Evite meter o dedo na tomada, por favor!

Por: em 28/06/09 na(s) categoria(s): Destaque, Tutorial


Pode parecer implicância minha, mas, ao lidarmos com tanta tecnologia à nossa volta, na forma de várias máquinas, encaixadas (ai!) em outras máquinas (ui!), parece que pouco nos importamos como essas coisas realmente funcionam. Ou como deixam de funcionar. :( :?

Bom, do que esses seres (ainda…) inanimados se alimentam? Do que precisam para continuarem funcionando fortes e saudáveis? O que podemos fazer para que nossos queridos e amados gadgets vivam por mais tempo ao nosso lado? Esta última pergunta tem uma resposta um tanto em aberto, mas as duas primeiras perguntas têm basicamente a mesma resposta: energia elétrica de boa “qualidade“.

Wikipedia - IEC 60906-1, international 250V socket
Acima: tomada monofásica internacional, adotada, por enquanto, apenas no Brasil

E o que seria essa energia elétrica e que variáveis deveríamos considerar para avaliarmos sua “qualidade“?

Primeiro, vamos definir o que é a energia elétrica:

A energia elétrica é aquele trabalho em potencial, aquela energia que é transmitida pelo movimento, pelo fluxo dos electrões livres num material condutor, ou seja, num material que permita o fluxo deles por apresentar a menor resistência possível à esse fluxo dos electrões. Fluxo esse que ocorre de uma região de maior potencial para outra de menor potencial elétrico.

Complicado? Permita-me fazer uma analogia com encanamentos de água…

Encanamento de água

Usando o bom senso, na interpretação da simplória figura acima, notamos que o boneco da figura está prestes a tomar um belo banho e percebemos que a caixa d’água está bem acima da boca de saída do encanamento, o “chuveiro“.

A caixa d’água está acima do “chuveiro” por causa da gravidade: a água “cai” da caixa, e esse líquido flúi dentro do encanamento, molhando o boneco que está embaixo do “chuveiro“, “chuveiro” esse que está abaixo da caixa d’água.

Se a caixa d’água estivesse numa altura mais elevada, a água fluiria com mais “força“, molhando o boneco mais rapidamente, ou seja, considerando o chão como a referência, o nível zero, a caixa teria, então, um maior potencial hidráulico.

Sim, e o que isso tem a ver com a energia elétrica?

Se substituirmos a água pelos electrões livres, teremos a seguinte situação: devido à diferença de potencial elétrico existente (a força de gravidade), os electrões livres fluiriam da região de maior potencial (representada pela caixa d’água) para a região de menor potencial (o boneco), através do fio condutor (o encanamento) com determinada intensidade de corrente (vazão da água, o volume do líquido que escoa num período de tempo). E isso tudo seria o circuito elétrico. :O

Certo, a analogia agora me parece razoável, tudo bem. E agora, tio Laguna, que variáveis existem na tal energia elétrica?

Antes de qualquer coisa, as tais variáveis são as grandezas elétricas, que usamos para quantificar as características desse tipo de energia. São elas:

Carga elétrica – Supondo que aqui ninguém fugiu das aulas de química, todos sabemos muito bem o que vêm a ser as partículas elementares da matéria: o electrão, o neutrão e o prótão, que compõem o antes indivisível átomo.

Wikipedia - Copper's Electron Shell

Saindo um pouco da química e indo para a física, ou versa-vice, temos que o electrão teria carga elemental “negativa“, enquanto o prótão teria carga elemental “positiva” e o neutrão deixamos um pouco de lado, já que é “café-com-leite” e não possuiria carga elétrica alguma, por convenção.

O fluxo de electrões livres (digo livres pois o material, quando bom condutor, precisa de menor energia para liberá-los do átomo e fazê-los circular na banda de condução desse e dos átomos vizinhos do mesmo material) ocorreria entre uma região “carregada“, onde haveria maior carga de electrões, para uma região “menos carregada” do circuito elétrico, onde há menor carga elétrica, visando o equilíbrio.

Certo, e daí? Qual a utilidade disso na prática?

Bom, a bateria de 6 células de um netbook como o Eee PC 1000HA, possui carga de 23,76 quilo coulombs, ou seja, a bateria, quando completamente recarregada, possui um “desequilíbrio” de 23,76 kC (ou 6600 mili ampère-hora), “desequilíbrio” esse que alimentará o elemento que dissipará a energia transmitida pela carga elétrica fornecida ao circuito, o netbook em questão. 8)

Tensão elétrica – Ela também é conhecida como força eletromotriz ou diferença de potencial elétrico e é a característica da energia elétrica que mais confunde as pessoas, mas, ao observarmos o que ela significa na prática, possa ser que esclareçamos as dúvidas de alguns.

A tensão elétrica é a energia potencial que a carga elétrica consegue transmitir à um determinado elemento do circuito elétrico. Traduzindo: o tal elemento do circuito EXIGE que determinada energia seja transmitida por aquela carga elétrica, para ele funcionar e realizar sua tarefa.

No caso do netbook em questão, ele exige que 7,4 joules de energia sejam transportados para cada coulomb que percorra o circuito. Como 23.760 coulombs serão fornecidos pela bateria, ela fornecerá 175.824 J de pura energia potencial.

Isso é muita ou é pouca energia potencial?

Bom, se essa bateria de íãos de lítio tiver sido malfeita, e toda essa energia potencial viesse na forma de uma bela explosão, ou seja, sendo diretamente convertida em energia térmica, a consumir todo o material armazenativo da bateria, do tal netbook, e, considerando que o ar seco tenha densidade de uma grama para cada litro, digamos que o estrago faria com que, em apenas um segundo, 1 metro cúbico de ar tivesse a temperatura elevada em 175,8ºC. }:)

Gizmodo - Dell Laptop explodes in flames

Voltando ao assunto principal, a tensão elétrica é medida em joules por coulomb, ou J/C. Mas, num momento de pura inspiração, um GNU/Físico visionário resolveu que seria melhor simplificar tal unidade e assim homenageou J/C como volt (V) em homenagem à pilha.

O grande problema sobre essa grandeza, a tensão elétrica, é que muita gente, em especial os péssimos tradutores, acham que podem confundí-la com pilhas, chamando-a por essa unidade, usando um termo horrível como “voltagem“. :O :sick:

Lembrando que unidade é a quantidade física, uma medida padrão de uma grandeza, não a própria. Pelo menos no idioma português, e isso vale tanto para o lusitano (electrão) quanto para o brasileiro (elétron). ;) 8)

Um detalhe a ser considerado sobre maiores valores de tensão é a rigidez dielétrica de um material isolante, que seria a capacidade de isolamento desse material, impedindo que ocorra uma provável e danosa descarga elétrica em um ser vivo, por exemplo.

