Review — Alcatel Idol 4

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A Alcatel pode correr por fora na disputa do mercado mobile, mas isso não quer dizer que a empresa não esteja disposta a introduzir aparelhos interessantes e únicos. O Idol 4, seu principal smartphone hoje disponível (o Idol 4S é a versão turbinada deste) é um bom exemplo disso. Com configurações muito boas, decisões de design curiosas e um preço decente ele se torna um opção interessante para quem quer um aparelho potente sem ter que gastar muito.

Acompanhe o que achamos dele após três semanas de uso.

O Hardware

A primeira impressão do Idol 4 é de que ele é um aparelho muito bonito, pensado para usuários que gostam de produtos com aparência elegante. A Alcatel caprichou no acabamento com bordas metálicas e traseira em vidro, que confere um brilho excepcional (embora seja um convite para marcas de dedos). A disposição dos dois alto falantes de 3,6 W no alto e na base, com duas saídas cada na frente e nas costas do dispositivo também chama a atenção e estão lá para manter a performance de áudio.

Isso faz com que independente de como você o dispor sobre uma mesa, seja com a face para cima ou para baixo você não terá a experiência de som abafado. Suas músicas e alarmes sairão do Idol 4 sempre com clareza.

O display do Idol 4 é um IPS de 5,2 polegadas, com resolução Full HD (424 ppi), com um bom equilíbrio de cores e que não entrega tons distorcidos como acontece em alguns dispositivos de ponta concorrentes, o que é muito bom para quem gosta de utilizar seu smartphone para consumo de mídia. A ausência de botões físicos é sempre bom (menos peças para dar problema) e os controles virtuais não incomodam ao ocuparem espaço na tela.

Outra coisa interessante, já presente no Idol 3 é a tela reversível: não importa de que lado você o segure, o Idol 4 interpretará sempre como o lado certo. Apenas a posição da câmera e controles denuncia se o aparelho está sendo segurado corretamente ou de cabeça para baixo.

No entanto a característica mais desconcertante do Idol 4 é um pequeno botão circular na lateral do dispositivo, entre os controles de volume e o slot Nano-SIM/Micro-SD: trata-se da Boom Key.

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Ele é um botão programável, em que através do software proprietário da Alcatel você configura para cumprir uma série de ações dependendo de como você o acioná-lo, seja por um número determinado de toques ou segurando-o por um determinado tempo. Através da Boom Key é possível abrir a galeria, tirar uma foto, regular o som ou customizar as funções ao seu gosto.

Soluções externas prometiam adicionar tais funções a smartphones antigos, mas a Alcatel saiu na frente e a incorporou diretamente no hardware do Idol 4. É uma opção interessante, ainda que que a princípio pareça um tanto desnecessário customizar funções corriqueiras é algo bastante prático.

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O Software

Falemos da performance em si. O Idol 4 é equipado com um SoC Snapdragon 617 da Qualcomm, um octa-core Cortex-A53 com quatro núcleos de 1,5 GHz, quatro de 1,2 GHz e GPU Adreno 405, 3 GB de RAM e 16 GB de armazenamento interno, porém a Alcatel acondicionou um cartão micro-SD de 32 GB adicional. É possível utilizá-lo separado ou graças ao Android 6.0.1 Marshmallow, integrar a mídia à memória total e somar 48 GB de espaço. Por via das dúvidas preferi manter os dois separados.

O smartphone possui uma série de aplicativos proprietários, mas não é nada comparado ao que a Samsung costumava fazer quando atochava seus aparelhos com bloatware. A vantagem é que o Idol 4 possui uma camada de customização bem básica, ainda que tenha algumas funções extras (como mudar o papel de parede na tela de bloqueio todas as vezes ou animações exclusivas) ele no geral é bem próximo da experiência pura do Android. Ao menos mais do que vemos em aparelhos da Samsung ou LG, mas menos do que os da Motorola.

A performance em geral é muito boa. O Idol 4 deu conta de executar games pesados, como Horizon Chase sem engasgos (esquentou um pouco, é verdade) e Pokémon GO (esse esquentou muito, mas aí já é lugar comum), mas obviamente que a bateria de 2.610 mAh não dá conta do recado.

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Já consumo de mídia e redes sociais é outra coisa. YouTube, Facebook, Twitter, ele tira de letra e não sofre apesar de seu SoC não ser um top de linha como os da série 800 da Qualcomm. Aproveitei para rodar o VLC enquanto assistia alguns filmes, sendo fato conhecido que ele força bastante o hardware. Hoje isso nem chega a ser um problema. E novamente o conjunto tela/alto falantes faz toda a diferença na execução de mídia.

