Os boatos da morte dos livros foram um tanto ao quanto exagerados

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Existe pouca previsão mais furada que a que envolve a morte de uma mídia. Não que não aconteça: quando o ganho tecnológico é muito grande, a tecnologia antiga morre sem dó. Ninguém em sã consciência usaria lampiões a gás nas ruas hoje, e nem hipsters preferem filmes em VHS.

Algumas vezes entretanto entramos no hype e prevemos a morte da mídia sem pensar muito, e quebramos a cara. Foi o que aconteceu com os e-books. Eu tinha plena certeza que o futuro seria repleto de Kindles Kobos e similares, que se barateariam cada vez mais. Aí vem a Realidade e solta um “ha-ha” na nossa cara, como aconteceu com um relatório da Associação Americana de Editoras.

A leitura como um todo está saindo de moda, as pessoas lêem cada vez menos. Entre 2015 e 2016 a receita das editoras caiu 2,7%. A venda de livros para adultos caiu 10,3% nos três primeiros meses de 2016. Livros infantis? Queda de 2,1% no mesmo período.

Livros de capa dura, queda de 8,5%. Agora a paulada: e-books tiveram uma queda de 21,8% nas vendas.

Essa queda é em parte explicada pelo aumento no preço dos e-books nos EUA, que ainda são bem caros considerando que os royalties pros autores não mudaram e os custos de impressão / estoque / entrega são zero.

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A própria venda decepcionante dos leitores de ebooks tem uma explicação mais prosaica: maníacos achamos ótimo andar com 300 ou 400 livros no leitor. Pessoas normais costumam ler um livro de cada vez. O que explica também a venda de brochuras, aqueles livros tipo pocket book, de capa mole, subiram 6,1%.

Agora o ponto mais interessante: quem teve um crescimento de 35,3% foram… audiobooks.

A geração conectada que não tem paciência para ler adora ouvir livros, e não tem problemas em pagar caro por isso. The Martian para Kindle na Amazon custa US$ 7, a versão em áudio custa US$ 14.

É fascinante ver o e-book ser destronado, ou ao menos ameaçado por um formato que existe desde a invenção do fonógrafo, em 1877.

Fonte: The New York Times.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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  • HeryckDM

    Vi que se fala na queda de vendas, mas é se considerar a pirataria de ebooks, a mídia cresceu ou morreu?! Eu sei que economicamente (viabilidade da produção) depende mesmo do montante de vendas, mas como estamos falando da mídia em si, poderia ser relevante considerar a biblioteca do Paulo coelho.

  • Othermind

    e-readers caros e e-books no mesmo valor dos livros físicos por imposição das editoras… Daí nao tem jeito…

    • Ivan

      concordo, livros na google livros sei la como chama as vezes mais caro que livro fisico, não tem quem compre….

    • nayara

      É porque as pessoas não valorizam o trabalho dos autores em escrever, diagramar, ilustrar. Quando falava-se em custos as pessoas só lembravam do papel e da manufatura, tem pessoas que ficam anos escrevendo o livro. Mesmo aqui no meio bit onde há profissionais de fotografia acontece isso.

      Dependendo do livo, o conhecimento que ele agrega não tem preço. Agora, tem livro que não vale nem a energia elétrica que você gasta pra baixa-lo.

      • Rafael Rodrigues

        Exatamente! Gerar conteúdo tem custo e deve ser bem remunerado. Por isso abomino a pirataria.

      • Daniel

        Pois é mas esse custo é amortizado pela quantidade, ao invéz de meia dúzia vender os rins para pagar, é melhor alguns milhares contribuindo com um pouquinho. Se a obra valer a energia elétrica, divulgação não é um problema tão grande hoje em dia.

        • nayara

          Depende dos milhares e do pouquinho.

      • Não sei se concordo com isso. Livros da minha área, por exemplo, é difícil de engolir quando vejo: Livro físico: R$ 300,00, Livro Digital: 300,00.

        Nem um trocado de desconto, fica complicado.

        • nayara

          Aí são casos extremos, está errado sim.

    • SignaPoenae

      Isso gera problemas difíceis de resolver.
      Se compramos e-books pelo mesmo preço de livros físicos, as editoras não tem motivos para abaixarem os preços – vide games digitais x físicos.

      Por outro lado, se comprarmos apenas os físicos, a oferta de livro digital irá diminuir (ou pelo menos o preço também não irá abaixar).

      Agora sobre os E-readers caros, besteira. Na Amazon, o kindle está baratíssimo e sai muito mais barato que o kindle americano. Apenas as versões com propaganda sai mais barato que o brasileiro.

      A questão é que você tem que ter e-books mais barato que livros de papel para compensar o gasto ( se você não achar que a praticidade do aparelho vale a pena) – coisa que desde que a Amazon se instalou no Brasil, não acontece.

      • Othermind

        199 a 299 (o basico) não é barato não.. Digamos que uma pessoa pode comprar o livro X por 49 reais (exemplo) tanto físico quanto digital. Só que no digital ela ainda tem que gastar mais 200 reais bo e-reader, qual ela vai escolher? Não adianta falar que é mais pratico e blablabla, muito menos apelar para a “natureza”… O digital teria que custar um pouco menos para compensar o investimento.

        • SignaPoenae

          Não sei o que é barato pra você então…

          Falando exclusivamente de Amazon:
          1 – Você pode assinar o Unlimited e pagar apenas 20 pilas por mês pra ler quantos livros conseguir da biblioteca disponível;

          2 – Dando uma pesquisada rápida, hoje ela tem 2516
          livros gratuitos em português. Se 99% deles forem descartáveis, você já tem mais de 25 livros bons na faixa;

          E a praticidade é o único motivo para se comprar um e-reader. Se você souber outro motivo, me fala aí.

          • Othermind

            “Não sei o que é barato pra você então”

            Aí que tá.. se 199~299 pra você nao é nada, se 20 “pilas” nao é nada, pode ter certeza que pra muita gente é… Provavelmente sua situaçao econômica é muito melhor que a minha, e a de muita gente. De certo modo vc “elitiza” a leitura. Quando todo o movimento deveria ser o contrário. Mais acesso à cultura para pessoas de baixa renda. Que muitas vezes tem interesse mas não pode se dar ao luxo..

          • SignaPoenae

            Eu elitizo a leitura?