A rigidez dielétrica do ar seco é por volta dos 10 kV/cm ou 1 mega volt por metro. Isso quer dizer que se você quer medir a tensão elétrica de um raio, basta você saber de que altura ele “caiu“. :) :D

Corrente elétrica – Aqui é que entramos numa antiga guerra: a corrente contínua versus a corrente alternada. Espero que você tenha conseguido ler e compreender o meu texto até o parágrafo anterior, pois assim será mais fácil compreender a diferença entre as duas correntes:

A corrente contínua nada mais é que o fluxo contínuo dos electrões livres por todo o circuito, ou seja, um determinado electrão sai da região “mais carregada” e vai equilibrar a região “menos carregada“, percorrendo, de facto, todo o circuito, visando o equilíbrio da fonte, geralmente um acumulador de carga, algo na forma de uma bateria ou pilha.

Já a corrente alternada é um conceito um pouco mais complexo, mas, basicamente, é o seguinte: sabe aquela “ôla” que as torcidas organizadas fazem nos estádios?

É basicamente o mesmo princípio, só que, no circuito em questão, gera, no material condutor, uma onda senoidal eletromagnética que carrega energia elétrica: o electrão de um átomo “cutuca” o electrão do átomo vizinho, que pertuba um terceiro electrão e assim, sucessivamente.

Como vemos no gráfico a seguir, a tensão elétrica em corrente alternada acaba variando entre + 311 e – 311 volts, por exemplo, o que nos obriga a determinar a média quadrática de tal onda senoidal, para obtermos o valor nominal dessa tensão, em comparação com a tensão em corrente contínua, a chamada tensão eficaz, que resulta no valor nominal de 220V. Existe um padrão ridículo de 110/115/127V, mas nem me darei ao trabalho de comentá-lo.

220V ~ 60Hz sine wave

Tanto faz se a corrente é contínua ou alternada, já que a grandeza corrente elétrica é uma taxa, ou seja, é a quantidade de carga elétrica que percorre o circuito, passando pelo condutor num determinado período de tempo, como a vazão da água num encanamento. Essa grandeza tem como unidade padrão o coulomb por segundo, ou C/s, mas os GNU/Físicos acabaram homenageando o cara que ligou a eletricidade ao magnetismo e assim o C/s virou ampère (A).

E a intensidade de corrente de 1 A é muito ou é pouco?

Depende de nosso referencial: se 0,1 A atravessar um coração humano, essa descarga causará grave arritmia cardíaca e uma conseqüente morte ao azarado, caso não revertida a tempo. Se o indivíduo conseguir realizar a façanha de sobreviver à essa corrente, ficará com graves seqüelas no músculo cardíaco. :(

Por outro lado, o atual padrão USB 2.0 pode fornecer 500 mili ampères (0,5 A) à uma tensão contínua de 5 volts, enquanto o padrão USB 3.0, retrocompatível, oferece a mesma tensão elétrica, mas pode fornecer até 900 mili ampères ao dispositivo à ele conectado.

Quer dizer que, se eu meter o dedo num conector USB, eu morrerei? Corrão!

:O

Não, também não é assim: você só teria risco de morte se fincasse duas agulhas no peito e as ligasse na tal interface. Nem tente isso em casa, até porque o USB não fornece a quantidade suficiente da próxima grandeza…

Potência elétrica – Não há muito mistério aqui, é só multiplicarmos a tensão pela corrente elétrica fornecida, à determinado elemento do circuito, e aí obtemos essa taxa de conversão, da energia elétrica, em energia transferida ao dispositivo que a dissipará.

Mesma tensão, mas correntes e potências diferentes

Voltando à analogia com encanamentos de água, qual dos dois bonecos acima se molharia mais e mais rápido?

O verde (à direita…) se molhará mais e mais rápido (levará uma descarga, um choque elétrico de maior potência), já que, apesar de ambos os encanamentos possuírem o mesmo potencial hidráulico (a altura, a força de gravidade, a tensão elétrica), possuem quantidades diferentes de líquido e diferentes vazões, ou seja, os canos mais grossos liberam maior quantidade de água em menos tempo (maior corrente). :P

A potência elétrica é medida em joules por segundo, ou J/s, mas, os GNU/Físicos, sempre pensando no futuro, ao homenagear os grandes nomes do passado, homenagearam a tal unidade com o sobrenome do engenheiro que transformou energia térmica em energia mecânica, rebatizando a unidade com o nome watt (W, pronuncia-se uóti).

Resistência elétrica – Nos encanamentos, essa grandeza seria melhor representada pelos obstáculos que impediriam o livre escoamento da água, como rugosidades nos canos ou mesmo entupimentos parciais, diminuindo a vazão da água, a corrente elétrica que passa pelo circuito. A resistência elétrica é medida em ohms (Ω).

Apesar de semelhante ao conceito de rigidez dielétrica, a resistência elétrica é a oposição à passagem da corrente elétrica num material condutor, ou seja, num material que possua a banda de condução e permita a passagem dos electrões livres mesmo com alguma dificuldade, enquanto a rigidez dielétrica já seria relacionada com a capacidade de o material não ser condutor, mas o sê-lo num caso extremo, sob pena de destruição do próprio material. Na analogia, a rigidez dielétrica seria semelhante à vazamentos dos canos, que molhariam o que não deveria ser molhado. :) :D

Qual seria a relação entre a resistência elétrica e a rigidez dielétrica?

Raios

Isso mesmo, o raio. Esse fenômeno atmosférico é constituído por uma enorme descarga elétrica, em corrente contínua, entre nuvens carregadas de electrões e a Terra, que seria o referencial zero.

Quando um pára-raio é instalado em cima de uma edificação e instalado adequadamente (com um bom condutor de proteção, isolado da construção e ligado à uma haste de aterramento bem inspecionada…), o pára-raio torna-se o referencial zero, a região de menor potencial elétrico, e evita que o relâmpago cause maiores problemas. :) :D

Podemos dizer que o pára-raio diminui a rigidez dielétrica a ser vencida entre a Terra e a nuvem, enquanto o condutor de proteção dele deve ser a menor resistência possível entre o pára-raio e a haste de aterramento, fincada na Terra.

