CES 2017 — nVidia apresenta novo Shield, IA doméstica e co-piloto virtual

Laguna_CES_2017_nVidia

Em uma empolgante palestra na CES 2017 o CEO da nVidia Jen-Hsun Huang fez diversos anúncios de produtos, serviços e até futuras tecnologias da camaleão verde de Santa Clara. As palavras-chave foram inteligência artificial.

Só que antes de entrar com tudo na IA, a palestra começou agradando os gamers que adoram compartilhar gameplays nas redes sociais.

Laguna_nVidia_Facebook

Huang apresentou uma parceria entre a nVidia e a rede social do Mark Zuckerberg. Tal parceria traz a tecnologia de captura de gameplay em vídeo, a GeForce Experience, para o Facebook Live. Imagine aí você recebendo curtidas da família por se safar de alguma horda de alienígenas hostis em Mass Effect: Andromeda.

Se bem que não é toda família que tem console ou mesmo um PC para rodar os jogos mais novos. Com o objetivo (beeem desafiador) de atingir aquele bilhão de gamers que não possuem computadores capazes de rodar os jogos mais recentes, a nVidia trouxe o GeForce Now (anteriormente conhecido como nVidia Grid) para os PCs.


nVidia — SHIELD Gaming: GeForce NOW

Funciona assim: via streaming você tem acesso a uma super máquina gamer da nVidia capaz de rodar jogos das diversas lojas digitais, como Steam, Origin, Battle.net, GOG, Uplay e grande elenco.

Não parece novidade (OnLive RIP, hail PlayStation Now) mas a intenção do Jen-Hsun Huang é fornecer aos jogadores acesso ao vasto catálogo das lojas digitais de games para PCs — com as configurações gráficas no máximo — sem precisar de um computador topo de linha. Basta pagar 25 dólares por 20 horas de jogatina.

Laguna_nVidia_GeForce_Now

Uma forma mais econômica (US$ 199) de jogar alguns desses games localmente é através do novo nVidia Shield. A nova versão do console Android da empresa, que já tinha um catálogo bem interessante de jogos multiplataforma, pode trabalhar com o GeForce Now na mesma resolução 1080p a 60 fps dos games que rodam na máquina, desde que você possua uma boa conexão. E conexão melhor ainda será necessária para curtir Netflix e Amazon Prime em 4K com HDR.

Com a ajuda do Google, a camaleão verde de Santa Clara pretende reinventar a TV com o nVidia Spot. Esse nVidia Spot é basicamente um Amazon Echo com o Assistente Google para TV. Coloque vários nVidia Spots pela casa para controlar por voz sua própria Internet das Coisas. Parece que a intenção é o Spot em si ser mais barato que o concorrente, mas você tem que ter o novo Shield como hub central.

Laguna_nVidia_Spot_Home_AI

O novo Shield será portanto o centro da nVidia Home AI, mas a inteligência artificial da casa não será tão inteligente quanto a dos carros do futuro. Evoluindo o Drive PX2, agora temos o nVidia Xavier.

O Xavier é um supercomputador de bordo, com oito núcleos de processamento central ARM 64 bits e mais 512 núcleos gráficos CUDA da arquitetura Volta. Tal computador de bordo é simplesmente capaz de aprender a dirigir, reconhecendo cada pedestre na rua.


NVIDIA Self-Driving Car Demo at CES 2017

Alguns fabricantes de autopeças como a Bosch adotarão a plataforma nVidia Drive, mas a montadora Audi é ainda mais ambiciosa: em 2020 quer colocar nas ruas Audis com Categoria 4 de autonomia. Ou seja: o carro teria condições de dirigir totalmente sozinho, exceto naquelas situações extremas. Uma concorrente, a BMW, já era bem otimista prometendo algo assim em 2021.

No momento, o que temos nos atuais carros autônomos é uma espécie de co-piloto virtual. E a nVidia tratou de lançar uma plataforma de inteligência artificial focada em auxiliar o teimoso motorista humano.

Laguna_nVidia_AI_Co-Pilot

Trata-se do nVidia AI Co-Pilot, um assistente virtual que ajuda o motorista a evitar ficar distraído enquanto dirige. Esse co-piloto virtual faz o reconhecimento facial para determinar o humor do motorista, determina para onde o humano está a olhar e inclusive faz leitura labial para identificar possíveis destinos. E o AI Co-Pilot até critica sobre o modo como estamos dirigindo. HAL-9000 feelings.

