VHS, o fim de uma era

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Videocassete da Panasonic: só ouvi falar (crédito: The Daily Star)

Se há uma tecnologia da infância de que me lembro bem é o videocassete: desde 1990 a minha família tinha em casa ao menos um VCR. Era da Sharp, tinha duas cabeças e era lento, mas funcionava. Para quê?

Bom, a ideia do VCR sempre foi a de podermos assistir aos filmes e programas da TV no horário que desejássemos. Aquela era uma época sem internet, então dependíamos da horrível televisão aberta para nos prover a maior parte do entretenimento audiovisual. Ou então a alternativa do tio Laguna em casa era jogar Atari e Master System, no meu caso.

Não sei se é porque eu lia os manuais dos aparelhos antes de usá-los, ou se todo mundo lá em casa usava o videocassete, mas nunca entendi a dificuldade que muita gente sentia ao programar a gravação do videocassete. Vinha uma visita com uma fita de vídeo para reproduzi-la e, ao colocar a fita VHS, parecia não saber o que fazer.

Tá, nosso VCR era do tipo que tínhamos que escolher a saída AV do televisor e apertar o ▶play, o aparelho não fazia aparecer nada além do conteúdo da fita na tela. Qualquer informação era obtida no LCD do videocassete.

Para mim, era intuitivo o bastante. Quero gravar algo? Bastava colocar adesivo no buraquinho, selecionar a qualidade da gravação e o horário. Usei este e outro aparelho mais recente de videocassete até o começo dos anos 2000. Como atestam as minhas fitas de Dragon Ball Z gravadas da Band, em velocidade EP (ou SLP).

Laguna_DBZ_VHS_peq

A mais recente dessas fitas data de abril de 2000, se funcionam não sei.

Hoje, para capturar vídeo da televisão aberta tem que selecionar codec, resolução, bitrate, framerate e lá se vai. Isso, claro, desconsiderando a Locadora do Paulo Coelho e a Netflix.

Pois bem, o VHS agora é uma tecnologia que vai permanecer apenas em nossas lembranças. A última fabricante dos aparelhos jogou a toalha.

A japonesa Funai Electric, que fornecia aparelhos de videocassete sob a marca Sanyo, decidiu encerrar a produção da linha VCR. Chegou a fabricar 15 milhões de aparelhos por ano logo antes da popularização do DVD, mas em 2015 foram apenas 750 mil. E vendidos basicamente a preço de custo. Não tinha como continuar.

Só sinto saudade da facilidade de gravação. A qualidade de imagem e, principalmente, de áudio era uma bela porcaria. E de vez em quando o aparelho mastigava a fita. Mas era o que tínhamos.

Muita gente conheceu animês e seriados obscuros através de fitas piratas contrabandeadas. No meu caso, eu só queria ver alguns filmes do horário nobre mais cedo. E à Emmanuelle do Cine Privé no domingo à tarde.

Fontes: Engadget e PC World.

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Autor: Emanuel Laguna

O “tio Laguna” nasceu no Siará em meio à Fortaleza de 1984. Sempre gostou de brincar de médico com os aparelhos eletrônicos e entender como um hardware dedicado a jogos funciona, mas pretende formar-se como Engenheiro Eletricista qualquer dia. Antes apaixonado pelos processadores gráficos desktop, vê nos smartphones, tablets e outras geringonças mobile o futuro da computação.

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  • Emílio B. Pedrollo

    Meus pais tem até hoje dezenas de fitas que gravaram da minha infância que querem que eu (logo eu) digitalize pra não se perder.

    • É memória, por mais vergonha alheia que seja é melhor preservar.

      • ochateador

        Só tem que morrer algumas centenas de reais para comprar o aparelho conversor ou pagar 20tão por fita para alguém fazer o trabalho 😡

    • Manoel Jorge Ribeiro Neto

      Teve uma vez que me empolguei em digitalizar as minhas fitas VHS. Comprei uma placa da captura meia boca e li um bocado de tutoriais nas interwebs de como digitalizar com o máximo de qualidade. Depois de um trabalhão danado (além do gasto com técnico, pois o videocassete precisou de manutenção), meus pais ainda espalharam isso para as minhas tias e logo elas estavam querendo que eu digitalizasse as fitas que elas tinham. Resultado, por causa do trabalhão que tive com minhas próprias fitas, neguei na cara dura e acho que até hoje elas estão com raiva de mim 😛 !!!

      • Leonardo Nogueira de Deus

        Paguei para digitalizar apenas 3 fitas, duas de formatura de graduação e uma de divulgação de uma empresa-modelo. Quanto aos filmes e seriados, preferi relegar ao lixo junto com o segundo e último aparelho VHS que tive, após pifado.