Agora posso explicar sobre a tomada lá em cima;)

Aquela tomada, para tensão em corrente alternada de instalações monofásicas, será a adotada no Brasil e é compatível com a maioria dos plugues dos aparelhos eletrodomésticos à venda, se não todos. Essa tomada monofásica foi a aplicação direta do IEC 60906-1, originalmente proposto para ser o substituto do que se convenciona hoje como a tomada européia, que seria uma mistura do padrão L italiano e o padrão J suiço, incompatível com ambos, apesar da pinagem igual:

O condutor fase seria aquele de maior potencial, enquanto o condutor neutro seria aquele de menor potencial, ambos fornecidos pela concessionária de energia da região onde se encontra sua residência. Juntos, eles podem alimentar qualquer qualquer equipamento monofásico, desde que ele não possua carcaça metálica e esteja bem dimensionado para a tal tomada.

Já o condutor de proteção é o referencial zero e serve para equipotencializar a carcaça metálica de um determinado aparelho à terra, vulgo “aterrá-la“. Isso é necessário para que uma corrente de fuga não eletrocute alguém que tenha contato com a carcaça metálica de tal aparelho, já que a corrente de fuga teria maior facilidade de fluir para a Terra através do condutor de proteção, do que pelo corpo de qualquer ser humano, mesmo molhado, no caso de a instalação contar com o DDR.:?

DDR no caso é o Dispositivo Diferencial Residual, que desliga o fornecimento de energia elétrica no caso de a corrente de fuga exceder um determinado valor, causado pelo contato humano com o condutor fase.

Seja como for, contando ou não com o DDR, evitem colocar o dedo na tomada, pessoal. ;) 8)

  • http://epicfailureblog.wordpress.com/ kbloSnack

    Max, tenho prova de Circuitos Elétricos sexta feira…me ensina a matéria?? :P :P

    Muito bom o texto, com uma fartura de links e talz…Só senti falta dos emoticons

    ;)

    Animes, mangás e games: http://epicfailureblog.wordpress.com/

  • lucasSouza

    corrão!

  • http://members.lycos.co.uk/metallizer/ metallizer

    to p*** da vida com esse sistema padrão, andei procurando uma tomadas macho e femea para colocar dentro de uma caixas de lampada mas só se encontra agora esse modelo padrão gigantesco.

    Tava melhor quando era tudo uma bangunça e cada um fazia o que queria.

  • Persechini

    precisou escrever isso tudo pra ser engraçadinho?


    “And now, for something completely different”

  • http://ceticismo.net Pryderi

    Diz a verdade, Max. Boa parte do texto foi traduzido com o Google translator. A quantidade de “electrão, neutrão e prótão” denuncia. Vc ainda tentou ressaltar que é electrão em português lusitano e elétron em português brasileiro, mas já tinha ocorrido o erro. Por favor, preste mais atenção. Aliás, isso não é Química e sim Física.

    Menos Wikipédia, mais livros.

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    Eu assinaria aqui, mas sou analfabeto.

    Ceticismo.net

  • http://twitter.com/max_laguna Max_Laguna

    Primeira vítima?

    }:)

    Corrão dos electrões!

    :) :D
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  • zaphodbr

    Desculpa a minha intromissão aqui, mas Max, tu tá COMPLETAMENTE equivocado quanto ao risco de morte por choque elétrico (vide o link “ridículo”, principalmente).

    Lei de Ohm(ops!): Corrente=Tensão/Resitência.

    A resistência elétrica do corpo humano é muito alta (em torno de 5-10kOhm), não existe risco NENHUM de uma pessoa morrer ao encostar nos pólos de uma bateria de carro.
    Não é porque a corrente NECESSÁRIA para trabalho é maior que o risco vai ser. Quanto menor a tensão de alimentação, mais baixa é projetada resistencia do equipamento, pra compensar e obter a mesma POTÊNCIA.

    O trabalho com energia elétrica é considerado plenamente seguro até 50V em AC e 120V em DC (sim, DC é mais segura!)fonte: NR-10.
    Concordo com você de ser ridículo 110/127V, mas tem a METADE do risco de morte de 220V, faça as contas ;)

  • http://twitter.com/max_laguna Max_Laguna

    A resistência elétrica do corpo humano varia muito e depende de variáveis como a idade da pessoa (maior quantidade de água nos mais novos), condição física, espessura da pele exposta com a descarga… ;)

    Essa resistência que você colocou é da pele seca e mais espessa, como nos calcanhares, por exemplo. Garanto que ela é bem menor quando falamos na presença de secreções como saliva e suor na pele, além do sangue, músculos e outros tecidos do corpo. :P

    Supondo que você, devidamente calçado, toque no pólo positivo da bateria automotiva, com no mínimo metade da carga, e não esteja em contato com a lataria do carro, além de suas mãos estarem completamente secas, sua afirmação, para esse caso específico é verdadeira. :O ;)

    Mas qual é a situação normal de manuseio da bateria? Geralmente você se debruça sob o capô do carro, segurando-se na lataria dele e, caso não use luvas, mesmo lavando bem as mãos por causa da graxa automotiva, suas mãos estarão com vestígios de saliva e suor. Boa sorte. ;) 8)

    Além disso, a DC não é tão segura assim à essa tensão, principalmente se essa corrente percorrer o coração de um azarado. O que quero colocar aqui é que, independente do tipo de corrente, ambas possuem riscos ao contato direto com um ser vivo. A tal corrente contínua não é tão segura, já que a sensação de choque por ela só ocorre em tensões mais elevadas, mas isso não quer dizer que não possa afetar o corpo do indivíduo só porque ele não sente o choque. ;)

    A norma é algo que devemos obedecer, com muito cuidado e bom senso. De qualquer forma, é melhor não correr riscos desnecessários. Sobre a tensão ridícula lá de 110/115/127 V, se o dobro da corrente percorre o condutor, quando comparada à rede de 220V, então a corrente de fuga PODE ser duas vezes maior, não? A não ser que consideremos a mesma resistência do corpo humano, aí você estaria certo. Mas não é o que ocorre na prática.

    ;)
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  • mathiaskroy

    Eu ODIEI o novo padrão, nunca vou trocar as tomadas daqui de casa…
    Viajo bastante pros USA, boa parte dos aparelhos ligados nas tomadas daqui de casa são padrão americano e funciona normalmente aqui, mas agora com esse novo padrão, nem o padrão americano e nem o padrão europeu vão funcionar aqui, vai precisar de adaptadores, o que é uma m*rda…
    []‘s
    PS: acho que deveriam escolher um padrão só e pronto, tipo, adotar o padrão americano para todas as tomadas, ia ser bem melhor…

  • http://keaton.wordpress.com/ Keaton

    “íãos”… :p
    ___
    Blog do Keaton

  • http://twitter.com/max_laguna Max_Laguna

    Veja este mapa e note, em azul, potenciais clientes do novo padrão.

