Metallica — “Hardwired … To Self-Destruct”

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Os velhinhos estão de volta. Depois de um hiato de 8 anos desde o lançamento de seu último disco (Death Magnetic) o Metallica está de volta. Seu novo disco se chama “Hardwired … To Self-Destruct” e causou grande impacto na mídia especializada por conta do seu lançamento. Impacto causado pelo fato de ser um disco novo do Metallica, uma das maiores bandas de Heavy Metal de todos os tempos, e também por conta do marketing diferenciado, onde a banda gravou um clipe para cada música do disco. Esses clipes foram liberados em um mesmo dia, a cada duas horas, como forma de divulgação do novo álbum.

A banda começou sua carreira em 1983 com o aclamado Kill ‘Em All, porém despontou para o estrelato total em 1991 com o disco Metallica (que muitos chamam de Black Album e que já vendeu a bagatela de 25 milhões de cópias). Depois disso a banda entrou em um período negro com lançamentos de qualidade não muito elevada. Aqui vai um pequeno parenteses. Vocês vão encontrar sempre dois tipos de fãs do Metallica. Os primeiros, nos quais eu me enquadro, que ouviram a banda desde o começo e que gostam infinitamente dos primeiros discos do quarteto, mas torcem o nariz para os lançamentos mais recentes. E você tem os outros fãs, que gostam mais da fase light da banda. Essa diferenciação dos fãs vai ser importante para entender as reações em relação ao álbum novo.

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“Hardwired … To Self-Destruct” chega para injetar sangue novo na banda, trazer novos clássicos, mais vitalidade. Quem acompanha o Metallica nos últimos anos sabe que eles estão vivendo do passado. Nos shows temos 95% de músicas dos primeiros discos, o que prova a visão de que são os melhores. O disco novo é composto por 12 músicas que foram escritas por James Hetfield e Lars Ulrich. A primeira característica que chama a atenção é a duração das músicas. A média é de 6 minutos por música. Aqui vai a primeira crítica: elas poderiam ser mais curtas. Tem muita gordura no disco, poderia tranquilamente ser uns 20 (ou 30) minutos mais curto. A segunda crítica é que, assim como nos últimos discos do grupo, os riffs de guitarra são muito parecidos. E pronto, acabaram as críticas.

Hardwired … To Self-Destruct está muito a frente no quesito qualidade aos dois discos antecessores (St. Anger e Death Magnetic), mas ainda não consegue resgatar as glórias do passado. Fãs mais novos da banda não curtiram muito o disco. Algumas resenhas espalhadas pela internet foram muito negativas e disseram que Death Magnetic era bem melhor. Fãs dos primeiros discos adoraram. O motivo foram as guitarras mais cadenciadas, bem próximas ao metal oitentista, uma pegada mais Black Sabbath (ouçam a música Am I Savage). Destaques absolutos ficam para a poderosa Hardwired, a bem construída  Atlas, Rise! (refrão muito legal), a longa Halo on Fire, a oitentista ManUNkind e a saudosista Murder One.

A versão deluxe do disco vem com um CD extra contendo várias faixas ao vivo, um cover matador para Remember Tomorrow (Iron Maiden) e uma homenagem ao Elfo do Metal, o senhor Ronnie James Dio, com a faixa  Ronnie Rising Medley (emocionante). Eu recomendo? Sim, claro, com algumas críticas, mas esse será o primeiro álbum do Metallica que vou comprar nos últimos 20 anos.

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Autor: Gilson Lorenti

Geógrafo de formação e fotógrafo de coração, comecei a fotografar com 18 anos de idade (antes disso nunca tinha pegado uma câmera na mão). Depois de muito estudo veio a carreira profissional que passou por várias modalidades da fotografia até realmente descobrir o que gosto de fazer. Hoje me dedico ao ensino de fotografia, fotografia Fine Art e Books Fotográficos (gestante, moda, sensual). Tomando emprestado as famosas palavras de Ansel Adams “Quando as fotografias não forem mais suficientes, me contentarei com o silêncio”.