            Você provavelmente não leu o parágrafo aonde estava mencionado que apenas na Amazon temos 2500 livros gratuitos. Se você pagar 15 centavos por livro em um sebo, ainda assim você não terá uma biblioteca desse tamanho – e é essa a biblioteca que você tem assim que tira um kindle da caixa. Sem falar que em dominio público você tem um número muito maior que esse de livros, contos e textos pra ler – tudo de forma legal e segura, que dá pra baixar em um instante, pelo próprio aparelho no wifi da rodoviária. E pra quem tiver mais que 1 pila no bolso, já pode começar a comprar títulos no kindle – como você pode ver na imagem abaixo:

            ****EDIT = Na imagem esqueci de filtrar apenas os títulos em português, mas mesmo assim é uma quantidade absurda de livros****
            https://uploads.disquscdn.com/images/4647fb9efa8bcf84388526617f9f6d08d2b3cabe355a3d8184690248828afe35.png

            Ou seja, quem quer ler e não tem R$ 300 pra pagar em um e-reader, também não tem esse valor pra comprar de livros.
            Quem não tem 20 reais pra pagar em uma assinatura de livros por mês, também não tem esse luxo pra gastar em livros de papel.

            Isso é muito triste, mas não tira a grande vantagem que o aparelho tem. Minha única reclamação fica por títulos das grandes editoras , em que o livro impresso tem o mesmo valor do e-book.

          • Othermind

            “quem quer ler e não tem R$ 300 pra pagar em um e-reader, também não tem esse valor pra comprar de livros.
            Quem não tem 20 reais pra pagar em uma assinatura de livros por mês, também não tem esse luxo pra gastar em livros de papel.”

            Cara… Só faltou voce falar que quem nao tem míseros 300 reais não tem direito a cultura….

          • jacob

            Claro que tem… não tem biblioteca pública na sua cidade? O foco da discussão é outro, pra quem consome bastante e tem condições de adquirir livros físicos, o Kindle realmente vale a pena.

          • SignaPoenae

            Ótima conclusão. Obrigado.

          • P3dRo

            Putz…. se o cara não tem 300 reais, não… ele não tem o direito a algo “cultural” que custa 300 reais (maldito capitalismo malvado e imperialista)

            Quando eu era um mero estudante, livros, ou era promoção ou era sebo ou era biblioteca ou era baixar livros em domínio público (grandes clássicos brasileiros, quase todos estão em domínio público)

          • SignaPoenae

            Também comecei na biblioteca pública, depois passei pro domínio publico e por ai foi.

            Eu me expressei mal naquela frase.
            Quis dizer que a pessoa que quer investir na leitura e que não possue disponivel 300 reais para gastar em um kindle, dificilmente gastaria esses mesmos 300 reais em livros impressos.

            Sabemos que existem formas de parcelamento a perder de vista (meu primeiro paperwhite comprei na promoção em 12x) e isso me saiu praticamente pelo mesmo preço de livros que eu ia comprar no mês. Fiquei com ele por um bom tempo nos “100 mais baixados gratuitos e das promoções de 1 a 5 reais (também peguei uns piratas, não nego) e hoje posso dizer que o aparelho está mais que bem pago – isso se não me deu algum lucro.

          • SignaPoenae

            Puxa vida cara, para de distorcer o que eu falei.

            Você disse que o Kindle era caro e eu apontei várias vantagens financeiras – que na minha opinião ou são mais viáveis ou ficam pau a pau com o livro de papel. Em nenhum momento disse que quem tem pouco dinheiro não pode buscar outros meios de se educar ou de aproveitar um livro.

            Quem não tem dinheiro todo mês pra comprar livros, um kindle pode ser parcelado em 12x e você já pega uma biblioteca considerável gratuita e outra maior ainda abaixo dos R$ 5. Valor melhor do que você acha em muitos sebos por aí. No médio e longo prazo, o kindle se paga e você nem vê.

            Óbvio que os e-books bestsellers não se incluem nesse exemplo, mas eles não saem mais barato que os impressos.

            Agora quem não tem o habito ou dinheiro pra ler, não compensa mesmo. Pois é a mesma coisa que comprar uma moto e não gostar de andar nela, ou não ter dinheiro pra pagar a gasolina.

          • Wallacy

            Concordo que o preço do e-reader é amortizado pra quem lê muito.

            Mas vejamos:

            São dispositivos limitados, dependendo do modelo, você fica preso a uma unica loja e cadeira de fornecedor de livros.

            Tem quem lê “apenas”, 4 livros por ano. Como economicamente para essas pessoas seria viável um e-reader. Vai demorar para ele se pagar, a não ser que ele tenha a sorte dos livros que ele deseja ser justamente os extremamente baratos.

            Mesmo pra quem lê >12 livros ano, o livro de papel ainda tem vantagens já, essas pessoas não costumam a ler mais de um livro ao mesmo tempo, logo levar peso não é um grande problema e a leitura é mais confortável.

            Pra quem lê >50 livros ano, e-reader é desejável. Mesmo assim, se você só lê em casa, não faz tanta diferença.

            Pessoalmente, evito mais de um livro por semana, mesmo demorando 2/3 dias para terminar a maioria. O ultimo que comprei foi a Biografia do Musk, só tem 400 paginas, matei rapidinho no final de semana, mas não peguei nenhum pra ler na semana, mas se tivesse pego precisaria de levar o Kindle, porque levar livro físico no meio da rua é muito incomodo. Como eu leio predominantemente em casa, acabo lendo o livro físico, não o digital.

          • SignaPoenae

            Mas ai é que tá. Quem lê pouco, tem a vantagem de ter, na minha opinião, uma plataforma melhor para leitura. Por consequência, a pessoa pode pegar o hábito e aumentar o número de livros.

            Eu comprei um kindle porque fiz um desafio comigo mesmo, de ler 1 livro por mês. Gostei tanto da leitura no aparelho que hoje leio mais de 3 por mês.

            E-readers são limitados sim, mas esse é o grande trunfo deles. Servem apenas para ler e fazem com maestria isso. Sem reflexo, brilho na cara, notificações de aplicativos,a maioria com dicionários/anotações/destaques e os mais modernos até com tradutores.

            Alegar essa limitação como defeito é a mesma coisa eu querer ser um fotógrafo e reclamar que a máquina fotográfica (mais cara ou do mesmo preço de um tablet bom) não acessa facebook.

  • Jorge

    Pirataria+Telhafones=Queda de vendas (e-books e leitores).

    • Daniel Silva

      telhafones é o mesmo que telefone grande? é que eu nuca tinha visto esta palavra.

      • Bruno Costa

        Acredito que os telefones enormes e finos, como o Bomba Note 7.

  • P3dRo

    Queda de vendas dos ebooks, mas nunca vi tanto kindle e lev (da Saraiva) por aí.
    Em um voo (tudo bem que cheio de concurseiros) consegui contar mais de 10 e-readers apenas nas fileiras próximas à minha.

    Ps: pirataria nesse mercado é pesado. As pessoas não têm coragem de pagar 10 golpistas num livro (eletrônico) que vai lhe entreter por dias e dias.

    • Ivan

      vc quis dizer 10 Temers.

      • P3dRo

        10 golpistas, 10 temers, 10 presidentos é tudo sinônimo.
        Só de não falar em 10 ex-presidentas, já está valendo

        • Marcelo Roder Ferreira

          10 impeachments

      • Rafael Rodrigues

        Eu chamo carinhosamente de TG$.