    ;) 8)
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  • fisico

    Caro Max

    Eu raramente escrevo aqui no meiobit mas desta vez eu não resisti. Por favor, estude física antes de escrever sobre o assunto. O texto está repleto de erros grosseiros de física básica, desde dizer que elétrons se movimentam por por todo circuito em corrente contínua, confundir potencial elétrico com energia potencial, o que é um erro grosseiro. Aliás, a analogia gravitacional para a corrente é totalmente equivocada do ponto de vista de conceitos físicos, pois na caixa d’água, de fato, a gota de água percorre o cano, coisa que não acontece com o elétron de fato. Isto dá a sensação que o elétron lá em Itaipú é o mesmo que liga a lâmpada em casa e que ele volta para lá depois. O erro vale para corrente contínua também. Além dos erros técnicos, como dizer que o condutor neutro da tomada é o de menor potencial. Textos assim criam noções totalmente equivocadas da física que são muito difíceis de corrigir, quando necessário.

  • http://ceticismo.net Pryderi

    Uma coisa é usar uma flexão errada afim de chamar atenção num título, ainda mais que fica na cara. Diferente de usar uma palavra errada no que se espera um texto mais técnico. Se vc é adepto disso, lamento por aqueles que lerem isso. De repente, então, o Cardoso estava certo de mencionar o gaúcho trifásico que vc se apressou em corrigir.

    Mas, eu gostei de sua menção (inexistente) sobre o equívoco de chamar isso de “Química”. Bem, consultando wikipédia não se pode esperar muito…

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    Eu assinaria aqui, mas sou analfabeto.

    Ceticismo.net

  • http://ceticismo.net Pryderi

    Pelo que percebi, a intenção do texto é ser engraçado, não obstante os erros gramaticais e conceituais. Claro que vai alegar ser intencional, o que só piora a situação.

    Os editores do Meiobit devem estar agradecidos, já que foi promovido à página principal. Para professores e divulgadores de Ciência, isso é (no mínimo) de um mal gosto atroz.

    Deplorável isso.

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  • http://twitter.com/max_laguna Max_Laguna

    :(

    Mas este não é bem um texto técnico, é voltado mais para aqueles cujo conhecimento em Física ficou no Ensino Médio e não teve contato com ele no Ensino Superior…

    :O ;)
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  • http://twitter.com/max_laguna Max_Laguna

    Meu caro, sei que a analogia utilizando electrões não é a mais feliz para os especialistas, quando falamos em eletromagnetismo. Mas, pense bem: o salsa lê o texto e compreende alguma coisa dele. 8)

    Se ele se interessar, ele irá aprofundar-se mais no assunto, por curiosidade, e aí perceberá o quanto aquele “erro” lhe foi útil. Ou você queria que eu prolongasse ainda mais o texto, explicando o campo elétrico que percorre o condutor ou mesmo o efeito pelicular que ocorre quando aumentamos a freqüência?

    ;)

    A minha intenção foi fazer as mais simples analogias possíveis, para uma melhor compreensão das principais variáveis utilizadas na prática, não aquelas mais comuns em Física, Engenharia e pesquisa acadêmica. 8)

    Seria a mesma coisa de simplificar uma determinada disciplina para a compreensão dos alunos de Ensino Médio, por exemplo. Ou você viu derivada e integral no colégio?

    :?
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  • http://epicfailureblog.wordpress.com/ kbloSnack

    Quer dizer que as minhas chances de não levar um choque quando colocar o dedo na nomada aumentaram?? :P

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  • fisico

    Oi Max

    Felizmente eu aprendi a derivar e integrar no ensino médio sim. Os estudiosos de ensino no mundo, nas últimas décadas, têm chegado à conclusão que faz mais bem não ensinar que ensinar errado. Analogias precisam ser bem feitas e precisas. A analogia gravitacional-elétrica, utilizada por muitos “professores” possui erros conceituais gravíssimos que são perpetuados e praticamente impossíveis de desfazer. Você, por exemplo, não se desfez dele, mesmo tendo a oportunidade de fazer da forma correta. Para citar estudos, veja o texto extraido de How People Learn: Bridging Research and Practice (1999), Commission on Behavioral and Social Sciences and Education:

    “Children begin in preschool years to develop sophisticated understandings (whether accurate or not) of the phenomena around them (Wellman, 1990). Those initial understandings can have a powerful effect on the integration of new concepts and information. Sometimes those understandings are accurate, providing a foundation for building new knowledge. But sometimes they are inaccurate (Carey and Gelman, 1991). In science, students often have misconceptions of physical properties that cannot be easily observed…

    Drawing out and working with existing understandings is important for learners of all ages. Numerous research experiments demonstrate the persistence of preexisting understandings among older students even after a new model has been taught that contradicts the naïve understanding.”

    Ou seja, ensinar errado pode ser extremamente prejudicial. Em Ciência isto se torna mais evidente, principalmente se os fenômenos necessitarem de abstração. Ou vamos continuar sendo aristotélicos, imaginando que o que importa não é a verdade e sim a consistência da lógica que desenvolvo?

  • Rogério Garcia

    Valeu pela aula, irei ler mais algumas vezes para entender tudo. :) :P

  • http://twitter.com/max_laguna Max_Laguna

    Olha, só avisando que a equipe do Meio Bit nada tem com o meu texto. É responsabilidade única e exclusiva minha se tais linhas parecerem ofensivas à outrem. Não foi essa a minha intenção.

    ;)
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    The one-eyed in the Fortress at the World’s End, Siará.

  • http://twitter.com/max_laguna Max_Laguna

    Olha, devo esclarecer que não sou professor de coisa alguma e nem tenho vocação para isso. Ou seja, não possuo didática alguma. A minha intenção era tentar fazer um bem humorado resumo sobre o tema, tentando ser o mais simples possível para a compreensão de um leigo. E, mesmo assim, o texto ficou enorme… :(

    Além disso, considero que não serão crianças que lerão o meu texto, apesar das figuras um tanto infantis para demonstrar o meu raciocínio. O meu texto seria mais voltado àqueles que dificilmente entenderiam de outra forma, por só terem aprendido o básico do básico no Ensino Médio e nunca mais ter folheado um livro de Física. ;)

    Desculpe-me se o texto pareceu ofensivo, não foi essa a intenção.

    :O ;)
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  • RickVanDehrer

    Interessante.
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    A magnis maxima
    USUÁRIO MEIOBIT #194440

  • ovtbqr

    Eu saquei tudo. Essa imagem por exemplo

    [quote]http://i210.photobucket.com/albums/bb62/MaxLaguna/Copper.gif[/quote]

    É uma clara referência ao GOATSE.

    Sorry, tou de zoa. Mas “condutor de proteção” é corriqueiramente referenciado como “terra”, e se não me engano a referência é adequada (ele é ligado na terra ffs).

