Veja os objetos que a IA do Facebook reconhece em suas fotos

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Que o Facebook brinca com nossos dados não é novidade, inclusive vendendo para anunciantes idiotas que descobrem que a gente comprou uma geladeira então passam o dia inteiro oferecendo outra, mas a pesquisa do sitezinho do Mark vai muito além disso.

Eles brincam também com Deep Learning, inteligência artificial e outras mumunhas. Entre elas, reconhecimento de imagem. Nossas fotos são usadas como base de treinamento de uma rede neural criada pelo departamento de Inteligência Artificial do Facebook.

O objetivo vai muito além de reconhecimento facial, querem entender as imagens como um todo, seus componentes, o quê e onde é a cena representada. Por enquanto já conseguem resultados bem interessantes, mas a gente não vê, são usados para indexação e ficam quietinhos como valores do elemento ALT no agatemelê da página.

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As tags aparecem assim graças a uma extensãozinha do Chrome que um sujeito chamado Adam Geitgey escreveu, só para testar o serviço. A instalação é bem símples:

Primeiro você visita o site da extensão no GitHub. Baixa uma cópia para sua máquina.

Em seguida é só abrir a página chrome://extensions, ativar o módulo de desenvolvedor e clicar em “carregar Extensão…” achar o diretório onde você descompactou o arquivo, e pronto.

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Feito isso basta visitar o Facebook e ver suas fotos, a caixinha com as tags deve aparecer na maioria delas. Fiz um teste com imagens totalmente aleatórias recolhidas de forma randômica do Google Images e enviadas para o Facebook:

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Conforme demonstrado, funciona muito bem. O que é assustador. 20 anos atrás todos os computadores do mundo não seriam capazes de algo assim. Examinar uma foto e determinar que nela há uma pessoa, diferenciar uma piscina de uma praia, isso era ficção científica.

A tecnologia de Deep Learning vai mudar o mundo, mais do que qualquer outra desde a domesticação da eletricidade. E o melhor de tudo: a gente não precisa saber exatamente como as coisas funcionam, só que funcionam.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz e Calcinhas no Espaço.

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  • H2SO4

    Tem como buscar as tags Pool? Meu cachorro que perguntou.

    • Ivan

      ou bigtits

  • Rafael Rodrigues

    Cardoso, acho que seu algoritmo randomizador de imagens anda meio bugado…

    Só acho… 😉

  • 640k is enough

    Esse seu buscador está no modo Stalker, isso me assusta. 😆

  • Raoni

    Comecei a usar o Google Photos a pouco e me surpreendi, ele classifica muito bem objetos e lugares, reconhece alguns pontos turísticos mesmo sem meta informação nos arquivos.

    Mas o que mais me surpreendeu nele é que o agrupamento de rostos semelhantes, conseguiu me reconhecer, por exemplo, em milhares de fotos desde que eu era bebe com dias de idade até o momento atual e meus 120 kg a mais, isso me assusta um pouco.

    • André Rocha

      Uma vez eu fiz uma viagem e depois subi as fotos da dslr (sem gps) para o google+ e ele fez uma “story” lá. Dava com precisão boa o local e “monumentos” ou lugares importantes, montando tudo em uma animaçãozinha besta, mas bem legal para se contar uma “história” mesmo. Só assustei ele saber de onde pra onde e quando viajei (gmail com passagens e reservas) e local das fotos (talvez gps do celular e reconhecimento das imagens)

      • Bonemachine

        Bem, muito provavelmente as fotos tinham metadados de quando foram tiradas… dai ele cruza com os seus locais visitados (do celular mesmo) e verifica se bate com o horário que você tirou as fotos na sua câmera, talvez até com o local onde você subiu as fotos no drive (se você estava num hotel próximo ao local de onde as fotos foram tiradas) e daí ele consegue filtrar os possíveis lugares onde você poderia estar. Jogando a IA em cima para reconhecer elementos específicos em locais turísticos e ele consegue estabelecer com precisão aonde, quando, com quem, por que e por quanto tempo você viajou.
        Super simples
        Coisa do capiroto

        • Maximus_Gambiarra

          Não, cara. Você está subestimando. O Google já identificou fotos antigas minhas do tempo que eu não tinha celular e usava email do Ig! Pior que era uma cachoeira localizada no município vizinho ao que eu pensava estar. Pela estrada de terra cruzamos a fronteira intermunicipal e eu não sabia, mas o Google sabia, apenas pelas fotos de uma cachoeira bem genérica…

          • Luiz

            Porque ele não precisa necessariamente de dados de geolocation, deve estar reconhecendo a foto por similaridade, alguem já enviou foto do lugar e tinha os dados.

          • Maximus_Gambiarra

            Mas considerando que metade dos elementos da foto são móveis, como plantas, água e pessoas, é a proeza admirável o Google saber mais, literalmente, do que o autor da foto.

        • Claudio Roberto Cussuol

          Eu garanto que o Google consegue identificar locais nas fotos quando existe algum “landmark” identificável. Minha câmera não tem GPS e as buscas por local no Google Fotos funciona de forma impressionante.

          Fiz outro teste que me fez rir: Procurei “Cachorro” nas minhas fotos.
          Ele identificou corretamente todas as fotos, inclusive uma que eu fi fiz com o Chewbacca na Disney.

