The Siege of Dragonspear e (novamente) o problema da intolerância

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Na semana passada a Beamdog lançou o The Siege of Dragonspear, uma grande expansão para o remake do Baldur’s Gate e se o DLC serviu para fazer a alegria de muitos fãs que por vários anos esperaram para voltar ao universo do clássico, ele também deu início a um show de intolerância.

Tudo começou quando algumas pessoas encontraram uma personagem não-controlável chamada Mizhena e ao lhe perguntar seu nome, ela nos diz que passou a ser chamar assim há alguns anos, já que o nome que lhe foi dado no nascimento não era adequado. Então temos a opção de questionar o porque do nome não ser adequado e a resposta que recebemos é a seguinte:

Quando nasci, meus pais acharam que eu era um garoto e me criaram como um. Com o tempo, todos entendemos que na verdade eu era uma mulher. Criei meu nome das sílabas de diferentes línguas. Todas tem um significado especial para mim, ele é um real reflexo de quem eu sou.

Isso foi o suficiente para que um grande número de pessoas fizessem análises negativas para o The Siege of Dragonspear tanto no Steam quanto no GOG, com boa parte delas acusando a desenvolvedora de querer faz justiça social e até mesmo exigindo que a personagem seja retirada por se tratar de conteúdo ofensivo. Diante de uma situação tão delicada, o CEO da Beamdog resolveu se posicionar.

Prometendo total apoio à sua equipe, Trent Oster afirmou que o estúdio está de olho no feedback prestado pelos jogadores, tantos os positivos quanto os negativos, mas que nunca aceitarão ameaças e perseguições a pessoas que trabalhem com a criação de games (especialmente Amber Scott, roteirista do jogo), algo que tem sido visto frequentemente em críticas e comentários feitos pela internet.

Já para tentar amenizar a situação, Oster disse que uma futura atualização mostrará Mizhena com uma história mais elaborada e outra mudança acontecerá com um personagem chamado Minsc, que durante um diálogo faz referência ao controverso caso que ficou conhecido como GamerGate.

A história envolvendo o The Siege of Dragonspear ganhou tanta repercussão que até Ed Greenwood, criador da ambientação Forgotten Realms do Dungeons & Dragons, resolveu se posicionar e lembrou em sua página no Facebook que os jogos de fantasia sempre estiveram cheios de personagens “vestidos com roupas de outros sexo, que mudaram de gênero ou mesmo bissexuais ou abertamente gays.”  Além disso, ele ainda cita os meio-orcs, os meio-dragões e meio-elfos, e se uma pessoa pode lidar com sexo entre espécies, ter personagens com gêneros diferentes não deveria ser algo tão chocante.

Infelizmente tudo isso serve para confirmar o quão intolerantes são algumas pessoas, algo que parece ainda mais forte no mundo dos games e se alguém chega ao ponto de ameaçar um roteirista ou se orgulhar de utilizar uma modificação para não ter que se encontrar com um transgênero em um jogo, fico imaginando como elas lidam com o mundo real.

Fonte: Gamasutra.

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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