    E o DDR seria um disjuntor ou um fusível, certo?

  • ASAFE

    Max, você sabe algo de associação de resistores?
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    Sempre programe como se seu cliente fosse um maníaco serial killer que sabe onde você mora.

  • http://twitter.com/max_laguna Max_Laguna

    Sei sim. Considerando os resistores com diferentes valores de resistência elétrica, temos:

    Associação em série: mesma corrente, tensões diferentes.

    Associação em paralelo: mesma tensão, correntes diferentes.

    ;) 8)
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    The one-eyed in the Fortress at the World’s End, Siará.

  • ProTonS

    Apesar dos comentários, gostei do texto. Parabéns, Max, espero os próximos.

    Abraço.

  • http://www.bizness.com.br sricanesh

    Esse novo padrão brasileiro é de uma estupidez incrível.

    Essa semana mudamos para nosso escritório novo, todo montado com essa porcaria. Resultado: em torno de 50 tomadas, em torno de 50 adaptadores para as tomadas dos micros.

    Na boa, poderiam ter usado o padrão americano 2+terra. Seria retrocompatível com todas as tomadas comuns no Brasil (2 chatinhas, 2 chatinhas + terra, 2 polos redondo, etc)

    Cassio R Eskelsen

  • CoRVo

    Max, meus parabéns pelo post! Ficou bem mastigado pro pessoal entender e tal. Os entendidos no assunto sempre vem aqui corrigir, é chato, eu sei. Mas pra algo ser publicado, todos esperam que seja coerente.

    No texto em si, não notei muitos erros. Mas não concordo é com o fato de você insistir no erro depois. Pelo que li nas suas respostas, 110V é mais perigoso que 220V por causa da corrente. Mas lembre-se que a corrente trabalha conforme a resistência/carga (lei de Ohm!). Um equipamento de 110V com falha de isolamento terá sua massa/carcaça engergizada com os 110V (ou menos, sei lá), e o de 220V terá os 220V na carcaça. Fatores como pele, suor diminuem a resistência do corpo, fato, mas com tensão maior a corrente é maior, jovem.

    A resposta de EmanuelSan não possui nada de errado. Você não precisava escrever uma tese pra ele e nem entregar pra todos nós que você não interpretou direito o que ele quis dizer.

    Lembrando: até 50Vca e 120Vcc é dispensável aterramento. Tensão segura. Subindo um pouco, é grande o risco de parada cardíaca. Já tensões muito altas, aparece o risco de perder membros, queimaduras etc etc… Essa da bateria do carro não tenho certeza, então prefiro não opinar.

  • blackouter

    Analogias fáceis de se interpretar, texto fácil de se ler. Por mais que os supostos mais entendidos digam que é medíocre, ou pior, não acho uma escolha infeliz tentar nos explicar de forma divertida sobre o assunto.

    Se leio algo que tenta me explicar de forma bem humorada sobre determinado assunto que me interesse, eu vou atrás, posteriormente, do artigo técnico para aquilo.

    Imagine o mesmo texto técnico para o assunto abordado. Seria um porre, o que não cabe para veiculação aqui no meiobit.

  • fisico

    Oi Max

    O seu texto não foi ofensivo, de maneira alguma. Mas, por outro lado, ele contém erros conceituais graves. Estes erros estarão errados sempre, independentes da idade de quem os lê.

    Veja bem, o Meio Bit é um site muito acessado, provavelmente com um page rank alto no google. É bem provável que muitos alunos, de todos os níveis, ao pesquisar no google o assunto, possam cair neste link. Neste caso, a chance de ensinar conceitos equivocados é grande.

    Devemos ter consciência do impacto que a internet tem sobre o aprendizado atualmente e, com um veículo de comunicação de grande acesso nas mãos, como o Meio Bit, devemos ter responsabilidade sobre o tipo de informação que deixamos disponível. Precisamos parar de nos esconder sobre a falsa bandeira da liberdade de expressão que diz que eu escrevo o que quero sem me importar com as conseqüências. Isto não é verdade. Podemos escrever o que quisermos, mas devemos ter responsabilidade pelo que escrevemos e devemos saber avaliar o impacto do que foi escrito.

    Como você mesmo disse, “…não sou professor de coisa alguma e nem tenho vocação para isso…”. Então, se é este o caso, não tente ensinar, pois a chance de você atuar na direção contrária se torna muito alta.

  • fisico

    Olá blackouter

    Sim, fáceis de interpretar… Mas posso dizer, com certeza, que você aprendeu, com o texto, vários conceitos errados, infelizmente. Você sabia que potencial elétrico NÃO é a mesma coisa que energia potencial? Você sabia que os elétrons NÃO circulam pelo circuito, mesmo em corrente contínua? Você sabia que o Neutro não é o ponto de menor potencial na tomada? Aliás, a fase pode ter potencial negativo em relação ao neutro, o que já diz tudo… Imagine agora um aluno de qualquer nível, confuso, tentando aprender, pesquisando na internet sobre o assunto e ele vê no site do meio bit esta página, estuda por ela e ai? Que conceitos ele vai levar adiante????

    O ponto não é fazer analogia… Não é escrever um texto fácil de ler e interpretar… o ponto é, mesmo escrevendo para um público leigo, escrever corretamente. Acho que esta é a principal crítica, pelo menos da minha parte.

  • http://twitter.com/max_laguna Max_Laguna

    Bom, devo sim considerar sua crítica, mas tenho que ressaltar que um bom aluno não pode ter como base de estudo apenas um texto cômico como este. O ideal é que ele se interessasse pelo assunto e, assim, procurar melhores referências, em bons professores e livros de Física, por exemplo, para aprender corretamente todos esses conceitos, não?

    :?

    Vou fazer mais uma infeliz analogia: muitos filmes hollywoodianos, alguns até de ficção científica, possuem graves falhas de continuidade e enredo, além de fantasiar diversos conceitos que não existem ou estão errados. Eles deixariam de te divertir por causa dessas falhas?

    :?

    Não sou o dono da verdade aqui e muito menos do tema do post. O texto foi feito para entreter e fazer o indivíduo pensar em pesquisar mais sobre o assunto e, assim, aprender, corretamente, os conceitos que foram passados naquelas linhas. Se for o desejo do público, então devo pedir desculpas a todos e alertar aos leitores para que façam melhores pesquisas sobre a eletricidade e instalações elétricas.

    :?

    Eu, sinceramente, não sei como consertar tais equívocos sem alongar ainda mais o texto e manter o tom cômico dele. Como você poderia me ajudar nessa missão?

    :O :?
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    The one-eyed in the Fortress at the World’s End, Siará.