    • Gaius Baltar

      Cara, concordo contigo acerca da pirataria, mas há ocasiões em que a realidade vem chutar na nossa cara que a coisa não funciona tão bem. Minha sogra queria um ebook do padre-cantor-figurante do Village People que o Nick Ellis “adora” (sim, eu sei…). Gosto (ou falta dele) literário à parte eu propus-me comprar esse livro. Após procurar na Amazon e na iTunes verifico que não posso comprar, pois minhas contas são inglesa e portuguesa (respectivamente) e o bloqueio de região impede. Encontro uma livraria digital brasileira que tem o bendito livro, me cadastro na mesma, faço o processo de compra e na hora de pagar não aceita meu cartão de crédito pois não é brasileiro. Não havia opção de PayPal, só PagSeguro, cartão e boleto, todas inúteis para mim que moro fora desse glorioso país. Falo com meu irmão que mora aí e peço o número do cartão dele para fazer a compra. Agora aceita, aleluia! Mas no clique final recebo uma mensagem: “A compra não pode ser concluída pois a venda desse artigo é restrita ao território nacional… VSF! Abro um site pirata e 5 segundos depois tenho o livro no iPad. 🙄

      • Wallacy

        Acho que o mesmo vale para música e filme. É um saco.

        • Gaius Baltar

          Nem tanto. Com Netflix e Spotify (ou Deezer, Apple Music, etc.) ver o que se quer está a distância de um clique.

      • P3dRo

        Aí é lascado mesmo.

        Por essas e outras razões eu quebro o DRM de todos os livros que eu compro pela Amazon, Google, Kobo, Saraiva e outras livrarias menores.
        Se tiver alguma trava por região, meus livros (comprados) estão todos salvos no meu pc.

        • Gaius Baltar

          Faço o mesmo. Uso aquele software “super intuitivo”, o Calibre.

      • Luís Eduardo

        Isso acontece muito comigo. É muito escroto…

      • Rafael Rodrigues

        Esse bloqueio é uma bosta mesmo. Meu Amazon é gringo por causa do Unlimited e passo por isso às vezes.

      • Daniel

        Já vivi essa contenda, mas foi com um APP android. Sei bem como é isso. Mas ainda assim há quem tenha coragem de dizer que foi má vontade sua.

  • Assim como o pessoal mais “muderninhu” e açodado achou que, com a Internet, a TV estava com os dias contados mas a realidade mostra que até mesmo jornais e revistas continuam firmes e fortes.

  • Samuel

    A galera deve estar tão ocupada acompanhando as séries adaptadas de livros, que deram um tempo nos livros

  • Samuel

    Audio book só se for com o Cid Moreira

    • Ou o Gilbert Gottfried… =P

      https://www.youtube.com/watch?v=XkLqAlIETkA

  • Bond das Paradas ♏️

    Cara, na boa, morreu sim. Onde vc realmente vê alguém lendo livro? Força não, no máximo ebooks. Assim como existem pessoas que loucamente usam VHS (para aparecer e dizer que é intelectual ou saudosista) quem hoje lê um livro tem o mesmo motivo.

    • Wallacy

      Massa… Devia ter me certificado disso antes, antes de comprar 4 novos livros esse fim de semana (2 pra mim 2 pra minha esposa)…

      Nem te conto que a Cultura estava super vazia. Sqn.

      Quem tem o hábito de ler, apenas lê, não importa a opinião dos outros. Quem lê pra fingir que é culto e lê livros, esses abandonam.

      Ler, para muitos, é também um hobby.

      • Bond das Paradas ♏️

        Tanto não se importa com opinião dos outros que está aqui tentando aparecer dizendo que comprou 4 livros!!! Nossa! Que absurdo, quebrou a banca. Vai levar uns 10 anos lendo livro, sqn. Cara, vc mesmo se queimou falando que não faz algo que faz, se importar e tentar aparecer. Na verdade estaria lendo um livro agora se fosse verdade.

        • Wallacy

          Você não entendeu colega.

          Quem tem como hobby ler livros, vai continuar a ler. Simples assim.

          Quem para de ler é apenas quem compra livros por qualquer outro motivo, seja porque saiu um filme daquele livro, ou porque quer preencher a cartilha de X livros por ano.

          Como eu falei, vou na Cultura todo mês, e nunca vi aquilo ficar vazio, sempre tem gente comprando livro, o formato só morreu para aqueles que já não se importava com ele.

          • Bond das Paradas ♏️

            vc não me entendeu nem se entendeu. leia antes de repetir o erro.

          • Wallacy

            Eu entendi,

            Meu comentário foi como um Teste de Rorschach, dependendo de qual grupo você faz parte vai ou não se indignar com o fato de eu ter dito que comprei um livro (contraponto de sua afirmação de que ninguém lê livros), com a afirmação de que alguns apenas lêem para que outros saibam que estão lendo, ou é do grupo que lê por prazer, fala abertamente sobre seus livros e de fato não dá a mínima o que a outra acha sobre seus motivos, logo não se importa com a conclusão que a próxima sentença pode levar, mas ainda acha, uma afirmação verdadeira.

            Veja que:
            -Você não contrapôs minha afirmação. É mentira que as pessoas lêem livros para se enquadrar determinados grupos?
            – Quem lê livros por hobby, constuma ou nao comprar livros periodicamente, recomendar e falar disto, independente das pessoas acharem isso ultrapassado ou posser?

            A divisão do primeiro pro segundo grupo é tênue, óbvia e proposital.

            Substitua livro por outra mídia, cinema, carros etc e vai ver que não faz o menor diferença.

            Se você se incomoda com o fato das pessoas gostarem de ler livros, vai se preocupar muito mais em discutir a razão de eu ter comprado livros esse fim de semana, ao fato de eu ter comprado e ter dito que a loja estava cheia como de costume.

            Será que todo mundo lá estava comprando presentes cultos? Fingindo que lê? Ou de fato as pessoas ainda gostam de ler livros em papel?

            Você decide qual o tom da conversa.

            No fim, com uma queda de apenas 10%, acho que as pessoas estão lendo bastante, mesmo com tantas alternativas.

          • Bond das Paradas ♏️

            não adianta fugir do assunto. vc disse não se importar e não querer provar nada como qualquer leitor de livro, mas veio aqui fazer exatamente isso. vc vai tentar sair pela tangente e eu vou voltar no assunto.

          • Wallacy

            Hahahaha! Pequeno exercício mental:

            Se eu disse que comprei livros, e disse que quem lê livro por hobby não se importa muito com a opinião alheia sobre livros estarem ou não ultrapassados (é o foco do post).

            Significa que:
            – Eu leio livros por hobby (nunca disse que eu era desse grupo, apesar de não estar errado), logo não me importo com sua opinião.
            – Eu sou do outro grupo que está afim de se mostrar.

