Metodologia XNCP – Do Open Source para o Mundo

Por: em 13/05/09 na(s) categoria(s): Produtividade, Software


Nos velhos tempos um programa saía quando tinha que sair. Testes eram feitos, Beta significava alguma coisa além de tiração de reta do Google, e os usuários não exigiam novidades toda semana.

Com a chegada dos projetos OpenSource, quando era possível rodar versões mais ou menos prontas, os testes foram aos poucos transferidos para a “comunidade”, sem que ela sequer tenha pedido essa responsabilidade.

A metodologia XNCP – Xtreme Nas Coxas Programming assume que “se der caca, a gente conserta”. Ela foi adotada pelos maus projetos, que passaram a se vangloriar de como soltavam releases rápidos. Não é preciso dizer que muitos desses releases criavam novos bugs, ou simplesmente não funcionavam, detonando o software, às vezes a própria máquina do usuário.

Como toda idéia ruim, quem vê de fora acha legal. E é imitada. Os fabricantes de software proprietário de código fechado viram que não precisavam gastar tanto tempo e dinheiro se bastava colocar um “Beta”, soltar e dizer que era uma versão colaborativa, aperfeiçoada com o apoio da comunidade.

Com isso chegamos a um ponto onde nenhum software nunca está 100% funcional. Caceta! (pode falar caceta no MeioBit? [cardoso: pode]) o Printmaster sempre funcionou 100%. o Duke Nukem sempre funcionou 100%. O Wordstar sempre funcionou 100%.

Agora vejam o histórico de versões do The Hit List, programinha que uso para gerenciar meu cornograma (sic) de trabalho. De 9 de Março a 13 de Maio foram 14 VERSÕES, em alguns casos duas em um único dia:






Version 0.9.3.13 – May 13, 2009

Version 0.9.3.12 – May 5, 2009

Version 0.9.3.11 – May 4, 2009

Version 0.9.3.10 – April 22, 2009

Version 0.9.3.9 – April 19, 2009

Version 0.9.3.8 – April 18, 2009

Version 0.9.3.7 – April 10, 2009

Version 0.9.3.6 – April 8, 2009

Version 0.9.3.5 – April 8, 2009

Version 0.9.3.4 – March 29, 2009

Version 0.9.3.3 – March 16, 2009

Version 0.9.3.2 – March 13, 2009

Version 0.9.3.1 – March 11, 2009

Version 0.9.3 – March 9, 2009



Qual o controle de qualidade, testes e homologação você tem lançado DUAS versões em um único dia? 95% do tempo usado para produzir um fixpack na Microsoft é gasto em testes e homologação. Mesmo assim de vez em quando dá caca. Imaginem sem. Ops, não precisa imaginar, em 2006 um update do Ubuntu conseguiu dar pau na interface gráfica, deixando o coitado com cara de Linux, no mau sentido. Isso mesmo, só texto.

Os usuários precisam ser reeducados. Agilidade não é produzir nas coxas, não adianta ter versão nova todo dia se isso implica em mais erros e mais instabilidade. Software não é pão quente. Não se faz em fábrica (e o que se faz é de péssima qualidade).

Os fabricantes precisam ser reeducados. Parem de lançar versões 0.0.2 e usar o consumidor como cobaia. Não confundam agilidade com irresponsabilidade. Não soltem atualizações de qualquer jeito, com a desculpa de “a gente conserta na próxima”. Testem, homologuem, experimentem. Nós queremos programas que funcionem, um programa defeituoso é irritante e prejudicial, mesmo que corrigido no dia seguinte. Muita gente não pode se dar ao luxo de esperar até o dia seguinte.

  • lets2rock

    Acho que não vai voltar a ser como antes. Era lançado as pressas, só pra aparecer antes do concorrente, aí notaram que mesmo sendo uma versão alfa -2.0 tem muita gente que baixa e usa, e só por isso eles já ganham direta ou indiretamente.

  • http://deniskl.blogspot.com DenisKL

    O que mais me irrita é a própria versão: 0.9.3.13
    Pombas, vai até 0.9.3.99?
    E depois? 0.9.4.0 ?
    E também vai até 0.9.4.99 antes de chegar a 0.9.5.0?
    O software morre antes de chegar a versão 1.0!

  • http://serathiuk.com serathiuk

    Gostei bastante desse artigo. E concordo com isso.
    Mas o problema é quando o “stakeholder/cliente/o que preferir” resolve que testes são perca de tempo e é utilizada a “Metodologia Pre-cog Lesado*” de analise de sistemas. Já vi acontecer muitas vezes.

    * Metodologia Pre-cog Lesado é tentar prever o futuro com um monte de POG, mas não cuidar do presente ou do passado. Ela se funde a metodologia Chico Xavier, em que os requisitos vêem do além e são psicografados.

    ———-
    Ricardo Serathiuk

  • Diavolul

    já tinha notado que muitas vezes o usuário parte da premissa de que o que está sendo constantemente modificado por atualizações está sempre up to date e por isso seria constantemente aperfeiçoado, o que é uma falácia.
    Essa mentalidade só valeria para aplicativos críticos em questão de segurança e/ou estabilidade, como antivirus, antispyware, hotfixes do SO, para o resto representa uma visão equivocada sobre o quão funcional seria o aplicativo.
    abcs
    ____________________________________________________________________

    pessoas normais torcem por times de futebol; geeks torcem por sistemas operacionais.

  • http://pietra@hotmail.com Anônimo

    Parece mais um sumário de um livro. :O
    __________________________________________________________

    “Somente a Beira do Abismo que nos vemos Obrigados a Evoluir”

  • s4wy3r

    Enquanto tivermos em nosso país a mentalidade de fábrica de software e que funcionário é “recurso”, vamos continuar tendo de engolir muito software ruim, feito às pressas e jogado na cara do usuário pra que este se vire.
    ____________________________________________
    :P Não faça na vida pública o que você faz na privada.

  • http://semnorte.blogspot.com arnoanderson

    Pensei que com a nova modinha da estação: teste de software e gerenciamento de projetos as coisas iriam melhorar.

    Que diabos fazem então os testadores de software?
    E os gerentes de projeto?

    Desmascarar uma teoria de conspiração pode resultar em:
    A)você morre B)Você fica louco C)Você fica com a gostosa.

  • caixadehq

    Alguma novidade?

    Que adianta criticar o “novo modelo beta” se outros programas dados como prontos eram(ou são) lixos ou renovações de lixos há tempos? Exemplo? Windows ME / Windows 98. Além de duvidar se saíram do alpha, o que tinha de tão importante no ME? Bugs novos? }:)

    No campo dos programas gratuitos, sejam abertos ou fechados, ninguém é obrigado a utilizá-los. Não gostou? Não use. Programe você mesmo ou pague pra alguém fazer. Agora, programas pagos, são outros quinhentos. Pagar por algo extremamente bugado (seja com status alpha, beta, gama, delta etc) é algo extremamente insano.

    Como o usuário pode se proteger juridicamente de corporações que lançam produtos ou renovações de produtos que apresentam falhas críticas e ainda cobram por isso?

  • Bill Jobs

    Caceta!!

  • nobody.kaos.77

    Então use GNU/Debian stable e seja feliz.

    Essa é a vantagem do open-source. Se você quiser as firulas do dia direto do repositorio git, vc pode ter. Se quiser um sistema mais estável, também pode ter.

