhoso para uma companhia outrora tão grande e conceituada.

Só que esse não foi o fim da história. A HMD é formada basicamente por antigos funcionários da divisão mobile da Nokia original, que em sua maioria foram tocar outros projetos. Tanto o CEO Arto Nummela quanto o CMO Pekka Rantala (ex-Rovio) são egressos da falecida fabricante de dispositivos móveis. Isso conferiu um ar de legitimidade à empresa quando ela anunciou seu retorno ao mercado, abraçando o Android e se focando inicialmente em dispositivos intermediários. É compreensível, enquanto consumidores de iPhones e Galaxies S dificilmente consideram outras soluções, quem prefere aparelhos mais baratos dá mais atenção ao combo performance e preço justo.

Mais, muitos desses eram usuários dos aparelhos indestrutíveis da Nokia e é mais fácil atraí-los.

Assim temos o Nokia 6, o primeiro dispositivo da HMD. Ele é um smartphone que conta com um hardware em partes modesto com um SoC Snapdragon 430, octa-core Cortex-A53 com clock de 1,4 GHz e GPU Adreno 505, mas seus 4 GB de memória RAM e 64 GB de espaço de armazenamento (expansível até 128 GB via micro-SD) são bastante generosos. O display de 5,5 polegadas possui resolução Full HD (401 ppi) e é protegido por vidro Gorilla Glass da Corning, embora a versão não tenha sido especificada acredito que seja no mínimo a terceira.

A câmera possui 16 megapixels com abertura ƒ/2,0; autofoco, HDR Flash Dual-Tone e capacidade de filmar em 1080p a 30 fps, o que é o mínimo aceitável; já a câmera selfie é bem decente, com 8 MP e abertura ƒ/2,0. Completam o conjunto A-GPS, GLONASS, Bluetooth, sensor biométrico no botão Home, sistema de som Dolby Atmos, bateria de 3.000 mAh e um Android mais recente e com pouca customização, o que é excelente.

AndroidPure — First look at Nokia 6 Official Video

O único inconveniente é sua disponibilidade limitada. Segundo a HMD ele será comercializado nos próximos meses apenas na China num primeiro momento, pelo equivalente a US$ 245. O mercado chinês será um teste para a HMD principalmente em receptividade, onde diversas companhias pequenas disputam a preferência do consumidor com produtos bons e baratos. Se o Nokia 6 se destacar por lá são grandes as chances do smartphone chegar a outros países, especialmente em desenvolvimento como o Brasil.

No mais, nos resta aguardar a MWC 2017 que será realizada entre os dias 27 de fevereiro e 02 de março em Barcelona, onde eventualmente a HMD revelará mais detalhes e o smartphone poderá ser apreciado de perto.

Fonte: HMD Global.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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