Facebook investiu US$ 50 milhões entre mídia e celebridades para divulgar o Live

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Caso não tenha ficado claro nos últimos tempos, vamos esclarecer: Mark Zuckerberg odeia ser o número dois, detesta perder e fará de tudo para manter sua base de usuários sempre dependente de seus serviços. A estratégia adotada por Zuck é a do Jardim Murado, que funciona muito bem para a Apple: o Facebook conversa melhor com as soluções da própria empresa, irá priorizar seus produtos à frente dos da concorrência e detonará qualquer rival que ousar se destacar.

Dessa forma o algoritmo da rede social dá preferência a vídeos compartilhados pela plataforma própria àqueles vindos do YouTube. O Instagram foi remodelado de forma a bater de frente com o Snapchat, após a tentativa fracassada de compra. O WhatsApp odeia o Telegram; os Instant Articles são uma tentativa de manter o usuário dentro da rede social mesmo na hora de ler notícias em sites e blogs, e por aí vai. E com o boom de 2015, o streaming de vídeo ao vivo (Twitch e outras plataformas de streaming de games à parte, embora eles também sejam alvos) não seria diferente.

Depois da ascensão e morte do Meerkat um grande número de empresas entraram na jogada, seguindo seus passos. O Twitter foi o primeiro com o Periscope (embora este já estivesse em desenvolvimento quando o suricato queimou a largada), que foi obviamente seguido de perto pelo Facebook Live. O YouTube prepara uma solução própria e ontem o Tumblr também entrou na brincadeira.

Como Zuck odeia concorrência, para promover o Live é preciso apelar para outro tipo de estratégia: abrir a carteira e assinar contratos. Cooptar canais de mídia e principalmente celebridades para estes chamarem a atenção dos leitores e fãs sempre funciona. Assim sendo, segundo informes o Facebook fechou cerca de 140 contratos com usuários VIPs do Live, investindo ao todo 50 milhões de dólares.

O veículo que assinou o acordo mais gordo foi o Buzzfeed, que embolsou US$ 3,05 milhões para realizar transmissões ao vivo entre 03/2016 e 03/2017. O segundo é o New York Times, com US$ 3,03 milhões também por um contrato de 12 meses, e na sequência a CNN vem com US$ 2,5 milhões. Ao todo apenas 17 companhias levaram mais de US$ 1 milhão. Entre os outros canais de mídia beneficiados estão a Vox Media (recode e The Verge), Tastemade, Mashable, Huffington Post (a grega agradece) e Gawker Media (que está precisando de grana).

Entre as celebridades o Facebook conta com o chef Gordon Ramsey, o comediante Kevin Hart, o dr. Deepak Chopra, os DJs Armin Van Buuren e Hardwell e o jogador da NFL Russell Wilson, entre outros. Os museus de História Natural e Metropolitano de Arte de Nova Iorque também fazem parte do programa, bem como a página oficial do time do Barcelona. Curiosamente, criadores de conteúdo famosos do Vine (serviço do concorrente Twitter) como Logan Paul, Andrew “King Bach” Bachelor e Lele Pons também assinaram com o Facebook, e estão usando o Live.

Essa jogada é interessante principalmente no que diz respeito a famosos: todos os seguidores do Ramsey por exemplo que seguem sua página são notificados quando uma transmissão do Live tem início (isso vale para todo mundo), portanto as possibilidades de fazer com que a adoção do app se intensifiquem são maiores. E com mais gente usando mais dados são coletados, e mais dinheiro o Zuck faz com o compartilhamento de informações. E todo mundo fica feliz, menos os rivais do Live que poderão perder bastante público nessa jogada.

Fonte: The Wall Street Journal.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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