    Gosto muito mesmo do modo como a comunidade Debian trata o assunto, acho que não inventaram método melhor. Seja no open-source seja no desenvolvimento proprietário. E o melhor: não é apenas o SO que é gerenciado desse modo mas sim todos os softwares que estão no repositório. Não adianta nada ter um SO super estável se você instalar um software ou driver super instável. Se você tem um sistema rodando Debian Stable, e instalar tudo que precisa através do repositório oficial, vai ter uma máquina extremamente confiável (tanto é que essa versão é normalmente usada em servidores). TODOS os softwares que você estiver usando já passaram pela fase de experimental, unstable e testing. Assim, o software foi testado em tudo quanto é ambiente, em diversas configurações diferentes. Se quiser ter coisas mais “modernas”, em geral o testing já é mais do que suficiente (e já é bastante estável também). E isso só é 100% viável no modelo open-source. No mundo proprietário temos os betas da vida (como o Win7), mas não se compara ao que você encontra no Debian.

    No mundo open-source você encontra de tudo e cabe a vc fazer as escolhas corretas. Esse é o preço da liberdade.

  • http://www.sefodeai.com.br amarques

    Nem sempre (leia-se: quase nunca) se tem a 2ª oportunidade de deixa a 1ª impressão. Programa buguento tem que ser exterminado com pesticida.
    Acontece que uma acachapante maioria ainda vê teste como custo e por isso descartável ou menos importante.
    Num mundo volátil como o nosso, “gastar” tempo com teste é perder dinheiro e assim a gente ouve, em nossos projetos mesmo: “Faz um teste exploratório [que raiva que tenho dessa expressão] e se nada gritante estiver acontecendo.”
    E eu me pergunto: Gritante a quantos decibéis?
    Muitos desconhecem o conceito de qualidade, como medí-la ou como alcançá-la. É preciso amadurecimento para compreender que testes são tão importantes como qualquer outra fase do desenvolvimento de um sistema.
    ____________________________________________________________
    “O que destrói a criatividade é o senso do ridículo.” (Confúcio)

  • http://www.sanainside.com sanainside

    [quote=caixadehq]
    Como o usuário pode se proteger juridicamente de corporações que lançam produtos ou renovações de produtos que apresentam falhas críticas e ainda cobram por isso?[/quote]

    A comissão européia de proteção ao consumidor está propondo a responsabilização dos desenvolvedores de software pelas falhas nos seus softwares. Este artigo no linux journal fala sobre o assunto… http://www.linuxjournal.com/content/should-software-developers-be-liable-their-code . O assunto é meio espinhoso, mas acho que já passou da hora de ter alguma regulamentação. Só que precisa ser feita com calma e bastante ponderação, pra não acabar inibindo o desenvolvimento tecnológico.

    Sanainside.com – Internet, tecnologia e computação

  • http://www.programactrlaltdel.com/ oneonvanhalen

    Mas no caso que você demonstrou Cardoso, não é pra tanto alarde.

    O último digito apenas que muda.
    Isso significa que foi feito apenas correções.

    O problema é que andam corrigindo bugs e mais bugs, sem um release interno, pra debugar isso.

    Talvez o problema no caso que citou foi o fato de não especificar o “beta”, deixando explicito.

    Afinal, erros acontecem, e devem ser corrigidos, mas, não com tanta facilidade como comer arroz com feijão.

    Pior que muitos programas estão sendo desenvolvidos dessa forma, compilam com build, não testam, jogam pra galera e esperam receber FeedBack, pra corrigir, o que é uma vergonha e falta de profissionalismo.

    E isso não tem a ver com o fato de ser livre, pago, fechado ou de graça tem a ver com dar um produto no minimo possível de profissionalismo.

    O Firefox é livre, de graça e nem por isso cria esse tipo de profissionalismo barato, apenas, fazem o trabalho da melhor maneira possível.

    O Emesene, tambem era assim e hoje melhorou muito, nesse sentido.

  • Stormbringer

    Na época do “printmaster plus”, Internet era uma lenda urbana… entao a gente não achava um disquetinho pirata de 5 1/4 de 360 k com o programinha atualizado em todo lugar. Era aquela cópia, e só aquela, por ANOS!

    Heheheheh… o que mudou foi a facilidade de atualização. Sendo fácil, lançam mais… e antes de testar direito…

    Imagine um recall de software em 1989!
    Em 2009, basta baixar…

    PS: pior que é verdade… eu conheço gente que diz “cara, nao consigo ver utilidade num computador sem internet” kakkakakakkakkaka

    /***************/

    Quer Games online, Xadrez e diversao?

    Route10-games – http://www.route10.com.br

  • http://www.flickr.com/photos/eduardoaguiar Eduardo Aguiar

    Infelizmente esse é o padrão para a indústria de jogos a muitos anos. :(

  • http://zereinaldoblog.blogspot.com josereinaldoz

    O próprio Ubuntu sofre com essa mentalidade. Por todos os lugares você pode ler:

    “Ah, meu micro não volta mais da hibernação, mas de resto té uma beleza!”

    ou então:

    “Depois que instalei a nova versão, meu som parou de funcionar, mas de resto tá beeemmm mais rápido!”

    e por aí vai…
    ___________________________
    Houston, we have a problem.

  • http://www.contraditorium.com Carlos Cardoso

    Exato, e se você se lembrar verá que um monte de gente critica o Debian por “demorar” a se atualizar, e elogia o Ubuntu por ter sempre “novidades”.

    Qualidade? Testes? É pros fracos.

    Quanto ao 7, eu já vi gente reclamando de fixpack pra ele. POMBAS, o negócio é um beta, será difícil de entender o conceito?


    Contraditorium.com ? proibido para QI abaixo de 50

  • http://www.i3tecnologia.com.br siljoevsan

    Cliente quer tudo pra ontem… dai os programadores tem que fazer tudo correndo… então sai aquelas maravilhas de software.
    A desculpa arrumada é que é beta! :(
    ____________________________________________________________
    I feel a disturbance in the force
    http://twitter.com/siljoevsan

  • http://oxenti.com GuZ

    Cara.. Quando a Ms lança um software eles são exaustivamente testados. O Windows Vista está pronto desde 1942 e até 2007 foi só testamento.

    A mesma coisa acontece com a Apple e com a Adobe, por exemplo, Hoje estão testando a versão 25 do Photoshop que será lançada daqui uns 50 anos.

    Achou que o que eu disse acima foi muita besteira? Bom, foi tipo o seu primeiro paragrafo.

    O Que o Cardoso quis dizer, foi que os Softwares tem bugs. Fato. Mas você não vê uma MS ou uma Apple lançando 25 updates em 15 dias, sem testar (afinal duvido que se possa fazer um teste bem feito em 2 ou 3 horas, nem numa calculadora).

    Qto a responsabilizar juridicamente as empresas por falhas nos softwares, acho super justo, desde que esta falha não seja causada pelo usuário (: Vírus de pendrive, virus de sites.. Educacionais, não manter o computador atualizado, etc).


    Blog | Fotografias | Twitter

  • seashad

    Os produtos Beta do Google são clássicos, se deixarem de ser, perde a magia :P

    Pode-se chamar de versão, outros vão dizer que é atualização/fix/patch/…

    Temos de um lado empresas que usam dinheiro como absorvente e do outro a tal “comunidade” livre. As malignas empresas capitalistas podem pagar para vários usuário testarem seus programas, já o lado open da força aliena essas pessoas para fazerem essa mesma tarefa, mas em regime de escravidão voluntária.