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  • Reinaldo Matos

    Uma duvida meio fora contexto.

    O último álbum não seria o LuLu de 2011? Ou está desconsiderando este álbum por não ser somente Metallica, e sim uma parceria com Lou Reed?

    • Gilson Lorenti Fotografia

      Considerando apenas os discos do Metallica. Todo mundo separa esse disco Lulu como um projeto separado da discografia oficial.

      • O Lulu foi um momento de insanidade temporária. Se ao menos tivessem trancado o Lou Reed no banheiro antes de gravar….

    • gfg

      kkkkkkkkkkk, nenhum fã de Metallica admite que esse álbum existe. Inventam mil desculpas pra tirar a banda da reta.
      De qualquer forma.. Ride the Lightning > all.

      • Urso Azul

        Ride the Lightning*.

        Sem blasfêmias no meu turno.

        • gfg

          Ops, que pecado terrível, escutarei alguma musica da anita como punição.

      • And Justice for >>>>> all

      • Gilson Lorenti Fotografia

        O Master of Puppets está completando 30 anos em 2016. Acho que merece um texto.

        • gfg

          Merece sim.

        • Reinaldo Matos

          Merece sim. [2]

      • Reinaldo Matos

        Gosto de Metallica, mas acredito que não posso ser considerado fã, por isso fiz a pergunta.
        Conheço muitas musicas deles, mas não saberia dizer de qual album pertencem.

        Se eu tivesse que escolher meu álbum preferido deles, eu escolheria o “Metallica S&M”. Acredito que por ter sido minha primeira experiência ouvindo uma banda de Thrash tocar em conjunto com uma orquestra sinfônica. Achei aquilo fantástico.

        • gfg

          Cara minhas bandas conquistam meu eterno respeito quando tocam com alguma orquestra sinfônica. Deep Purple, Kiss, Scorpions, Beatles.
          Eu amo essa mistura da agressividade do rock com a suavidade do clássico.
          E por isso virei fã instantâneo de Apocalyptica quando ouvi.
          Depois encontrei 2Cellos, Trans Siberian Orchestra, David Garret, Harptallica, Iron Horse, todos sendo magníficos.

    • Julio da Gaita ✔

      porra cara o LULU foi bem bosta, fiquei tão puto e olha que peguei emprestado de um amigo…rs

      • Reinaldo Matos

        Eu nem escutei… Nem sei quais musicas tem lá…

        • Nenhuma….

          • Reinaldo Matos

            hahahahaha

        • Julio da Gaita ✔

          e eu tinha recomendado pra todo mundo, tava felizao que ia ser um som novo “do Metallica”…

      • Eu tenho um amigo que é superultramega fã de Metallica, tem todos os discos, tatuagem, vinis raros, sabe todas as músicas de cor e os caraios.

        Ele odiou o LULU com todas as forças.

        • Julio da Gaita ✔

          não é por menos msm, tenho uma amiga que o sonho dela é dar pro Lars Ulrich .O, cada um tem um sonho neah…rs

  • Frank Vinnicyus

    Eu gostei bastante do álbum, tanto que já havia ouvido do começo ao fim duas vezes e só fui notar que as músicas eram tão extensas quando li aqui no texto e fui lá olhar, hehe. Por um lado eu tive a mesma impressão de que “assim como nos últimos discos do grupo, os riffs de guitarra são muito parecidos”, por outro, achei que disco representa a essência do Metallica, digo, você ouve e pensa “cara, isso é Metallica, e é ótimo de ouvir”, ao contrário do Offspring por exemplo, que lançou um álbum bem ruinzinho e que não soa como Offspring…

    • Gilson Lorenti Fotografia

      simmmm, os Quatro Cavaleiros estão de volta (fãs vão entender)