        • Manoel Jorge Ribeiro Neto

          O pior é que a minha “ideia” foi justamente a de digitalizar as fitas com filmes e animes que eu gravei durante anos :/ . Como a banda larga demorou para chegar em minha casa (somente em 2007 é que eu me vi livre da discada), eu achei melhor digitalizar as fitas do que baixar nos IRCs e torrents da vida. Isso foi em 2004, e ainda digitalizei duas fitas VHS (umas 8 horas de vídeo, pois uma das fitas estava gravada em SLP), mas o trabalho foi tanto que jurei nunca mais mexer com isso!

          Atualmente, a placa de captura está guardada em uma gaveta e os arquivos estão em uns CDs que gravei, mas nunca mais peguei nesses CDs, pois baixei tudo com qualidade muito melhor depois. Enquanto isso, as fitas estão guardadas em uma caixa 😛 !

  • Ah, saudades (nem tanto) de ser o único garoto no prédio que lia manuais – e por conta disso “instalei” e acertei o horário de video-cassetes de quase toda a vizinhança. E a saudade menor ainda de programar a gravação pra um filme e mesmo deixando pra gravar meia hora depois da previsão do filme acabar ainda perder o último bloco inteiro graças aos horários das emissoras…

    • Salles Magalhaes

      “aos horários das emissoras…” –> Isso me lembrou o horario do SBT, que tinha uma sessao de filmes chamada “oito e meia no cinema” (se nao estou enganado): esses filmes nunca passavam as 8:30 da noite (e sim as 10 ou 11 da noite)

      • AHSOliveira

        8:30 no cinema realmente começou a ser exibida por de 8:30 (leia-se entre 8:30-9:00) as quartas para concorrer com os jogos de futebol, mas o SBT depois movimentou para todos os dias e horários que achasse conveniente, tipo, domingo às 23:00, sexta às 22:30…

        • Eu lembro quando estreou o Canal 21 UHF em São Paulo (ainda nos anos 90)… E tinha a “sessão das 8h” que realmente começava as 8h… Com filme. Mas era um filme “mais ou menos” pra 200 filmes ruins. E o mais novo não tinha menos de 20 anos. Ainda assim, foi uma sensação tão boa poder saber o horário de alguma coisa… Foi quase como ter TV a cabo!

      • azardo

        Assisti SBT durante 20 anos da minha vida, e nunca vi eles cumprirem um horário. O clássico jo Soares onze e meia, tinha dias que começava quase a 1h da manhã.

        • Rodrigo M

          O pior é que eles ainda mudavam os nomes de alguns filmes na cara de pau e insinuavam que era um novo filme, inédito!

          • Vide o Fraternity Vacation, que graças ao SBT teve os nomes de Férias da Pesada, seguido de Quando a Turma Sai de Férias e chegando a Férias em Palm Springs (e segundo o IMDB, ele também tem o nome de A Primeira Transa de um Nerd). Foi material utilizado por muitos adolescentes naqueles tempos sombrios sem internet.

        • Bons tempos no qual passavam Pantera Cor de Rosa em loop só pra esperar a novela da Globo acabar e assim exibir Pássaros Feridos.

      • Helvio_Mota

        Mas os filmes do SBT só começavam depois da novela… da Globo.

    • PugOfWar

      é igual falar novela das 08, se começasse 08:50 era lucro, parece que agora estão falando novela das 09. Eu costumava deixar programado pra gravar os desenhos de manhã, porque era o horário que eu tinha aula, foi quando saiu o desenho do Street Fighter II, tinha umas 06 fitas, e pra não perder o começo ou o final, deixava pra gravar o período de 1 hora, pq tv aberta nunca obedece horários.

  • Luis

    Saudade mesmo só da atmosfera da época, sexta feira, conseguir alugar um lançamento, esperar a pizza chegar, Cola Cola, família reunida na SALA.
    Pra quem não é da época de apenas 4 canais na TV e ter que aguardar o fim de ano para a Globo passar os sucessos do cinema é difícil explicar mas o video cassete foi libertador.

    RIP VHS

    • achsanos

      Matou. Como soava futurista uma fita VHS rebobinando. Era a versão amplificada e mais benigna dos ruídos de um drive de 3 1/2″.

    • chadefita

      Senhor dos anéis em VHS, 2 fitas, ver XXX, nossa o cabeçote pegava fogo!!!

      ( ͡° ͜ʖ ͡°)

      • Luis

        Comprei Titanic na pré venda na Blockbuster!

        Acho que foi a única fita que comprei nova, era muito caro, geralmente comprava usada de locadora.
        Depois que chegou o DVD ficou acessível colecionar filme.

        • azardo

          O salto do vhs pro dvd foi gigantesco, mas hoje, mesmo depois de muito tempo não vejo interesse pelo bluray. Talvez porque o ganho de qualidade para olhos não muito treinados não foi tão expressivo, ou porque as mídias ainda são caras e muita gente já tem uma coleção grande e não quer comprar tudo de novo.