    Falta é bom senso apenas. Nenhum problema em se lançar atualizações em prol da segurança/estabilidade. Mas testar novos recursos já é demais. Vários programas disponibilizam a versão estável e a beta/teste para download. Aí é problema seu se baixou o beta e deu pau/roblema.

  • raymuncb

    Se o próprio Eric Raymond disse: “Libere cedo. Libere frequentemente. E ouça seus fregueses”, os programadores hoje em dia nada mais fazem do que seguir a cartilha do bazar.

    Infelizmente não é por ideologia, mas por pura conveniência. :(

  • raymuncb

    Se o próprio Eric Raymond disse: “Libere cedo. Libere frequentemente. E ouça seus fregueses”, os programadores hoje em dia nada mais fazem do que seguir a cartilha do bazar.

    Infelizmente não é por ideologia, mas por pura conveniência. :(

  • http://naotenho AlbertoMyra

    Quando eu falo que na Informática a fronteira entre a ciência e o misticismo desaparece, tem gente que não acredita.

    “E os problemas se misturam. A verdade do Universo e a prestação que vai vencer”
    Raul Seixas

  • raymuncb

    Se o próprio Eric Raymond disse: “Libere cedo. Libere frequentemente. E ouça seus fregueses”, os programadores hoje em dia nada mais fazem do que seguir a cartilha do bazar.

    Infelizmente não é por ideologia, mas por pura conveniência. :(

  • http://victorfranco.net victorfranco

    O que temos visto são programas (muitas vezes pagos, como o THL) sendo lançados na correria, e depois o suporte monitora como as coisas sairam através de mídias como o Twitter. Um exemplo disso e to Tweetie, um cliente do serviço para Mac. Na última atualização eles fizeram algo que o usuário de layoult US-International era obrigado a atualizar o layout. E nem sequer colocaram uma nota sobre isso na release ou algo do gênero. A informação de como corrigir foi conseguida através de usuários.

    O que muita gente não entende, é que mesmo no mundo open-source, ninguém trabalha de graça. Tudo que se faz e é distribuído é em sentido profissional (até o Twitter é). Essas coisas movimentam muita grana, mesmo que não seja com a venda de licensa. Imagine você ir num bar, pedir uma caipirinha e o barman fazer você provar 10 vezes o drink para ver se está bom de açúcar, e no final ainda passar do ponto… E se a festa for open-bar, você vai ficar menos irritado?


    Victor Franco

  • http://anakinpendragon.wordpress.com anakinpendragon

    Os usuários não entendem oque é beta graças ao google, que tira o dela da reta mantendo seus programas como eternos beta.
    Você diz pra ele que o software ainda não funciona direito por que é beta, então ele diz: ” Mas meu orkut também é beta e funciona “

  • http://oxenti.com GuZ

    Cara, gostei da comparação.

    Não é por que é “De grátis” que é bom. As vezes é melhor pagar mais caro por algo melhor, mais útil, do que algo gratuito.


    Blog | Fotografias | Twitter

  • nobody.kaos.77

    É bem assim mesmo… o usuário quer tudo funcionando perfeito mas também quer a última novidade. Na guerra das distribuições linux tem muito “o meu sistema é melhor pq já tem a firula X e o seu ainda não”, e quando você diz que aquilo ainda não está pronto para usuário final, sempre tem um dizendo “no meu funciona perfeitamente, o problema é você”. Por exemplo na época que começou os desktops 3D… instalar aquilo era um porre e era muito precário… mas nego insistia em fazer distros e scripts já habilitando e “configurando tudo automagicamente”. Ai vai o usuário final que não entende nada, da um erro qualquer e pronto, vem falar que “linux é uma porcaria”. Via muito isso na época do Kurumin… principalmente nas primeiras versões. A versão beta ficava um dia no ar e pronto, lançava uma nova versão “estável” que o próprio autor dizia que se você desse um apt-get dist-upgrade o sistema ia pro saco..

    O debian teve uma época que eles forçaram um pouco a barra.. lembro que fui instalar o stable pela primeira vez e fiz a instalação padrão… sem me perguntar nada, ele instalou o kernel 2.2… nada funcionava direito, já que meu micro tinha um hardware mais atual. Tive que re-instalar e passar um parâmetro para o instalador, avisando que queria o kernel 2.4 (isso faz tempo). Hoje em dia, até pela pressão do Ubuntu, o ciclo deles está bem mais curto, mas pelo menos aparentemente isso não abalou a estabilidade do sistema.

    O bom do mundo open-source é que o autor tem mais liberdade de falar “pessoal, essa versão é a current mas pode dar problemas. Aconselho usar a stable.”.. já vi muuito software assim. Já os proprietários, até por questões de marketing e financeiros, o cara nunca vai falar isso. A MS não ia chegar no lançamento do Vista e falar “pessoal, se vocês precisam de drivers mais estáveis e maior compatibilidade com hardware, usem o XP mais um pouco e esperem uns meses/anos antes de instalar o Vista”. Idem para a Apple no lançamento do primeiro Mac OS X.

  • IceBrain

    Também já li isso, mas não acredito que se responsabilize autores de programas gratuitos, acho que esses devem ser vendidos “AS-IS”, senão o OpenSource acaba.

  • Ioca100

    Estou com dois problemas depois de atualizações no Ubuntu 9.04, um na reprodução de mp3, resolvi voltando para o kernel anterior, o outro não deixa que eu passe o OpenOffice para Pt-Br, só funciona em Inglês.
    Antes estava tudo perfeito.

    We’re Linux.

  • zuzé

    [OFF]
    Se eu estivesse anonimo diría que tal tema seria melhor abordado pelo Bicalho, com vários dados pra demonstrar a idéia, do que pelo Cardoso que tem mania de colocar a culpa no FOSS.
    Como eu pretendo ir ao próximo Expo MeioBit e o Cardoso é um sujeito meio grande vou ficar quieto e manter isso em off.
    [/OFF]

    Ok, a ansia por releases rápidos virou meio que status e é uma coisa bastante desnecessária salvo aplicações críticas (antivirus, SO, etc) como alguém comentou acima.
    Na minha curta experiência como desenvolvedor, entendo que testes são caros tanto quanto a escrita do software em si (percebam que não disse “desenvolvimento do sofware” do qual escrita e teste do software fazem parte) (Eu gostaria de ter dados de custos de escrita x testes, mas infelizmente não tenho. Essa é uma informação baseada em empirismo).
    Não sería a diminuição dos testes uma tentativa de diminuir custos (de repente uma necessidade até) e não uma tendência imposta pelo FOSS?
    Seguindo a linha do artigo http://meiobit.pop.com.br/meio-bit/open-source/ti-e-suporte-nao-culpe-o-software-livre (não, eu não sei html e tenho preguiça de pesquisar como se faz um link) software bem testado deveria ser um dos diferenciais dos proprietários. Será que as empresas que produzem os proprietários se esqueceram disso ou estão pensando como os gerentes que gostam da cor Blue Corn Flower?

    Update: o link é automático, zuzé burrão!

    ————-
    lero-lero

  • http://anakinpendragon.wordpress.com anakinpendragon

    Já que o assunto chegou no software livre, eu devo dizer que deviamos ter uma campanha, chega de distribuições sairem de 6 em 6 meses. Acho que o periodo minimo deveria ser de 1 ano. Mas acho que 2 anos seria o ideal. Mas essas distribuições precisariam pelo menos ter updates de programas como o navegador e o editor de texto ( openoffice ).