Tudo isso para evitar que percamos tempo. Ou mesmo nossas vidas na estrada. Isso se tivermos dinheiro suficiente para comprar um carro de luxo com essas mordomias.

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Autor: Emanuel Laguna

O “tio Laguna” nasceu no Siará em meio à Fortaleza de 1984. Sempre gostou de brincar de médico com os aparelhos eletrônicos e entender como um hardware dedicado a jogos funciona, mas pretende formar-se como Engenheiro Eletricista qualquer dia. Antes apaixonado pelos processadores gráficos desktop, vê nos smartphones, tablets e outras geringonças mobile o futuro da computação.

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  • Inquisidor

    a A.I. está aí kkkkkkkkkkkkkkkkkk, mals.
    só quero tecnologia suficiente para entrar dentro dos jogos tipo swordart online, claro que sem morrer na vida real, e tmb quero A.Is. para robos sexuais,ualquer coisa pra cima disso é perfumaria .

  • Cocainum

    Basta pagar 25 dólares por 20 horas de jogatina.

    Só eu achei “meio” caro?

    • Inquisidor

      é mais barato montar um pc gamer la no mundo real.

    • Christian Oliveira

      2!

    • Achei muito caro, fora a fibra otica com 200 Mb/s de banda que você teria que ter, pra conseguir rodar jogos nessa qualidade.

  • Christian Oliveira

    Mercado Mobile (cel/tablet/note) saturado, mercado desktop saturado, mercado servidores saturado, mercado placas de vídeo saturado, mercado de tvs saturado, mercado de vídeo games saturado, mercado de TI saturado.

    Mercado carros autônomos mal começou e já está saturado.

    Mercado de internet das coisas mal começou e já está saturado.

    Prevejo um quebra quebra, aquisições e fusões no mercado tecnológico num futuro não muito distante.

    • Br#No

      Concordo Totalmente! Acho que sobrou esse: Mercado Especulativo de Startups -> Em alta

    • Cocainum

      Acho que são situações diferentes e o termo “saturado” não necessariamente se aplica a todas elas.

      Smartphones, por exemplo, todo mundo tem um. Há um bom tempo não temos novidades reais nesse mercado. Então eu diria que está mesmo saturado.

      Carros autônomos, quantos existem por aí? Até o momento em que todo mundo (ou pelo menos, a maior parte da população) ainda não tiver trocado seu veículo por um autônomo, não podemos dizer que o mercado está saturado. O que temos é uma tecnologia que ainda não está madura para o mercado. É o mesmo caso da internet das coisas. Quantos eletrodomésticos inteligentes e conectados você tem em casa? Eu não tenho nenhum. É uma tecnologia que ainda está bem no começo.

      • Christian Oliveira

        Saturado de players, com demanda duvidosa em todos os casos.

        • Cocainum

          Justamente porque a tecnologia ainda não está madura e os consumidores não vão querer algo caro e que não funciona direito. Mas nenhuma das grandes empresas mundiais está apostando todas as fichas nesses tecnologias recentes. São projetos, investimentos, que não vão gerar lucro agora, mas irão garantir o posicionamento delas no mercado futuro. Já as pequenas empresas que estão surgindo por conta dessas novas tecnologias (tipo guarda-chuva com Bluetooth), o mercado vai naturalmente selecionar o que fica e o que vai embora.

          • Christian Oliveira

            A adesão será bem lenta, do ponto de vista de quem está injetando recursos.

            Lembro de como foi a injeção eletrônica, começou com uns 4 ou 5 fabricantes, para aquela época era uma número bem grande, hj praticamente só a Bosh é “popular”.

            Para carros autônomos, acho que a Tesla e mais um conseguirá se firmar, no mais as montadoras habituais teram sua própria versão.

            Internet das coisas será mais uma commoditie chinesa, logo mais.

            Não por acaso, os principais interessados em criar novos mercados para “computadores” são os fabricantes de processadores, o marasmo nos outros seguimentos é muito grande, um motivo é a Lei de Moore que está cada vez mais complicada para ser seguida, outra é que o próprio poder de processamento de muitos dispositivos é mais que suficiente e por fim estamos presos a paradigmas de difícil quebra, os form factors, e no geral como consumimos processamento dificilmente consegue evoluir de onde estamos.

