China bloqueia sites de conteúdo sexual
Algumas tarefas desempenhadas por robôs são especialmente difíceis, uma vez que eles não têm um discernimento semântico tão desenvolvido quanto um ser humano. Por exemplo: como um algoritmo de busca pode diferenciar, numa página web comum, o que é pornografia do que é, por exemplo, educação sexual? Pra resolver esse problema e proteger seu povo dos conteúdos pérfidos presentes na internet, o governo chinês resolveu tomar medidas drásticas: mandou bloquear tudo.
O que espantou, no entanto, não foi nem o excesso de zelo do governo em relação aos conteúdos adultos. A parte bizarra vem agora: além da pornografia, sites que tratam de saúde sexual também foram banidos, podendo ser acessados somente por profissionais da área que tenham permissão para tanto.
Aparentemente, os regentes do país acham que condenar a população à ignorância a respeito do assunto pode mantê-los “puros”, esquecendo-se do (mau) exemplo presente no continente africano, onde missionários religiosos condenam o uso de anticoncepcionais e preservativos e pregam que a abstinência é a melhor forma de conter doenças, condenando nações inteiras aos males da AIDS, do crescimento populacional desregrado e outras doenças sexualmente transmissíveis.
É claro que a medida paranóica trouxe alguns perrengues para serviços de busca que atuam em solo chinês. A Google teve vários problemas de acesso a seus servidores, que foram bloqueados pelo governo da China, uma vez que o pessoal de Mountain View é um tanto “preguiçoso” para andar na linha. Enquanto isso, a Microsoft teve que correr para deixar tudo nos conformes com seu recém-lançado Bing.
Para aqueles que acham que essas empresas são cúmplices da ditadura por se sujeitarem a estas medidas, basta saber que ou elas andam de acordo com a vontade do governo, ou caem fora.
Fonte: Ars Technica
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EmanuelSan
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