    Não da pra testar uma distribuição direito em 6 meses. Sai muito bug novo que não acontece com o desenvolvedor .

    As vezes o desenvolvedor dessas distribuições querem demais atender o desejo do consumidor de querer ter sempre algo novo e faz a besteira de lançar algo bugado.

    No caso da Microsoft se lança algo bugado por que eles precisam vender regularmente, e novidade vende mais…

  • lscalado

    metodologia Chico Xavier, em que os requisitos vêem do além e são psicografados.

    Essa realmente me deixou rindo sozinho por um bom tempo. O que tem de software que a documentação é em um folha que tem ate marca de xícara de café. E está escrito em algum dialeto do qual não se entende.

  • nobody.kaos.77

    É aquela velha história, pode até economizar inicialmente, mas depois pode sair muito mais caro. Vamos supor que faço um software X que popula uma base de dados qualquer. Uma especie de messenger por exemplo. Lanço a versão 1.0 bugada e percebo que estou populando o banco de dados de forma errada, algum campo ta saindo zuado em alguns casos. Se eu percebo no teste, arrumo o erro e pronto. Se acho só depois que disponibilizei vou gastar com banda (todo mundo vai ter q baixar denovo, pelo menos um patch), perco com mão de obra para arrumar minha base de dados que ficou zuada, perco com o tempo que tenho que dar suporte ao usuário que não consegue usar o sistema por causa desse erro e por ai vai.
    É mais ou menos como construir uma casa com material ruim… pode até ser barato, mas a manutenção……

    Mas sou a favor de disponibilizar sempre a versão mais recente sempre que possível (release early release often), mas nunca como sendo uma versão “estável” ou voltada para o usuário final, mas sim uma versão voltada para “aventureiros de plantão”. Isso ajuda a ter um feedback mais rápido das pessoas que vão usar meu sistema e ajuda a encontrar bugs. Principalmente quando meu cliente não é o usuário final mas sim uma empresa. Assim vou disponibilizando para a empresa e se por acaso tiver algo que não está de acordo com o que foi especificado, ela já me avisa e corrigimos o mais rápido possível (o que também torna a alteração mais barata – se deixar para o final, provavelmente vou ter que re-fazer boa parte do código que ainda não desenvolvi). Seguindo as linhas da eXtreme Programming e desenvolvimento ágil. Modelo cascata já mostrou que não funciona bem.

  • Caxias

    Teste exploratório é uma abordagem de teste bastante válida, quando executado da maneira correta. ;)

  • shimatai

    [quote]Agilidade não é produzir nas coxas, não adianta ter versão nova todo dia se isso implica em mais erros e mais instabilidade. Software não é pão quente. Não se faz em fábrica (e o que se faz é de péssima qualidade).[/quote]

    Fábricas de Software geralmente tem certificação CMM/CMMi, aliás, a maioria delas tem tais certificações e seguem uma penca de processos antes de se entregar o software.

    Se o software sai de péssima qualidade, está na hora de reavaliar o processo de desenvolvimento da mesma, que provavelmente não está sendo seguida.

    Outro ponto é que o mercado exige um dinamismo maior e isso não é culpa das fabricantes de software, já é um requisito de mercado ser ágil.

    E pelo fato de se exigir agilidade é que se criaram tantas metodologias de desenvolvimento ágil (vide SCRUM, XP Programming, entre outras).

    Essa lavada de reclamações só é resultado da própria exigência do mercado.

    “O único lugar onde ‘sucesso’ vem antes de ‘trabalho’ é no dicionário.”
    Albert Einstein

  • shimatai

    Discordo. A maioria das Fábricas de Softwares são regidas por uma coisa chamada CMM (Capability Maturity Model), que é um conjunto de regras e processos que um software tem que passar ANTES de ser entregue.

    Tais processos tem por finalidade minimizar o risco de se entregar um software defeituoso.

    A Microsoft tem CMMi (i de Integration) nível 5 (o maior nível). No Brasil muitas FSW tem nível 3 e poucas nível 5.

    E na minha opinião o funcionário é recurso sim (e é pago por isso) e não filho dela , onde o gerente tem que ficar passando a mão na cabeça e dando tarefa molezinha pra ele.

    “O único lugar onde ‘sucesso’ vem antes de ‘trabalho’ é no dicionário.”
    Albert Einstein

  • nobody.kaos.77

    A maioria é CMMI nivel 3 ou superior? No Brasil? Humm, acho que não hein. Mesmo pq essa certificação custa $$$.

  • http://www.sefodeai.com.br amarques

    Concordo. Mas não no contexto que eu apresentei, de apagar incêndio.
    ____________________________________________________________
    “O que destrói a criatividade é o senso do ridículo.” (Confúcio)

  • zuzé

    [quote=nobody.kaos.77]É aquela velha história, pode até economizar inicialmente, mas depois pode sair muito mais caro. [/quote]

    Bem, talvez eu não tenha sido muito claro na minha referência inicial, então tá ai o diálogo explicito:

    [quote]

    Eu era um controlador de devolução, meu trabalho era aplicar a formula
    ***
    A criança voou através do pára-brisa
    ***
    Um carro construído pela minha empresa deixa o destino a 90 kph.
    O diferencial traseiro trava
    ***
    O aparelho dental do adolescente está grudado no cinzeiro
    Daria uma boa campanha anti-fumo
    ***
    O Carro bate e incinera todos que estão dentro
    Então, devemos dar início a uma devolução?
    ***
    O pai deveria ser enorme.
    Vê aonde a gordura grudou no acento?
    A camisa de poliéster?
    Arte moderna
    (risos)
    ***
    Some os carros no mercado, A
    Multiplique pela taxa provável de quebras, B
    Multiplique o resultado pela média dos acordos extra judiciais, C
    A x B x C é igual a X
    Se X for menor que o custo da devolução, não fazemos

    [/quote]
    ————-
    lero-lero

  • shimatai

    Eu trabalhei em várias fábricas de software e todas elas tinham pelo menos CMMi nível 3 e uma com nível 3 e MPS.BR nível A (que equivale a CMMi nível 5).

    A CPM está se certificando com CMMi nível 5. Acho que a Politec já tem nível 5.

    “O único lugar onde ‘sucesso’ vem antes de ‘trabalho’ é no dicionário.”
    Albert Einstein

  • Helvio

    É por isso que estou indignado com o Opera 10, que não sai das versões Alfa. :(

    Embora não seja open source este Opera 10 esta continuando a série 9.x que a cada semana se lançava uma correção.

  • http://epicfailureblog.wordpress.com/ kbloSnack

    Isso me lembra os Drivers das ATI’s todo mes sai um com quase nada de melhoras ou se tem aquela melhora de “60% em Crysis” é na verdade 0,5 FPS se muito…

    Animes, mangás e games: http://epicfailureblog.wordpress.com/

  • 1berto

    Concordo com o teor da matéria, mas acho que o pessoal
    confundiu um pouco. Há projetos muito bons que não tem
    tanta documentação ‘formal’ assim.
    Nego acha que fazer documento de requisito quer dizer
    que alguém sabe o que o sistema deve fazer. Requisito
    não garante atendimento, o usuário simplesmente não
    sabe o que quer, você tem que travar uma batalha hercú-
    lea para arrancar isso dele. Apesar de parecer contradi-
    tório com o tópico, não é. Nego bota 3 mil funcionali-
    dades e entrega um beta com tudo funcionando (?)
    porcamente, se fizesse a metade direito valeria mais
    a pena para todo mundo.
    Mas acho que esse é um caminho sem volta.

