Brigador, gamedev e o valor justo cobrado por um jogo

brigador

Você trabalha em alguma área relacionada a criação? Se a resposta para essa pergunta foi positiva, então existe uma boa chance de que pelo menos em algum momento se deparou com alguém tentando colocar preço no seu trabalho, quase sempre usando como justificativa a facilidade ou o pouco tempo que você gastará para realizar a tarefa.

Talvez isso seja apenas reflexo de vivermos numa sociedade de mal acostumados, gente que tem acesso a tudo sem precisar fazer muitos esforços; talvez seja por estarmos cercados por pessoas que simplesmente não valorizam o conhecimento e o trabalho alheio, mas o fato é que reclamar — atenção, reclamar não é negociar — do preço das coisas tornou-se extremamente comum.

Veja então o caso do jogo independente Brigador. Disponível no Steam através do sistema de acesso antecipado, algumas pessoas não gostaram muito dos US$ 20 que o estúdio Stellar Jockeys está pedindo pelo título e usaram um tópico no fórum do serviço para mostrar toda a sua indignação, com alguns afirmando que ele deveria ser vendido por US$ 15 e outro defendendo que US$ 10 seria o ideal.

Foi então que Hugh “Boss Tweed” Monahan decidiu entrar na discussão e tentando mostrar as dificuldades que um desenvolvedor de games encara, deu uma resposta que muitos aprovaram, mas que outros consideraram no mínimo antipática. Veja um trecho:

Nós passamos 5 anos fazendo o Brigador, se você incluir quando começamos a construir a engine.

 

5 anos.

 

Muito disso foi trabalhando em tempo integral, entre 6 e 7 dias por semana, mais de 8 horas por dia. Mesmo numa estimativa bastante conservadora isso é mais de 100.000 horas de trabalho por pessoa e existem quatro de nós. Nós não fizemos um Kickstarter, não tivemos uma editora. Nós financiamos esse projeto inteiro dos nossos bolso.

O desenvolvedor então deu alguns detalhes sobre a produção para defendê-la, como as duas horas de músicas originais gravadas para ele, as mais de 100 unidades inimigas, a campanha principal, o modo free play e uma área que se somada é equivalente ao mapa do Grand Theft Auto III, dando assim uma noção de todo o trabalho necessário para que o Brigador fosse produzido.

E para que não houvesse dúvidas sobre o quão relativa a noção de preço justo pode ser, Monahan citou como exemplo o fato de um calendário, uma cueca da Calvin Klein ou um pôster da banda Nickelback serem vendidos por um valor maior que o do seu jogo, algo que levou tanto tempo para ser feito e por fim ele ainda listou coisas que poderiam ter realizado durante esse tempo, como por exemplo ter lutado a Primeira Guerra Mundial, falhar em se classificar para as olimpíadas por duas vezes ou começar a beber e engordar 9 quilos devido ao estresse de iniciar uma companhia e passar esse tempo criando um jogo.

Stellar-Jockeys

Alguns membros da equipe da Stellar Jockeys. Monahan é o segundo da esquerda para a direita.

Tal resposta pode ter sido menos mal educada? Poderia, mas independentemente de o game designer ter errado ou não no tom, acho que o mais importante foi ele ter iniciado uma interessante discussão, uma exatamente sobre o quão mal acostumados somos e sobre o quão errado é querer definirmos, pelo menos verbalmente, o preço de uma criação.

Oras, todos nós sempre tivemos a opção de decidirmos com nossas carteiras (também conhecido como “Não compre!”) se um produto está muito caro, seja ele um joguinho indie que poderia custar mais barato, seja um dispositivo de realidade virtual que adoraríamos se estivesse disponível pelo equivalente a um pastel e um caldo de cana. Porém, as pessoas continuam preferindo dizer ao criador ou a empresa que isso ou aquilo está muito caro e muitas vezes comprando mesmo assim.

Todos sabem que cedo ou tarde o Brigador — assim como quase todos os jogos no Steam — estará disponível pela metade do preço ou até menos, então será que realmente existe sentido em querer jogar na cara do sujeito que o trabalho dele não vale os US$ 20 que ele acha que merece? Não seria esta uma afronta desnecessária?

