Jogos da Ubisoft deverão ter roteiros menos lineares

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Quando se trata de games cujo enredo tem um papel importante na experiência, se você tivesse que escolher, qual preferiria? Um jogo em que a narrativa segue uma linha guia que praticamente não pode ser alterada, ou um onde teria liberdade para fazer o que quiser e moldar a história à sua maneira?

Pois se a sua escolha foi a segunda opção, saiba que o diretor criativo da Ubisoft, Serge Hascoët, tem uma ótima notícia para te dar. Segundo ele, o objetivo da editora francesa é fazer com que seu futuros sejam menos lineares.

O que me interessa é criar mundos que sejam interessantes tanto para mim quanto para qualquer outra pessoa. Se tenho um jogo ambientado em São Francisco (como o Watch Dogs 2), quero que mesmo a minha mãe consiga se divertir, pilotando um barco, helicóptero, carro… Tem que haver pessoas interessantes para se encontrar, também, e que elas tenham boas reações. Queremos dar aos jogadores muitos métodos: detetive privado, assassino, hacker, caçador… Você pode tentar essas profissões junto com seus problemas e se tornar mais poderoso.

Para Hascoët, algo que pesa muito contra essa liberdade de escolhas são as cenas não interativas, já que nelas não podemos fazer o que quisermos. Além disso, a Ubisoft pretende passar a escrever não uma história, mas permitir que os jogos tenham dezenas de milhares delas, com cada personagem presente no mundo virtual criado por eles tendo algo para contar.

Na verdade, essa estratégia já tem sido adotada pela empresa francesa, com títulos como o Far Cry Primal e o Watch Dogs 2 entregando um certo grau de liberdade. Isso se deve aos mundos menos roteirizados que eles desenvolveram para tais jogos, mas aquele que deverá tirar total proveito disso deverá ser o próximo Assassin’s Creed.

Na minha opinião, a essência dos jogos eletrônico é a tentativa de nos levar para outros mundos e se isso puder ser feito nos permitindo agir da maneira que acharmos melhor, de vivenciarmos as histórias que preferirmos e que muitas vezes nem serão vistas por outras pessoas, melhor e por isso apoio totalmente a iniciativa da Ubi.

Fonte: GamesIndustry.

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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  • Othermind

    Esses dias estava vendo o povo reclamando que os jogos de hoje estão tão cinematográficos que a gente não precisa mais pensar, tudo pisca ou aparece uma seta apontando o que tem que se fazer… Achei exagero.. Apesar de ser velhinho não lembrava dos jogos antigos direito.. Esses dias peguei para jogar um clássico que nunca havia jogado.. Grim Fandango…. Meu Deusssssssssss… É… nada pisca… nao tem seta.. nada…. O jogo me humilhou a ponto de eu apelar pro youtube ver como que passa.. kkkk Faz jogos como the witcher, ou qualquer RPG moderno, parecer jogo casual….

    • K9s10

      kkkk bons tempos esses, na época virei FF7 em japonês foi épico, aos 11 anos não sabia nada de japonês.

      • Julio da Gaita ✔

        e hoje você sabe? palavrão e contar até 10 não vale, seu bakayarõ!! rs

        • K9s10

          kkkkkkkk

    • Willian Topa

      Peguei alguns RPG´S do PSP pra jogar e falo pra você, como eu me sinto burro jogando aquilo (Persona remake). Maluco, eu fico perdido, não sei pra onde ir, se não prestar atenção nos textos você fica zanzando pelo cenário igual um imbecil hahaha.

      • Well Dias

        Só me lembro jogando zelda no ds, na época fiquei preso em uma fase e depois de alguns dias tentando entender como completava, revirei todo o mapa, falei com todos mobs, matei todos os monstros e nada funcionava…. a porta para o seguinte estágio só se abria. A dica que eu recebia era de que para destravar a porta, a chama teria que ser apagada. Pensava que tinha esquecido algo no meio do caminho. Acabei desistindo e pedi ajuda pro Google, no primeiro link um pirraia de 10 anos dizia que para resolver bastava assoprar no microfone. Porra, me senti um burro total.

        • Willian Topa

          hahahahahahaha, normal brother, quantas vezes eu já fiquei preso em alguma parte por algo totalmente besta.

    • Nilton Pedrett Neto

      Tente jogar Shadowgate do Nintendo… é de chorar de desespero sem saber o que fazer.

    • Just a Gamer

      Experimenta jogar Bloodborne ou algum jogo da franquia Dark Souls, são RPGs modernos onde nada pisca, não tem seta, não tem mapa. Você é jogado no mundão e tem que se virar pra progredir.

      Se não recorrer a nenhum walkthrough fica bem desafiador, vale muito a pena conferir.