          • O (ex)Datilógrafo da AEB

            São caras só no lançamento. Tirando alguns blockbusters, a grande maioria quando etra em catálogo cai o preço pra 19,90/14,90/9,90 .
            Mas já cheguei a comprar filmes por 5,99 na Submarino.

          • Bob

            Serviços de streaming como o Netflix também contribuíram.

          • Leonardo

            Eu já acho que o salto do DVD pro BD foi maior que do VHS para o DVD, reproduzir VHS em um bom VCR com uma fita em bom estado não fica ruim nos CRT da época, já DVD em uma TV Full HD fica bem ruinzinho. Na minha opinião a maior vantagem do DVD era a praticidade e o fato de não haver desgaste da mídia, lembro de alugar algumas fitas onde era bem perceptível o desgaste.

          • ElGloriosoRangerRojo™

            Eu era viciado em filmes de terror, e lembro que a locadora do bairro tinha muitos filmes dos anos 90 e 80. Era deprimente alugar aquele filme tão esperado e na hora de assistir o áudio estar fanho…

          • ElGloriosoRangerRojo™

            O Bluray teria feito muito sucesso se ele tivesse surgido no lugar do DVD.

            No mais, o Bluray é igualzinho a um DVD só que mais caro. Isso na visão do leigo, que não dá tanta importância pra qualidade de imagem.

          • azardo

            É mais ou menos por aí. Sem falar que as TV’s 4k já estão aí e o povo ainda mal conseguiu aproveitar conteúdo em FullHD.

          • Zalla

            sim, foi brutal a diferença do VHS pro DVD, pro BR nem tanto..

        • Lucas Timm

          Ou se replicava da locadora…
          Quando eu era criança, havia um grupo de famílias amigas das nossas (duas ou três), alugavamos filmes e assistiamos todos juntos na casa de alguém, sempre revesando quem era o hospdeiro.
          Todos levavam os vídeo cassetes e ficavamos replicando uma fita enquanto assistíamos a outra.

          (em tempo, quase escrevi “vídeo cacete”).

        • O (ex)Datilógrafo da AEB

          E dupla. Eu tive essa.

        • PugOfWar

          ganhei uma vez um DVD do quarteto fantástico numa troca de pneu, até hj tá lacrado

        • Eu ainda tenho esse!! E tbm comprei na Blockbuster. =D

      • HomeroGamer-BanidodoMB

        Nem fala, boas lembranças do meu mosca branca. Um SVHS da panasonic, a imagem e o som eram excelentes (para a época, claro). No dia da família assistir Senhor do Anéis houve um vendaval na cidade que destruiu o centro de distribuição de energia. Só que graças ao meu falecido nobreak de 600va ligado numa bateria de carro pudemos assistir do começo ao fim.

        Resumindo. O mundo caindo do lado de fora da casa e a gente assistindo SdA.

    • Daniel

      Isso é verdade, eu me lembro que a diversão da semana era 2 ou 3 filmes que meu tio alugava, reunia ele, minha tia, os sobrinhos (eram 3) e ia a tarde assistindo. A única interrupção era minha vó que quando chegava lá a gente pausava e ficava os 5 olhando pra ela, e se limitando a responder o que ela perguntava… então ela sentia o clima tenso e desistia, ia fazer outra coisa e voltávamos a assistir. Acho que herdei minha chatice de não gostar de interrupções dessa época. Hoje em dia vou visitar as pessoas e acho estranho, na sala, é um gritando, outro tentando assistir, outros no chão brincando com cachorro, os mais velhos se esquivando das crianças e dos cachorros, os adultos conversando, outros no canto almoçando, e uns 3 aborrecente no smart fone, fora a tv no faustão a todo volume…. E todos dizem que estão prestando atenção e entendem o que passa na tv… estou velho…

      • Smartfox

        Achei que eu fosse o único incomodado com isso. Eu não tenho paciência de assistir filmes na casa dos amigos não, eu sou do tipo que gosta de silêncio e de ver todo mundo prestando atenção! Mas hoje, é essa porr# de WhatsApp que não para, facebook… As pessoas não conseguem não olhar para o telefone se ele faz barulho de mensagem nem por um minuto.

