Made by Google: Pixel, Daydream View, Chromecast Ultra, Google Wifi e Google Home

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Em evento realizado hoje em San Francisco, o Google introduziu uma série de novidades em hardware através da ideia da Google Assistant, sua assistente pessoal capaz de entender linguagem natural e controlará todos os aspectos dos novos gadgets da companhia.

Assistant, o seu Google pessoal

O intuito do Google é simples: tornar a Assistant a mais completa e onipresente secretária virtual que existe. Mais que a Siri, mais que a Cortana. Ela não é nem de longe tão carismática quanto suas concorrentes, ela se comporta como um robô e nada além disso. A diferença está nos detalhes: criada graças à expertise do DeepMind a Assistant é uma das mais avançadas IAs pessoais que existe, é capaz de discernir contexto e é precisa em reconhecimento de fala, texto e até mesmo de imagens.

Como explicado durante o evento, até 2014 a Assistant era capaz de ver uma foto de um cachorro e não descrever nada além disso. Hoje ela identifica a raça, a cor do pelo, o que ele está fazendo e outras minúcias. Já presente no Allo, a assistente pessoal se conecta com outras soluções do Google e executa o que o usuário desejar, sem precisar ser muito específico. Ela sabe o que fazer e abrirá o app correto, executará tudo e fará sugestões dentro do contexto.

Meet your Google Assistant, your own personal Google

Só que poder não é nada sem controle ou sendo mais específico, segundo o Google a Assistant precisa de hardwares equivalentes para mostrar tudo do que ela é capaz. E é aí que os principais anúncios do dia entram.

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Pixel, o primeiro smartphone “100%” by Google

Os rumores circulavam faz tempo, e não há muitas novidades a serem desfiadas aqui. O Pixel é um smartphone com design similar ao Nexus 6P, mas bem mais interessante com seu corpinho de alumínio. Ele faz parte da nova linha de smartphones de Mountain View com experiência Android pura, entretanto com todo o processo de desenvolvimento controlado por Mountain View. Há grandes indícios de que a HTC ficou a cargo da montagem e distribuição, porém como ela não atua por aqui desde 2012 é absolutamente improvável que ele seja lançado por essas bandas.

Mas enfim… o Pixel conta com o novíssimo Snapdragon 821, SoC quad-core da Qualcomm com CPU Kryo de 2,15 GHz e GPU Adreno 530, display Full HD de 5 polegadas no modelo de entrada ou Quad HD de 5,5″ no Pixel XL (respectivamente 441 e 534 ppi), ambos protegidos com um vidro 2,5D Gorilla Glass 4, 4 GB de RAM LPDDR4, 32 ou 128 GB de espaço interno não expansível, redes 4G/LTE, Bluetooth 4.2 e NFC, leitor biométrico, bateria de 2.700 (Pixel) ou 3.450 mAh (Pixel XL) que promete 7 horas de autonomia com apenas 15 minutos de carga graças à tecnologia Quick Charge 3.0, porta USB-C e por mais ridículo que seja contar isso como vantagem, conector P2.

O Google no entanto deu toda atenção ao conjunto de câmeras: a principal possui 12 megapixels, abertura f/2,0; foco laser e sensor Sony IMX378 com pixels de 1,55 microns para captar o máximo de elementos na hora de tirar fotos de altíssima qualidade e/ou filmar. Esta conseguiu marcar 89 pontos nos testes do DxOMark, à frente do Galaxy S7 Edge (88) e do iPhone 7 (86). A câmera selfie por sua vez possui 8 MP, abertura f/2,4; sensor Sony IMX179 e foco fixo. Para corroborar toda essa qualidade o Google vai oferecer armazenamento ilimitado no Google Fotos para todas as capturas realizadas com um Pixel ou Pixel XL. Outra vantagem que o Pixel terá vem graças ao Android 7.1 Nougat: atualizações silenciosas.

