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Review — tablet Chuwi Hi10 Plus

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Durante alguns anos eu tive um iPad 2 e o período que passei com ele serviu para me deixar com uma ideia: eu não precisava de um tablet. Embora aquele aparelho tenha me quebrado o galho em algumas ocasiões, a limitação imposta pelo o seu sistema operacional sempre me incomodou, fazendo com que ele parecesse mais um brinquedo de luxo do que algo que realmente me fosse útil.

Após meu filho destruir sua tela com um tombo, cheguei a conclusão de que dificilmente me interessaria por outro eletrônico desses, mas desde a semana passada isso mudou. O motivo? A oportunidade de testar o Chuwi Hi10 Plus, um tablet com Windows 10 que me fez entender que o problema talvez não estivesse nesse de tipo de aparelho, mas na maneira de usá-lo.

Especificações técnicas

Com uma tela Full HD (1920 × 1280 pixels) de 10,8 polegadas, o Chuwi Hi10 Plus já de cara chamou minha atenção pelo tamanho (27,64 × 18,48 × 0,85 cm), consideravelmente maior que um iPad de 9,7 polegadas (24 × 16,9 × 0,61 cm), mas ainda assim relativamente bem fino. Porém, a maior dimensão da tela e as 686,5 g poderão não agradar muito aqueles que procuram mais mobilidade, afinal não se trata de um tablet muito leve.

chuwi-hi10-plus-configQuanto ao seu interior, temos um processador Intel Cherry Trail Z8300 quad-core 1,44 GHz, com 4 GB de RAM DDR3L e 64 GB de armazenamento. Tal configuração pode não parecer muito intimidadora, principalmente se pensarmos em utilizar um Windows nela, mas se você encarar o produto como um tablet e não como um desktop/notebook de ponta, é possível fazer muita coisa com ele.

O Hi10 Plus ainda vem equipado com uma bateria de 8.400 mAh, que se mostrou bastante duradoura na utilização do dia-a-dia. Já nas conexões temos uma porta USB 3.1 Type-C, que também é utilizada para recarregar a bateria, uma saída micro HDMI + WIDI HD e entrada para cartões micro SD de até 128 GB, podendo assim expandir bastante sua capacidade de armazenamento.

Os sistemas operacionais

Na minha opinião, aqui está a principal qualidade do Hi10 Plus. Poder utilizar em um tablet um sistema operacional com o qual estou tão acostumado é uma maravilha. Além de ter à minha disposição todos os programas que utilizo no Windows, a própria usabilidade é um ponto que me agradou muito, afinal mudar uma configuração ou realizar qualquer ação é algo bastante natural.

Vale mencionar também a maneira como o Windows 10 funciona em uma tela sensível ao toque. Como eu nunca havia utilizado o SO dessa dessa forma, tinha um certo receio sobre como ele funcionaria, mas felizmente a impressão foi a melhor possível, com os programas (principalmente os disponibilizado pela Windows Store) rodando satisfatoriamente.

Contudo, eu não havia prestado atenção no fato de que o tablet não vem apenas com o sistema da Microsoft, mas também com o Remix OS. Baseado no Android 5.1, seu objetivo é tentar reproduzir a sensação de estarmos usando um Windows e com ele temos acesso a uma infinidade de aplicativos para o SO do robozinho. Portanto, se o usuário precisa de algo disponível nessa plataforma, não será impedido de usar.

Ou seja, tanto os usuários de Android quanto do Windows serão atendidos e além de podermos optar por qual sistema usar ao ligar o Hi10 Plus, dentro de cada sistema temos a opção de alternar para o outro, bastando apenas clicarmos em um botão.

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Um tablet para jogos?

Particularmente não sou um aficionado por jogos para tablets ou smartphones, mas ao saber que teria nas mãos um que roda Windows, a primeira coisa que me passou pela cabeça foi: Civilization V! Um jogo como esse sempre me pareceu ideal para ser jogado numa tela sensível ao toque e assim que peguei o Hi10 Plus, corri para instalar o Steam e a criação da Firaxis Games.

Num primeiro momento a minha sensação foi uma mistura de incredulidade com decepção. Por um lado é impressionante ver como tal jogo pode ser muito divertido nesse tipo de aparelho, mas por outro, jogar tocando na tela é uma bela quebra de paradigma. Além disso, a capacidade da máquina não me permitiu experimentar o título com tudo no máximo, mas mesmo assim o Civ V rodou relativamente bem e embora não tenha o game funcionando a 60 frames por segundo com todas as opções no limite, ao menos posso jogá-lo em qualquer lugar.

Outro que testei foi o Skulls of the Shogun. Esse sim rodou de forma bem mais suave, sendo outra ótima opção para quem  gosta de estratégia e quer aproveitar um bom título mesmo quando estiver longe do desktop.

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Mezzo tablet, mezzo notebook

Apesar de não ser um acessório padrão, precisando ser adquirido separadamente, o Chuwi Hi10 Plus conta com a possibilidade de o utilizarmos com um teclado e ao o conectarmos ao aparelho, ele automaticamente se transforma em um notebook. Isso pode fazer com que a sua utilidade se torne ainda maior, afinal estamos falando de algo funcionando com um Windows e que devido ao seu tamanho, é uma ótima opção para quem não quer carregar na mochila um “enorme” computador.

O que achei mais legal é na maneira simples como o aparelho transita entre um tablet e um computador portátil, inclusive com o Windows perguntando se queremos mudar para o modo tablet ao removermos o teclado e vice-versa. Aliás, com o teclado fica até mais fácil encararmos alguns jogos, mais aí seria recomendável utilizarmos também um mouse.

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Conclusões

Assim como acontece com qualquer produto eletrônico, o preço é um aspecto importante na hora de decidirmos ou não comprar algo e por como o Chuwi Hi10 Plus está sendo vendido por pouco mais de US$ 200, acho que se trata de uma ótimo negócio.

É claro que com ele não conseguiremos realizar trabalhos que só seriam possíveis em máquinas mais poderosas, mas a ideia de ter um Windows 10 à nossa disposição a qualquer momento e com toda a praticidade que o sistema operacional possui é uma qualidade importante, ainda mais para quem quer fugir do iOS ou do Android.

No fim das contas, preferir esse ou aquele sistema operacional é uma questão bastante pessoal, mas com uma configuração decente e um nível de liberdade que o iPad não oferecia, a verdade é que o Hi10 Plus tem todos os méritos por ter conseguido me fazer voltar a gostar de tablets.

Prós:

  • preço acessível;
  • tela com bom tamanho e Full HD;
  • bateria duradoura;
  • ter acesso aos  programas para Windows em qualquer lugar;
  • poder optar entre o Windows 10 e o Remix OS (Android 5.1).

Contras:

  • podia ter mais memória RAM;
  • pesado e um pouco grande;
  • câmeras com baixa resolução.

Nota do Editor:

O produto nos foi gentilmente cedido pela loja Gearbest, que vende o Chuwi Hi10 Plus por US$ 189,99 através deste link. Já o teclado pode ser visto aqui, por US$ 24,68.

Além disso, eles estão com promoção de Balck Friday onde diversos produtos estão com descontos excelente, como por exemplo o Xiaomi Redmi Note 3 Pro 32 GB, que com o cupom NoteGBR sai por US$ 163,99 ou o Lenovo ZUK Z2, por US$ 199,99.

 

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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