Caso você prefira o Idol 4 vem com fones de ouvido da JBL, que são muito bons.

Bem, falemos das câmeras. A principal possui 13 megapixels e foco ultrarrápido de 0,01 segundo segundo a Alcatel, sensor de 1/2,8″ e abertura ƒ/2,0; o que se reflete em boas fotos internas e externas ainda que não excepcionais. Ela consegue capturar cores bem vivas graças e em caso de uso do Flash, o recurso Dual Tone que não estava presente no Idol 3 permite que as fotos sejam mais nítidas.

Já a frontal conta com 8 MP e é no geral boa, com a vantagem de também contar com Flash. O ângulo é muito bom para selfies e recursos extras do app proprietário permitem tirar fotos com timer, para evitar que você fique se contorcendo na hora da captura. Claro que ela funciona melhor em ambientes externos, mas não chega a ser terrível em internos.

Você pode apreciar as fotos originais aqui.

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Vale a pena?

Essa é a pergunta principal. O Idol 4 foi posicionado como um concorrente direto do Moto G 4 Plus, mas com duas principais vantagens: primeiro, a Alcatel o está vendendo com um kit VR completo, acompanha o smartphone um headset para consumo de conteúdo em 3D, que permite total controle enquanto você assiste seus filmes e outras produções. O conjunto completo vem com smartphone, cartão de 16 GB, fones JBL e o headset (sem mencionar fonte de carregamento rápido e cabo USB).

Segundo, o preço. Inicialmente oferecido por R$ 1.699,00, a Alcatel já comercializa o kit hoje por R$ 1.399,00; no entanto é fácil encontrar ofertas por bem menos que isso. R$ 1,2 mil por um smartphone com headset VR? É tentador demais.


alcatel mobile France — ALCATEL – IDOL 4

Se você faz questão de um aparelho intermediário que conte com leitor biométrico e bateria generosa, talvez o Moto G 4 Plus ainda seja sua pedida. Os demais que não fazem questão ficarão felizes com um Idol 4.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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  • Germano

    Quando comecei a ler pensei “vai aparecer Mediatek em algum momento”. Quando li “Qualcomm Snapdragon”, continuei lendo. Realmente uma opção interessante, e como Alcatel não esta entre as marcas mais badaladas ha boas chances de achar preço de oferta no varejo.

    • Ed. Blake

      Eu sou destes também, mas este Snapdragon 617 é desanimador.
      fraco, esquentado e beberrão por ser uma arquitetura antiga de 14nm.

      • Rodrigo

        Não achei o aparelho fraco, sai de um LG G2 e esse Idol 4 é até mais rápido que ele em muitas coisas.

  • Dreadful

    Qual é a versão do aparelho testado? OT6055? Certeza que é 3GB de RAM?

    • Sim, 3 GB.

      • Dreadful

        Esse aparelho parece realmente muito bom!

  • Ed. Blake

    Este Alcatel foi tão imteressante que é ‘remarcado'(rebranded) bela RIM e vendido como BlackBerry DTek.
    No mais o preço está bem legal pelo conjunto e para a atual conjectura.
    Vou observar como a Alcatel se comporta em relação ao código aberto e divulgação de seus drivers e códigos fonte.
    Dependendo meu próximo aparelho por ser um desses.

    • Carlos

      Nossa é mesmo mudaram só o nome!

  • Germano

    Estava olhando as specs no gsmarena e comparando com meu Moto X Play, e esta bem proximo. Perde em algumas coisas, ganha em outras como a presença de giroscopio e acelerometro (necessario ao VR imagino). Todavia no item tela uma coisa me chamou a atenção: nao tem nada sobre ele ter algum tipo de proteção contra riscos, nada de gorilla glass ou similar. Ou seja, pelicula é obrigatorio nesse ai.

    • Ele inclusive vem com uma película na caixa. É obrigatório mesmo.

      • Germano

        Bom, se pensarmos que muita gente pega aparelhos com gorilla glass cuja função é não riscar, e põe por cima uma pelicula de plastico chinesa que risca e perde a transparencia com o tempo, ate que faz sentido. E sim, eu tambem ja fiz isso no passado, mas hoje nao uso pelicula. So um desses cases tipo carteira.

      • Angelo Silva

        Não vem mais na caixa do Idol vendido aqui no Brasil.

        • Luciano Gomes

          Uma bola fora da Alcatel, ao que parece, também é a ausência da capa de silicone, presente nos aparelhos vendidos fora. E o pior é que algo que custa menos de trinta reais na própria loja da Alcatel. A película eu vejo como uma obrigação hoje em dia. Meu Lumia 930 exibe uma trinca irritante desde de uma queda infeliz. Como sempre, o custo para reparo é inviável.