  • Germano

    Acho que tem que ter para ambos os gostos, ate porque há pessoas que gostam de ambas as opções, ou seja, ora um jogo bem linear e ora um jogo com total liberdade de decisão e múltiplos caminhos. Eu por exemplo.

  • Dori, teve contato com o primeiro jogo? Tô me interessando pela idéia, mas curto muito o replay factor (GTA desinstalei faz um mês e o Fallout ainda tá diário…), pra “valer a pena” o investimento…

    • GTA é bom de mais, não desinstalei, as vezes me divirto e meu guri ainda se diverte bastante, mais que eu. O FALLOUT é bem legal, mas não deu tanto grude quanto GTA, estou a uns dois meses se rodar o jogo, mas é bom, está lá, ainda tem algumas horas de diversão. Fiz a burrada de comprar WITCHER 3 e No Mans Sky junto com FALLOUT. Deu sobrecarga… 🙂 Não estou jogando nenhum direito. Vai ser bom nas madrugadas das minhas férias que logo tá chegando…

      • o Fallout só ficou bom mesmo com as DLCs, mas ainda essa semana, achei mais coisa nova!
        No Man’s Sky desisti após uma semana e meia…. sorte que havia pego uma versão “economicamente alternativa”…

        • Pois é, essas versões que tu pegou facilitam o desapego. Como peguei a versão STEAM, me forcei a dedicar mais tempo e acabei gostando, tá divertido 😀

      • Daniel

        Eu quero muito jogar FALLOUT, e the witcher tenho curiosidade também.. mas ainda vou ter que esperar alguns meses, por conta do trabalho 🙁 Por hora só da tempo de umas partidas de LOL, que é coisa de meia hora 45 min… é duro ser adulto…

        • Sacanagem né… mulher, filhos, trabalho, vida social… que hora a gente vai jogar ? 😀

    • Joguei apenas umas duas ou três horas. Até onde fui gostei dele, o enredo é interessante, mas muitas pessoas reclamam do jogo.

  • Matheus Mauro

    Mas liberdade demais também atrapalha.

    É tanta coisa pra fazer que você acaba não fazendo nada direito.

    • Assim fica a cargo do player o que fazer 😉

    • Daniel

      Eu já acho bastante graça, joguei muito Skyrim V, GTAs, nunca fiz final, era tanta coisa diferente pra fazer que a missão principal acaba se tornando uma side quest… e eu acho isso ótimo. Apesar de gostar também de jogos como resident, Silent hill, FF, onde a história é mais linear e você acaba sendo obrigado a zerar… mas entre as duas opções fico com a primeira.

  • Diego Marco Trindade

    WestWorld fellings… Parece o comercial da série: Diversas histórias, seja o que você quiser.

    • É a referência do momento… mexeu com as ideias de todo mundo. Precisaremos de um ou mais séculos pra chegar na realidade do seriado, mas virtualmente no computador, que tal até 2030 ?

      O que me chama atenção no seriado (mas não chega a atrapalhar) é a continuidade. Poxa… nos últimos episódios uns personagens estão viajando de trem já a umas 24 horas. Putz… que tamanho tem aquele cenário ? E a noite que fazem manutenção em todos os androides, como fizeram com o pessoal que está no trem ? Volta e meia aparece meio sem explicação a DOLORES no centro de recuperação, mas como tiraram ela lá da putcha que p4riu e ninguém percebeu ? E depois aparece lá novamente….

      • Existe uma teoria de que a série está sendo contada em duas linhas de tempo diferentes, sendo que a parte do Billy com a Dolores seria no passado e o Homem de preto nos dias atuais. Isso explicaria porque ela é retirada de lá sem afetar o resto, já que quando isso acontece, seria no presente.

  • Vinicius Santos

    ter escolha é sempre bom! eu fico com um pouco mais de linearidade, jogo muito aberto a gente fica louco com tanta opção e acaba perdendo o foco IMO.

  • Se minhas decisões influenciarem no enredo, ótimo. Se não, tudo bem.
    Não tenho problema com linearidade – o que importa é o conjunto da obra.

    E não acho que dê de usar o conceito em Assassin’s Creed, já que a gente só está vendo o passado de alguém.

  • O fantástico senhor raposo

    Eu discordo. Odeio side quest. Fazem isso pq demanda menos tempo em produzir quests “vá de um lugar a outro e colete isso”.

    • Você jogou The Witcher 3? Porque é difícil achar que sidequests é encheção de linguiça naquele jogo.

      • O fantástico senhor raposo

        Já jogou farcry, mirrors edge 2? Porque é dificil não achar as side quests um saco

  • Julio Verner

    Só quero um terceiro e mais maluco Blood Dragon! 😀

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