            Se sou do primeiro grupo, logo não dou a minima pro seu post, muito menos por afirmar (reafirmar) que quem para de ler é só quem inicio a leitura por outro motivo que não a literatura, dessa forma, dizer o contrario não faz a menor diferença.

            Se sou do segundo grupo, eu me importo com seu post, pois isso seria uma afronta ao status quo vendido, e o fato de eu ter dito que existe grupos com motivações diferenciadas para a leitura apenas é apenas uma distração.

            Como eu disse, é basicamente um Teste de Rorschach.

            Pergunta: Já admitiu o fato de você estar errado sobre pessoas ainda lerem livros ou vai querer falar de outra coisa? *

            Thinking, Fast and Slow, por Daniel Kahneman, é a melhor recomendação de livro que o Atila Iamarino já fez, tentei o áudio livro mas é impossível acompanhar. **

            *Minha pergunta tem uma pegadinha, já que você parece precisar de ajuda.
            ** Meu comentário também tem uma pegadinha, mas não é o conteúdo do livro, antes que presuma o obvio (você parece olhar muito a superfície), apesar de não negar uma relação.

            PS: Porque estou falando de pegadinhas?

            PS2: Como é fugir do assunto e falar exclusivamente dele ao mesmo tempo. Sua afirmação era pra fazer algum sentido?

            PS3: Não devo voltar a essa Thread novamente, mas se voltar, como isso se enquadra no contexto?

            PS4: Eu fugi novamente do assunto ou falei exclusivamente sobre enquadramento das pessoas em grupos literários novamente?

            PS5: A Sony ainda não lançou.

            Abraços.

          • Bond das Paradas ♏️

            não adianta fugir do assunto. vc disse não se importar e não querer
            provar nada como qualquer leitor de livro, mas veio aqui fazer
            exatamente isso. vc vai tentar sair pela tangente e eu vou voltar no
            assunto

        • Rafael Rodrigues

          Já abriu seu presente hoje?

          • Bond das Paradas ♏️

            sua mãe ainda não trouxe. rsrs

    • The xD

      Conheço inúmeras pessoas viciadas em literatura, algumas até tem o kindle, mas nenhuma deixou de comprar livro físico, seja pelo costume, vontade de ter o livro físico, além do custo da versão digital ainda não valer à pena. Uso tanto livros físicos como virtuais, cada um tem suas vantagens e desvantagens.

      A comparação entre livro/ebook e VHS/mídia digital não é nem de perto justa. O VHS é inferior à qualquer mídia digital em praticamente todos os pontos, não há o que comparar. Já o livro físico não necessariamente é melhor ou pior que a versão digital. O livro físico ainda vence no preço, tem a facilidade de ser emprestado, é possível fazer páginas com texturas. A questão de colocar anotações e marcações em ambos são equivalentes. Tem a questão também de livros coloridos, se for no kindle não há cores, em tablets e monitores o conforto de leitura fica comprometido. Já os ebooks vencem na questão de volume e peso (apenas o do e-reader), ter a biblioteca portátil e a entrega instantânea após a compra.

      • Bond das Paradas ♏️

        falamos da morte do livro e não da leitura. não confunda sua mente.

        • The xD

          Em que momento falei da morte da leitura?

          O que comentei é que entre os leitores que conheço, todos continuam comprando livros físicos, mesmo os que tem kindle ou tablet para a leitura não estão nem perto de abandonar os livros impressos.

          • Bond das Paradas ♏️

            etnão pare de defender a leitura através dos ebooks. parece louco!

    • Rafael Rodrigues

      O problema pode estar no seu ambiente, seu círculo de amizades… Eu conheço muita gente que lê.

    • PugOfWar

      eu nunca li um livro em lugar público, só em casa.

      • P3dRo

        Eu leio direto em público e o kindle me ajudou muito nisso.
        Estava lendo “a coisa” do Stephen King, a versão física é um calhamaço com mais de 1000 páginas, com o kindle, era apenas um pequeno aparelho que ninguém dá bola pra ele (pra quem tem medo de roubo).

        Fora que eu aproveito os 10 a 20 minutos que o avião demora para taxiar, decolar e atingir altura suficiente, para ler no kindle, depois abro o notebook e vou resolver meus problemas.

        Ps: antes de ontem fiquei 2 horas num banco pra resolver alguns problemas e o kindle me salvou de novo.
        Ps2: cheio de idoso na fila lendo livros físicos.

        • Wallacy

          Você não fica com dor de cabeça? Mesmo no avião fico com desconforto.

          • P3dRo

            Dor de cabeça não, as vezes dá enjoo quando tem turbulência forte

      • Bond das Paradas ♏️

        daí vc mora sozinho, não tem amigos, ou não vai na casa de ninguém??? não teve pai nem mãe…
        então leitores de livro tem vergonha de ler na frente dos outros?!

        • Wallacy

          Acho que o motivo tem haver com distração. Lugares públicos consumam ser barulhentos.

        • PugOfWar

          não entendi seu ponto, se é que tem algum, vc diz “Onde vc realmente vê alguém lendo livro”, vai ver pq a maioria dos leitores preferem ler no conforto dos seus lares

  • DiMais

    quem é fã de leitura compra livro físico pra colecionar e encher as prateleiras..
    já mataram tanta coisa que ainda existe que até parece que estamos vivendo numa era pós-apocalíptica..

  • César Rodrigues

    Existe um fato muito relevante a ser considerado: nos últimos dois ou três anos não houve nenhum “blockbuster” lançado. Livros como da série Harry Potter, Game of Thrones, ou mesmo fenômenos como o Código da Vinci venderam, à sua época, um montante anormal.

    Acho que a última série que fez um sucesso relevante foi a tal do Crepúsculo.

    Enfim, livros que alcançam esse tipo de popularidade fazem as livrarias aumentarem bastante suas vendas.

    • Teve o 50 tons de cinza.

      Edit: e livrinhos pra colorir.

      • Igor

        O 50 Tons é de 2011, e livros de colorir foi uma moda que durou bem poucos meses, né

  • gfg

    Pirataria não é uma fator tão impactante assim, quem tem habito comprar livros vai continuar a compra-los e quem não tem/tinha não iria comprar do mesmo jeito.
    Tenho conta nos maiores sites de torrents privado do brasil e mundo a muito tempo, e os os downloads de e-books são irrisórios comparados a outras categorias.
    Rara a vez que algum livro mais famosinho passa dos 500 downloads(os sites tem mais de 100 k de users).
    Provavelmente os mais afetados são os livros e apostilas de estudo, e mesmo assim os números são muito insignificantes

  • Francisco Cunha Neto

    No meu modesto entender e-books tem uma desvantagem em relação aos livros de papel, eu não posso emprestar e-books, não posso trocar e-books, para que tem uma família de leitores ávidos isso é um grande obstaculo.

