Ubisoft promete mudar sua política de DLCs

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Por achar que eles podem ser uma ótima maneira de aumentar a vida útil de um jogo, gosto de pensar nos DLCs como algo bom tanto para os jogadores quanto para as empresas, mas será que existe algo pior do que um conteúdo adicional que traz partes importantes da história e que só podem ser adquiridos mediante um pagamento?

Pois de acordo com a vice-presidente de operações da Ubisoft, Anne Blondel-Jouin, a empresa francesa decidiu que chegou a hora deles explorarem essa área de outra forma e para explicar os planos, a executiva foi um tanto dura com a maneira como os DLCs são comercializados.

A monetização é algo sobre o qual precisamos tomar muito cuidado e minha equipe está encarregada de garantir que tenhamos o equilíbrio correto, porque você pedirá mais dinheiro pelas  razões erradas. Além disso, se o conteúdo não adiciona algo ao jogador, não vale a pena, não funcionará. É uma maneira de entregar mais diversão aos jogadores, mas eles tem a opção de escolher pela diversão extra ou não.

 

Chega de DLCs que você tenha que comprar se quiser ter uma experiência completa. Você possui o jogo e se quiser expandi-lo — dependendo de como queira experimentar o jogo — você é livre para comprá-lo, ou não. A maneira como monetizamos o Rainbow Six deixa as pessoas felizes com novos personagens e podendo customizá-los com armas, mas se não fizerem isso, terão exatamente a mesma experiência dos outros jogadores.

Para ela, essa mudança faz parte da tentativa da Ubisoft de entregar os melhores jogos possíveis, já que “se você faz um brinquedo ruim, ele continuará nas lojas independentemente da marca a que pertença” e um exemplo dessa estratégia pode ser visto no Rainbow Six Siege.

Desde o seu lançamento o jogo tem recebido novos mapas gratuitamente, mas aqueles que tiverem interesse poderão adquirir novos personagens mediante um pagamento. O interessante é que tais aquisições poderão ser feitas apenas jogando e embora isso possa exigir bastante dedicação, ao menos existe a opção.

O grande problema nessa história é que o exemplo dado por Blondel-Jouin se refere a um jogo voltado para as partidas multiplayer e a dúvida recai sobre títulos como o Assassin’s Creed. Será que em casos assim realmente não teremos DLCs pagos que sejam fundamentais para a história?

Fonte: GamesIndustry.

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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  • KappaKeepo

    Reclamaram tanto de ter que vender jogos em preço “tabelado” de 60 dolares que empurraram uma forma de vender jogo completo a 100 sob o manto de que é só dlc…Continuo achando que a melhor pratica seria vender o jogo completo e é isso, como não é possível, pelo menos sobra uns jogos tipo witcher 3 que vendem “expansão” (conteúdo cortado) de forma um pouco mais “honesta”

    • Como assim conteúdo cortado?

      • Julio da Gaita ✔

        conteúdo que não faz parte da “história principal”? tipo uma sidequest?

        • KappaKeepo

          exatamente, eles colocam embalado nesse papel bonitinho mas na verdade é só coisa que foi retirada do projeto principal pq não deu tempo de terminar e sim eu sei que no caso do witcher 3 são horas de gameplay e por isso disse que é pelo menos “honesto”.
          Já em rise of tomb raider…

          • Julio da Gaita ✔

            verdade, jogo só de campanha seguro meu hype, e espero sair uma versão (definitive, ultimate, GOTY, XL)…rs, esperando sair essa pra MAFIA 3, e algum outro que não lembro agora, mas se o jogo flopar ainda sai “quase” de gratis no EAacces da vida vide Mirros Edge Catalyst, acho que o próximo a ir nessa lista é o Titanfall 2, ja o watchdogs 2 nem de graça, o 1 foi tão merda e depois de the division que joguei o beta e vi q era meia boca… segurar o hype faz bem pra saude e pro bolso…

      • KappaKeepo

        parte da historia que deveriam estar no game principal mas por custo ou tempo de projeto eles cortam e vendem depois como uma expansão…

  • Reinaldo Santos

    Eu só compro DLC se acrescentar algo realmente relevante para aumentar o gameplay, como as expansões Left Behind do The Last of Us e Festival of Blood do Infamous 2 que eu comprei, ambas acrescentaram mais horas de game. DLC cosmético eu ignoro.

  • Julio da Gaita ✔

    então, na real passo bem longe da Ubisoft hoje em dia, péssimas experiências com a mesma, e claro também não caio mais na armadilha da pré compra não lembro qual Assassins Creed fiz pré compra ( td genérico hoje em dia)e não consegui jogar o jogo na primeira semana pq simplesmente não logava na rede deles e depois os bugs…, e no caso BR a pré compra ainda sai mais cara que o preço “normal” vide FIFA 17 e outros. mas como assim a mesma experiência do jogador que não compra? quando você insere novos personagens com novas armas e gadgets como pode competir em pé de igualdade com quem não comprou? só eu observei isso? piada a Bugsoft fingindo que se importa com o cliente…

    • gfg

      “quando você insere novos personagens com novas armas e gadgets como pode competir em pé de igualdade com quem não comprou?”
      Per que em rainbown six não importa qual arma você usa e sim estrategia, um noob com uma arma nova continuará sendo noob, e um pro player terá uma arma a mais pra escolher.

