Apple quer “revolucionar” o streaming reinventando o Guia da TV

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A Apple aparentemente não digeriu até hoje o fato de não ter conseguido “quebrar o código” da TV, como Steve Jobs intencionava fazer. Ela tentou, mas desistiu ao se convencer de que não teria nada de inovador a oferecer. Cupertino tem como filosofia lançar tendências e não produtos, e se um novo projeto não tiver potencial revolucionário ele não verá a luz do dia, simples assim.

Assim a tal iTV foi engavetada, e o foco se voltou para a nova Apple TV (que é efetivamente o último e mais caro microconsole do mundo; o Chromecast 2 também é, mas em termos: nem todos os games do Android são compatíveis) e produção de conteúdo. Só que o foco mudou um pouquinho de um ano para cá, e ao invés de produziu material próprio a maçã está estudando agregar atrações de parceiros sob seu próprio guarda-chuva estiloso.

A jogada é a seguinte: novamente a Apple percebeu que oferecer conteúdo original através do iTunes não seria uma novidade per se, isso transformaria sua plataforma em apenas mais um fornecedor de filmes e séries exclusivas. Não que ela não brinque com isso, o Apple Music Festival, antigo iTunes Festival sediado no Reino Unido (é importante salientar que música faz parte do DNA de Cupertino, porque Jobs quis assim) é tradicionalmente transmitido para seus usuários através do iTunes, Apple Music e Apple TV por tempo limitado, mas se trata de uma oferta pontual.

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Quando o documentário da turnê da cantora Taylor Swift (quem diria) foi exclusivamente lançado do Apple Music e teve um retorno satisfatório, a maçã começou a considerar que produzir seus próprios shows e fornecê-los a donos de iGadgets e assinantes do serviço de streaming (já que ele também roda no Android) seria uma boa, e as conversas com produtoras, estúdios de cinema e emissoras era de trabalharem juntos criando os shows, e a Apple forneceria todos eles em uma interface própria.

Entretanto o mantra “Inovação e Revolução” se fez ouvir, oferecer conteúdo próprio não era uma novidade tão grande e colocaria a plataforma lado a lado com os concorrentes, e portanto ela foi abandonada. A Apple estaria agora se concentrando apenas na interface, e o diálogo com os provedores de conteúdo mudou. A intenção de Cupertino seria oferecer uma espécie de “Guia da TV” remodelado, que se conectaria com os apps como Netflix, HBO GO, Hulu, ESPN e derivados. Estes forneceriam seus shows e a interface Apple os exibiria todos juntos, catalogados e organizados daquela forma que a maçã sabe fazer, com acesso às funcionalidades nativas de seus gadgets.

Ao usuários caberia apenas escolher o programa que quer assistir e pronto. Quer ver o mais recente episódio de Game of Thrones ou Stranger Things? Só clicar e rodar, a interface faz tudo para você e não é preciso nem abrir os apps dedicados, seguindo como sempre a filosofia “it’s just works”.

A ideia é interessante porque do ponto de vista dos provedores de conteúdo nada muda: a interface é um guarda-chuva comum que redireciona o tráfego para seus serviços tão somente. Já do lado da Apple a vantagem é prover uma experiência de uso otimizada e simples, em que o usuário não precisa abrir uma série de apps para assistir seus programas favoritos. Basta que eles informem ao app da Apple (que muito provavelmente será uma atração exclusiva da Apple TV) o que estão exibindo, e o sistema da maçã se encarrega de catalogar tudo e exibir. E claro, sem a necessidade do consumidor sair do Jardim Murado de Cupertino.

Como de praxe, a Apple se recusou a tecer comentários.

Fonte: recode.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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