  • http://members.lycos.co.uk/metallizer/ metallizer

    o jeito vai ser passar a contrabandiar tomadas do paraguay.

  • http://prontobloguei.wordpress.com vmbiondo

    Esse padrão de tomada é usado na suiça tb.

  • Edney

    Caro “físico”.
    Você tem certeza quando afirma que os elétrons NÃO CIRCULAM em um circuito elétrico em CC?
    Então como é feita a corrente elétrica em um circuito? Pela força do pensamento do elétron? Não não meu caro “físico”, os elétrons circulam sim um circuito elétrico, de um átomo para outro em uma velocidade que não é a da luz como muitos podem imaginar, pelo contrário, é lento, muito lento. Lembro de ter até calculado isso no curso de física e radiologia médica. Para não ter dúvidas o link tem o cálculo:
    http://www.fisica.net/eletricidade/eletrons_lentos_ou_rapidos.pdf

    Outra coisa, é comum em livros de ciência fazer comparativo entre energia potencial transformada em energia elétrica. Se não me engano até mesmo o Halliday faz isso. As quedas d’água em Itaipú tem uma energia potencial que é convertida em energia cinética, e esta impulsiona os geradores da Usina. Obviamente respeitando as perdas, uma grande parte dessa energia potencial é transformada em energia elétrica pelos geradores.

    Com relação ao choque elétrico. Sobre choque em CA, um fator importante é a freqüência de trabalho. Estudei isso em eng. Biomédica pelo cefet, e a faixa de maior sensibilidade para choques é justamente os 60Hz. Freqüências altas não produzem a sensação de choque, embora a corrente circule pelo corpo da pessoa. Quem brincava com isso era Tesla, ele acendia uma lâmpada segurando com sua mão enquanto uma corrente de alta frequencia atravessava por ele.

    Sobre “qualidade da energia elétrica”, creio que isso tenha mais relação com o nível de ruído em uma rede e harmônicos. Se fizermos uma análise usando um bom osciloscópio, nossa rede não produz uma senoide pura de 60Hz, ela vai conter muitos ruídos e oscilações devido as diversas cargas não lineares (principalmente) conectados nela. Isso afeta principalmente o rendimento de transformadores de aparelhos eletrônicos mais sensíveis ou mesmo em fontes chaveadas.

    Bom, o texto tem um caráter informativo com linguagem didática e alguns erros que podem ser corrigidos com a ajuda dos leitores.

  • fisico

    Oi Max

    Coisas simples podem ser feitas sem alterar demais o texto. Por exemplo, retirar a equivalência entre energia potencial e potencial. Potencial é definido como trabalho realizado por unidade de carga. Ou seja, você pode ter uma quantidade de carga muito grande em uma diferença de potencial pequena ou uma quantidade de carga pequena em um potencial grande e ter a mesma energia acumulada. Por isso que potência é definida como o produto de V e i. Potência é trabalho realizado/tempo, cuja soma (integral) tem a ver com a energia consumida ou fornecida. Veja, por exemplo:

    http://www.regentsprep.org/Regents/physics/phys03/apotdif/default.htm

    Sobre o fio neutro, basta mudar a sentença que ele é o ponto de menor potencial e dizer que ele é a referência de potencial. A fase tem uma tensão que varia entre -V e V em torno deste neutro.

    A corrente elétrica pode ser entendida como um movimento médio das cargas. Este movimento não se dá sempre com o mesmo elétron. Há uma troca constante entre elétrons livres e ligados. A velocidade média deste movimento é muito lenta, da ordem de 10^-4 m/s, que é muito menor que a velocidade de movimento do elétron. Há uma analogia interessante com uma nuvem de insetos aqui:

    http://astronomy.sussex.ac.uk/~sjo/teach/em2002/lecture10/lecture10.ppt

    Sobre a analogia gravitacional, esta é muito complicada de mudar sem descaracterizar o texto inteiro. Você poderia por uma nota, no início do texto atestando isto. O problema vem do fato que, no movimento gravitacional, o corpo realmente se move do ponto A ao ponto B, de maior para menor potencial. No caso da corrente isto não é o caso. Como explicar, gravitacionalmente, o fato do elétron ir sempre do menor para o maior potencial? Isto seria o equivalente à anti-gravidade, ou seja, a água deveria cair para cima. Como corrente elétrica é o resultado do movimento médio de elétrons, eu não sei como fazer esta analogia, já que não há evidências ainda da existência da anti-gravidade, por exemplo.

    Mas, como você disse, o texto não tem o caráter educacional (…). Mas, veja bem: se fizermos uma enquete aqui no meio bit se o som de uma explosão no espaço é grave ou agudo a grande maioria não vai perceber que ambas respostas estão erradas. Efeito colateral dos filmes.

  • fisico

    Você está calculando a velocidade média de uma nuvem eletrônica, composta por um número muito grande de elétrons. É lenta sim, mas não é sempre o mesmo elétron que está andando… O elétron que sai de itaipú não é o mesmo elétron que acende a sua lâmpada. E você só pode fazer isto por conta de ter muitos elétrons mesmo, porque se for tratar de um elétron só a coisa complica. Ai existe uma coisa chamada mecânica quântica que eu acho não tem no Halliday.

    Em resumo: você tem um efeito equivalente a ter elétrons saindo de A e indo para B. Não significa que o elétron sai de A e chega em B. No texto está escrito “…percorrendo, de facto, todo o circuito…”. É muito mais complicado que isto.

    Sobre o segundo ponto, você está confundindo energia potencial com potencial elétrico. São coisas diferentes. Em itaipu você tem um potencial fixo que é a altura da queda d’água. Se cai pouca água você gera pouca energia. Se cai muita água, muita energia. Você confundiu os dois conceitos.

  • http://nada-aqui.blogspot.com Marcio Neves

    Electrões??? Cara, isso daí foi copy&paste de algum artigo tuga?

  • Edney

    Em um zilhão de elétrons seria impossivel determinar apenas um para acompanhar sua trajetória, como é visto em mecânica quantica. Não estamos falando de um elétron apenas, porém a forma como você expressou no início parece dizer que “nenhum” elétron circula o condudor. Existe uma probabilidade do elétron que saiu de Itaipú estar circulando pelo seu computador neste exato momento. Nem vamos tentar calcular essa probabilidade bizarra.

    Não estou confundindo nenhum conceito, embora entenda o que você está tentando dizer. O potencial em uma queda d’água como em Foz não depende apenas da altura dela, mas também com o volume da água. Mais água + energia (m.g.h) –> cinética (0,5.m.v.v). Isso vai ser convertido em energia mecânica nos geradores e então em energia elétrica.