          • Angelo Silva

            Até nisso se pareço contigo. O meu 930 também tem uma trinca pequena na quina. Capas boas para o Idol 4, só importando. Em lojas físicas deve ser bem difícil encontrar.

          • Luciano Gomes

            Na loja própria da Alcatel existem duas opções: uma Flip Case em couro e o case translúcido, ambos esgotados. Fora isso, as opções são as de qualidade discutível no ML. E mesmo assim são poucas.

    • Rodrigo

      Na verdade ele vem com a proteção Scratch, sei que é bem resistente pois uma demonstradora do estande da Alcatel fez o teste com um estilete e o aparelho estava sem película.

  • Othermind

    A-L-C-A-T-E-L

  • Theuer

    “A ausência de botões físicos é sempre bom (menos peças para dar problema)…”
    “No entanto a característica mais desconcertante do Idol 4 é um pequeno botão circular na lateral do dispositivo”
    Botão físico na tela(que pode ser capacitivo) que não ocupa espaço na tela é uma droga, um botão Realmente físico na lateral é “desconcertante®”!
    Poxa, aí é forçar um pouco a barra.

  • Luciano Gomes

    Será meu primeiro Android após anos com Windows e até a Microsoft [email protected]@ar com os Nokia Lumia. Vou sair de um 930 que aos poucos foi me deixando na mão (as atualizações foram acabando com a qualidade da câmera por exemplo), sem contar com uns problemas crônicos já conhecidos como falha do microfone para uso de viva voz ou gravar áudios no whatsapp, problemas no sensor de proximidade, enfim, vai me deixar muito menos saudade que o meu 1020 que acabei perdendo, esse sim um ótimo smart. Pesquisei bastante por um mid range, entre eles o G4 Plus, que apesar do leitor biométrico e da câmera, não me conquistou na pegada e no acabamento. Já tinha acompanhado esse Idol 4 no lançamento mas o preço (1699,00) definitivamente não o colocava como o melhor custo-benefício, até uma oferta de 1199,00 no pós Black Friday. Resolvi pagar para ver, mas a tomar por base todos os reviews que consultei exaustivamente (poucos em português ainda) e de manter minhas expectativas absolutamente dentro do que o aparelho é – um aparelho médio com boas especificações – creio que não vá me arrepender. Especialmente pela performance de áudio, uma característica sempre elogiada nas análises, desde seu modelo anterior, o Idol 3. É uma aposta numa marca não tão badalada, mas que apresenta uma proposta interessante em meio a dezenas de “mais do mesmo” que vemos no mercado.

    • Angelo Silva

      Luciano, lendo seu depoimento, parece que está falando de mim. Estou passando exatamente por isso: saindo de um 930 e indo pra meu 1º Android depois de anos e anos com aparelhos da Nokia (desde a época do Symbian). Comprei na Ricardo Eletro ontem por R$ 1.199. Esperando chegar. Meu foco neste aparelho é a qualidade sonora, já que uso celular pra escutar música com muita frequência, e nesse ponto o Lumia 930 estava me decepcionando bastante. Primeiro porque não aceitava meu fone JBL (zerava o volume quando eu o conectava). Segundo porque com fones bluetooth o equalizador não funciona (com qualquer Android meia-boca isso NÃO acontece). O meu viva voz parou também, mas como estava na garantia, eles ajeitaram. Mas uma coisa que me irrita na plataforma é ver APPs funcionando melhor no Android do que no WP e ainda com mais funções do que na plataforma da Microsoft. Sacanagem dos desenvolvedores? Limitações da plataforma? Acho que ambos… o que não pode é eu ficar no meio desse fogo cruzado e pagar o pato. Afinal são anos limitado por algo que não estou usando de graça. Boa sorte pra gente nesse novo mundo.

      • Luciano Gomes

        Para você ter uma idéia, estou usando para fotos meu antigo N8 que ainda dá um banho em termos de fotografia. O 930 depois das atualizações virou uma decepção. Som baixo, fim do rádio FM nativo (bola foríssima da Microsoft), entre tantas outras coisas que mataram um aparelho que já foi um high end. Também estou apostando no Alcatel pela performance de áudio, e ciente que a câmera vai dar para o básico. Mas acho que o custo benefício (também peguei essa promoção da Ricardo Eletro) é imbatível. Vamos aguardar pra ver.

