Sony Walkman: 30 anos

Por: em 02/07/09 na(s) categoria(s): Indústria


Foi lá pelos idos de 1983. Eu, ainda moleque, estava maravilhado com o relógio digital do Ford Del Rey, achando que nada superaria aquele brilho azul, que havíamos chegado ao auge da tecnologia (dêem um desconto, ainda não tinha nem dez anos). Eis que de repente surge um primo, voltando de férias dos EUA, trazendo nas mãos um pequeno aparelho (pequeno para a época) que, vejam só: tocava fitas cassete! UAU!

Era um Sony Walkman e foi nesse exato momento que a Sony ganhou minha admiração eterna. Era um tocador de fitas cassete portátil! Eu podia ouvir música em qualquer lugar! Não importava o peso, não importava que era preciso trocar as duas pilhas AA todo dia, não importava que o fone-de-ouvido tivesse uma “almofadinha” que se soltava a toda hora… o que importava era que aquela maravilha tecnológica estava ali, ao meu alcance! Claro… a campanha de marketing da Sony ajudava…

wm-r15

Eu e milhares de pessoas ao redor do mundo estávamos apaixonados pela criação de Kozo Ohsone a pedido de Masaru Ibuka, presidente honorário da Sony. A história mais conhecida é a de que o aparelho teria sido desenvolvido a pedido do próprio Akio Morita, mas não é o que aparece na página da empresa. As vendas começaram dia 1 de julho de 1979 e, a despeito da desconfiança da diretoria da empresa, foi sucesso instantâneo.

Ao contrário do que muita gente pensa, já havia tocadores/gravadores portáteis (não tão portáteis), na época (os da Sony se chamavam Pressman e há um modelo fabricado até hoje). Mas eram caros, voltados a jornalistas e gravavam som monofônico. Com os Walkman (a Sony abomina o termo “Walkmen”), o som era estéreo, o que fazia toda a diferença!

Com o avanço tecnológico, a marca “Walkman” se espalhou por outras mídias e equipamentos, como os tocadores de CD (chamados, no Japão, de CD Walkman), HDs, minidiscs e telefones celulares. Com sua obsessão por padrões proprietários, a Sony deixou de dominar o mundo com seus Minidiscs (até hoje, na minha humilde opinião, a melhor e mais elegante forma de se ouvir/carregar suas músicas), mas isso já é outra história.

Alguns modelos de Walkman que tocam fitas cassete ainda são produzidos, mas sem o mesmo brilho de outrora. Mas se hoje a “geração iPod” existe, é graças a esse venerável e brilhante aparelho.

  • http://twitter.com/max_laguna Max_Laguna

    Se não me engano, um dos protótipos do walkman tinha duas entradas, uma para o fone de ouvido e outra para o microfone, mas, para diminuir os custos, retiraram qualquer recurso de gravação do primeiro modelo, acho.

    :?
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    The one-eyed in the Fortress at the World’s End, Siará.

  • http://pietra@hotmail.com Anônimo

    [fanboy] Por isso que sou maluco pelos produtos da Sony [/fanboy]

    Gosto a parte, lembro que era magnifico poder gravar programas da rádio no K7, era uma amravilha de outro mundo poder escutar aquela música em outra oportunidade.
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    “Somente a Beira do Abismo que nos vemos Obrigados a Evoluir”

  • http://melinka.net Rocky

    E o equivalente da Aiwa era melhor. /fanboy

    E visite meu blog.
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    About MeMuita Pimenta para sua vida.
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  • http://mafiaairforce.myminicity.com andre_mendesc

    Todo ano minha irmã mais velha ganhava um walkman de presente. Na minha infância o cool era o Discman já. :P
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    AYBABTU

  • arsbnl

    Caraca, que saudades… Na minha adolescência, lá nos anos 80, eu mataria por um destes, rsrsrsrs

    “Hello city, you’ve found
    an enemy in me.” S.P.