  • tamagotchi

    O post me lembrou o “Mundo de Beakman”. Muito legal! :D

  • tamagotchi

    mas matematicamente elas são a mesma coisa, não?

    um campo F(r) tal que F(r) = grad f(r), onde f(r) = k/|r|, com k = constante.

    a diferença é que k na gravitacional é sempre negativo. Na elétrica K pode ser positivo.

  • http://www.psdblapa.com.br José Félix

    #standupbrasileiro

    A ABNT quer ajudar o Brasil a superar a crise econômica aquecendo o mercado de adaptadores de tomada.

    Esse pessoal da ABNT tem a mãe na zona ou uma lojinha na Sta. Ifigênia.

    É isso que dá quando um engenheiro da ABNT vai visitar o filho na Suíça e não consegue se barbear.

    Mais um Tib pra conta !!!
    1º MB-X, Eu fui !!

  • fisico

    Matematicamente sim, mas a possibilidade de haver duas cargas elétricas faz com que o fenômeno seja bastante diferente. Não há evidências de força de repulsão gravitacional enquanto a interação elétrica pode ser de atração ou repulsão.

  • Tartugo

    O texto está interessante mas de facto apresenta alguns pequenos erros sem importância de maior.

    No entanto gostaria de alertar para um facto que sempre me foi referenciado nas aulas de electrotecnia:
    A corrente continua e bem mais perigosa que a alternada em virtude da reacção muscular quando em contacto de uma pessoa com a mesma , ou seja em caso de electrocussão com CC os músculos contraem-se fazendo com que o infeliz fique “agarrado” à tomada (48V CC podem mesmo matar por paragem do diafragma), com CA reduz-se bastante a probabilidade de isso acontecer (em virtude da natureza oscilatória da corrente).
    A CA foi adoptada internacionalmente por causa disso e pela diminuição das perdas por efeito de Joule (outro dinossauro) nas linhas de transporte.

    Já agora o valor de terra dificilmente é zero , já se considera uma boa terra se a diferença de potencial entre a fase e a terra for de cerca de 80% da tensão nominal. Algumas terras estão tão mal feitas que é preferível aterrar os aparelhos à canalização da água.

    E já repararam como os electrotécnicos recorrem sempre à “analogia hidráulica” ? Parecem os técnicos de informática com os automóveis ;)

  • fisico

    Potencial e energia potencial são coisas bastante diferentes. Um está relacionado com o outro, não há dúvida, mas não são a mesma coisa.

  • laheinzen

    Considero que o conhecimento apenas como fim não nos acrescente muito. O conhecimento deve ser um meio, uma ferramenta, algo que nos permita melhorar a nossa vida. Considerando este prisma, acho que o Max foi feliz no que escreveu. Já os conceitos que você apresenta servirão como ferramenta, como meio, servem para quem? Acho que essas pessoas sequer cairiam aqui.

    Mas entendo perfeitamente que, para um físico, essas falhas conceituais sejam angustiantes.

  • http://pietra@hotmail.com Anônimo

    Parabéns pelo POST Max, apesar de eu não manjar quase nada sobre redes elétricas, tirando que sei que a maioria dos eletrônicos sai de fábrica coma voltagem em 220v porque se for ligado no 110 não queima, caso contrário o aparelho poderia queimar o resto nem tenho muito conhecimento. fiquei meio zonzo pelo tamanho do texto, 8 da manhã não é o melhor horário para textos de tal periculosidade.

    Engraçado que um post diferenciado atraiu “eletrotards” aos montes :P
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    “Somente a Beira do Abismo que nos vemos Obrigados a Evoluir”

  • rauflin

    Não existe possibilidade alguma de um elétron da itaipu estar percorrendo qualquer rede elétrica, mesmo as de transmissão. Elétrons não passam por transformadores. }:)

  • Stormbringer

    É mais fácil ensinar que corrigir…

    Por anos, e foi difícil me corrigir, eu achava que a direçao da corrente num circuito CC ia do positivo pro negativo, tudo por conta de analogias equivocadas…

    Aprender errado pode gerar sequela irreparável, ja que nossa mente procura a informação que esta mais sólida dentro dela.

    Contudo, tirando a tentativa de “electrica for dummies pt-pt”, iãos, protões e electrãos (:LOL:), esforço louvável de escrever um texto desse. O problema reside mesmo em que os leigos continuarão leigos se a informação for assimilada da forma errada.

    /***************/

    Quer Games online, Xadrez e diversao?

    Route10-games – http://www.route10.com.br

  • ASAFE

    Opa, esqueceu associação mista.
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    Sempre programe como se seu cliente fosse um maníaco serial killer que sabe onde você mora.

  • Trap

    Esse novo padrão de tomadas brasileiro é ridículo, como sempre estamos na contramão da história, isso parece até coisa de português, mas até eles são mais espertos.

  • http://semnorte.blogspot.com arnoanderson

    Parabéns Laguna!
    Existe pouco conteúdo desse assunto tratado de forma leiga, e suas analogias são muito boas.

    As únicas ressalva são:
    A utilização excessiva dos “ãos”.O que era pra ser uma coisa engraçada torna-se cansativa no fim. ;)

    E quanto as correções sugeridas/impostas/empurradas de garganta abaixo por outros companheiros do meiobit, sendo válidas deveriam ser corrigidas e incorporadas no seu post, adaptando de forma “lagunística” é claro.

    O que difere um Musashi de um Matahachi é só a força de vontade.

  • http://parx.wordpress.com/ Parx

    Gosto de textos assim, mais divertidos, a maneira Beakman de ensinar é sempre a mais legal :P

    mel brogui 100% incruzão digitau

  • Heishiromitsurugi

    Muito interessante o Cobre no centro redondo. :D
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    “The evil that men do lives on and on…”

  • http://ceticismo.net Pryderi

    Olha, como o outro amigo falou, seus conhecimentos de Física são bem ruinzinnhos. Pelo menos, meus alunos sabem diferenciar Química de Física. Se quiser, posso chamar alguns que estão no nono ano pra explicar a diferença.

    _______________________________

    Eu assinaria aqui, mas sou analfabeto.

    Ceticismo.net

  • http://ceticismo.net Pryderi

    [quote=fisico]Como você mesmo disse, “…não sou professor de coisa alguma e nem tenho vocação para isso…”. Então, se é este o caso, não tente ensinar, pois a chance de você atuar na direção contrária se torna muito alta.[/quote]

    Clap! Clap! Clap!

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    Eu assinaria aqui, mas sou analfabeto.

    Ceticismo.net

  • ThiagoTietze

    Bah meu! Eletrotards!

    Era a palavra que eu tava tentando “produzir” enquanto lia esses caras detonando o Max e não conseguia.