        • Angelo Silva

          Pois é! Se a Microsoft fez essa sacanagem achando que isso nos faria pular pra um 950, se deu mal. A princípio, achei que sentiria falta da tela AMOLED do 950. Mas pesquisando mais a fundo, descobri que a tela do Idol não é uma LCD convencional, e sim uma LTPS, cuja qualidade é superior. Fiquei até surpreso, já que painéis LTPS são mais caros e difícil encontrar em aparelhos dessa faixa de preço. Entretanto, nem tudo são flores. Tb descobri (ainda não tenho certeza) que o sistema de localização via satélite do Idol só enxerga o GPS americano. Glonass e Beidou (quase pronto) ele não enxerga. Com isso perdemos em velocidade e precisão de geolocalização. A câmera frontal (com flash) é bem elogiada, mas a traseira está na média. Não deve ser muito diferente da câmera do 930. Agora, o que muitos tem elogiado é a performance do aparelho (além do som, é claro!). Mesmo depois de meses, os usuários reportam bastante estabilidade e velocidade, algo positivo, já que muitos aparelhos Android, com o uso, vão ficando lentos e instáveis. Ah, uma coisa que eu já fiz: comprei um cartão MicroSD classe 10. Sei que o Idol vem com um de 32 GB, mas será que é um classe 10? Na via das dúvidas o meu já tá separado.

          • Luciano Gomes

            O meu chegou anteontem. Ainda não estou usando o aparelho, só fiz as primeiras configurações e a primeira impressão é muito boa. E o cartão que acompanha é sim classe 10. Mais um ponto positivo.

          • Angelo Silva

            Olha. Classe 10! E imaginava um cartão de 32 GB, mas daqueles comuns (classe 2) vendidos por aí. Acabei comprando um Sandisk Classe 10 essa semana. O seu foi entregue pelos Correios? O prazo de entrega do meu está para 27/12. Uma coisa que não entendi foi que no site da Ricardoeletro diz que meu pedido ainda está em processamento, mas eu já recebi um email informando que minha encomenda está com a transportadoras. Contigo foi assim também?

          • Luciano Gomes

            Comigo foi assim também. Foi entregue bem antes do prazo e o status no site da Ricardo Eletro não era atualizado. Já tive outra experiência de compra lá em que a encomenda chegou antes do previsto. As entregas da Ricardo são feitas pela transportadora do Grupo Folha. E acabei fechando a compra de uma capa translúcida e uma película de vidro pelo Mercado Livre. A capa pelo menos parece idêntica à vendida na loja da Alcatel, mas que está esgotada. O aparelho é muito bonito, mas não estou a fim de arriscar algum dano. Vou pelo menos tentar evitar ao máximo.

  • Angelo Silva

    Li muitos reviews e opiniões em sites estrangeiros antes de adquirir esse aparelho. Parece um excelente custo-benefício. Estou esperando o meu chegar (comprei ontem). Depois volto aqui pra postar o que achei.

    • Willian Topa

      Sei que faz um tempinho, mas eae, o que achou do aparelho?

      • Angelo Silva

        Willian, o aparelho é muito bom. Até agora sem sinal de lag, travamento, reinício. O Android é quase puro, mas as modificações são muito úteis. A interface é muito fácil e intuitiva. Melhor do que outras mods de Android. A qualidade do som é a melhor que vi num celular, tanto com fones quanto pelos auto falantes externos. E olha que sou exigente neste quesito! A tela tem uma qualidade excelente! Sem falar que o aparelho é muito fino e bonito de doer o olho. Essa moldura em alumínio eleva o nível do aparelho. A tecla BOOM é configurável e ajustei ela para abrir o spotify ao ser clicada. Não me arrependi nem um pouco da compra. Pra ficar nota 10 faltou a câmera seu um pouquinho melhor, mas tá na média. A questão do óculos de VR… ele até que é bem feito. Mas não é o meu foco, então quase não usei. Mas as crianças adoram. Pena que drena a bateria muito rápido. Eu recomendo esse aparelho.

        • Willian Topa

          Opa! Valeu brother, agora que eu pego um mesmo haha.

  • Hernando Bueno

    Eu comprei o aparelho com base nesse review e gostei muito, porém fiz acordo com a Alcatel para devolver o aparelho.
    Eu tive problema recorrente com bluetooth (só funcionava ao reiniciar o aparelho e por pouco tempo) e gasto irreal da bateria (10% por hora, sem uso).
    Foram 3 idas até a AT, sem sucesso e trocaram o meu aparelho, porém o novo apresentou os mesmos problemas.
    O atendimento, tanto da AT quanto da própria Alcatel é impecável, treinamento de excelência, realmente buscam resolver o seu problema, contudo, eu praticamente tinha um telefone fixo.
    Pelo atendimento que recebi não descarto, no futuro, adquirir novo produto deles.

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