    • Julio da Gaita ✔

      reclamar dos riffs parecidos é como reclamar que as musicas do AC/DC são parecidas…rs, eu sempre espera algo novo das minhas bandas favoritas, Mas uma das coisas que você nota nos ultimos discos deles são a evolução técnica e dos métodos de gravação, quando vou ouvir disco antigo sempre procuro os “remasters”!
      E gosto das de algumas musicas de ambas as “fases” do Metallica, é Metallica pô! rs

    • Rick

      Eu lá levei um susto quanto li que uma música de 6 minutos é extensa.
      As mais curtas que eu escuto tem esse tempo…

    • Concordo com você. Você escutas as músicas mesmo sem a voz do Hetfield e vc sabe que tá ouvindo uma música do Metallica. Há bastante tempo que isso não acontecia.

  • Whirlpool

    O Black, IMO, já mostrou um Metallica bem diferente dos discos anteriores. Mas com certeza a estranheza total veio a partir do Load. O novo disco realmente é interessante; é diferente, mas você consegue dizer que é Metallica.

    Fora isso, é interessante ver a mudança da banda que outrora destruiu o Napster e hoje coloca o disco completo no Youtube.

    • Gilson Lorenti Fotografia

      caraca, verdade, agora estão liberando todas as músicas no Youtube. Complicado comparar a banda com o passado. Todos os cinquentões do rock mudaram. Mudar é legal (em alguns casos). AC/DC e Ramones passaram décadas fazendo a mesma música, e os fãs gostam disso. Mas, nem todo mundo consegue. O último disco do Iron Maiden também tem muito pouco daquela maravilhosa primeira fase da banda, mas ficou muito bom.

      • Já estão com dinheiro, o que vier é lucro, ai dá pra parar com as nefastas práticas antigas. Um pouco.

      • Espero que o Bruce faça mais algum solo (antes que morra!). Tenho uma banda-tributo à carreira solo dele e quero MAIS…..

      • tuneman

        até mesmo AcDc e Ramones mudaram. fora a qualidade de gravação que melhorou.

        • Julio da Gaita ✔

          alelluia ler isso, foda quando você quer ouvir um som das antigas e fica abismado com a péssima qualidade, dae você procura os remasters desesperadamente….

          • tuneman

            Eu amo Ramones, mas as músicas antigas são muito mal mixadas. Mas entendo, pois eram os recursos da época…

      • mr_rune

        Iron Maiden acabou em 92. 98 se você for muuuuuuuuuito fã.

        • O Brave New World foi o quê?

          • mr_rune

            Uma bosta. A produção dos discos já tava totalmente cagada desde o X-Factor, tiraram completamente o peso das guitarras, a bateria extremamente seca, músicas chatas e modorrentas com refrões repetitivos e repetidos à exaustão. Martin Birch foi uma perda irreparável, nem de Dickinson eu senti tanta falta. Kevin Shirley cagou o som da banda.

            Pensei que com Bruce e Adrian de volta iam resolver os problemas mas não. Continuou a mesma porcaria, mantiveram aquele boneco de ventríloquo chamado Janick Gers, que continua cagando os solos (de Adrian e dele próprio). As músicas desde essa época são longas demais, introdução demais, excesso de partes acústicas.Virou um arremedo de prog mal feito.

          • Gilson Lorenti Fotografia

            o problema foi Steve Harris assumir a produção dos discos.

          • mr_rune

            É, mas o Nigel Green já vinha produzindo desde o X-Factor, não mudou quase nada. Além do que se o Harris é o dono da banda e produtor, pra que eles precisam de outra pessoa pra isso ? O engenheiro de som não segue o que o produtor manda ?

          • Hei de discordar.

            Foi a única produção decente o KS…. e a mixagem ficou muito boa, inclusive da bateria (vá ouvir o Virtual XI pra ter parâmetro do que é ruim). O X Factor teve várias falhas técnicas, como o excesso do reverb digital (cujo analógico pode-se exagerar sem parcimônia) em TUDO, exagero de seriedade nas músicas (talvez um stress enorme pro Blaze, que querendo ou não, foi muito bem nesse play) e a introdução de até um baixo acústico (a ótima introdução de Blood on The World’s Hands) em um disco que deveria ser mais pesado do que qualquer outra coisa…

            …e o Harris…. ego morfético….