    • Calvin Coisa Ruim

      Nos EUA a Amazon permite empréstimo e dar livros de presente. Já prometeram aqui no Brasil, mas até agora necas…

    • ronaldotokuno

      Pra mim, isso é vantagem. Todos os livros, cds e dvds que empresto nunca voltam. kkkkkkkkk

      • Wallacy

        Eu já nem esquento, tudo vai pra conta do Papa.
        O problema é quando o livro volta todo sujo, da vontade de deixar com o cara.

        • ronaldotokuno

          Muita raiva quando o cara-de-pau do colega devolve o cd com a capa trincada e os dentes da presilha que prende o disco todo quebrado…

    • Thiago Lopes

      Ahn? Google e Apple têm plano familiar. E a Amazon não tem limite de ebooks em leitores, se todos forem da mesma conta, pode baixar em quantos vocês quiser.

  • Coronel Campbell

    Quero saber onde encontro audiobooks em Português BR. Grato para quem me responder.

    • Wallacy

      O Audible tem alguns. Poucos ainda.

      Não me adaptei ao formato pessoalmente, prefiro o bom livro em papel. Costume talvez, porem com áudio livro tenho a impressão que preciso me concentrar ainda mais para absorver o conteúdo.

      • Coronel Campbell

        Não conheço esse, irei verificar. Outro dia cheguei a pesquisar sobre, mas a maioria dos títulos estavam em inglês ou português bacalhau, e em um site brasileiro tinha poucos títulos.

        • Wallacy

          Não se alegre muito.

    • Leonardo

      Meu Kindle tá parado a algum tempo. Mas estou consumindo muito mais livros agora. Passei a escutar livros em áudio TTS com a voz do Google mesmo. Tem gente que se incomoda mas pra mim é tranquilo, acho que dá pra entender tão bem quanto lendo

    • Eu só conheço o da surfistinha.

  • Coronel Campbell

    Comprei um Kindle esse ano, não me arrependo, o preço dos ebooks é ótimo, fazia anos que eu não lia e só esse ano li três livros, mas é como foi citado no texto, a Amazon me envia promoções todos os dias e eu simplesmente não resisto, tenho uns 10 ebooks para ler e simplesmente não sei quando irei ler. Divido o Kindle com meu pai, mas o velho ainda prefere o livro de papel, dias desses ele me pediu para comprar um livro na Amazon, o ebook tava pela metade do preço e ainda assim ele preferiu o “livro de verdade”.

    • Rafael Rodrigues

      Já testou o Kindle Unlimited? Para mim tem valido muito à pena.

  • Audiobooks são bem interessantes pra quem está aprendendo um novo idioma, usando junto ao gráfico.

  • Guilherme

    Parar para ouvir um livro? Nada, certeza que ouvem no carro, enquanto dirigem.

  • Maom

    Eu coloco na conta da pirataria. Um leitor continua caro e uma pessoa que não gosta de ler não vai gastar 400 reais numa “porcaria que nem roda vídeos”. Então quem gosta já tem e sabe que é incomparável ler por um leitor digital dedicado do que de um tablet jorrando luz nos seus olhos. A praticidade de um kindle com relação a um livro é muito melhor, ele é leve, pequeno, com bateria mágica em uma era de smartphones que morrem antes do fim do dia (ou explodem), com uma iluminação perfeita que é confortável à luz do dia ou no breu na cama, etc…
    Pega um livreto daqueles levinhos do GoT pra ler ou um kindle…
    Enfim, retomando, a praticidade de se obter um livro pirata no kindle é ridícula. Em 2 min vc baixa o arquivo da internet de pouquíssimos Kbytes e manda pro teu email no kindle e bum, já está lendo um livro que as editoras não tomaram o menor conhecimento. Acho errado, gosto de contribuir com a obra dos meus autores milionários favoritos, mas tirando o fator ético, não existe nenhuma outra barreira. Até para músicas vc se depara com versões toscas, de má qualidade ou até vírus. Livros eletrônicos são ridiculamente simples de se obter. As editoras e lojas que vendem e-readers tem que pensar em alguma maneira de barrar isso, ou vão ver esses números caírem ainda mais. Depender do caráter humano vai ser impossível e a cada dia que passa mais e mais pessoas acabam se deparando com essa facilidade de alugar o livro na biblioteca do Paulo Coelho.

    • André K

      “Porcaria que nem roda vídeos”… foi ótima!

    • Rafael Rodrigues

      Pirataria é um câncer. Não há mágica, hoje um artista pensa 500 vezes antes de produzir conteúdo.

      • Saul Goodman

        Vida longa ao câncer!
        Ass. Capitão Gancho

      • Daniel

        Câncer é a sanha de dinheiro que os artistas e a mídia em geral tem, dizem que os pobres estão mal acostumados, mas quem está mal acostumado é o povo que ainda vive na era onde havia total controle sobre a obra pelo custo de produção ser alto. Pirataria tem remédio (preços baixos) câncer se tem está bem guardado. E antes que se diga que o sujeito pirateia de qualquer forma (ainda que custe 10 centavos) não é bem assim, quem assina spotify, netlix, google music etc. Sabe que há outras vantagens além de ter a consciência de estar contribuindo com a obra ao se pagar pouco que seja.

      • Narciso

        ”Artista” que quer viver disso e ser bem remunerado por causa do nome talvez relute, por que nego criando conteúdo pro prazer no tempo vago duvido que já ouve tanto, a qualidade vai ao gosto do fregues, o George Martim não era um amador escritor de porão, e hoje olha só. já viu o trailer do futurama que o cara fez com os amigos praticamente de fundo de quintal?

    • gfg

      Se a pirataria fosse isso tudo os cinemas já estavam mortos faz tempo.

      • Rafael Rodrigues

        A comparação não cabe. O cinema oferece algo além do filme em si. Não dá no mesmo assistir em casa.

        Com o livro a história é outra.

        • gfg

          Assim como o livro físico, não conheço ninguém que goste de ler pdf em monitores, celulares, etc é uma merd*.
          E quem tem dinheiro pra comprar um kindle, tem pra comprar os livros. Duvidos que tenha muitas pessoas do tipo “acabei de comprar meu kindle, deixa eu ir no TPB encher a biblioteca agora”

          • Ursinhomalvado

            Não seria a mesma lógica com jogos? Quem pode montar um super PC ou comprar um console deveria ter grana para pagar pelos jogos, mas…
            No fundo, poder piratear o conteúdo é um fator que faz muita gente comprar o dispositivo (” Compro um Kindle e nunca mais preciso pagar por livros”).
            Não considero esse problema tão cataclísmico. A pessoa começa pirateando, se gosta mesmo, ao menos uma parcela, começa a pagar pelo conteúdo.