        Essa geração é uma geração de merda mesmo. Concordo contigo, não é você que esta ficando velho, são outras pessoas que estão ficando retardado das idéia mesmo. Rsrs

        • Daniel

          A algum tempo atrás fui em um festival de Jazz, que estava tendo no Ibirapuera sp e era entrada franca (só fui pq pensei: o parque é grande e jazz não é muito popular por aqui), tempo perdido… vc falou da geração me lembrei disso, era impossível ver o que acontecia no palco, o show estava cheio mas de gente tentando fazer 2 coisas: gravar o show no smartfone e conversar sobre outros assuntos. Tinha um ou outro tentando prestar atenção no show… quando cheguei em casa, e coloquei pra tocar no spotify no celular, estava ouvindo melhor que lá no show…
          No cinema não preciso nem comentar dos anormais que ficam “vagando” pelo cinema no filme… e como por aqui perto só encontro dublado, (tem que garimpar para encontrar uma sessão legendada) acabei por desistir de ir ao cinema, investir em uma boa tv e sistema de som.
          Não precisa de Óculos VR pra ter uma boa imersão na história, isso se consegue até com livros (e principalmente com eles) mas é preciso um ambiente quieto o que é dificil hoje em dia… Fica a imagem do show… https://uploads.disquscdn.com/images/0df538bad997269d8fef4bef099df041fe9aa8941239bad73752e2904e388103.jpg

          No tempo do VHS como filme era algo menos acessível e os celulares objetos usados para falar apenas algumas coisas eram melhores. Hoje em dia é dificil você conversar com alguém sem a pessoa olhar 2~3 vezes no smartfone enquanto conversa…=/

          • Smartfox

            Pois é, complicado. Ainda se o cara vai bater só umas fotos, blz. Eu me lembro que eu tinha esse costume de filmar algumas musicas de show, fiz isso quando fui no show do Dio em SP. Depois um tempão atrás eu estava organizando minhas fotos e achei os vídeos do show e caiu a fixa de que eu perdi o tempo filmando ao invés de “curtir” a música. Nunca mais eu fiz isso. Filmagem no telefone agora só se for de aniversário e coisas importantes “de familia” ou amigos.

            Essa geração ta ficando doente com essas coisas de rede social. Eu entro no mercado, na farmacia, na padaria, os funcionários ao invés de trabalhar ta nessas merda whats, vendo vídeo no Facebook. É complicado isso, as pessoas estão perdendo o controle.

          • Daniel

            Alguns patrões proíbem o uso, não sem razão. Eu utilizo smartfone o dia todo no serviço, mas só para ouvir música. Ligo o spotify e vai que vai. Agora mesmo trabalhando por conta se começa alguma coisa ficar apitando, grupos ou msg seja o que for eu muto, silencio, senão o trabalho não rende.

    • jairo

      Sim , fim de uma era , locadoras como blockbuster , rebobinar fita…good times.

    • Thomas Alexander Ewald

      Só de não assistir filmes dublados já valia todos os dinheiros!
      Minha mãe pegava 4, 5 às vezes 6 filmes na sexta à noite, e era filme até domingo.

      • Luis

        hahaha era assim mesmo, o avô da maratona de serie na Netflix.

      • PugOfWar

        odeio dublado, volta e meia o dublador quer colocar o seu toque especial e fica bem diferente do original.

        • Thomas Alexander Ewald

          Não gosto de dublado por alguns motivos:
          – Padroniza a voz de vários atores por que, obviamente, temos menos dubladores do que atores;
          – Tem dublador que tem sotaque forte demais, puxando o X, o R, o S etc;
          – Filme dublado não te dá a chance de se acostumar com outro idioma. Muito do inglês que eu sei hoje é por causa dos filmes legendados, jogos e músicas. E é muito legal ver filmes em francês, alemão, etc.
          Claro que tem casos onde a dublagem é necessária, como em animações para crianças que nem sabem ler. O problema é aguentar dublagem dos “globais” de sempre (Huck, Sangalo, etc)

          • Smartfox

            O áudio na versão dublada fica uma bosta também, todo desregulado, com mais graves ao invés de ser cristalino, o som de fundo do ambiente praticamente é retirado, alguns trechos as músicas ficam ressaltadas, muito mais do que na versão original.

            Filme dublado é uma merda mesmo, eu odeio, por todos os motivos que você citou e mais a falta de profissionais competentes na hora da edição. Eu custo a acreditar que em pleno século 21 o filmes não tenham faixas de áudio separada, para conseguir dublar sem estragar o som de background original.

    • OverlordBR

      E ver as trocentas fitas VHS de piloto de séries que só chegariam aqui tempos depois!

      Lembro que vi o piloto de várias séries em VHS, como Trovão Azul.

    • Rodrigo M

      Recomendo o documentário Chuck Norris vs Communism (2015). Que mostra como o povo da Romênia conheceu o capitalismo através dos filmes dos anos 80. Justamente usando fitas VHS contrabandeadas e depois dubladas e vendidas no mercado negro.

