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Uru, o algoritmo que apresenta uma nova forma de adicionar ads em vídeos

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Até o Bob Ross pode se tornar um garoto-propaganda

Você leu aqui que a FTC desceu o sarrafo em todos os influenciadores internet afora, passando a multar aqueles que veiculam informes publicitários disfarçados de depoimentos espontâneos e que embolsam uma boa grana com isso. Como vídeos agora precisam deixar claro sua natureza comercial e um tweet obrigatoriamente deve vir acompanhado de um #ad, muitos produtores de conteúdo vêm reclamando da redução do alcance de suas mensagens já que o consumidor pode até se deixar enganar por um post disfarçado, mas não engole um infomercial.

Ainda assim há outras formas de adicionar conteúdo de ads em vídeos sem ter que necessariamente transformar a atração em um grande comercial. Pequenos spots contextualizados podem ser inseridos de modo a promover uma marca, mas geralmente isso é feito de modo completamente manual. Uma roupa, um item no cenário, esse tipo de coisa.

O que a Uru, uma startup com sede em Nova Iorque propõe é algo bem diferente. Seu algoritmo pega um vídeo, qualquer um e identifica superfícies planas onde uma arte pode ser inserida. Dessa forma ela se mescla com o cenário perfeitamente e não fica como uma marca d’água, se sobrepondo de modo permanente.

A ideia é fornecer a marcas e empresas a possibilidade de inserir ads sutis em vídeos que normalmente não seriam passíveis de monetização, mas que sigam o contexto da produção. Um vídeo de culinária pode receber um logo da Nestlé em um armário, ao mesmo tempo que um gameplay pode de repente exibir o logo da NVIDIA ou de um patrocinador, no caso de e-Sports. É um uso bem interessante de visão computacional.


Uru — Oh wow.

O CEO da Uru Bill Marino diz que estão estudando meios de levar seu algoritmo a mídias em ascensão como Realidade Virtual e Aumentada, o que faz todo o sentido do mundo: imagine um game em que você utiliza um app para visualizar a cidade e ele logo de cara identifica superfícies, aplicando propagandas. Imagine o modo AR de Pokémon GO com ads de outros games da Nintendo ou da Niantic aplicados em paredes e edifícios, por exemplo.

A startup levantou US$ 700 mil em capital e agora está em fase de buscar acordos com empresas e produtores de conteúdo. Particularmente acredito que se feito da maneira correta, um ad inserido organicamente e de forma não-invasiva num vídeo não é nada diferente de um outdoor capturado normalmente e se render uma quantia honesta a todos os envolvidos, sem que a FTC alegue que houve abuso é uma iniciativa válida.

No mais é uma excelente prova de conceito do que um algoritmo de visão computacional pode fazer, inclusive em tempo real.

Fonte: TechCrunch.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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