      • Julio da Gaita ✔

        não é questão de ser pro ou noob, manja que o jogo ainda não ta balanceado com a ultima “expansao” red crow, a hibana é muito mais forte que seu similar gratis o termite, e sim detalhes de melhores armas e gadgets fazem total diferença num fps, mesmo em um confronto direito a hibana leva vantagem contra as primarias e secundarias do termite, mas bem isso é uma questão de balanceamento, mas como um player experiente amigo, posso te dizer que não é “opcional ou só cosmético” e que traz mais vantagem…

        • gfg

          Tá cara, mas hibana não joga contra termite. Não é cs, com armas equivalentes em cada lado.
          E não se ganha o jogo saindo correndo igual louco procurando alguém pra trocar tiro porque tem uma arma op.
          Se você perde e toda vez coloca a culpa na arma, você definitivamente não entendeu a mecânica do jogo.

          • Julio da Gaita ✔

            hibana x termite foi só um exemplo brother, não, claro que não é CS, a minha comparação é o jogo completo com personagens DLC, bom e quem disse que coloco a culpa na arma quando perco? comprei o season pass cara, mas bom se você acha que não tem diferença ou ela não importa entre as armas dos personagens DLC com as armas do jogo completo, não vou ser eu que vou te explicar brother, bom jogo aí ,]

  • Caipiroto, o Capeta Caipira 😈

    Meio controverso e principalmente, relativo. A Blizzard faz uso desse recurso de vender expansão da história já tem mais de uma década, e sinceramente, pelo que eles entregam vale a pena. Você joga o jogo com a história completa e depois se quiser ver até onde a história vai além do jogo, compra a DLC. Muita gente chamaria isso hoje de entregar um jogo incompleto, e eu até concordo, mas pela experiência que eles entregaram na série Diablo eu paguei feliz.

    Duro é quando se vende intencionalmente um jogo inacabado, e depois cobra-se pra ver o fim da história, prática que parece ter virado moda hoje em dia.

    Mas realmente me surpreende positivamente uma fala dessas vinda da empresa que estragou completamente a magnífica história de Assassin’s Creed só pra continuar ordenhando a franquia indefinidamente.

    • Julio da Gaita ✔

      verdade Capiroto, eu mesmo montei meu primeiro pc só pra jogar o primeiro AC a mistura de ficção com momentos históricos era sensacional, erraram feio com a merda do animus e outras tretas ridiculas entre templarios e assassinos, pra mim acabou com o Ezio na boa, não evoluíram mecanicas de jogo, sempre a mesma coisa, virou um call of duty escroto ainda bem que não teve nenhum esse ano….

      • Caipiroto, o Capeta Caipira 😈

        Eu achei interessante, a treta nos dias de hoje e como estes eventos históricos que vem sendo manipulados através dos séculos infuenciam a vida moderna, pra mim até AC3 quando o Desmond abre o Vault foi uma história e tanto, sempre querendo saber mais sobre os Precursores e tal.

        Dali pra frente foi onde o negócio degringolou pra mim. Jogo muito pela história do game, e boa história tem começo, meio e fim. Daí quando tiveram a chance de fazer um final memorável em AC4 ou de pavimentar o caminho pra derrota da Juno em mais um ou dois jogos (o que já seria cansativo), tomaram a decisão de hagar na história e transformar o negócio num ciclo sem fim dessa briga de facções que não termina em lugar nenhum.

        • Julio da Gaita ✔

          mano, vc acompanhou mesmo a historia heim, achava a jogabilidade do desmond meio truncada, se resumia a assistir cut scene, andar lento e ouvir conversas, considerava meio “filler” e assistia só o necessário pra historia principal. O meu lance com AC era da liberdade de como realizar as missões e usar armas e estratégias diferentes…

          O utimo que joguei foi o da França com o Arno, mas não me prendeu muito, assim como aquele do “indio americano” que tinha varios fios soltos e buracos na historia, fora as motivações ridiculas dos personagens…

    • Thiago Romam

      Acho que vale considerar aqui uma diferença entre expansão e DLC. Na época que as expansões eram feitas, não tinha esse conceito de DLC ainda.

      As expansões vinham como uma adição gigantesca de algum jogo e por isso eram vendidas como um jogo e não como conteúdo adicional.

      No caso do Diablo 2, pense na história como algo completo, que de tal forma como um livro é completo mas deixa uma brecha para continuação.
      O LOD veio complementar essa história mais tarde, como um segundo livro (menor). Eles apenas usaram o jogo que já existia como forma de adicionar um novo jogo.

      O mesmo vale ainda pra Reaper of Souls, que não é considerado uma DLC, mas uma expansão e um jogo separado, mesmo que exija o D3 como base.

  • Alvaro Carneiro

    Que se dane, se tem as letras UBISOFT eu nem olho para o jogo.

  • Bruno Costa

    Acho que o melhor exemplo de DLC bem aplicado é The Witcher 3. O jogo é completo em todos os sentidos, a experiência fantástica e você joga tranquilamente sem as DLCs. Quer mais missões, mais locais, mais inimigos e uma nova história? Compre os DLCs. As empresas deveriam seguir o modelo.

  • Julio Verner

    Bureau at Sea do Bioshock Infinite seria um DLC que eu pagaria pra complementar a história. E só. Em tempos de Denuvo, tenho jogado clássicos do PS1 e afins… hehe

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