          • gfg

            AI é que está o ponto e ninguém parece entender, quem compra alguma coisa já pensando em piratear NÃO COMPRARIA A ORIGINAL DE QUALQUER FORMA. E essas pessoas só vão parar de piratear se aparecer algum serviço que beneficie as duas partes(consumidor, vendedor) sem a primeira se sentir explorada.

          • Rafael Rodrigues

            Eu gostaria de concordar contigo, mas quando recomendo app de 0,99 dólares e me perguntam se “tem no aptoide”, convenço-me de que não é dinheiro o problema.

          • gfg

            Ai você entra da jurisdição do Gerson, e mesmo que quão tivesse crack pra esse app a maioria simplesmente não ia comprar.

          • Maom

            Sou muito mais ler pelo meu kindle do que um livro de papel. Na minha opinião é incomparável. Mesma opinião tem minha mulher, mãe, pai e irmã. Todos largaram os livros de papel no passado e ficamos puto quando um livro que temos interesse é lançado a princípio somente em cópia física.
            E sim, muita gente compra um Kindle pra lotar de livro pirateado. MUITA gente.

          • SignaPoenae

            Compartilho da sua opinião sobre a vantagem do Kindle.

          • gfg

            A unica noticia de vendas de kindles que achei aqui foi de 60 mil unidades em 2014, digamos que tenha 300k de e-readers hoje, e que pelo menos 10% desse 300k tenham conta em algum tracker privado BR, a media de downloads por livro somando todos eles é de no máximo 300, supondo que todos os downloads são pra kindle APENAS 1%, PIRATEIA, eu DUVIDO que a % da galera que baixa em outras fontes seja maior. E esses números não MUITO insignificantes. Já por outro as livrarias aqui da capital que sempre estão cheias.

          • Maom

            Livrarias cheias e sacolas de compras vazias. Mas o café bom bando.
            E reader é caro. Muito mais gente baixa e lê os livros piratas no celular ou tablet.

          • gfg

            Estão falindo é claro, inclusive quando estão expandindo as lojas e unidades. Os shoppings então, nem aluguel estão cobrando de dó delas.
            Como pude ser tão cego.

          • Maom

            Elas vendem muito mais games, eletronicos e artigos de cultura pop geek do que livros. É oq vejo nas fnacs. A parte de livros mais vazia que o resto. E estou especulando que a queda na venda de livros em geral se deve a pirataria. Quem tem o costume de ler continua lendo quem nunca teve não vai ter agora. A queda na venda de livros é real, não é especulação minha, veja os numeros na matéria acima. Só estou especulando que culpa dessa queda seja a pirataria e não a falta de interesse em livros.

      • Maom

        Ver um filme numa tela gigante e tal ainda tem seu apelo para jovens que querem apertar peitinhos com a mão lambuzada de pipoca com manteiga ou simplesmente pela qualidade da telona. Já para ler e escutar música… Não faz diferença nenhuma se o seu mp3 player ta tocando uma música que vc pagou para ouvir ou não, assim como o seu kindle mostra os mesmíssimos caracteres de um livro pirateado ou não e a experiência para quem vai consumir é exatamente a mesma.

        • Mirai Densetsu

          Cinema ainda é um lugar bom para levar a mulher. Até porque os cinemas geralmente ficam em shoppings e está tudo por perto.

    • Daniel

      Quem sabe ainda nessa “era”, eles pensem em algo como o Spotify foi para música, não se paga o livro em sí, e sim uma mensalidade por uma biblioteca inteira, pode não ser a melhor solução, mas como diz você entre o cara piratear sua obra inteira, ou você ganhar uns trocados cada vez que ela é acessada… Eu já vi algumas iniciativas assim, mas não vingou não sei…E estou namorando um kindle novo, já tive um da 3 geração que dei para minha irmã, agora vou ver se no fim do ano pego um paperwhite, não imaginava que essa iluminação fosse tão boa a noite.

      • Maom

        Já existe esse serviço de assinatura da Amazon. Se vingou ou não, não sei, mas ele existe la fora. Aqui não sei. E pra quem lê muito vale muito a pena.
        Quanto ao paperwhite, eu só encontro tempo mesmo para ler de noite antes de dormir e revolucionou minha vida… Vou dormir muito mais tarde por conta disso! 🙁
        Antes eu acabava indo dormir cedo pq ficar com uma luz iluminando o livro era cansativo e irritante por conta das sombras dependendo da posição do livro e tal. Ler no tablet fritava minha retina. Agora com o paperwhite eu só paro de ler quando a minha consciência pesa demais e vejo que o despertador vai gritar pra eu acordar dentro de 5 horas..
        Essa “luz” custa caro, é mais que o dobro no Brasil para o kindle normal, mas se vc costuma ler de noite, vale cada centavo.

        • Daniel

          Obrigado pela descrição, eu já estava interessado nele, só não o peguei ainda por conta do término da reforma da casa, (e nem é por questão financeira), pois quando a esse problema que você citou, o seu caso é leve, quando o livro está interessante e como trabalho por conta, eventualmente viro a noite lendo. Dependendo do livro nem chega o sono, ou ele passa. A sensação que tenho com uma boa estória não é muito diferente de um seriado, tirando que o livro ainda ganha em detalhes. É parecido com O Marciano, que foi o último que li, quando vi o trailer do filme já imaginava que seria um pouco superficial (condensar o livro inteiro em 2 horas), mas foi além, eliminaram uns 40% dos detalhes.

          • Maom

            5h foi a média. Existem escritores que estupram minha noite de sono. Harlan Coben é um filho da puta! kkkk
            Além de me deixar maluco de curiosidade para saber oq vai acontecer ainda me deixa pilhado de adrenalina e não tenho sono.

        • Diego Marco Trindade

          Tenho o Kindle Paperwhite. Excelente para ler à noite! Só me falta o tempo mesmo. Ou assisto séries ou leio… Quanto ao Kindle Unlimited, tem a assinatura por R$ 19,99 todo o mês, com 1.4 milhão de livros. Mas os melhores não estão lá, apesar de ter muita coisa interessante.

        • Reinaldo Matos

          Kindle Unlimited.
          Utilizei o tempo gratuito de 60 dias se não me engano, porém, o Custo X Benefício no meu caso não vale a pena, pois você paga mensalmente algo em torno de 20 reais para ter acesso a uma grande quantidade de títulos de diferentes assuntos e autores, PORÉM, não consigo me imaginar lendo mensalmente 1 livro de tamanho considerável.

          Mas enfim, o serviço existe e é bem decente.

    • SignaPoenae

      As editoras já criaram um modo de “barrar” a pirataria. Chama-se DRM.
      E tem uns tão escrotos que tem gente que compra os livros e depois quebram o DRM pra poder usufruir dos mesmos.Pra se ter uma idéia, comprei um livro na Kobo que só consegui abrir ele depois que quebrei o DRM.