          • mr_rune

            Eu não consigo ver nenhuma diferença na produção, de 95 até hoje. No Fear of the Dark teve uma leve amaciada, mas nada demais. Teve o Nigel Green que cagou também. E a qualidade das músicas em geral caiu totalmente, perdeu peso, perdeu velocidade, perdeu o punch da parada. É o mesmo caso do Metallica, depois desse tempo todo eles perderam a vontade, sei lá. Eu não consigo imaginar nenhuma música que fosse pra uma coletânea deles depois de 98.

            A Matter of Life and Death foi o pior de todos, de longe. Eu adormeci, literalmente, ouvindo.

          • Sabe o que é estranho? Odiei esse disco desde as primeira dez vezes que escutei (sim, eu TENTEI) quando foi lançado.

            Neste ano resolvi dar uma chance….. e…. puta merda….

            …eu gostei… muito.

            Estou levando em consideração que: comecei a GOSTAR de Rush (banda que jamais suportei), Yes (??!!!!!) e pasme: Dream Theater.
            Talvez antes não possuía ótica certa pra apreciar a obra, e ultimamente ando gostando de muita coisa diferente (entrei numa onda stoner), inclusive New Wave (ok, me mate, double tap).

            Agora não me venha falar daquela merda do Final Frontier, porque aquilo é um lixo….

          • mr_rune

            Tá mas então você gosta porque gosta de prog. E mesmo assim tem uma diferença cavalar você pegar uma banda de metal tradicional querer fazer prog e uma banda especialista em prog.

            Além do que, mesmo essas que você falou já tem críticas pelos mesmo motivos dos fãs deles. Eu curto Rush também, mas os caras SABEM fazer prog. No fim, eu acho que daria pra salvar alguma coisa se a produção dos discos melhorasse um pouco, chama Martin Birch de volta, tira Gers.

            Exemplo: Powerslave. Deixa o som daquele jeito que até música ruim dá pra ouvir.

          • Volta ao que eu disse, fiquei mais velho e comecei a gostar dessas porras…. por que eles não?
            O que compõem é o que sentem, e eles ficaram mais velhos, suas famílias e situações mudaram o jeito que enxergam o mundo.

            Música pra mim não é apenas o que acho legal, mas também transparece o que os músicos estão passando. Veja a The Number… baseada num pesadelo do Harris…. que pra ele hoje deve ser a coisa mais babaca do mundo…
            Acho que o Bruce amadureceu e nunca perdeu seu toque, vide sua carreira solo (que gosto mais do que a do Iron – blasfêmia!). Adrian também evoluiu absurdo quando variou sua carreira com o Bruce…. acho que o Janick tocava mais com o Ian Gillan do que com o Iron…. McBrain não falo absolutamente nada dele…. Harris é….. meh….. aquilo lá e não muda nunca…. Murray já foi melhor também….

            É egoísmo demais querer que tudo continue da mesma maneira…. às vezes se acerta, às vezes se erra, mas em seu cerne, são os mesmos…

          • Gilson Lorenti Fotografia

            idade, essa nossa amiga. Quando eu tinha 15 anos achava Queen uma merda. Hoje é minha banda favorita. Todos mudamos, amadurecemos e nos aventuramos em outros estilos,

          • mr_rune

            Bruce solo pra mim é a perfeita continuação. Acaba Fear of the Dark, bota Accident of Birth e Chemical Wedding, a evolução perfeita.

            Janick Gers é um inútil. Sério pra que eles mantém esse cara na banda ? Amizade ? Nos vídeos de shows que eu vejo ele tem os piores solos, a guitarra mais abafada e o que mais erra, só falta rebolar pras câmeras, ridículo.