    • Zalla

      Pra mim foi conseguir assistir Star Trek sem estar passando no Brasil, O Marcus Kleine tinha um amigo que trazia voyager, eu tinha um que trazia DS9 e íamos fazendo o escambo, até o Carlos Cardoso viu muita coisa assim tb.ehhee

    • Pacheco

      Totalmente de acordo! Era demais! Após minha família adquirir um videocassete tardiamente por motivos financeiros, e após uma certa dificuldade para instalar em nossa TV que não tinha RCA (audio e vídeo), lembro da grande felicidade em assistir o primeiro filme que pude alugar na locadora, que obviamente não era nada diferente de Back To The Future 2. Isso creio que em 1991/1992. E claro, eu tinha um amigo rico que tinha 2 videocassetes, e alugava TODOS os filmes da locadora pra fazer cópias para uso pessoal (a.k.a. piratear os filmes e criar um acervo próprio – mas era mão de vaca e fazia a gravação em SLP pra caber 3 filmes na mesma fita, heheh)

    • Helton Mariano

      Bons tempos mesmo e nem estou tão velho assim…

  • Salles Magalhaes

    Por algum motivo tive a impressão (antes de ver quem era o autor) de que esse texto era do Cardoso…

    • Se foi um elogio, agradeço.

      • Salles Magalhaes

        Foi um elogio 🙂

    • André K

      [2]

    • azardo

      É que geralmente o Cardoso ficam com as pautas mais científico-saudosistas.

  • Boa parte das séries que assistia da TV à cabo eu vi programando e gravando no VHS. Foi assim até 2005/2006, quando assinei a Net e comprei uma placa de captura, e passei a gravar tudo pelo PC, para assistir depois

  • achsanos

    Programar pra gravar era fácil. Difícil era acertar o relógio. Praticamente o ancestral do microondas.

    • Leonardo Nogueira de Deus

      Geralmente eu esperava começar e colocava para gravar utilizando timer para parar a gravação. Muito útil para seriados e filmes que começavam no horário em que eu queria dormir ou quando meu pai queria assistir algo em outro canal na única TV que tínhamos em casa.

  • Coronel Campbell

    Al Qaeda>VHS
    Isis>Youtube
    Compare quem tem mais seguidores

  • Coronel Campbell

    Lembro quando meu irmão foi pro trabalho e me deixou a missão de gravar O Resgate do Soldado Ryan (hoje me pergunto por que ele não programou, eu e ele sabiamos fazer isso). Assim que vi tripas na praia, cancelei a gravação e troquei de canal, fiquei com medinho. Lembro que ele ficou putaço.

  • kenji

    Quando será que o último fabricante das fitas cessará a produção?

  • tiagoluz8

    Emmanuelle no domingo à tarde, edgy.

    • No domingo pela manhã eu ia à praia, então tinha que dormir cedo. O videocassete foi u’a mão na roda.

      • tiagoluz8

        Mas domingo à tarde o pai assiste futebol, a mãe lava roupa, etc. Tá todo mundo acordado! Vai ver minha pira é pq aqui em casa ngm respeita ngm e abrem a porta sem bater.

        • Desde adolescente tive TV no quarto, levava o VCR pra lá com a desculpa de gravar o gameplay do videogame.

  • Vitor Felipe

    Tenho exatamente esse videocassete da foto, deve funcionar até hoje. Já gravou muito Dragon ball.

  • André Vergílio

    Lembro que tinha 2 vídeo cassetes e por muito tempo fui responsável por “clonar” as fitas de animes da galera, as quais apareciam de algum canto obscuro vindo inicialmente do OMDA e depois do TNNAC. Lembro que tinha altas tretas para não perder a qualidade, e como não tinha dinheiro soldava cabos malhados (blindados) manualmente com ferro de solda. Não sinto saudade, Crunchyroll é bem melhor!

    • Ivan

      baixar anime pelo mirc através de bots eu curtia kkkk, mas eu gravava dbz do cartoon network

      • Que desgraça, todo mundo passou horas e horas baixando coisas do Mirc.

      • Petrus Augusto

        Eu baixava animes pelo IRC, na época da discada! Sofrimento eterno baixar 100MB naquela desgraça.. E quando eu conheci emuladores. Meu deus, passava a madrugada para baixar 27MB.. kkkk E quando o jogo tinha 33/35MB? (neogeo)… Ficava revoltado! xD

        • Ivan

          os que baixava era de 170mb, mas acho que já tinha adsl de 300k, e um tipo de rpg que jogava de dbz em que vc tinha que narrar o que ia fazer, era bem legal.

      • PugOfWar

        eu infelizmente perdi essa época do mIRC, computador só da faculdade, no começo de 2000

      • Henry Isoppo

        Dia desses entrei no #AnimeNSK na Rizon procurando o bot pra baixar os novos Kara no Kyoukai. Descobri que não existe mais transferbot. 🙁
        Mas tô participando lá até hoje, com o velho x-chat, já que sempre achei o cliente mIRC horrível.

        Saudades Slackware 11, x-chat e madrugadas no IRC. ;-;

        • Ivan

          esses dai não conheço só usava script de mirc mesmo.

