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O problema Número 1 da NASA continua sendo o Número 2

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Uma rara piada em 2001 — Uma Odisséia no Espaço é quando Heywood Floyd, em uma nave rumo à Estação Espacial vai ao banheiro e dá de cara com as instruções do banheiro de gravidade zero. Na vida real a cena continua piada pois um banheiro de gravidade zero é BEM mais complicado.

Que o diga Peggy Whitson, doutora em Bioquímica, astronauta, primeira mulher a comandar a Estação Espacial Internacional e… encanadora.

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Foi um trabalho de dia inteiro, ela contou com ajuda de Tom Pesquet, outro astronauta, que ainda aproveitou pra lembrar de um episódio de Big Bang Theory. Pelo visto o Howard Wolowitz vai virar oficialmente o projetista da privada espacial.

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Zoeira à parte, a triste realidade é que a tecnologia de banheiros espaciais é uma bosta. Não culpa da NASA, mas de Darwin. Evoluímos para que nossas necessidades necessitassem de gravidade. A mudança para postura ereta foi uma complicação extra, não podemos obrar e andar como os outros animais. Adicione espaço, e ferrou tudo.

A parte do Número 1 era mais simples, astronautas da Apollo usavam uma espécie de camisinha para coletar a urina, mas tiveram problemas no começo. Os engenheiros criaram três tamanhos, “pequeno médio e grande”, mas os astronautas só pegavam o modelo grande, que em muitos casos ficava frouxa, causando vazamentos.

O problema foi solucionado trocando o nome para, segundo Michael Collins, Extra-Grande, Imenso e Inacreditável.

A parte do Número Dois era mais complicada. Os cientistas criaram uma Unidade Coletora de Detritos, mas o corpo não colabora. A menos que você tenha caprichado na feijoada, o, digamos assim material não sai com muita velocidade. A microgravidade torna pior, e a caca tende a aderir nas laterais.

A NASA projetou os sacos coletores, que deveriam ser encaixados na portinhola das roupas dos astronautas, algo não muito digno:

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Se você reparar há uma aba de plástico no saco. É um espaço para o astronauta enfiar o dedo e auxiliar na remoção do barro espacial, que fatalmente ficará preso na estrela enferrujada de xerife.

E sim, isso lembra MUITO a clássica piada escolar de como francês limpa a bunda.

O procedimento, segundo astronautas da Apollo levava até 40 minutos, o que faz sentido quando você tem um iPad, não em órbita.

Astronautas mulheres então, tinham que se virar com um fraldão. Hoje em caminhadas espaciais os dois sexos preferem fraldas geriátricas comerciais para uso em caminhadas espaciais. E não adianta segurar, você vai passar mais de 6 h do lado de fora da nave, em algum momento vai entornar o caldo.

A vantagem é que as fraldas convencionais são mais baratas e confortáveis que o modelo criado pela NASA:

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Isso meio que tira o Glamour da coisa, saber que ao mesmo tempo em que dizia Um pequeno passo para um Homem… Neil Armstrong poderia estar percorrendo a Almirante Barroso.

Com as futuras missões de longa duração da Orion, a NASA está preocupada com a possibilidade de astronautas em uma emergência ficarem vários dias dentro dos trajes espaciais, então lançaram um concurso oferecendo US$ 30 mil para quem solucionar o problema.

O Space Poop Challenge busca uma solução para coleta de dejetos líquidos, sólidos e meio barro meio tijolo, hands free e automatizada. Imagino que envolve uma série de tubos, assim como a internet.

A melhor solução é a mais inviável: instalar uma porta de colostomia nos astronautas, então vão ter que se virar de outra forma. Duvido que achem uma solução realmente boa. A triste realidade é que nenhum astronauta da NASA jamais será tão bom em fazer merda no espaço quanto a equipe de Prometheus.

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P.S.: para destruir o último pingo de glamour, uma historinha: os astronautas precisam treinar em terra como usar as privadas espaciais. No espaço é essencial uma acoplagem precisa, e o buraco para o Número 2 tem uns 15 cm de diâmetro.

Para achar a posição ideal os astronautas usam um simulador com uma câmera. Assim praticam a manobra de acoplagem de ré. Isso mesmo. O sujeito passa horas olhando um monitor visualizando o próprio fiofó.

Fonte: Oddity Central.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz e Calcinhas no Espaço.

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