            VR é uma tentativa, mas apostaria muito mais em AR.

            Estamos chegando naquela parte onde Detroit chegou ao ponto de inflexão com o modelo que possuía, mas desta vez será com o vale do silício.

        • Hugo Vinícius

          Isso é normal em um mercado novo. Aí, quando ele entra em um estágio mais maduro, haverá diversas fusões. Veja o que aconteceu no mercado SSDs, por exemplo.

        • Concordo com Christian, acho que o incipiente mercado de carros autopilotáveis já está saturado. Como estava a internet em todos os ramos pouco antes da bolha. É muita gente apostando numa tecnologia que ainda está looonge demais de ser confiável. O mundo ainda está para se tocar que por enquanto isso é só um hype mesmo, ainda vai demorar um bocado para carros autônomos se tornarem algo comum.
          IoT também é outro caso: as grandes da tecnologia já sabem que isso é uma tendência, se uniram em prol de padrões para a área e tudo. Mas o fato é que demora também. Os tais protocolos são novos, até lançarem aparelhos desejáveis, que atraiam público, que por sua vez atraiam mais fabricantes… Demora. Estamos vendo produtos “inteligentes” quebrando a cara de muito executivo desde a primeira bolha da internet. E vai continuar por um tempo.
          Christian está certo, mas não acho que haverá quebradeiras. Acho que haverá consolidação de mercados: cada empresa se reforça num nicho e foge de outros. É o que está acontecendo. Por mais que cada gigante faça incursões em diversas áreas, elas juntam forças numa coisa só; o resto é na base de parcerias. Isso deve se tornar mais e mais extremo a cada ano. Aquisições de empresas menores para incorporação de tecnologia vai continuar comendo solto.

  • “Basta pagar 25 dólares por 20 horas de jogatina” , não obrigado, muitos bons jogos no steam não custam isso, prefiro continuar rodando jogos com qualidade inferior localmente, mas quem eu estou querendo enganar, no brasil não existe banda pra rodar jogos nessa qualidade, nem pra quem tem fibra.

    • Diego Marco Trindade

      Isso que eu ia falar. Se fosse um pouco mais caro que um Netflix (até uns 50 reais por mês) até toparia, mas assim fica difícil… A quem quero enganar, nunca vai ser lançado no Brasil…

  • Diego Marco Trindade

    Eu acho legal internet das coisas. Mas ainda não sei o que eu poderia fazer com isso em casa hoje em dia. Ligar o rádio quando eu chegar em casa? As luzes?

  • Wallacy

    nVidia AI Co-Pilot… Tá aí uma idéia boa que certamente é de fácil aceitação pelo sistema regulatório. Mesmo que fosse idêntico ao autopilot só o nome já ajuda e muito na hora de regular o serviço.

    A Tesla planeja LVL 5 pra final de 2018… LVL 3 pra final desse ano (o Vision foi ativado a poucas semanas). A parte técnica pode até funcionar, mas duvido que em menos de 5 anos as agências de trânsito em boa parte do mundo vão autorizar boa parte dos recursos.

    Agora se for um co-piloto… (que começa só dando dicas mas no final dirige um pouco)…

  • Paulo Gilmour

    “E conexão melhor ainda será necessária para curtir Netflix e Amazon Prime em 4K com HDR.”

    Acho a coisa mais sem lógica do mundo anunciarem HDR como algo separado… HDR come mais banda?? HDR precisa de um cabo/padrão especial?? (Sim eu vi essa babaquice recentemente, é a especificação 2.1 do HDMI… Suporte a HDR).

    • doorspaulo

      Cara, se não me engano, precisa de mais banda sim.
      O HDR carrega mais informação de cores que um vídeo comum, tornando o arquivo final maior que o não-HDR.

  • “…mas a
    inteligência artificial da casa não será tão inteligente quanto a dos
    carros do futuro.”

    Ou seja, continuaremos sofrendo graves e hediondos acidentes, batendo o dedo mindinho em quinas, pé de mesa, pé de cama…

  • gfg

    Já estava a alguns anos esperando por essa de jogar por “streaming”, mas 1 trump por hora é sacanagem.

  • Douglas

    Lan House Virtual 😛 Tive uma lanhouse em 2002, bons tempos de organizar o corujão e ter times de CS se enfrentando o dia todo.

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