Nintendo derruba loja pirata que permitia baixar games do 3DS sem pagar

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A Nintendo odeia a pirataria em todas as suas formas, disso já sabemos. O que muita gente andava estranhando, no entanto era o incomum silêncio quando desenvolvedores conseguiram enfim quebrar a camada de proteção do 3DS, permitindo a instalação de homebrews que adicionam funções diversas. Um dos mais famosos obviamente é o freeShop, um aplicativo que imita o funcionamento da eShop. “Originalmente” ele foi criado para que o usuário baixe os games que já possui, mas a verdade é que a grande maioria o utiliza para burlar o sistema de segurança e acessar títulos pelos quais não pagou.

Ainda que tenha mantido o 3DS relativamente seguro por seis longos anos, a Nintendo não está nada feliz e há um motivo sólido para isso: Pokémon Sun/Moon. A dupla de games que trouxe a nova geração dos monstrinhos de bolso é sem muita surpresa um sucesso, a franquia é um dos maiores hardware sellers de portáteis da empresa desde sempre e permitir um cenário onde um software permite o download ilegal dos games não é aceitável at all.

Tão logo o game foi lançado e espertinhos utilizaram o freeShop (ou outros métodos) para acessar os games sem abrir a carteira, a casa do Mario começou a distribuir banhammers para todos os lados. Assim que o jogador se conectava na internet para apreciar os recursos online, o 3DS era banido em definitivo da Nintendo Network e com isso se tornando incapaz de acessar a loja para o que quer que fosse, mesmo baixar games comprados legalmente antes. O 3DS em questão se tornava um mero console offline.

Pouco tempo depois a Nintendo anunciou um programa de recompensas para que hackers ajudem a fechar todas as brechas do 3DS, não permitindo que o mesmo venha a ser utilizado de maneiras não previstas pela companhia japonesa. Restava dar uma dura nos distribuidores dos homebrews e agora ela está fazendo isso, indo atrás primeiro do freeShop que é o mais popular.

A Nintendo enviou uma notificação de infração de copyright de acordo com o DMCA ao GitHub, já que o repositório oficial do software estava hospedado lá e era bem detalhado. Ele já se encontra fora do ar, e o representante legal da Nintendo explicou a posição da empresa para justificar o banhammer:

O aplicativo chamado freeShop infringe os direitos autorais da Nintendo, já que o mesmo contorna as medidas de proteção da Nintendo e viola o DMCA. A Nintendo criptografa os arquivos dos jogos disponíveis nos servidores da eShop para previnir que usuários acessem os mesmos sem pagá-los. A Nintendo acredita que o aplicativo freeShop contorna suas medidas de proteção descriptografando os arquivos disponíveis nos servidores da eShop, permitindo que seus usuários acessem e joguem os jogos da Nintendo de graça.
 
O aplicativo freeShop também possui cópias não autorizadas dos arquivos dos logotipo Nintendo 3DS, protegido por leis de direitos autorais.
 
Ademais, os arquivos compartilhados violam os Termos de Serviço do GitHub ao facilitar o roubo de jogos da Nintendo dos servidores da eShop, e o uso dos mesmos com um dispositivo Nintendo 3DS viola os Termos de Uso observados nas obrigações do usuário junto à Nintendo.

TheCruel, o desenvolvedor do freeShop está fulo nas calças, alegando que seu software não infringiu nada visto que foi desenvolvido para que usuários baixem cópias de games que já possuem, e não para adquirir outros que não pagou. O que ele não entende é que independente do que o app faça, ele utiliza uma brecha protegida que é a utilização dos “tickets” armazenados nos consoles, os que validam a aquisição de um determinado game. De qualquer forma ele realiza o acesso indevido a um software protegido, que é o argumento da Nintendo e não dá para disfarçar, o próprio nome já entrega qual é sua principal função.

Embora o freeShop ainda possa ser adquirido por outros meios, é bem provável que medidas a serem tomadas no futuro acabem não só por bloquear o software como também banir na Nintendo Network todo mundo que o instalou. É compreensível, visto que a Nintendo não pretende descontinuar a linha 3DS tão cedo e manter os portáteis blindados é essencial.

Agora verdade seja dita, a Nintendo nem liga para a pirataria do Wii U; nesse caso (principalmente por causa do Switch) ela já jogou a toalha, até porque sua produção já se encerrou.

Fonte: Kotaku.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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