            Murray e McBrain tocam pra música e só. Smith é o mais foda, de longe. O cara destruiu com o Maiden, destruiu com Bruce solo e voltou destruindo. Indispensável.

            Não tem problema variar a música. Mas deixasse a produção como no Powerslave, instrumentos bem divididos, sem porcaria acústica (porra se eu quiser ouvir acústico eu boto o Acústico MTV) peso e sujeira na medida certa. O que mais se aproximou disso pra mim foi o Dance of Death. Metade da falta de qualidade deles é a produção ruim hoje. A outra metade é música ruim mesmo rs.

          • Acho que o Brave New World deveria ter sido a despedida deles…. e que deixassem o Bruce e o Adrian (e o Roy Z – aquele grande filho da puta) continuarem com uma puta banda foda….

            https://www.youtube.com/watch?v=-pmSQoAKiGA

            …tô no baixo….

          • mr_rune

            Agora sim, concordo em tudo.

          • Falando nisso, assistiu o filme Chemical Wedding?

          • mr_rune

            Não tinha ouvido falar até agora. Na wikipedia diz que não tem nada a ver com o disco além do nome.

          • Tem sim.. Magicka!

            …e um tal de Aleister Crowley…

          • Eu sou fanzaço do Maiden, curto todas as fases da banda, mas dois discos que não me descem são o AMOLAD e o Virtual XI. Até o X Factor eu acho legal.

  • mr_rune

    Tá na média do Death Magnetic: umas 4 músicas boas e o resto é filler.

    Sério mesmo que tem gente que prefere Load, Reload e St. Anger ? Lulu ? É o mesmo que falar que gosta de diarréia.

    • Load e Reload são ótimos!

      • tuneman

        meu primeiro Metallica foi o Reload. ganhei de presente o cd pirata.
        imagina o mindblow depois que conheci o resto.

        • Quando ouvi o Load a primeira vez, havia gravado as músicas que gostava num lado da fita e no outro algumas do Black Album…. fiz uma capinha e chamei a fita de……. Reload…. algum tempo depois, já viu né…

          Profetizei Metallica…

        • mr_rune

          O mesmo comigo, com o Load. Imagine o céu se abrindo quando eu ouvi Fight Fire with Fire a primeira vez.

        • O meu primeiro foi o Load. Meu mesmo, porque o primeiro que eu ouvi foi o Black Album.

          Mas ainda assim eu tenho um carinho especial pela dupla renegada.

  • Unfear

    Só fã dos caras, mas este álbum está uma bosta, de boa, eles mesmo devem ter admitido isso e chegado a comclusão que ninguém ia comprar isso, afinal, de graça até injeção na testa.

    • Gilson Lorenti Fotografia

      Infelizmente o disco está vendendo muito 🙂 “Hardwired… To Self-Destruct”, é é Top 3 em 73 países e Top 5 em outros 105, ou seja, mais da metade do mundo tem a banda norte-americana no topo das vendas locais.

      • ochateador

        E nos serviços como itunes, google play musica?
        Algum dado?

        • Gilson Lorenti Fotografia

          ainda não, apenas números de colocação. vai demorar um pouco para chegarem números concretos.

      • Julio da Gaita ✔

        qualquer merda disco deles venderia que nem água…é Metallica neah… ja desisti de esperar “algo a mais”, fico feliz que eles continuem fazendo show e gravando…

        • Unfear

          Bem isso 🙂

  • tuneman

    “resgatar as glórias do passado”
    eu penso que essa é a maior baboseira de fã. poxa, não tem como ser como no passado! olha quantos anos e quantas drogas já passaram por esses organismos. (hahahaa)
    essa mudança de pegada ocorre em toda banda.
    no mais, um excelente album. a mixagem está muito superior ao st anger e ao (absurdamente saturado) magnetic

    • Julio da Gaita ✔

      ja cheguei a essa conclusão também a muito tempo, acho que a gente fica meio que preso a isso, e mesmo se os caras mandassem uma sonoridade “antiga” nego ainda ia reclamar…

  • O Metallica perdeu o rumo faz tempo.