      E a pirataria não é o problema, o problema são os preços praticados por conta do cartel entre livrarias e editoras. A steam e a netflix tá ai pra provar que quando se tem um serviço de qualidade a um preço justo, a coisa anda.

      • Maom

        O preço é tudo. Concordo q é a única maneira eficiente de combater a pirataria. Mas quanto ao drm, cara pelo menos no kindle q eu tenho é ridiculo colocar um livro pirata nele por wifi.

        • SignaPoenae

          Também tenho Kindle. Mas você já tentou transferir um livro que você comprou para um kindle de outra pessoa?
          Com os livros disponiveis na net isso é possivel porque alguém já tirou o DRM deles antes.

          sobre o serviço de assinatura, só não fiz ainda, porque tenho muitos livros que comprei que ainda nem tirei da embalagem.

          • Maom

            Nunca tentei… Só baixei livros em ingles que não encontro ou ainda não chegaram aqui. E foi fácil demais. Alias geralmente para ter o ultimo livro do autor geralmente acho dentro de arquivos zipados com toda a coletânea dele e levo 1 min pra migrar tudo pro kindle.

          • SignaPoenae

            Você usa o Calibre? Muitas pessoas usam pra gerenciar a biblioteca. Dá pra baixar um plugin pra ele que faz com que ele importe o livro do kindle pro PC já sem a proteção anti-cópia.

            Eu uso ele pra tirar a proteção dos meus livros pra passar para meus 3 aparelhos.

    • Christian Oliveira

      Acho que nem é culpa da tecnologia, mas provavelmente é cultural.

      Claro que um refinamento no atual modelo de negócio daria uma nova turbinada nos número, mas novamente iria estagnar.

      Provavelmente um modelo voltado ao acesso, como é para música e vídeos, desperte novamente o hábito de leitura.

    • Penso como você. Gosto de comprar original para o eu Kobo e contribuir , assim, para manter o mercado.
      A solução, no entanto, não é tentar um modo de bloquear a pirataria porque a História mostra que não funciona. É melhor que simplesmente BAIXEM o preço dos e-books. Mas, tipo, baixem mesmo!

      • Maom

        A steam é um ótimo exemplo. Já deixei de comprar um livro our outro pelo valor, não que fosse me matar pagar 40 reais num livro, mas na d[uvida se eu iria ou não ler ele depois e se talvez fosse melhor esperar terminar os que eu tinha já. Se fosse bem mais barato tipo 10 reais ou menos eu nem pensaria nisso. Teria lido a sinopse e teria comprado mesmo sem nem conhecer o autor ou as críticas. Igual os gamers fazem nas promoções da Steam. E nessa eles venderiam muito mais abrindo o mercado até para pessoas que não tem o costume de ler ou de pagar.

        • Perfeito. Assim como o Spotify e a Netflix acabaram com minha necessidade de baixar filmes e músicas na locadora do Paulo Coelho. Eles são a resposta do Mercado à nova realidade. Quanto mais o restante dos produtores de mídia demorarem para entender esse “novo mundo”, mais perto da irrelevância irão ficar.
          Olha o exemplo do Antagonista (nessa hora, a galera de esquerda começou na ter tremores e espumar pelo boca). Três caras, posts curtos, mas quase que em tempo real com a notícia. Virou o maior fenômeno do jornalismo nos últimos tempos. Conseguiu agregar, em questão de meses, toda a galera que estávamos no movimento Fora Dilma.
          Veja bem, um cara lá em Veneza obtêm informações exclusivas da Lava-Jato e dispara para os leitores momentos depois. O dia seguinte, quando os jornais em papel estarão replicando a mesma notícia (se não forem a Folha, claro), já parece séculos depois.
          Aí você comparar isso com um museu como a Revista Veja que, para te oferecer a mesma revista em formato digital (iPad) TE COBRA MAIS CARO! Como assim?

    • PP CarvalhoF

      Concordo contigo! Pirataria é um grande problema de consciência, mais também de postura das editoras que exigem que um ebook tenha o preço equiparado à cópia física. Isso sem falar das editoras que simplesmente estão “obrando e caminhando” para este formato. Um bom exemplo que tenho é um livro do Carlos Eduardo Morimoto (Redes: guia completo) que é disponibilizado quase que integralmente no site e não há (havia) uma versão ebook para compra (tenho a versão física e compraria também o ebook). A alguns anos o próprio Morimoto me respondeu por email que não havia interesse em publicar em um novo formato (ou mesmo em uma nova edição) e a editora, assim como outras, tampouco se interessa em desbravar essa nova mídia. Enfim, eu mesmo fiz na unha (compilei, editorei e tudo mais) e hoje tenho uma versão desse livro para uso pessoal. E tenho projeto de fazer o mesmo com outros livros que só existem em PDFs…

      PS.: quem conhecer um bom OCR para usar na “janela” eu agradeço recomendações… rs

  • Flavio Freitas

    Nada contra quem gosta de livros de papel. Eu adoro meu Kobo e só compro e-book. Como nao tenho (muito) interesse em ler o que está na moda, meus livros custam 2, 3 dólares.

  • Ronan Abreu

    Eu tenho um Kindle e raramente compro livros, prefiro usar a locadora do Paulo Coelho.

  • Germano

    Gosto dos dois formatos. Hoje prefiro o digital para manter minha biblioteca técnica pois agora carrego toda ela no bolso, mais especificamente no smartphone, e tenho ela sempre a mão. Mas quando se trata de ficção, leio no formato que for mais conveniente. Por exemplo, o digital é mais conveniente quando quero ler algum original em inglês sem ter que lidar com os preços dos livros importados ou o tempo de importação. O impresso é melhor quando eu e a esposa queremos ler o mesmo livro, devido as dificuldades para emprestar ou compartilhar no digital que você adquire legalmente em algumas lojas. Enfim, pessoalmente, acho que o digital só vai somar mais um formato a uma mídia que já comportava mais de um: pois uma mesma obra pode ser lida naqueles pocket books de papel de jornal que a maioria descarta depois de ler, em um livro de capa dura em papel nobre para quem gosta de ter na estante, nos audiobooks citados que são bem anteriores aos e-readers, e no digital para quem não faz mais questão do papel e que aliás desconfio já existiam ha bem mais tempo que os e-readers também embora fossem muito menos populares antes desse dispositivo aparecer.
    Agora sobre a alta dos audiobooks… Vamos falar a verdade…. Quem aí também não está desconfiado que muito disso está na preguiça de ler de uma geração cada vez mais mal acostumada com máquinas que fazem tudo? Eu estou! Pronto, falei.

  • Brunno KicKer

    Tenho kindle e compro tanto e-book quantos livro impresso, depende de como está as promoções na amazon.

  • SignaPoenae

    Final de semana passado, teve uma feira de livros na amazon. comprei 9 livros fisicos com frete grátis por 105 reais. Só as versões digitais de 7 livros ( 2 não possuem em formato digital) me sairia pelo mesmo preço.