  • oni.junior

    Não cheguei a ter um Sony, mas lembro de uma viagem do meu pai para SP em que ele trouxe um “genérico” pra mim.. 8) A partir daquele momento comecei a dominar a arte de gravar fitas e mais fitas com a programação do rádio, sempre selecionadas por estilo musical! ;)

    Com certeza foi um marco para muitos dessa geração.

  • wmoecke

    Fala cara, blz?
    Essa história de que a Sony “inventou” o Walkman é meio mal-contada (não por vc, pela Sony). Na verdade foi um brasileiro, Andreas Pavel, que nos anos 60 teve a idéia (antes da Sony lançar qualquer coisa parecida) e registrou a patente em diversos países, para se garantir (lógico).

    A Sony brigou com ele por mais de 25 anos, numa tentativa de não ser obrigada a “reconhecer” (entende-se: pagar os royalties devidos) o criador original. No fim, parece que ele finalmente levou a melhor na briga.

    Se vc entende inglês, pode ler a notícia em detalhes aqui.

    “Winning is not a one-time thing. It is an all-time thing — Unfortunately, so is losing.” – Vince Lombardi

  • hyperfreak

    Tive vários modelos (entre Sony’s e genéricos). Depois tive o Discman, que não era tão legal quanto o Walkman porque o cd pulava muito. O Discman eu ainda tenho. O Walkman deve estar perdido em alguma gaveta por aí, junto com as fitas K7.

  • artszer

    Segundo a reportagem ele era alemão, não brasilieiro.
    Ele somente morou aqui alguns anos.

  • RodrigoCantarino

    Ainda tenho um como relíquia, pois ele passou bons e mals momentos comigo. Mas o tempo é outro e as coisas evoluem, como tem que ser.

  • http://www.dimensaotech.com magfhos

    Poxa, eu tenho até hoje (jogado em uma gaveta) um modelo Aiwa que tem um display digital na frente do compartimento de fita.

    Um espetáculo para a época!

    Dimensão Tech – http://blog.dimensaozero.com

  • Marcellus Pereira

    Depende muito do que se considera “inventar o walkman”. Particularmente, duvido muito que a Sony ficasse vasculhando os escritórios de patentes da Alemanha, Itália e pelo mundo afora, esperando algo “genial” aparecer.

    Histórias de “invenções simultâneas” existem aos montes (como o rádio, ou cálculo diferencial, por exemplo). É mais plausível acreditar que a Sony desenvolveu seu modelo independentemente do Soundbelt.

  • Surre

    Puxa, nunca tive um Walkman… mas tive o Aiwa e uns genéricos (um era até a prova d´água!!! amarelão).
    Também gravava os programas do Djalma(lhes) Jorge(lhes) Show (prá quem é das antigas em Curitiba, vai lembrar…)

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  • xultz

    Eu ainda tenho algumas fitas com programas do Djalma Jorge, só que elas praticamente apodreceram… eu era muito fã
    Djalma Jorge, dedicação total a você!

    Lembro de sair com meu walkman na mochila, de bicicleta e um par de pilhas durava só uma tarde de pedalada…

  • ovtbqr

    Não, quem inventou o Walkman foi a Opera, a muito muito tempo atrás. Um chefe de batalha viking chamado “Machado Prateado do Lobo da Noite” (ou algo assim, era em sueco e tinha um monte de ümlauts) queria poder escutar as fitas do ABBA que um viajante do futuro tinha deixado lá. Ele mandou um email pros sobrinhos deles da VikingNet e em duas semanas eles trouxeram o agrado via navio de guerra movido à escravidão.
    Quando a homossexualidade virou moda (umas 30 gerações depois) os caras da VikingNet perderam a oportunidade de lançar o O-Pod, infelizmente.