  • matheus_tux

    Muita gente concorda e discorda, e blablabla…
    Mas uma coisa é fato, estas empresas existem, mas com certeza la dentro nenhum líder passou perto de um MBA de Gestão de Projetos, ou nenhum curso a la People disso.

  • http://www.livioribeiro.com livio

    Software livre também vai resolver o problema da AIDS, da gripe suína e da fome no mundo.

    [cd pub; more beer]

    Não clique!

  • http://epicfailureblog.wordpress.com/ kbloSnack

    Não esqueça das Cáries

    Animes, mangás e games: http://epicfailureblog.wordpress.com/

  • http://www.livioribeiro.com livio

    no software livre, acaba existindo um efeito dominó:

    O kernel Linux tem ciclo de lançamento bem curto, às vezes sem 2 releases em menos de 6 meses.

    O Gnome e o KDE tem ciclos de lançamentos de 6 meses.

    Quem não acompanhar o ritmo, fica defasado e perde notoriedade, a não ser que possua fanboys bem chatos.

    Desenvolver para [um conjunto de sistemas operacionais que usam o mesmo kernel] que mudam constantemente deve ser uma bela dor de cabeça. o Firefox 3 não roda no Debian 4, que foi lançado em 2006, mas roda no Windows XP, lançado em 2001.

    O Linux teria condições de dar o exemplo, bastaria que mudassem a política de lançamentos para 1 ano.

    Inovar não é fazer mais, é fazer melhor

    [cd pub; more beer]

    Não clique!

  • joaopaulo.goncalves

    Fale por você. Eu não gosto, e até agora, nunca tinha visto alguém gostar de ser chamado de recurso.

    Eu gosto de ser chamado pelo meu nome, no máximo por funcionário. Se me chamar de colaborador, eu digo que paro de colaborar assim que atrasarem o meu salário.

    Na minha pequena experiência é que CMMi não garante porcaria nenhuma. Quem garante alguma coisa são as pessoas.
    Pessoas devem ser valorizadas, não o processo.

    Mas isso é um discussão longa (vide http://www.linhadecodigo.com.br/Artigo.aspx?id=1262).

    P.S.: Trabalho numa empresa CMMi nível 3 (A Velha).
    P.S. 2: Se CMMi fosse tudo isso, a Microsoft Nível-5 fodão não teria lançado a bosta do Vista inicial. (My first flamewar!)

  • rodro

    Nisto eu acho que a Blizzard sai na frente de todo mundo, eles só lançam o jogo quando ele ta redondinho, sempre foi assim e sempre funcionou, sou fan deles, os caras são muito bons, só espero que essa nova tendencia de mercado não afete eles :) .

  • rodro

    —ENVIOU 2x, FAVOR APAGAR—

  • http://ceticismo.net Pryderi

    Arthur Clarke disse isso na década de 50-60.

    _______________________________

    Eu assinaria aqui, mas sou analfabeto.

    Ceticismo.net

  • http://ceticismo.net Pryderi

    http://lazybastard.ehuna.org/archives/000032.html

    _______________________________

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    Ceticismo.net

  • http://oxenti.com GuZ

    Dos impostos, do Câncer e do Funk Carioca.

    Ah, e dos Freetards


    Blog | Fotografias | Twitter

  • http://www.flickr.com/photos/eduardoaguiar Eduardo Aguiar

    Quem disser que informática é uma ciência exata não entende nada de computadores.
    A informática é uma questão de fé.

  • http://ceticismo.net Pryderi

    Nós, cientistas exatos, gostamos de sacanear o pessoal da informática. Principalmente pelo fato de não conseguirem contar até dois. }:)

    _______________________________

    Eu assinaria aqui, mas sou analfabeto.

    Ceticismo.net

  • MarioBajr

    Mais se o software for lançado numa versão beta instable sem muitos testes teremos um resultado como “Eu sou a Lenda” ou “Resident Evil” :?

  • luctimm

    Sim, pessoas devem ser valorizadas. Mas não deixam de ser recursos, melhores ou piores. Concordo com o Shimatai.

  • luctimm

    Wireless e release de Ubuntu é outra caixinha de surpresas… }:)

  • shimatai

    Exato. Acho isso também, que os recursos devem ser valorizados como pessoa.

    “O único lugar onde ‘sucesso’ vem antes de ‘trabalho’ é no dicionário.”
    Albert Einstein

  • shimatai

    [quote]Fale por você. Eu não gosto, e até agora, nunca tinha visto alguém gostar de ser chamado de recurso.[/quote]

    Sim, eu falo por mim. Mas há de concordar que uma pessoa é um recurso na perspectiva do projeto.

    As pessoas devem sim ser valorizadas, mas ainda assim não deixam de ser um recurso do projeto.

    [quote]eu digo que paro de colaborar assim que atrasarem o meu salário.[/quote]

    É um direito seu que DEVE ser exercido quando necessário.

    [quote]Na minha pequena experiência é que CMMi não garante porcaria nenhuma. Quem garante alguma coisa são as pessoas.
    Pessoas devem ser valorizadas, não o processo.[/quote]

    Sim, CMMi não é plena garantia de qualidade, mas seus processos ajudam muito no aumento de qualidade do produto (vide Revisão por Pares [Peer Revision], CQS [Controle de Qualidade de software], entre outros processos).

    A quantidade de erros que é corrigido na fase de Revisão por Pares é enorme. E essa prática não é adotada na maioria dos projetos que não seguem os processos de CMM.

    [quote]P.S. 2: Se CMMi fosse tudo isso, a Microsoft Nível-5 fodão não teria lançado a bosta do Vista inicial. (My first flamewar!)[/quote]

    Na minha opinião o Vista foi liberado por pura pressão de marketing e por não deixar um espaço de tempo muito grande entre uma versão major e outra.

    Mas tem razão… isso é uma looooonga discussão.

    “O único lugar onde ‘sucesso’ vem antes de ‘trabalho’ é no dicionário.”
    Albert Einstein

  • Alexandre Luckenzy

    aMSN 0.97-2? Quem dá mais?
    =P

  • khlauss

    Até a Psicologia é mais exata que a Informática…

    .OpEn.YoUr.MiNd.

  • http://tiagohillebrandt.wordpress.com tiagoscd

    Na verdade, tem um software que acredito que supera todos os disponíveis até então. O grub, do Ubuntu:

    grub 0.97-29ubuntu53

  • nobody.kaos.77

    Onde trabalho também é cmmi nivel 3. Conheço outras empresas que também são cmmi 3 e até cmmi nivel 5 (a Tata por exemplo). Mas não acho que a maioria das empresas no brasil ainda são cmmi nivel 0.

    edit: era pra ser uma resposta pro shimatai.

  • nobody.kaos.77

    Não digo software livre, mas talvez oq tem por trás dele sim. Se lançarem um vacina para Aids copyleft, então ela vai resolver os problemas da Aids ;)

    (como tem um pessoal aqui no meiobit meio lento, melhor deixar claro: isso foi uma brincadeira).

  • http://www.felipej.net/blog/ felipeaj

    [quote=caixadehq]Não gostou? Não use.[/quote]

    Uma empresa com esse pensamento, vive de que? Amor?