    Nos Load e Reload colocaram muito deles mesmos, dá pra perceber que há introspecção pessoal nas músicas, são bem executadas e no clima. A partir daí, se perderam ferozmente em experiências “jovens” que deram com os burros n’água…

    No final dos anos 90 muita gente das antigas tentou enveredar pelos caminhos Nu*sic*metalescos da profanação musical, e claro, sem sucesso….. mas graças à Shub Niggurath essa péssima moda passou e gerou até umas boas bandas de NEW Metal….

    O Death Magnetic consolidou o que hoje, a banda é: um riff-o-rama desgraçado e com produção porca – dando um senso desleixado que até funcionou num contexto punk -, mas ainda com um certo sentido. O Hardwired é semelhante, mas parece que jogaram esses riffs e pediram pra um produtor organizar, cozinhar e enlatar as músicas.
    O marketing do álbum foi fantástico, com a idéia dos clipes (gostei muito mesmo), e fora que o Metallica se tornou patrimônio da ‘Muricah, à lá Lynyrd Skynyrd, por isso que vende, e muito, por lá.

    Ainda não consegui terminar de ouvir tudo (estou na metade – e o destino e a recém adquirida discografia do Malmsteen andam me impedindo de terminar a empreitada), mas nessa primeira audição o álbum não me chamou a atenção e nem destacou nenhuma música relevante. Quem sabe mudo minha opinião, mas achei um disco morníssimo, com um eco sem tesão do Death Magnetic….

    • Julio da Gaita ✔

      pra ouvir assim fazendo outra coisa é ótimo, mas quando você para exclusivamente para ouvir é meio “meia-bomba” mesmo… ./

  • Rodrigo M

    Como está o Lars? Achei triste a decadência técnica dele de uns anos pra cá.

    • Ele sempre foi meio travadão…. acho que as “quebradas” de tempo dele são dificuldades que transformou em característica….

      • Rodrigo M

        Não seria só isso. Tem o pedal duplo e nos shows ele tem errado bastante e simplificado coisas antigas.

        • Metallica ao vivo nunca me convenceu…. desde meados dos anos 90….

          • Gilson Lorenti Fotografia

            tecnicamente eles são bem fracos ao vivo, mas o show tem energia, não podemos negar.

          • É legal pra caralho, mas já os vi se perderem demais em muitas situações…

          • Julio da Gaita ✔

            devemos ser gratos enquanto os negos ainda tão vivos…

          • Rodrigo M

            James comanda muito bem e tem ótima presença de palco.
            Kirk erra as vezes mas nada d+.
            Lars está consideravelmente pior. Até no estúdio estou achando tudo mais simples.

          • É, ele tá uma esbórnia….

          • Gilson Lorenti Fotografia

            idade chegando? pode ser. Eu já estou sentindo alguns problemas de desempenho na fotografia, imagina ele que tem que espancar a bateria.

          • Um nome: Mikkey Dee.

          • Gilson Lorenti Fotografia

            mas, as pessoas envelhecem de maneira diferente.

          • Tipo Keith Richards?

          • Reinaldo Matos

            Keith Richards é uma aberração da natureza… Tudo quanto foi substância já passou por aquele corpo, mas não afeta em nada no desempenho…

            Dizer o quê de um cara que sem querer deixa cair um pouco das cinzas do pai, e pra não ter que varrer, mistura com cocaína e cheira???

            Se não me engano, era essa a história…

          • Julio da Gaita ✔

            a sonoridade muda muito ao vivo e no estudio, e tem banda que cresce mais ao vivo…

    • Lars sempre foi fraco. A melhor época dele (do MoP até o Black Album) foi porque ele fez aulas, até com bastante afinco. Depois do Black Album ele falou “f*da-se, eu já tô rico, já provei que posso tocar bem [aham] e agora vou só acompanhar o ritmo”. Aí parou de malhar técnica, nunca mais se interessou em estudar, só ensaia as músicas e pronto.