    Quanto ao texto, concordo, lonnngo demais pra volta do fim de semana, porém toda e qualquer ajuda pra tornar as cosias mais fáceis de se entender é MUITO válida sim… :-)

    Continua assim Max! Suck Eletrotards! ehehehehe }:)

  • Felipe Correa

    iãos, electrãos.. lembrou meu professor do 2º ano :O

  • CoRVo

    Mandou bem! ;)

  • http://www.youtube.com/femaod femaod

    Perfeito o texto. Só escorrega no excesso de *ãos.
    Tenho uma ressalva a fazer. Quando você diz que um aparelho monofásico com carcaça metálica não pode ser ligado a uma tomada sem o condutor de proteção ligado, você comete um engano. A grande maioria das instalações elétricas brasileiras não possui o conector de proteção, vulgo terra, instalado. Ligamos torradeiras, geladeiras e vários outros aparelhos com carcaças metálicas as tomadas de 110V (fase-neutro) e não tomamos choques, pelo o menos na maioria das vezes. Se o terra estivesse corretamente instalado, isto não ocorreria. Toda instalação elétrica doméstica, deveria possuir terra. Mas não é bem o que ocorre em terras tupiniquins!

    Fora isto, o texto está perfeito e bem elucidativo! Excelente iniciativa de tentar desmistificar certos “mitos” envolvendo a energia elétrica.

  • StalTux

    para aqueles que não entenderam a parte:
    [quote=fisico]O elétron que sai de itaipú não é o mesmo elétron que acende a sua lâmpada.[/quote]
    deixe-me explicar como minha prof de fisica explicou…

    os cabos condutores que ligam itaipú a sua casa já estão cheios de eletrons, porem enquanto o circuito esta aberto, não ha nenhuma força de atração entre os pontos que façam com que os eletrons se movimentem “de maneira efetiva” para se criar uma corrente eletrica

    quando se fecha o circuito, a DDP(diferença de potencial) faz com que os eletrons criem essa energia…funciona mais ou menos assim
    imagine o cabo que liga a sua casa com itaipú como sendo uma fileira de eletrons:

    Sua casa**************************************Itaipú
    então vamos nomear alguns eletros por posição ipoteticamente falando

    Sua Casa ABC********************DEF Itaipu

    quando a luz ascende, não é o eletron F que vai no lugar do A e entra na sua casa…passa pela lampada e volta a Itaipu

    é o eletron A que sai dali e vai com destino a Itaipu
    Sua Casa BC*********************DEFA Itaipu
    Sua Casa C*********************DEFAB Itaipu
    Sua Casa *********************DEFABC Itaipu

    e assim vai… cada eletron que passa pela sua lampada que faz ela aquecer e brilhar…e pode nao dar tempo para o eletron A fazer a volta completa e voltar para a sua casa…A pode ir para a casa do seu vizinho…ou nem sair de Itaipu

    lembrando que na pratica não há ordem definida para esse movimento..portando o eletron C pode ir primeiro ou o D..ou nenhum deles…sai do lugar o que estiver mais propencio

    lembrando que o sentido real da corrente é do negativo para o positivo…já que eletrons sao negativos e vao para o lugar que tem menos eletrons(lugar positivo)

    Resumindo:

    sua luz ascendo pq os eletrons que ja estavam no fio se movem, e deixao os que estao mais longe chegar perto…a fila anda(não que eletrons respeitem filas ou “andem” de maneira ordenada)

    espero ter ajudado e não atrapalhado…

  • marco_piracicaba

    [quote=Max_Laguna]Veja este mapa e note, em azul, potenciais clientes do novo padrão.

    ;) 8)
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    The one-eyed in the Fortress at the World’s End, Siará.[/quote]
    Transformer Isolation: Myth and Facts

    Want to learn about Surg

  • marco_piracicaba

    Concordo plenamente com o amigo zaphodbr!

    Você conheceu alguém que tenha falecido com choque elétrico provocado por bateria automotiva?

    Existe algum estudo que prove isso e contrarie os preceitos normativos internacionais?

    Sua teoria baseada na graxa automotiva, saliva e suor não está baseada na “ciência achológica”?

    Por que você considera as tensões 110/115/127V ridículas?

    Qual o fundamento técnico para afirmar que o perigo de eletrocussão em 220V é menor que em 110/115/127V? Qual a relação existente entre a intensidade de corrente que circula pelo condutor e o perigo?

    Ou entendi errado? :?

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  • marco_piracicaba

    [quote=Max_Laguna]
    Mas este não é bem um texto técnico, é voltado mais para aqueles cujo conhecimento em Física ficou no Ensino Médio e não teve contato com ele no Ensino Superior… [/quote]

    É exatamente o público alvo que você deveria ter maior preocupação.

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  • marco_piracicaba

    A história se repete…

    No passado enquanto outros paises caminhavam para a adoção do padrão RJ11 para telefonia, o Brasil adotava o padrão Telebrás… :sick:

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  • marco_piracicaba

    [quote=Max_Laguna]Veja este mapa e note, em azul, potenciais clientes do novo padrão.
    [/quote]

    De onde tirou essa informação absurda? :? :? :?

    Electricity around the world

    Como disse acima, procure por informações cuja procedência não esteja baseada em “teorias achológicas” ou “afirmações chutológicas”:

    WORLD ELECTRIC GUIDE
    ELECTRIC POWER AROUND THE WORLD
    Power Plugs and Sockets all over the World

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  • marco_piracicaba

    [quote=Max_Laguna]Olha, devo esclarecer que não sou professor de coisa alguma e nem tenho vocação para isso. Ou seja, não possuo didática alguma. A minha intenção era tentar fazer um bem humorado resumo sobre o tema, tentando ser o mais simples possível para a compreensão de um leigo. E, mesmo assim, o texto ficou enorme… :(
    [/quote]

    Você já ouviu falar sobre “Formadores de Opinião”?

    Acredito que muitas pessoas o consideram como tal, principalmente pela quantidade de “tibs”.

    Tal título “involuntariamente concedido” vem acompanhado de responsabilidades, pois, muito do que é escrito transforma-se em “falsa verdade” (mitos),.

    Percebe-se que “mito” é sua palavra de ordem quando o assunto é aterramento e estabilizadores, como observei em outros tópicos. Portanto, deveria “repensar” ao escrever certos artigos como também questionar sobre suas fontes de referência:

    Wikipedia:Verificabilidade
    Fundador da Wikipedia alerta universitários sobre risco de erro

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  • ASAFE

    Agora já foi, já tirei I na prova.
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  • Jaisoncarvalho

    @Max_Laguna, Cara, na boa, pra falar uma bobagem dessas você NUNCA abriu o capô de um carro.