    _______________________________
    Blog FelipeJ.Net

  • http://www.felipej.net/blog/ felipeaj

    [quote=arnoanderson]Que diabos fazem então os testadores de software?
    E os gerentes de projeto?[/quote]

    Somente em projetos planejados que seguem normas (diferente daqueles “dá uma conversada com o cliente e sai programado”)

    ______________________________
    Blog FelipeJ.Net

  • http://www.felipej.net/blog/ felipeaj

    [quote=GuZ]Não é por que é “De grátis” que é bom. As vezes é melhor pagar mais caro por algo melhor, mais útil, do que algo gratuito.[/quote]

    Verdade!
    Na realidade a licensa é o custo maior somente em residências ou empresas pequenas, onde uma (ou mais) pessoas conseguem dar conta da manutenção do sistema
    Em empresas maiores o custo mesmo fica no suporte/treinamento/manutenção

    _______________________________
    Blog FelipeJ.Net

  • http://www.nbrtec.com.br manuelB

    Esses dias fui num restaurante, parecia bom, o preço era salgado, mas na comanda tava escrito: “A perca desta comanda acarretará em cobrança de R$50,00″. É, o negócio é se acostumar.
    _____________________________________
    Dodge this!

  • BadWolf

    Exatas? Quem disse que a informática é das exatas? Caramba… Sempre pensei que fosse da Biológicas! Ninguém me convence que os computadores não tem vida própria. E algumas máquinas ainda sofrem de TPM, todos os dias… :D

  • http://blogotti.blogspot.com Pagotti

    Certificação serve apenas para colocar em um quadro e mostrar pro amigo para dizer que vocë tem e ele não. Vocë iria operar sua “preula” em um médico de 23 anos que diz ter certificação para isso ou prefere aquele que já fez 784 cirurgias?
    O problema é que empresa que desenvolve software não ganha dinheiro com desenvolvimento. Quem depende do software redondo, bem testado, é aquele desenvolvedor solitário ou aquela equipe minúscula que segue a metodologia mais consagrada no mundo, aquela que vocë aprende errando, e sabem exatamente o que tem que ser feito sem precisar fazer uma prova com 80 questões de multipla escolha. Quando entra nesse processo pessoas que nunca fizeram software e apenas estão no “gerenciamento” ai que a coisa desanda e vocë tem que obter aquele monte de certificação pra provar “de outra forma” que vocë sabe o que está fazendo.
    É lamentável, mas o mercado está pedindo “mais com menos” e o resultado é um de queijo e dois de carne!

  • http://www.wallck.com.br/ wallck

    Quando primeiro: optarem por qualidade, o mundo já terá sucumbido às invasões da “Skynet”.

    http://wallck.spaces.live.com/
    wallace.go@gmail.com

  • http://oxenti.com GuZ

    Em psicologia não tem Math.random

    Blog | Fotografias | Twitter

  • http://blog.brunobergher.com brunob

    Cardoso, seu comentário é super válido, mas vale lembrar que o caso do Hit List é um pouco específico: eles correram pra entrar no MacHeist 3 (imagino que vc também tenha comprado lá), e por isso tiveram de vender uma versão beta.

    Fora que o Hit List é dos programas mais bem feitos que já usei. É literalmente um prazer. Os caras pensaram em detalhes tão ínfimos que eu fico pensando se mais alguém no mundo usa Command + Shift + I e repara na animaçãozinha do painel de Info.

    Além disso, se vc olhar os release notes com calma, tem versão que adiciona uma ou duas formas novas de escrever o critério de repeat (coisas doidas como ‘Evry 2nd wed’ FUNCIONAM) ou corrigem detalhes como ‘não mostrar a lista de tags na situação tal quando não houverem tags do tipo tal’.

    Acho que o que tá acontecendo é lemas como do Google e da 37Signals, de ‘release early, iterate often’ estão migrando pro desktop. E, confessa aqui, se vc tá conectado o tempo todo, realmente te incomoda tanto fazer um update *com benefícios* duas ou três vezes na mesma semana?

  • http://www.ruyacquaviva.com/ Ruy Acquaviva

    Concordo com a reclamação sobre a liberação de versões de softwares sem garantias mínimas de qualidade, resultando em um número excessivo de atualizações e em problemas para os usuários. Aliás as atualizações constantes são apenas um reflexo dos problemas dos usuários, alguns implicando em prejuízos para as empresas.

    Porém discordo totalmente quando o autor diz que isso é um reflexo de uma metodologia open-source. É reflexo da falta de qualidade e pronto.

    Usar mais esse assunto para atacar o software livre com argumentos falsos já seria de se esperar desse autor, pois não são poucas as vezes que ele faz isso.

    Qual o problema sobre o qual ele está discorrendo? A metodologia de beta-testes? Então isso é ruim? São os beta-testes que prejudicam a qualidade do software? Claro que não! A testagem feita pelos usuários visa obter testes em condições de uso que não podem ser reproduzidas pelos desenvolvedores e não servir de desculpa para não realizar os testes adequados antes da promoção de versão alfa para beta.

    Também é duplamente falso dizer que devido aos projetos open-source “os testes foram aos poucos transferidos para a “comunidade”, sem que ela sequer tenha pedido essa responsabilidade” (palavras do autor).

    Primeiro porque não se transferiu nada para a “comunidade”, já que o próprio desenvolvimento é comunitário, o papel de testador beta é assumido por aqueles que QUEREM participar do projeto realizando essa atividade POR SUA PRÒPRIA INICIATIVA. Como só participa quem quer, dizer que foi “sem que ela sequer tenha pedido essa responsabilidade” é um absurdo.

    Segundo, se alguém “tranferiu” alguma coisa para alguém foram as empresas de softwares proprietários que transferiram para seus clientes um papel de testador que antes eles não tinham. Mas só testa a versão beta quem quer, como o próprio Cardoso afirmou em um comentário aqui, contradizendo a sí mesmo, “POMBAS, o negócio é um beta, será difícil de entender o conceito?”.

    O problema é quando se libera uma relase final com bugs, gerando problemas para os usuários e obrigando a uma extensa série de correões e atualizações. Isso é muito diferente da realzação de testes com versões beta.

    Mais uma vez o autor escreve um bom texto sobre um assunto importante, mas estraga posições corretas e coerentes por fazer ataques gratuitos ao software livre usando argumentos falsos e afirmações descabidas.

    Uma pena.

  • xzerorj

    mas não nos livrou do comercial da dell

  • http://prsoogro.spaces.live.com/blog/ Ogro

    Tem. Chama-se psicopatia.

    [s]

  • bugbgs

    Concordo e acrescento, muito valem-se do ‘Novo’, tudo que é colocado com este titulo tem venda, obvio, que também tem ressalvas, mas geralmente é bem visto, como inovador.

    Bruno Gomes
    ” Os corvardes morrem varias vezes antes de esperimentar a morte, já os corajosos, estes esperimenta-na apenas uma vez”

  • bugbgs

    É mero efeito boutique-Françoise-d´Frivolougie.

    Bruno Gomes
    ” Os corvardes morrem varias vezes antes de esperimentar a morte, já os corajosos, estes esperimenta-na apenas uma vez”

  • bugbgs

    Inovar é fazer o que ainda não foi feito, na forma e dimensão, Macintosh, é o exemplo.