      Eu adoro Metallica, já os vi ao vivo 5 vezes, mas é irritante como ele quer fazer uns floreios nas músicas mais antigas, inventar uns fills desnecessários, acaba errando e fica feio. Sem contar não usar um ride e usar dois chinas, nunca vi um baterista que não usa ride, fora ele.

  • Carlos H. M. Miranda

    Gostei do álbum mas dou no máximo nota 7 pois sei que o Metallica pode mais. Sou um dos poucos fãs que gostam de ambas as fases do Metallica (menos o St Anger, claro)

    • Julio da Gaita ✔

      que preconceito cara, é que vocês devem ser mais velhos, Saint Anger marcou minha juventude! tiozão malas…rs

      • Pela madrugada….

      • Gilson Lorenti Fotografia

        Sei lá, esse St. Anger parece que foi gravado dentro de uma panela de pressão. Nunca consegui ouvir até o fim.

        • A caixa da bateria é uma lata de Suvinil creme. Certeza…

        • Julio da Gaita ✔

          hahaha, pode até ser, talvez por isso tenha gostado…

        • Pior é que as músicas são boas sim. Mas a qualidade de gravação é simplesmente sofrível. E ainda fizeram de propósito…

          Tem um vídeo no Youtube de um sujeito que regravou todas as músicas (e tirando alguma gordura desnecessária) com qualidade decente em estúdio, aí dá pra ver as qualidades delas.

      • Eu não consigo gostar do St. Anger… É um disco estranho, com músicas beeeeeeeeeeeeeem mais ou menos… Valeu pelo documentário que é mó “legal” de assistir, mas o disco podia ter passado sem.

        • Julio da Gaita ✔

          hum, gosto é bem relativo mesmo, acho que eu gostei pq eu era bem novo na época, e metallica é uma daquelas bandas que te apresenta a cena e te faz buscar sonoridades semelhantes. Mas de punk, hardcore, heavy, trash, death passando até pelo que a galera acha meio “guilty pleasure” new metal, screamo (não emo, screamo só carai) rs eu gosto de quase tudo, como to ficando tiozim punk rock é meio mala de ouvir, mas um face to face, bad religion as vezes é vida! .)

      • Carlos H. M. Miranda

        É pós-conceito. Apenas. O álbum tem muita sobra. Música que era pra ter 3 minutos tem 8. Os caras estavam perdidos.

  • OverlordBR

    Ainda acho o …And Justice For All… o melhor álbum do Metallica.

    • Gilson Lorenti Fotografia

      um álbum injustiçado 🙂

    • Obscuro, bem composto e executado…. a derradeira despedida do Cliff… depois as viúvas fizeram mais um discão pro velório…

    • Thiago

      Esse e, para mim, o Master of Puppets também

      • OverlordBR

        Verdade.

        Master Of Puppets também.

    • Tem um remix do AJFA com o baixo corretamente mixado (não quase mudo como, dizem, Lars o fez ficar) que é simplesmente maravilhoso.

      • O próprio Flemming Rasmussen disse que o Lars falou “quero que você abaixe o baixo no mix até ficar quase inaudível, e depois abaixe mais 2 dB”. Por que eu não sei. Talvez pelo fato de que o jeito que eles encontraram pra lidar com o luto da perda do Cliff foi descontar no pobre Jason.

    • RôShrek

      Na mosca.

  • Juliano Teichmann

    Abri o spotify e apareceu pra mim um pop-up com o hardwired, botei pra baixar e ouvi na estrada em uma viagem que estava fazendo. Quando começou Remember Tomorrow eu fiquei, “tão tocando maiden mesmo?” E não é que ficou legal? Eu gostei do álbum, sempre vai ter mimimi.