    • Claudio Roberto Cussuol

      Eu fiquei besta quando vi o Google fazer um filmezinho com as fotos da minha filha (atualmente com 7 anos) e outro da minha sobrinha (10 anos).
      Das milhares de fotos que eu tenho lá ele soube identificar corretamente quais fotos eram os bebês certos desde o nascimento.
      E o pior é que as vezes até EU confundo foto de bebê…..

    • Lucas Timm

      O mais legal é botar nome nos rostos de pessoas que tiraram fotos contigo. Aí tu pode usar no campo de search, “fotos minhas com a Luciana Vendramini”. E ele só mostra os resultados relevantes.

      Ele realmente detecta muitas coisas legais. Busco por “fotos dos meus computadores”, “foto do carro prateado”, “fotos em Porto Alegre”, e ele pega com precisão. Não vai demorar para ele acertar uma busca tipo “fotos do meu antigo carro em seu habitat natural” e ele mostrar as fotos do meu antigo Siena na oficina…

    • O mesmo no OneDrive.

  • Francisco Cunha Neto

    Sou só eu que fico assustado com isso?

    • kenji

      Não. Especialmente pelo corolário: “a gente não precisa saber exatamente como as coisas funcionam, só que funcionam.”

      • Ivan

        esse que é o problema não é saber como funciona e sim que funciona muito bem e que não temos mais privacidade, se bem que se quer privacidade não use nada online.

        • Luiz

          Não, o problema não é a privacidade, o problema é que a rede neural funciona sem tu saber, é exatamente assim que a Skynet surge.
          O que voce achar que é, uma rede neural que supostamente fuciona e nenhum ser humano sabe realmente como.

          • Luis Eduardo Boiko Ferreira

            Qualquer ser humano com o mínimo de conhecimento em machine learning sabe como uma rede neural, deep learning ou qualquer outro algoritmo classificador funciona, querido. Quem opta por mestrado e doutorado, acaba implementando estes algoritmos “Na mão”, eu mesmo fiz isto.

          • Luiz

            Isto é obvio, voce sabe como a rede funciona, mas não exatamente como ela produziu o resultado, voce sabe muito bem o inferno que é debugar a rede, porque ela produziu o resultado, e isto porque ainda são redes simples que temos.
            O Watson já é um inferno debugar, eles precisam fazer extensas analises dos dados para entender o porque, o como é feito é a parte “facil”, só vai piorar até chegar um ponto que ninguem sabe realmente tudo sobre a rede como um todo.
            Igual um sistema operacional moderno com 50 milhoes de linhas, nenhum ser humano sabe realmente como funciona exatamente todas as partes, para todos os efeitos o sistema é quase um organismo “independente”.
            Só estou extrapolando, uma hora as ninguem mais vai saber ao certo, somente vai ter parte dos detalhes na mente, é só esperar mais e mais redes cada vez mais complexas sendo integradas.

          • Luis Eduardo Boiko Ferreira

            Cara, acho que vc não tem noção do que fala mesmo. Você parece achar que as coisas funcionam magicamente a ponto de se tornarem organismos independentes. Sei lá o que te falar cara… estude programação, faça uma faculdade… Leia menos ficção e quem sabe as coisas comecem a fazer sentido pra vc. Eu e meus colegas do mestrado e doutorado em inteligencia artificial temos plena noção de como uma rede neural com ou sem backpropagation, CNN e todos os outros algoritmos de deep learning funcionam. Não existe mágica… eh sério… Está historia que não se compreende como as coisas funcionam eh papo de amador. Como diria o E.T. bilu: apenas busque conhecimento!

  • DiGamer80

    E o pior é que nós mesmos alimentamos o banco de dados dessas coisas ;/

  • Carlos Ferreira

    O Cardoso sempre usa belíssimas imagens randômicas.

  • Zoroastrologo

    Ms. Vendramini parece que ainda provoca pensamentos indizíveis sob os lençóis do autor.

  • IA bugada. Na segunda foto faltou a tag Melons.

    • Goodtimes

      Ou boobs.

      • Lucas Linki

        Calma, gente. Tenho certeza que nesse exato momento tem várias equipes de machine learning trabalhando pra corrigir esse problema…

  • Fábio Silva

    O FB expõe ‘o que vê’ para ajudar a pessoas com deficiência visual. Essas tags, quando num modo para cegos, são lidas.

    • Maximus_Gambiarra

      Boa. Mas possivelmente há ainda mais coisas que ele “vê”, mas guarda para si. Não é?

  • Dio

    Armas, ganja, pedofilia? Toda essa merda que o facebook vê e não faz nada? Que legal…

  • Jorge Dondeo

    Vou assistir o segundo renascimento de novo, para me preparar.

  • Luiz

    “E o melhor de tudo: a gente não precisa saber exatamente como as coisas funcionam, só que funcionam.”
    Qualquer rede dinamica agindo sobre informação com retroalimentação e com complexidade suficiente é indiscernivel de inteligencia.
    É assim que a Skynet surge.

  • Essa tecnologia de reconhecer os lugares, situações, pessoas e objetos é relativamente antiga no OneDrive.

  • Roney Marques

    Essa IA é bicha. Faltou a tag boobs na foto da piscina rs

  • Hello? Estou ouvindo falarem mal do estagiário que fica vendo foto por foto o que tem lá para depois dizer? Sim, porque se o processo de detectar genitálias é do moralismo dos funcionários do FB, então eles também ficam avaliando essas fotos, né?

  • Denis Assunção

    Não funcionou não

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  • E o melhor de tudo: a gente não precisa saber exatamente como as coisas funcionam, só que funcionam.

    E já não é assim há tempos?

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