Introducing Pixel, Phone by Google

Só que as coisas não são mais como costumavam ser em mais um aspecto: o preço. O Google enfim percebeu que trabalhar para pobre é pedir esmola para dois e por causa disso, os dias da linha Nexus e seus valores competitivos chegaram ao fim. Seguindo a filosofia da marca Pixel de produtos premium (tanto o Chromebook quanto o tablet Pixel C), o Google Pixel terá preço sugerido de US$ 649. Sim, o mesmo do iPhone 7 de entrada. Ele é o alvo.

A pré-venda já começou, e em breve o Pixel será lançado nos Estados Unidos, Austrália, Reino Unido, Canadá e Índia.

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Daydream View

O Cardboard evoluiu: o headset de papelão do Google agora é uma solução completa, chamada Daydream View. Para quem não se lembra, o Daydream é a plataforma proprietária da gigante para o desenvolvimento e distribuição de conteúdo em Realidade Virtual e Aumentada. Embora o Cardboard permita que qualquer smartphone possa ser usado como um headset, o View é uma solução completa com controles dedicados e obviamente, melhor acabamento.

O único porém é que o View, assim como a Samsung faz com o Gear VR só será compatível com a linha Pixel, e nenhum outro smartphone. Por outro lado o preço é convidativo: US$ 79 garantem um headset com controle remoto, que é acondicionado no estojo localizado na parte frontal; você poderá assistir vídeos (o Hulu proverá conteúdo, entre outros), jogar e muito mais. O Google também revelou ter fechado uma parceria com a Warner e a autora J.K. Rowling, a fim de disponibilizar uma experiência exclusiva baseada no filme Animais Fantásticos e Onde Habitam.

Introducing Daydream View, VR Headset by Google

O Daydream View chega às lojas dos EUA, Reino Unido, Canadá, Alemanha e Austrália em novembro. Sem previsão de lançamento para o Brasil.

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Google Wifi

Lembra do OnHub? O super roteador foi pensado para quem precisa de estabilidade de conexão para múltiplos dispositivos, embora só conte com uma porta LAN (nada que um switch não resolva entretanto). Só que nem todos os dispositivos que usamos podem desfrutar de conexões cabeadas e embora o OnHub seja um roteador potente, em alguns casos uma abordagem mais simples pode fazer a diferença. Por outro lado, há aqueles que moram em residências grandes e dependem de repetidores para manter o alcance do sinal.

Para isso temos o Google Wifi. O pequeno roteador/repetidor é como o OnHub controlado via app, porém não possui nenhum tipo de conexão via cabo. Tal qual seu irmão mais velho ele só possui três portas: uma USB-C, uma WAN e uma LAN. Porém, contando com mais de um desses em casa você pode controla-los simultaneamente, mantendo sempre a qualidade do sinal. De acordo com os padrões do Google, uma casa “pequena” de até 139 metros quadrados se vira bem com um, já residências entre 279 a 418 m² precisariam de três.

Introducing Google Wifi

O Google Wifi permite que você compartilhe sua conexão com amigos, monitore quantos dispositivos estão conectados e administre sua rede de modo que ela sempre mantenha a boa performance, ou restringir certos aparelhos em determinados períodos. Por exemplo, é possível cortar a net dos tablets e consoles de seus filhos quando for hora de dormir.

O preço é razoável: US$ 129 por unidade ou US$ 299 para um kit com três unidades. A pré-venda começa em novembro nos EUA.

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Chromecast Ultra: 4K, HDR, Dolby Vision e (finalmente) Ethernet

O dongle do Google também evoluiu, e já não era sem tempo: considerando que a distribuição de conteúdo em 4K está razoavelmente consolidada e a oferta em HDR está aumentando, era hora de fazer com que ele se tornasse compatível com tais formatos. Com isso temos o Chromecast Ultra, que é totalmente preparado para o presente do streaming. E não só reconhece e executa vídeos em 2160p e HDR como é preparado para o padrão Dolby Vision.

A maior novidade no entanto é uma percepção óbvia: 4K consome muita banda, HDR também e um dispositivo Wi-Fi precisa de estabilidade. Logo Mountain tornou padrão um acessório muito importante que até então era preciso ser adquirido à parte: uma fonte com uma porta Ethernet. Assim, você o ligará diretamente ao seu modem e garantirá uma redução absurda de ruído e mais fidelidade na hora de assistir seus programas favoritos, sem perdas de pacotes.