    Bruno Gomes
    ” Os corvardes morrem varias vezes antes de esperimentar a morte, já os corajosos, estes esperimenta-na apenas uma vez”

  • predador00

    “..It’s because software is moved by capitalism and not by programmers..”

    nao lembro onde li, mas soa familiar…

    ;-;

  • gopher

    Que eu saiba atualmente na eula, que você, eu e a imensa maioria aceita sem sequer dar uma olhada maior sobre isso, o software é oferecido “as is” e ”no warranty” seja lá nas implicações que isso seja, e não recomendam a instalação desses softwares em sistemas críticos.

    M.M.

  • http://www.contraditorium.com Carlos Cardoso

    “release early release often” pesquisa quem defende isso, depois volta aqui.


    Contraditorium.com ? proibido para QI abaixo de 50

  • shimatai

    Hahahahaha…
    Perfeito!
    [/tibmaker]

    “O único lugar onde ‘sucesso’ vem antes de ‘trabalho’ é no dicionário.”
    Albert Einstein

  • shimatai

    Acho que isso depende do estado, pois de acordo com as regras da CMMi, cada unidade (filial) de desenvolvimento de software deve ser certificada, mas como é algo caro, então as consultorias certificam uma única unidade e dizem que A EMPRESA tem CMMi nível X.

    Pelo menos no RJ as várias consultorias (grandes) que atuam aqui tem pelo menos um nível de CMMi, geralmente o 2 ou 3.

    “O único lugar onde ‘sucesso’ vem antes de ‘trabalho’ é no dicionário.”
    Albert Einstein

  • RodrigoCantarino

    O problema maior que eu vejo nessas “nomenclaturas” de versão é que quando você espera que depois do 0.9.3.99 venha o 0.9.4.0, aí os caras lançam uma 0.9.3.100. Aí você pensa: “Que m**da, mas beleza”. Aí quando vem a 0.9.4.99, você jura que vai vim a 100, aí vem a 0.9.6.0.
    Daí eu pergunto: Que tipo de organização tem esses caras ???
    Nenhuma. Totalmente sem critérios.
    Software livre é bom, é muito bonita a sua filosofia, mas muitas vezes a “comunidade” faz muita cagada.

  • RodrigoCantarino

    uahuahauhauhauhauahuahuahua
    Tô rolando de rir. :D

  • http://victorfranco.net victorfranco

    Mas o mercado capitalista é baseado em uma competição onde quem oferece melhores produtos/serviços ao menor preço possível para atender um determinado padrão de qualidade leva vantagm sobre os concorrentes. Veja a própria Microsoft, que teve que sambar muito para criar expectativa em cima do Win7, em face da tragédia de vendas que foi o Vista(nada contra o OS). Imagine pequenas empresas de software, que ainda nem tem um nome consolidado no mercado e ficam lançando atualizações quase diárias e colocando o ônus do teste nas costas do consumidor/comprador.

    Além do mais, esses produtos “sempre beta” dificilmente seriam utilizados em ambientes corporativos ou em grandes empresas, que é onde rola o dinheiro de verdade. Qual gerente de TI iria colocar o dele na reta por causa de um software que todo dia gera um tráfego descomunal na rede para poder ser atualizado. Some-se a isso o tempo de atualização, que provavelmente deixará o software indisponível.

    Para quem é usuário essas coisas já cansam, imagine quando falamos em 1.000 profissionais parados todo dia esperando a atualização. O capitalismo de verdade não dá muito espaço para essas coisas feitas de qualquer jeito e que podem virar um grande prejuízo.

    Sim, no final das contas o mercado capitalista busca a mesma coisa que eu e você: money.


    Victor Franco

  • BrunoDuarte

    Pessoal ta precisando estudar mais sobre Controle de Versão de Software (CVS).

  • Jason Manchest

    Sou mais o pessoal da Opera, ele haviam criado uma versão 14 há 45 bilhões de anos chamada “The Dooms Day” onde 35 bilhões de anos só foram de testes.

    O lançamento dessa versão será em 12 de Dezembro de 2012 }:)

    Não sou o Jonny Walker, mas walk mais que ele…

  • Jason Manchest

    O pessoal da Canonical mudou muito sua política durante esses anos, tanto é que a forma de trabalho lá é bem mais exigente (pena que nem estou com o link sobre esse fato).

    Não sou o Jonny Walker, mas walk mais que ele…

  • http://www.ruyacquaviva.com/ Ruy Acquaviva

    Livro: The Cathedral and the Bazaar
    Autor: Eric S. Raymond

    “Release Early, Release Often

    Early and frequent releases are a critical part of the Linux development model. Most de- 51
    velopers (including me) used to believe this was bad policy for larger than trivial projects,
    because early versions are almost by definition buggy versions and you don’t want to wear
    out the patience of your users.
    [...]
    Linus was treating his users as co-developers in the most effective possible way:
    Release early. Release often.
    And listen to your customers.”

    Cardoso, você está distorcendo as coisas. O conceito que raymond defende em seu livro não é o de liberar as releases com um monte de bugs e sem os testes adequados. Ele estava falando a respeito das especificações e das soluções apresentadas. Liberar cedo e frequentemente refere-se a interagir com o cliente para chegar na melhor solução e manter o software atualizado. A parte que você não cita é “And listen to your customers”, escute seus clientes. Lógico que se você libera o código sem qualidade o que vai escutar de seus clientes é apenas a reclamação. Raymond refere-se a escutar sugestões e relatos sobre a adequação do software às condições reais de uso.

    O caso que você cita do software “The Hit List” é totalmente diferente. Ele não está nem a venda, o que há é uma pré-venda, a última versão é uma versão BETA “zero-ponto”. Ou seja é um software novo que está em um primeiro ciclo beta. Não dá nem para comparar com o Windows 7 que é uma versão nova de um software com muitos anos de “estrada”. E mesmo assim você parece ter uma complacência com o beta do Windows que não tem com o do “The List Hit”, em uma atitude ao meu ver contraditória.

    Um software novo além de fazer correções de bugs está testando as funcionalidades, ainda mais um que se propõe a apresentar um conceito inovador como é o caso do “The Hit List”. O que eles podem estar fazendo de errado é não ouvir o seus clientes, parece que fazem isso no grupo de discussão do software, mas eu não verifiquei se tem uma participação ativa dos “beta-testers” ou não.

    Enfim, Cardoso, se te incomoda tanto as atualizações, pare de usar o software e espere ele ser lançado em versão final, comprando uma versão acabada. Aí sim você vai poder reclamar se as atualizações forem muito frequentes. Mas se a empresa ouvir os usuários e melhorar os software em função desse relacionamento, não entenda isso como “má-qualidade” do software, mas como uma forma de aperfeiçoar o produto.

  • hamacker

    Todo programador tem critérios.
    Cinicamente alguns são ruins de compreender, propositalmente, coisa de programador.
    Já ouví casos de que alguns são numeros tem de causar a impressão de serem cabalísticos.

    Os produtos microsoft tem uma versão interna que tem até o numero do BUILD no meio e outra fantasia que vem na caixa, isso na minha opinião atrapalha mais do que 1.2.3.4, por exemplo, sem consultar, voce usa MSOFFICE13 ou MSOFFICE14 ?

    A forma mais simples que ví até hoje para numerar uma versão foi o Ubuntu, muitos simples e prática, é cronologica sem usar 2007/2008/2009.


    Se não fosse pelo C, estaríamos usando BASI, PASAL e OBOL.

  • nobody.kaos.77

    hahaha acho que quem precisa pesquisar isso é você cardoso. Quem inventou este termo foi o Movimento Ágil, e não Eric Raymond. E o Movimento Ágil não tem ligação direta nenhuma com o Software Livre.