    • Manoel Jorge Ribeiro Neto

      Nos tempos da discada, eu e meus colegas de colégio fazíamos um P2P “real” (ou live action 😛 ). Cada um se especializava em alguma coisa (filmes, animes, jogos, mp3s etc) e depois todo mundo levava os CDs para gravar na casa de cada um. As minhas tardes de sábado no começo dos anos 2000 eram para fazer visita nas casas do povo para fazer a “coleta” dos CDs, enquanto eles faziam o mesmo com o que eu baixava. Normalmente, eu baixava animes (em rmvb) e jogos, enquanto pegava as demais coisas com o pessoal. Quando finalmente tive banda larga em casa (em 2007), o velho esquema do P2P “real” já não estava rolando, mas ainda chegavam alguns conhecidos querendo que eu gravasse algum DVD (especialmente animes) com o que eu baixava.

      Ah, desses fansubs citados por você, o OMDA ainda está na ativa, mas o TNNAC já não está mais entre nós 🙁 .

      E realmente, Crunchyroll é bem melhor! Pena que ele não tem todos os animes bons de assistir, como Dragon Ball e Fullmetal Alchemist :/ .

  • Hellraiser.

    Já vai tarde. Lembro uma vez, quando era piazinho e tinha que assistir um filme que a professora tinha recomendado. O demonio do VCR quebrou uma borracha interna que ejetava a fita e como eu não podia desmontar por risco de castigo fui devolver a fita dentro do VCR. O cara da locadora não quis receber e me deu 3 dias pra arrumar aquilo. Devolvi a fita mastigada e nunca mais voltei la.

    • PugOfWar

      garanto que ele continuou usando aquela fita.

  • adriano marcos

    Uma coisa que eu sempre fazia nos video-cassete dos amigos quando ia na casa deles, era programar para trocar de canal de TV usando o controle do video cassete (muitas TVs da epoca não tinham controle) quase ninguem sabia que dava para fazer isso.

    • Daniel

      Tinha um lance também para games, alguns na época eram NSTC e as TVs PAL-M, se ligasse o console no videocassete ele convertia para PAL-M.

      • Thomas Alexander Ewald

        Essa foi minha salvação quando ganhei um Genesis com SegaCD. NTSC, claro. Quando descobri como deixar colorido foi aquela alegria!

    • ElGloriosoRangerRojo™

      O melhor controle que já tive em casa foi o do video cassete. Lembro que lá nos idos de 97/98 tínhamos em casa só uma TV Sanyo 14′, e então meu pai comprou uma TV Semp 20′ e um videocassete TOSHIBA. O controle da TV não era numérico, só tinha os botões de passar canal e do volume. Não dava nem pra mexer no menu da TV com aquele controle (fico imaginando quem comprou só a TV). E era um trambolho feioso!

      Já o controle do video cassete era bem fininho (um pouco mais espesso que o iPhone 5) e tinha uma chave pra selecionar video cassete ou televisão.

  • Vagner Da Silva

    Só por curiosidade existem vários televisores e setup boxes (especialmente os mais baratos) onde o stream de video é capturado direto do ar sem fazer encoding (por isso só funcionam com canais digitais) e gerando arquivos em que um pen drive de 4gb cabe 36 minutos de video.. escolhi um modelo de Tv pra minha mãe apenas por essa função, gravar novela.

    • Denilson Alcalde

      Eu tenho a Sky em casa que tem um HD de 500 gb que dá para gravar tanto os canais fechados, quanto os abertos, uma maravilha

  • Marcogro®

    O tempo passou, natural que o aparelho caducasse. Mas o que eu não esqueço que naquela época do BOOM das locadoras eu vivia com uma mulher que tinha uma filhinha pequena. Ela gostava muito da Pequena Sereia, via repetidamente. Então providenciei outro vídeo cassete liguei os dois (acho que com cabos RCA, não me lembro) e copiei a fita para não ter que alugá-la várias vezes por semana. Seria isso pirataria? Quanta inocência minha. Hehehe

    • O (ex)Datilógrafo da AEB

      Foi graças a pirataria e ao porn que o videocassete se popularizou.

  • Rolando

    Bons tempos, agora, muitas vezes era difícil conseguir um lançamento para o fim de semana e você tinha que rebobinar a fita depois de assistir ou ganhava uma multa da locadora ao devolver sem rebobinar. Na época que o dvd começou a sair o pessoal cansou de fazer piadinhas perguntando se você tinha rebobinado o dvd.

  • Salles Magalhaes

    Se nao me engano algumas locadoras aplicavam uma multa se o cliente devolvesse a fita sem rebobinar.

    • Lucas Timm

      Quase todas

  • Ricardo

    Nosso primeiro videocassete, não lembro a marca, 199091, acho que era um panasonic, veio com duas caixas de som acusticas, futuristas, som de cinema. Era muito bom ver filmes com aquele som no conforto do quarto.