    Conclusão: é por essas e outras que só ando colocando ultimamente livros piratas nos meus kindles

  • Luís Eduardo

    Não leio um livro há anos, menos ainda revistas. Acho estranho não conseguir as coisas normais do ebook, como abrir na pag que estava lendo, dicionário, marcar passagens e ter um local só para lê-las. Fora que carrego todos meus livros técnicos comigo sempre (mais de 2500). Doei todos os livros que tinha, só compro e-books e estou muito feliz com isso.
    PS – a maioria dos livros não consegui achar pra comprar. Mas em geral vou trocando os Jacks pelos legais conforme vou encontrando…

  • paulokdvc

    [Livro Fisico] O Guia Definitivo do Mochileiro das Galáxias R$33,92

    [ebook] O Guia Definitivo do Mochileiro das Galáxias R$37,99

    Preços consultados na Amazon dia 12/10/2016 as 14:17.

    Não preciso dizer muita coisa.

    • SignaPoenae

      Esqueceu de mencionar que a versão impressa nesse valor é de capa dura, que costuma custar muito mais que o livro convencional

      • paulokdvc

        Talvez eu tenha esquecido de dizer que é volume ÚNICO, de 5 em 1.

        =)

  • Andre Kittler

    Áudio book é a melhor coisa que descobri depois de podcast. Simplesmente é muito tempo na rua e ônibus.
    O sonho é um dia existir mercado em português para isso. Espero viver mais uns 40 anos portanto pode ser que eu veja isso ainda…

  • Apocalyptica

    Dei meu Paperwhite faz umas 2 semanas para uma amiga, Não gostei, dizia que gostava só para justificar os 400 reais

  • Rafael Rodrigues

    Eu gosto de aproveitar o melhor dos dois mundos. Uma bibilioteca física com uns 450 títulos, mais uns 150 ebooks no Kindle e a assinatura do Kindle Unlimited (mais 1 milhão de livros num esquema tipo netflix).

    Quem não tem o hábito da leitura não sabe o que está perdendo.

  • Carlos

    Hoje experimentei o audiobook e me surpreendi com a quantidade de páginas que consegui ouvir com ele, foram 140 numa manhã(mesmo trabalhando). Foi com o áudio sintetizado e depois de 10 min me costumei com a voz e não mais me incomodou. Tenho o Kindle e utilizo há mais de 2 anos. Abandonei por completo o livro físico. Depois vou experimentar o Spritz e ver qual será meu rendimento com ele. A princípio achei o Audiobook incomparável pois posso ouvir enquanto ando.

    • Germano

      E voce se concentra e assimila o que ouviu? Pergunto de boa, talvez até haja mesmo pessoas para as quais funcione. Mas se fosse usar eu como referência, eu tenho certeza que se fosse ouvir um audiobook enquanto trabalho ou ando, das duas uma: ou não assimilaria tão bem o livro, ou ia levar um tombo!

      • Skydroll

        Surpreendentemente estou conseguindo assimilar melhor com o audiobook. Só estou tendo dificuldade com o pause pois meu fone não tem essa função.

  • RôShrek

    É engraçado essa coisa da sensação de valor. Com jogo eletrônico acontece a mesma coisa. Antes você pagava 60 Trump/Clinton numa mídia, hoje você paga os mesmos 60 na versão digital. E a venda das versões digitais está tão grande que periga abandonarem o modelo de mídia física (aquela, que vem com case, capa, manual de instruções e uma figura legal impressa no dvd/BD)

  • Pirataria. Querem tudo de graça, com qualidade e sem propaganda.

  • Indisposed

    Eu não compraria um kindle porque não sou assíduo, então é melhor comprar um livro impresso mesmo, alem de ficar pra coleção 🙂

  • OverlordBR

    Não consigo gostar ou me acostumar com a leitura utilizando e-readers. 🙁

  • Diego de Paula

    Mas, muitas vezes, é mais barato o brochura que o digital!

  • Christian Oliveira

    Preguiça de ler seu texto. :-/
    Tem link para o podcast dele?

    É a geração da preguiça em se aprofundar em qualquer coisa.

    E termos como “ele só faz textão” ajuda a piorar a coisa, agora todo jovem descolado além de não estudar também não lê “textão”, mesmo sendo de uma assunto que ele tenha muita afinidade.

  • Narciso

    Por que os caras ainda não criaram jeito de fazer a leitura em tablets ser palatável? sei lá um aplicativo pra desviar a luz da tela ou simplesmente um filtro de luz pra colar na tela. o kindle é só um meio não um fim em si mesmo. se é um obstaculo chutem a bunda dele.

    • Wallacy

      No aplicativo do Kindle para Android ele tem umas sacadas legais no controle de cor/luz. É quase tão bom quanto no kindle físico em minha opinião.

  • Wagner Felix

    PQP, audiolivro é o fim da picada, se você enxerga :v.

  • Dio

    A razão talvez seja a facilidade de piratear eLivros. Principalmente porque monges podem errar, envenenar as páginas e zaz…

  • Diego Berlezi Ramos

    Dentifrícios Denham, Denham…

  • Osório

    Acho que a culpa é da guerra dos formatos. Livro da Amazon não dá pra ler nos outros e-Readers, e vice-versa para qualquer eBook que tenha controle de direitos autorais. A culpa é da Amazon que não aceita formato e-Pub. Quando isso for resolvido os e-books vão voltar a crescer e alguns anos depois venderão mais do que os livros em papel. Mas estes sobreviverão ainda por muitas décadas.

  • Depois que comprei o Kindle Paperwhite só compro livros em papel por três motivos:

    1- Pra colecioná-los e enfeitar a estante. (Nesses casos compro dois livros, a versão em papel e a versão digital.)
    2- Versões ilustradas (eg. “O Mundo de Gelo e Fogo”)
    3- Quando não existe e-book do livro que preciso. (Normalmente livros de Direito)

    Ler no Kindle é tão mais prático e confortável. Lembro como sofria pra ler no ônibus minha versão em volume único de Senhor dos Anéis que não entendo como as pessoas ainda leem livros de papel quando a opção do ebook existe. Minha única crítica ao e-book ainda está no preço, apesar de normalmente serem mais baratos, poderiam ser ainda mais.

  • Bruno Hadlich Machado

    Eu passei a comprar muito mais livros físicos com a vinda da amazon. E realmente ebooks a compra eu larguei. Prefiro comprar a versão física pra biblioteca da casa e de consciência tranquila baixar uma versão digital pra ler a noite (na mesma ideia de que se comprei um cd posso fazer mp3 dele).

  • Ultimamente tenho escutado bastante audiobook, faço isso principalmente no trabalho, nem escuto mais música e só divido o tempo do audiobook no trabalho / transporte com podcasts, acho que vale muito a pena.

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