  • http://www.hunf.com.br rds_sp

    O fato é que a Sony teve que pagar milhoes de dolares para o Andreas Pavel em royalties atrasados. Alias a Sony entrou em acordo com ele para que ele retirasse todos os processos que ele havia aberto (ele abriu um em cada pais onde sua invenção foi patenteada). Ele era germano-brasileiro, nasceu na Alemanha mas veio para o Brasil com 6 anos e viveu a maior parte da sua vida aqui no Brasil, em SP capital.

  • wmoecke

    Ele nasceu na Alemanha, mas veio para SP muito cedo, ainda segundo o artigo. E ficou por aqui desde então, a exceção de quando foi cursar a universidade, na Alemanha. O pai trabalhava para os Matarazzo, e a mãe (brasileira) era artista.

    “Winning is not a one-time thing. It is an all-time thing — Unfortunately, so is losing.” – Vince Lombardi

  • wmoecke

    Nossa!!! :jawdrop:

    Hahahahaha!!!

    “Winning is not a one-time thing. It is an all-time thing — Unfortunately, so is losing.” – Vince Lombardi

  • wmoecke

    É isso aí, rds_sp…

    Pode ser meio confuso mesmo “ficar vasculhando” registros de patentes pelo mundo afora, mas quando se depara com alguém que se diz detentor da idéia (falo em CONCEITO – não se confunda, pois independente de o “protótipo” do Andreas mais se parecer com um “toca-fitas portátil amarrado ao cinto”, e os Walkman da Sony serem mais “elegantes” e “slim”, isso não significa que o CONCEITO de ambos não seja exatamente o mesmo), é preciso saber respeitar e dar o devido crédito. No caso de uma idéia que rendeu bilhões, nada mais justo que pagar a porcentagem devida a quem deu origem ao CONCEITO.

    E quem me garante que o tal “Toshiro Nagasaki-Hiroshima” da Sony não teve a sorte de botar os olhos no “protótipo” do Andreas?

    “Winning is not a one-time thing. It is an all-time thing — Unfortunately, so is losing.” – Vince Lombardi

  • wmoecke

    Eu ainda tenho “encostado” um dos primeiros modelos da Sony, um “tijolão”, prateado, só toca fitas (não tem rádio). Tinha uma chavinha pra selecionar o tipo da fita (“Normal – Cromo”), e duas saídas independentes pra headphone. E ainda funciona…

    Depois de juntar uma “mesada”, comprei um “via Paraguay” q era lindão… preto, tocava fitas, tinha rádio e equalizador gráfico de 4 bandas. Era de uma marca esquisita – Broksonic ou Bakosonic – se não me falha a memória, essa marca vendeu muito por aqui; depois de um tempo, todo mundo tinha um parecido…

  • http://prsoogro.spaces.live.com/blog/ Ogro

    [quote=wmoecke]Eu ainda tenho “encostado” um dos primeiros modelos da Sony, um “tijolão”, prateado, só toca fitas (não tem rádio). Tinha uma chavinha pra selecionar o tipo da fita (“Normal – Cromo”), e duas saídas independentes pra headphone. E ainda funciona…

    Depois de juntar uma “mesada”, comprei um “via Paraguay” q era lindão… preto, tocava fitas, tinha rádio e equalizador gráfico de 4 bandas. Era de uma marca esquisita, Broksonic ou Bakosonic, se não me falha a memória, essa marca vendeu muito por aqui; depois de um tempo, todo mundo tinha um parecido…[/quote]

    O meu eu doei?era preto e tinha rádio – o inferno era mudar aquela chavinha de cromo pra normal…treco minusculo de doer.

    [s]

  • Marcellus Pereira

    O tema “patentes” daria uma ótima série de artigos… ;)

  • Zezinho

    Relógio digital do Del Rey? Aquele que ficava no teto? OMFG! :jawdrop:

  • rodrigoneves

    Eu tive um Walkman da Sony, que foi o melhor walkman que eu já tive.

    As pilhas duravam uma eternidade – mesmo ouvindo fita – e a rotação não ia caindo conforme a pilha ia acabando, mas o som ia baixando.