  • Carlos Vega

    Eu fico pensando como fita VHS é uma mídia altamente durável (apesar dos problemas de tracking, e principalmente do mofo). Se tenho uma fita de 1980 no armário, só dar uma limpada e colocar no video (talvez tendo que limpar o cabeçote do video) e tá lá o video.

    Agora se eu tinha um video gravado num HD de 20 anos atrás? Morreu. Num CD-R de 15 anos? Morreu. Num DVD-R de 10 anos? Morreu. Se enviei para o Megaupload? Morreu. Enquanto o VHS com video de batizado ou casamento continua lá firme e forte, mesmo com a imagem meio esverdeada.

    • doorspaulo

      Só discordo dos CDs e DVDs.
      Se for uma mídia de qualidade e bem acondicionados, duram uma vida! Tenho CDs de 1998 guardados naquelas pastas horrendas, e funcionam até hoje.

    • também discordo. Um HD de 20 anos atrás morreu “sozinho”? Ou o problema é ter que achar um “plug compatível”? Se o princípio for esse, vale pros VHS também, já que agora nem aparelho para ler mais as fitas vai ter mais pra comprar.

  • azardo

    Quem nunca tomou multa da locadora por devolver fita sem rebobinar?

    • Eu fiz essa tirinha… no começo do século… Que hoje já não é mais compreensível pra ninguém da nova geração. 😛

  • Samuel

    Minha última experiência com VHS foi já faz quase 10 anos. Um dia resolvi ver o que eu havia gravado em algumas fitas enquanto minha mãe, sentada no sofá de frente pra TV, separa alguns pares de meia q ela havia tirado da máquina. Pra minha infelicidade, ao colocar a fita, caiu justamente numa gravação que eu havia feito do antigo “Sex Time” que passa lá pelas madrugadas da Band. Com a mulher dando aquela bela “cavalgada” no cara. Minha mãe, com os olhos erragalados olhando pra TV enquanto eu apertava todos os botões pra parar aquilo só conseguiu dizer ” que isso meu filho???”. A única coisa que me veio à mente foi dizer de ombros: “Uai mãe, sou homem!”. kkkk (Nas outras fitas, um monte de Simpsons e Cavaleiros do Zodíaco.)

    • O (ex)Datilógrafo da AEB

      Hahahahahah, uma vez um amigo me emprestou uma cópia pirata do filme Twister. Deixei para assistir no domingo, reunido com a família (pai, mãe e irmão pequeno). Assim que acabou o filme entrou a sequência de outro filme.. Meu amigo tinha gravado em cima de um pornozão.

      • Renato Oliveira

        Hehehe.

      • OverlordBR

        Ah, era clássico terminar um filme e depois ficar tudo picotado com gravações anteriores.

        Uma vez, peguei uma fita que tinha uma mistureba incrível de filmes velhos, episódios de Emmanuelle, X-Files…

        • Isso sim é uma coisa que as gerações mais novas jamais saberão. A mistureba de conteúdos e coisas gravadas umas por cima das outras na mesma fita.

      • Nilton Pedrett Neto

        Quem. Nunca…

    • Renato Oliveira

      Hehe.

  • Samuel

    Quem tá com saudade de pagar multa por não rebobinar dá um joinha

  • Wagner Michelon Scaglione

    A primeira vez que vi um video cassete na vida foi quando meu tio trouxe aqui em casa com um filme que era lançamento chamado: O exterminador do futuro.
    Quando meu tio comprou, quase não existia video locadora
    Lembro que o primeiro e único video cassete que meu pai comprou foi um Mitsubishi alguns meses antes da Copa de 1986, nessa época nas locadoras você escolhia o filme através de fichas e não pelas capas dos filmes.
    O video cassete entrou em desuso em 1997 quando a Net cabeou meu bairro.

    • PugOfWar

      foi o primeiro filme que aluguei, era tão zé ruela na época que não tinha entendido que só as capas ficavam nas estantes, peguei a capa e levei até o caixa quando na verdade só precisava levar a etiqueta que ficava junto da capa.

  • OverlordBR

    Saudade quando você ia no Paraguai para comprar um Panasonic G21, um do videocassetes mais desejados pelo pessoal que queria ter um em casa. 🙁

  • Ed. Blake

    Saudade da época que Xvideos era um VHS no fundo da faveta de meias do papai.