    Apenas para citar um exemplo: conhece a empresa Paggo? Da Oi? Eles usam metodologia ágil, foram pioneiros no uso de clusters mysql em produção, seguem a risca a metodologia ágil, incluindo o conceito de faça o release cedo, faça com frequencia. E o sistema deles não é nada livre… totalmente proprietário (embora usem muito software livre para diminuir os custos).

    Enfim, não faz o menor sentido culpar o Software Livre. Veja o OpenBSD por exemplo. Vc acha que eles vão sair lançando qq coisa? Eles tem uma imagem a selar. Se lançam algo com bug, pega muito mal pra eles. Lógico que o problema que você citou acontece SIM no mundo do software livre, mas não necessariamente. Não acho nada justo culpa-los por esse tipo de erro, fazendo generalizações exageradas.

  • shimatai

    A Globo.com também usa metodologia ágil com SCRUM (tem até um SCRUM Master lá). Mas não é em todos os projetos, mas já mostra tendência na adotação dessa metodologia.

    “O único lugar onde ‘sucesso’ vem antes de ‘trabalho’ é no dicionário.”
    Albert Einstein

  • hamacker

    Sério que voce disse isso :
    [quote=GuZ]Mas você não vê uma MS ou uma Apple lançando 25 updates em 15 dias, sem testar (afinal duvido que se possa fazer um teste bem feito em 2 ou 3 horas, nem numa calculadora).[/quote]

    Só se resolver sentar e esperar pelos SPs.


    Se não fosse pelo C, estaríamos usando BASI, PASAL e OBOL.

  • hamacker

    BETA não é caracterizado pela presença de erros, mas que o software ainda não atingiu a meta estabelecida pelos desenvolvedores. O software pode não ter erro nenhum, mas ainda não completou todas as tarefas que foram designados para ele, daí BETA ou ter completado todas as tarefas designadas, mas cheia de bugs e por incrivel que pareça é release FINAL, não é mais BETA, afinal todas as “features” foram completadas.

    Quando a meta é ambiciosa, eles ficam em fase de beta por muito tempo, exemplos maiores que o google é o MAME e o WINE.

    Não sei porque a chiadeira ou mimimi de alguns, BETA é BETA. Foi-se a muito tempo em que BETA ficava só nos laboratórios.


    Se não fosse pelo C, estaríamos usando BASI, PASAL e OBOL.

  • hamacker

    Mas pelo menos o Software Livre acabou com os CDs da AOL :)


    Se não fosse pelo C, estaríamos usando BASI, PASAL e OBOL.

  • hamacker

    Jogos com bugs só decepcionam. Nao me lembro de bugs jogando DukeNukem, DOOM ou Full Thottle. Mas o primeiro jogo que teve um bug, nunca mais joguei ou quiz chegar ao seu final, era o Pitfall voce pulava um buraco e no interim se o Windows desse aquela paradinha o Henry perdia o impulso e quando o Windows retomava o jogo eu caía no buraco. Eu era fã do Henri Pitfall, e por causa dum bug ridiculo nunca mais voltei a joga-lo.

    Tá vendo, jogos não podem ter bugs.


    Se não fosse pelo C, estaríamos usando BASI, PASAL e OBOL.

  • boobsbr

    [quote]Tonight? We make soap.[/quote]

  • xzerorj

    Creio que vou lamentar muito no futuro por indagá-lo agora, mas enfim…

    “como assim, bial?”

  • hamacker

    sei lá, foi para descontrair.
    Visto que o CD da AOL dava mais que xuxu, toda vez que eu recebia um, me ajoelhava e dizia para o alto : “por quê ?” ao estilo daquela foto de guerra que dizia “why” com o soldado caindo ao chão.

    Desse momento em diante eu passei a olhar com carinho para outros sistemas operacionais.


    Se não fosse pelo C, estaríamos usando BASI, PASAL e OBOL.

  • zuzé

    Com banha que as dondocas pagaram caro pra tirar do corpo delas.
    A Beleza está na ironia.

    ——————
    lero-lero

  • boobsbr

    excelente comentário, muito sensato.

  • boobsbr

    mais uma vez os argumentos do Cardoso são derrotados nos comentários. muito bem explicado.

  • 1berto

    Livre ou não livre, ági ou não ágil, não acho que nada disso implica
    em qualidade ruim.
    Você pode muito bem realizar o software em pequenas partes bem
    feitas e não uma parte ‘completa’ cheia de bugs.
    É só ser realista na estimativa de quais requisitos dá para atingir.
    Dependendo da forma como for planejado o resultado final pode até
    ficar pronto mais rápido do que o inicialmente planejado.
    Uma estratégia que estou adotando agora em um projeto que estou
    trabalhando é curiosa, estou criando um mecanismo para inclusão
    de processos, regras de negócio e relatórios através da interface de
    administração do software. No caso do meu projeto isto reduz muito
    a complexidade e acho que vamos poder entregar tudo em pequenos
    pacotes de boa qualidae. Mas cada caso é um caso. No caso de um SO
    por exemplo, como entregar partes pequenas? Você vai entregar o Seven
    sem a última versão do Directx por exemplo?

  • 1berto

    Além disso hoje os betas teem um alcance muito maior.
    Antes havia uma pequena comunidade que trocava disquetes ou conseguia
    baixar os betas. Mas somente as versões oficiais se tornavam
    realmente populares. Hoje em dia todo mundo quer o Beta (é só ver
    o caso do novo windows), mais um caso do meu ser maior que o seu.
    Não acho que o desenvolvimento ágil seja necessariamente ruim, mas
    eu sempre tive uma visão meio Unix meio Windows (gosto de instalar
    um software ‘pequeno’ e botar ‘plugins’ com o que eu quiser, por
    isso sou fã do FF) e acho que esse é um caminho interessante.
    Talvez no futuro o software proprietário faça algo nesse sentido,
    você compra uma versão do windows com o seu computador e assina um
    serviço para poder baixar atualizações de pequenas partes dos
    componentes, uma empresa como a MS está em condições de fazer isso.
    Você paga X por um determinado perfil (Escritório, casa, jogos, etc)
    e tem acesso à todas as novidades da áre. Esse lance de uma ‘versão
    final’ que não é tão final assim, não me parece a estratégia mais
    eficiente do ponto de vista do desenvolvimento (e nem da cobrança).
    Talvez se a MS enfrentar uma concorrência realmente perigosa do
    ponto de vista financeiro ela possa fazer algo assim.

  • Conqueror

    [quote=oneonvanhalen]Mas no caso que você demonstrou Cardoso, não é pra tanto alarde.

    O último digito apenas que muda.
    Isso significa que foi feito apenas correções.[/quote]

    Mas custa esperar uns dias, juntar várias correções para então lançar um pacote só?

    Em sistemas críticos há pressão para soltar correções o mais rápido possível, mas fora disso não há porque lançar uma versão nova a cada bugzinho meia boca corrigido.

    O ideal é traçar uma meta de no máximo uma versão por mês (com excessão de bugs críticos, é claro) e manda um pacote de correções de uma vez.

    ——————————

    Campanha Play Ogg

  • http://www.defnologia.com.br José_Victor

    E para piorar tudo a atualização automática faz com que vários usuários nem sequer tomem coincidência disso. Alguns ainda acham que um número maior de atualizações reflete uma preocupação maior do desenvolvedor com eles.