Introducing Chromecast Ultra

Só que isso não vem de graça: o Chromecast Ultra custa o dobro de seus antecessores, US$ 69. Ele chegará em novembro aos Estados Unidos e mais 15 países e nem quero ver quantos mil reais ele custará quando chegar por aqui, já que os US$ 35 do Chromecast 2 viraram R$ 399

Introducing Google Home

Google Home

O Home é a atual menina dos olhos do Google, e não é para menos: ele é o corpinho da Google Assistant por assim dizer, e atuará como a governanta da sua casa. Ela é capaz de se conectar a todos os dispositivos inteligentes de sua residência, Google ou não (como lâmpadas inteligentes por exemplo) e como esperado, entende linguagem natural e se conecta organicamente com todas as soluções da empresa.

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Digamos que você queira assistir uma série na Netflix: você só precisa dizer “Ok Google, abra Luke Cage na minha TV”. O Home então se conectará ao Chromecast, abrirá o Netflix e rodará o primeiro episódio. Note, em nenhum momento foram mencionadas à Assistant as palavras “Netflix” e “Chromecast”. Ela já sabe quais dispositivos você possui, e desde que os apps sejam compatíveis ela entende o contexto e fará exatamente o que você pediu, se valendo dos meios necessários para tal.

Um “OK Google, toque minha playlist tal” vai fazer com que ele automaticamente busque o Chromecast Audio ou outro aparelho conectado que possua o Spotify, abra o app e execute aquela sua seleção de músicas.

Google Home: Hands-free help from the Google Assistant

O Google colocou tanta fé no Home que o preparou de forma que o usuário tenha vários pela casa: como eles se comunicarão entre si, ao dizer “Ok Google” apenas o mais próximo do usuário se ativará. E considerando o preço razoável de US$ 129, não será algo tão difícil de acontecer.

O Google Home será lançado em novembro nos EUA e mais 15 países, e quem o adquirir até o fim do ano ganhará acesso ao YouTube Red por seis meses.

E reforçando: ainda não há previsão de quando (ou se) o Google lançará qualquer uma dessas novidades no Brasil, com exceção provavelmente apenas do Chromecast Ultra.

Developers developers developers

O Google não esqueceu dos devs. A companhia pretende fazer com que a Assistant se torne cada vez mais esperta e onipresente, e desta forma irá abrir a API da assistente a empresas que desejem integrar seus apps e soluções à novidade. Com exceção dos próprios produtos de Mountain View, já são compatíveis os seguintes: Spotify, Pandora, TuneIn e iHeartRadio. Mas o Google quer mais, muito mais.

Scott Huffman, VP de Engenharia para o Google Assistant foi bem claro o quão grande é a ambição da empresa: “nós acreditamos que o Assistant será capaz de ajudar a partir de qualquer dispositivo em qualquer contexto”. Isso posto, Mountain View acredita que sua assistente será onipresente em cada momento da sua vida e de forma orgânica, deixando para trás Siri, Cortana, Alexa e chatbots em geral. O que é bizarro, se considerarmos o seguinte:

A Siri é uma AI sarcástica, embora não converse muito ela tem personalidade. A Cortana é um show de fluidez, entende o que o usuário fala e costuma se adiantar muitas vezes. E dá para conversar com ela até certo ponto.

Já a Assistant não faz nada além do que o solicitado e tem tanto carisma quanto o Colossus/Guardian. O frio e racional HAL 9000 então é o computador mais festeiro do cinema perto da assistente do Google. Por mais estranho que seja eu prefiro conversar com um bot que tenta se passar por humana do que um que faz questão de ser… uma máquina.

De qualquer forma, Huffman disse que um SDK da Assistant estará disponível em 2017. Quem sabe o Google mude de ideia e instale um chip de personalidade na Assistant? Dar um nome a ela já seria um bom começo.

Para mais informações, acesse este link.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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