Documentário Paralelos conta a história dos games no Brasil

paralelos

Quando se trata de games, o Brasil sempre pareceu viver num universo paralelo, um onde a SEGA conseguiu derrotar a Nintendo e se para nós é difícil entender como o mercado nacional se desenvolveu, fico imaginando para pessoas de outros países.

Então, Hugo Haddad e Pedro Falcão decidiram contar um pouco dessa história e para isso eles criaram o documentário Paralelos, que em três episódios aborda desde as adaptações feitas por empresas como a Tectoy, até a pirataria e gambiarras que ajudaram a fazer com que os jogos eletrônicos se popularizassem por aqui.

Contando com a participação de jornalistas renomados como Pablo Miyazawa e Flávia Gasi, além de figuras importantíssimas para o cenário nacional, como presidente da Tectoy Stefano Arnold e o engenheiro da Gradiente Marcos Santos, o documentário é uma ótima oportunidade para as novas gerações saberem como as coisas funcionavam nas décadas de 70 e 80, mas também uma ótima maneira dos mais velhos fazerem uma viagem no tempo.

No primeiro episódio conheceremos um pouco sobre os fliperamas improvisados, já no segundo o tema será os jogos produzidos por aqui, assim como a oportunidade gerada pela ausência das fabricantes oficiais, o que deu origem por exemplo ao Phantom System. Por fim, eles abordam a onda das modificações para jogos como Winning Eleven e a popularização dos eSports, algo que ainda estamos vendo acontecer.

Como os três episódios estão disponíveis apenas na página da Red Bull, você precisará ir até lá para assisti-los, mas devido a qualidade do material e ao forte apelo nostálgico que ele possui, acho que isso não será um problema.

Talvez o único defeito do Paralelos seja a sua curta duração, pois acredito que assim como eu, mais apaixonados por videogames adorariam passar horas e mais horas conhecendo ou revisitando essas fantásticas histórias.

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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  • Rodrigo M

    Acho que a influência da tectoy foi grande, graças os jogos com legenda em português.

    • Metalmacumba

      cara, eu era meio “criança” quando a sega ainda lançou o show do milhão pro MD e fiquei besta, tipo, nacional! tá que é uma bosta mas enfim, imagino quando eles lançaram o jogo da turma da mônica e o do geraldinho pro master e os carmen sandiego e phantasy star pro mega?

      • O Phantasy Star do master System foi meu primeiro contato com RPGs, o jogo que fez eu me apaixonar pelo gênero e tudo por ser em português. Era incrível.

      • Rodrigo M

        Eu joguei o muito o da mônica!!

  • Andre Kittler

    Alguma boa alma por favor coloque um link para download disso.

    • Paulo Ricardo Schwind

      Tem no Youtube. Tentei postar o link mas não aprovou. procura por Paralelos – Arcades Improvisados.

  • Metalmacumba

    no uol tinha uma reportagem com o stefano, em séries, muito legal.

  • Erivelton Muniz

    A primeira vez que vi de fatos jogos nacionais, e varios, foi na geração MSX, Renato Digiovanni foi um precursor. Alguém que tenha visto, sabe se eles abordam essa fase?

    • Paulo Ricardo Schwind

      Não, infelizmente. O primeiro é sobre a Taito, os egundo sobre a Gradiente e a tectoy e o terceiro são os jogadores “justificando” a pirataria.

      Mas vale a pena assistir pela nostalgia – no primeiro episódio aparece o pinball do Sargentelli e, muito rapidamente, dá para vislumbrar o do Cavaleiro Negro (“eu sou o Cavaleiro Negro, estou a procura de um desafio”) . Eu jogava nessas máquinas com 10, 11 anos…

  • Aí vai o Gizmodo e lança um post sobre como a pirataria fomentou a cultura de games no BR. Vocês combinaram?

  • Sério que no Brasil o Mega Drive superou o SNES? De todo modo, lembro até hoje quando troquei um dos meus bonequinhos dos cavaleiros do zodíaco por um master system 3. Dois dias depois o pai do guri foi na minha casa pra destrocar hahahhaa

  • Engraçado que desses consoles antigos o único que não tive era o Mega… Parecia coisa de rico, e quando eu via Sonic na casa dos amigos, tinha a impressão de serbum jogo muito mais sofisticado que meu reles Super Mario World. Parece que o jogo virou, Sega.

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