CES 2017 — Qualcomm revela detalhes do Snapdragon 835, seu novo SoC top de linha

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A Qualcomm aproveitou a CES 2017 para apresentar com pompa e circunstância seu novo SoC de ponta: o Snapdragon 835, anunciado em novembro último foi desfraldado em detalhes e é um chip poderoso e econômico, pronto para aguentar o tranco das novas tecnologias móveis (com o bônus de ser otimizado para Windows 10 full).

A Qualcomm informou dois meses atrás que o Snapdragon 835 seguiria o processo de litografia de 10 nanômetros, novamente utilizando sua arquitetura proprietária Kryo e se distanciando de vez do ARM depois do fiasco do 810. Os bons resultados do 820 estimularam a empresa a se empenhar para produzir um novo SoC potente, econômico e pela primeira vez, multiplataforma.

Assim sendo o Snapdragon 835 chega como um octa-core, baseado na técnica big.LITTLE com dois conjuntos de núcleos Kryo 280 de clocks diferentes: quatro com velocidade de até 2,45 GHz e quatro de no máximo 1,9 GHz. Os fabricantes de dispositivos que utilizarem o SoC decidem se utilizarão a frequência máxima ou se a reduzirão em seus projetos. Já a GPU é a nova Adreno 540, uma atualização ja hoje top 530 e que é compatível com Vulkan, DirectX 12, OpenGL ES 3.2 e OpenCL 2.0 ao mesmo tempo que é 25% mais rápida que sua antecessora.

Do que o Snapdragon 835 é capaz? Bem, muita coisa. Em primeiro lugar ele foi otimizado tanto para Android quanto para Windows 10, o que significa que ele não só consegue rodar a versão para desktop com desenvoltura como é compatível com aplicativos x86, na versão ARM do sistema operacional. Dessa forma teremos a partir de 2017 novos computadores ultrafinos que não necessitam de coolers e baterias de longa duração capazes de executar programas pesados como o Photoshop em sua versão completa, por exemplo.

Atrelado a isso a eficiência energética também é um fator muito importante, e o 835 consegue ser ainda menos comilão que seus irmãos mais velhos: segundo a Qualcomm ele consome 25% menos energia que os SoCs da série 820, principalmente porque a empresa utilizou computação heterogênea para delegar funções a componentes distintos e diminuir a carga de trabalho dos núcleos. Por exemplo, o DSP Hexagon 682 agora é o responsável pelo processamento de aprendizado de máquina (ele é quatro vezes mais eficiente que a CPU nesse caso), bem como agora realiza as tarefas de processamento de imagem e visão computacional com mais facilidade. Resultado, menos tempo ocupando os núcleos e consequentemente, menos energia gasta.

Não que o 835 não será amigo dos paranóicos: o novo SoC é compatível com projetos futuros de fabricantes mobile de dispositivos com baterias de 6.000 e até 7.000 mAh, e não estamos falando necessariamente de tablets. E por fim o Quick Charge 4.0 promete uma carga de cinco horas com apenas cinco minutos de tomada, com carregadores de 36 W. No entanto, o Google recentemente recomendou que os fabricantes adotem a especificação USB-PD de carregamento, segundo a mesma de modo a evitar problemas como o Galaxy Note7 apresentou (embora o problema fosse outro, de projeto mesmo). De modo a solucionar o dilema, a Qualcomm informa que o Quick Charge 4.0 é compatível com o USB-PD.

Já a performance geral também receberá um boost: de cara o Snapdragon 835 é plenamente capaz de executar 4K e VR e o tempo de latência entre um movimento de cabeça e a reprodução na tela caiu para ridículos 15 milissegundos, reduzindo em muito o delay que headsets VR apresentam. O suporte ao Q-Sync permite a atualização da tela na mesma frequência em que a GPU renderiza as imagens (excelente para games), o HDR10 melhora o alcance dinâmico e entrega uma resolução muito mais próxima do real (como o Galaxy Note7 fazia) e o suporte às câmeras foi sensivelmente expandido, agora o chip suporta um sensor único de 32 megapixels ou dois de 16 MP, podendo ser Clear Sight (um sensor colorido e outro preto e branco, o que melhora a nitidez das fotos) ou de Zoom Óptico, utilizando uma lente Grande Angular e outra Teleobjetiva. O software consegue alternar entre ambas facilmente.

Por fim, o modem LTE cat 16 do Snapdragon 835 suporta conexões 4G de até 979 Mb/s teoricamente (no Brasil? Quem sabe…) e para ambientes internos, ele é compatível com Wi-Fi 802.11 ad (ou WiGig), mais potente e de maior eficiência energética.

O Snapdragon 835 já está na linha de produção da Samsung (que substituiu a TSMC) e nos próximos meses deve dar as caras nos novos smartphones top de linha não só da fabricante sul-coreana (que costuma lançar versões de seus aparelhos com chips Qualcomm e Exynos) mas também da LG, Sony, Lenovo e outras, bem como em novos computadores Windows 10.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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