  • Manoel Jorge Ribeiro Neto

    O primeiro (e único) videocassete de minha família foi um Panasonic de 4 cabeças que meu pai comprou em 1995 e que foi utilizado até 2003, quando compramos o primeiro aparelho de DVD (eles ainda coexistiram por um tempinho, mas depois o videocassete foi aposentado e está acumulando poeira na garagem até hoje). Durante esses 8 anos ele foi muito utilizado: como geralmente os desenhos animes que passavam na Manchete (CDZ, Yu Yu Hakusho, Shurato etc) passavam na mesma hora em que eu estava no colégio, eu deixava o bichinho programado para gravar para depois assistir quando chegar em casa. Além disso, ainda estou lembrado da maior empolgação que foi quando a Globo passou Jurassic Park no Tela Quente. Fiz de tudo para que a gravação ficasse perfeita, sem nenhuma propaganda para atrapalhar 🙂 . No caso dos animes, eu gravava em SLP (o que dava umas 6 horas de gravação), enquanto que os filmes eu gravava em SP (2 horas de gravação).

    Ah, e essa propaganda tosca da Caixa Econômica, meiobit? No PC está incomodando demais (no celular deve estar uma coisa linda isso, para não dizer o contrário ¬¬ ).

  • Coisas que as gerações mais novas jamais saberão:
    – O que é o modo EP/SLP (pq fita era cara e não dava pra se dar ao luxo de gravar apenas 2h)
    – O que é o pavor de chegar perto das 18h de segunda e lembrar que o horário limite da devolução tá acabando e vai ter q pagar multa
    – A sensação de locar 4 fitas e poder ficar com elas um dia a mais sem pagar mais uma diária.
    – Chegar na locadora e se decepcionar pq todas as (4) cópias daquele lançamento mais esperado já estão todas locadas.
    – Ou a sorte de chegar na locadora bem na hora que estão devolvendo aquele lançamento e pegar antes de devolverem pra prateleira.
    – Entrar na camufla na seção pornô pra espiar as capas, pq se o dono da locadora visse, mandava sair de lá, hahaha (menor de idade não podia sequer olhar).
    – Ter pouca grana e ter q escolher as fitas pelo selinho na lombada (dourado = lançamento = mais caro).

    Eram bons tempos. Pode ser saudosismo, mas a dificuldade de acesso às coisas tornava mais legal a experiência toda. Hoje tu assiste muito fácil qualquer coisa e tudo parece ser meio sem graça. =/

    • Rodrigo

      Tudo que é de fácil acesso e em grande quantidade é banalizado e ninguém dá valor. Outro dia meu sobrinho de 9 anos estava reclamando que não tinha nada para jogar e nem para assistir, sendo que ele tem TV no quarto dele, Xbox 360 e PS3 (que somados, devem ter mais de 100 jogos a disposição), além de poder assistir o que quiser na Netfix e Youtube.

      Quando eu tinha a idade dele, em casa só tinha uma TV de 14 polegadas que pegava Globo, SBT, Band e Manchete e um Atari com 3 ou 4 jogos. Eu e meu irmão não víamos a hora de chegar o sábado porque era dia do meu pai alugar 2 ou 3 filmes e deixava a gente alugar 1 ou 2 jogos. Era uma alegria danada.

  • Ah Emmanuelle….

  • Wesley

    Nostalgia pura. Na década de 90, costumávamos alugar fitas VHS. Alugava sexta e entregava segunda. O final de semana todo assistindo. Bons tempos. Gravar a programação da TV também era uma mania, já que na época a única forma de se assistir filmes era ou pagando locação ou gravando da TV aberta. Mesmo em 2003, quando compramos o primeiro DVD, a fita tinha a vantagem de poder gravar a programação da TV e continuou sendo usada até 2005. Ainda se fazia cópia de filmes das locadoras com dois videos cassetes. Eu pegava o outro emprestado. Até mesmo se copiava DVDs, pois muitos não tinham proteção contra cópias e copiar DVDs nessa época era muito caro. Depois de 2005, a pirataria em DVDs comeu solta, aposentando definitivamente o VHS. O melhor modelo é o de sete cabeças. A maioria tem cinco ou quatro, mas o de sete gravava estéreo e era o melhor modelo, já o SVHS ficou pouco conhecido, pois era caríssimo e inacessível. Ainda tinha alguns documentários e programas da TV aberta como Globo Repórter que acabei digitalizando. Algumas filmagens antigas em VHSC também. Bons tempos. É claro que rebobinar a fita e a péssima qualidade de áudio e vídeo do VHS não vão deixar saudades. As fitas VHS também desmagnetizam e dão muitos problemas, mas esse tempo marcou a vida de muitas pessoas, era muito bom.

  • Smartfox

    Minha mãe ainda tem um Videocassete em casa, nunca usa, mas ta lá na estante posando de relíquia, um Sharp top de linha, estéreo surround, com saída de video mais top da época, etc. Rsrs

    Eu me lembro de usar o VHS para gravar Pokémon, ele passava bem na hora que eu tinha de sair pra ir à escola. Digimon e Monster Rancher também. Me lembro que passava no programa da Eliana de manhã.

    A parte engraçada dessa matéria, vai ser que daqui a 10/20 anos o tio Laguna vai estar aqui para relembrar o legado do DVD/CD 😂

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