  • Julio da Gaita ✔

    mas e ae galera, to precisando dar un F5 nas velharias agora, o que mandam de bom? to meio sem tempo pra garimpar….

    • Cara, usa o Telegram? Me procure lá…

      Tenho uma coleçãozinha meio absurda em áudio lossless….

      • Julio da Gaita ✔

        opa demoro, faz tempo que nao uso o telegram, te acho pelo @ericmacfadden:disqus ?

  • RôShrek

    Não consigo ouvir mais nada do Metallica do And Justice em diante. No último Rock in Rio que eu fui eu fui embora antes da metade do show deles. Passou da hora de aposentar, já.

  • Cássio Amaral

    Gostei do álbum, bem mais direto, moderno e com melhor produção que o Death Magnetic. Here Comes Revenge é a minha faixa favorita desse álbum, e o clipe também. Riffs pesados e cativantes, refrão grudento e solo legal.

    Pessoal continua com essa frescura de “o Metallica morreu depois do AJFA”, já encheu o saco. Gosto é pesoal, mas pros “truezão”, se não for um álbum igual aos quatro primeiros, automaticamente não presta. Eu gosto tanto dos álbums thrash quanto dos loads, Garage Inc, mas não tanto do St. Anger e Death/Beyond Magnetic, por serem repetitivos demais, músicas pouco inspiradas e produção porca.

    Não achei fantástico o HTSD, longe de uma obra-prima como o álbum preto, mas é muito bom sim, minha nota seria um 8,5/10.

  • Rodolfo Oliveira

    Madonna é Pop ok, mas vou falar dela aqui. Tem uma coisa que eu admiro muito na Madonna é que ela não aceita viver de passado, ela lança de discos com uma certa regularidade e o repertório dos shows sempre prioriza as músicas mais novas, e quando ela canta clássicos ela sempre busca novos arranjos ou atualizar o som de alguma forma. Dessa galera das antigas que ainda estão na ativa como Paul McCartney, Elton John, Ac/dc, Rolling Stones e etc. ela é a única que busca sempre trazer algo novo pro público e não fica requentado. Mas o problema é que faz de Metal ou Rock, mesmo os mais novos, querem a mesma coisa requentada, mesmo os fãs jovens.

    • Matheus Mauro

      Poxa, os discos solo do Sir Paul são bem diversos.

  • Eu comprei a versão deluxe na itunes americana e tá muuuuuuito bom o disco. Tava discutindo isso ontem mesmo com um camarada aqui no serviço, como a pegada “guitarra serra elétrica” tá de volta pro Metallica. Concordo com o Gilson que começa a lembrar bastante os primeiros discos. Essa foi uma opção que eles tentaram com Death Magnetic, mas que aqui acertaram QUASE em cheio. Sensacional e quem puder que compre (ou vai lá na locadora) a versão deluxe, pq os registros ao vivo estão matadores.

  • Dimebag22

    Gostei bastante do álbum novo, achei muito superior ao ultimo, porém discordo parcialmente da parte do “assim como nos últimos discos do grupo, os riffs de guitarra são muito parecidos”; No Death magnetic isso de fato ocorria, as músicas eram bem parecidas, já no CD novo notei riffs e harmonias bem cadenciadas e variadas, por exemplo na espetacular Spit out The Bone que tem riff atrás de riff, algo que se repetiu em quase todas as outras músicas, e nelas existem alguns trechos bem marcantes; Como no final da Halo on fire, na parte após o solo principal da Atlas, rise etc. Aproveitando a onda dos comentários sobre o St anger, eu gosto desse album ( tirando a lata no lugar da bateria é claro) Acho ele bem cru e honesto, são musicas que conseguem transmitir a putidão do Saint Anger hahahaha Tal album, como para a maioria dos fãs do metallica, não me agradava nem um pouco até ouvir o ” St. Anger Live in Studio” no youtube, que mudou minha opinião. Aos fãs recomendo uma ouvida nessas gravações e quem sabe dar uma segunda chance ao disco

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