    Tive um Philips também, esse eu acho que gravava, e o rádio era uma fita azul. :)

  • wmoecke

    Daria mesmo – e criaria a maior controvérsia…! :?
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    “Winning is not a one-time thing. It is an all-time thing — Unfortunately, so is losing.” – Vince Lombardi

  • http://palavrassussurradas.net/ Fatima

    Ainda lembro do barulinho dos botões ‘tleckkkk’
    Bons tempos de magrela/espinhuda/voluntariosa [suspiros] :)
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    Abraços!

    Palavras Sussurradas

  • Bruno Alone

    Nossa meu o que é a nostalgia…
    Nada como algo que nos faz lembrar um bom momento…
    Não tive um sony, mas tive um aiwa! Sei como os walkman quebravam um galho…
    Rodar na pista com skate ouvindo um som, nossa cara continua sendo algo indispensável a inspiração vem da musica, quem roda sabe do que to dizendo…
    Outra coisa também que dou valor pra cacete é o vinil nossa o som é outro, bem mais nostálgico…. Olha que eu não sou tão velho assim não, mais sei o que é bom…
    Recentemente estava na aula teórica da auto-escola lá a instrutora passou um vídeo desatualizado mais que mostrava algumas coisas interessantes, nisso o instrutor no vídeo aula falou dos perigos em mostrar falta de atenção no transito, e ele citou como exemplo dirigir ouvindo walkman e mostrou um modelo… Quando a galera jovem e descolada do curso viu o aparelho na mão do instrutor todos se mataram na gargalhada…. Mas a verdade é que é sempre bom dar valor as coisas simples…
    Teremos um prazer maior nas minimas coisas.
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    Posto o necessário, e quando vale a pena postar…

  • Rayane

    Sou novinha demais, isso não é da minha época. Mas eu tive um há uns 5 anos que comprei de bobeira num camelô, mas cafona demais para a época. :P

  • YSimonini

    Saudades do meu velho Walkman da Sony… o seu design preto e limpo era muito melhor do que aqueles tijolos amarelos que o pessoal tinha… Acho que ele está em algum lugar da minha casa…. ;)

  • http://blogs.abril.com.br/lancearmtrong paulobit

    Tive uma amarelão Simonini, mas da Casio, fazia questão colocá-lo na cintura e deixá-lo a vista… muito tosco. :sick:
    Hoje tenho um Walkman Sony 2GB, MP3 e afins, grava voz, rádio, copia dados de CDs para ele, faz barba e lava minhas roupas… :jawdrop:

    “Lutar sempre, vencer às vezes, desistir nunca!”

  • lets2rock

    [2]

  • Danskk

    O primeiro Walkman você nunca esquece, tanto que não esqueci do meu Philips e o tenho guardado até hoje. :)

  • lets2rock

    Que nostalgia… mesmo que eu tenha vivido isso um tanto atrasado (90´s). Eu tive um Coby, senão me engano.
    Bons tempos, mas passei bons tempos com meu mp3 de 256mb em 3842897x sem juros, recém lançado.

  • http://mediskina.blogspot.com CarolinaMD

    Eu também tive um Aiwa,mas eu peguei mesmo a época dos discmans…

  • http://www.fabricadehumor.com marcoso
  • wmoecke

    [quote=wmoecke]Eu ainda tenho “encostado” um dos primeiros modelos da Sony, um “tijolão”, prateado, só toca fitas (não tem rádio). Tinha uma chavinha pra selecionar o tipo da fita (“Normal – Cromo”), e duas saídas independentes pra headphone. E ainda funciona…
    [/quote]

    Sei q não tem nada a ver, mas nessa reportagem da BBC tem fotos do exato modelo a que eu me referi acima… é exatamente esse daí mesmo!
    Pra quem for da “geração Coby” e tiver curiosidade de ver como era um Walkman “de verdade”, pode clicar no linque…
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    “Winning is not a one-time thing. It is an all-time thing — Unfortunately, so is losing.” – Vince Lombardi