É claro que eu também adoro adquirir jogos pelo menor valor possível, o que inclusive há muito tempo tem me feito evitar os lançamentos, mas isso não significa que eu tenha o direito de querer decidir quanto os games merecem custar, pelo menos não confrontando seus criadores. Se Hugh Monahan quer cobrar US$ 20, US$ 60 ou US$ 150 por seus jogos, esse é um direito dele, desde que arque com as consequências e se eu achar que está alto demais para meu gosto, então simplesmente não lhe darei meu dinheiro. Eu só gostaria que mais pessoas fizessem o mesmo, ao invés de viver por aí apenas reclamando da EA, da Ubisoft, da Activision, da Stellar Jockeys…

gausswerks — Brigador Early Access Trailer

Fonte: Rock, Paper, Shotgun.

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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  • Monstro Medieval

    Foi bom ele ter usado valores concretos como tempo e dinheiro, dando a noção do que isso é no mundo real e não aquele papo de “amor, dedicação, sangue, suor e lágrimas”. Mostre o que são cinco anos na vida de alguém e talvez a pessoa entenda o quanto aquilo vale.

    • Lcnorm

      Tempo, dinheiro E conhecimento. Quem não é da área não consegue, nem remotamente, ter ideia do que é necessário desenvolver e criar (tecnicamente falando) na área de desenvolvimento de jogos.

      • Monstro Medieval

        Sim, mas conhecimento é difícil medir, mais fácil falar do tempo necessário para adquirir esse conhecimento.

  • Só li verdades. Quando o cidadão começa a viver de código, não fica mais colocando preço no trabalho dos outros…

  • Zaaboo

    A geração Pera com Leite achou seu artigo ofensivo, Dori.

    Nego não sabe gastar o próprio dinheiro, ou o dos pais, e quer por a culpa nos outros. Beeem típico.

    • kleber peters

      Tipo o animal que gasta $200 pra colocar um escape barulhento na CG dele, mas acha $200 caro pra comprar um HD e fica azucrinando os outros pq o HD de 80 dele tá cheio.

      • Luiz

        Eu resolvo o problema dele facilmente, nem cobro nada, windows+E, local disk, enter, shift+delete, enter

  • Apesar dele estar certo sobre os valores, o game é digital e por isso ele não tem custos na distribuição de mais e mais games. E independente do valor cobrado, ele sempre vai lucrar seus 70% (se não me engano).

    Portanto, existe a possibilidade de ele lucrar mais caso baixe o preço do game, se isso se converter em mais vendas.

    200 mil cópias por 15 dá mais dinheiro que 100 mil por 20. E esses 5 dólares de diferença podem não ser muito financeiramente, mas é muito psicologicamente, pois o corte coloca o game numa outra faixa de preço.

    • Mesmo assim, foram 5 anos de trabalho, é normal que no lançamento do jogo ele seja mais caro pra poder recuperar o valor do desenvolvimento, ainda mais que ele criou a propiá engine, coisa que eu no lugar dele não faria sendo um desenvolvedor indie. Assim que diminuirem as vendas iniciais ele vai ser obrigado a baixar o preço pra continuar vendendo, então se ele vender barato no lançamento, depois pode ter que diminuir tanto o jogo que ele não pague 5 anos de trabalho de 4 pessoas. Ainda mais que não é um jogo que chame a atenção de tanta gente, o cara não tem dinheiro pra fazer marketing igual as grandes editoras. Trabalhar por conta propia é muito duro, ainda mais em um mercado com tanta concorrência.

      • Luiz

        “propiá engine”, mas eles criou o jogo depois, incrivel, geralmente o cara se diverte criando engine e esqueçe do jogo

    • Lcnorm

      Não tem custos de distribuição? A Steam se mantém com vento então? Não é preciso um data center, uma equipe de suporte e desenvolvedores? Nem de links de Internet que chegam centenas de gigabits para todos os mimizentos fazerem download no máximo? E de onde você tirou esses 70%? Tem fonte confiável um foi só um palpite (vulgo, exercício displicente da imaginação)?

      • O custo de distribuição são os 30% da venda de cada jogo. É assim que a steam mantém o serviço. O que quis dizer é que não existem custos fixos. Portanto, se você vender o game por 1 real, ainda assim vai ficar com 70%. Não vai ter prejuízo.

        Diferente de um jogo vendido fisicamente numa loja, onde toda a logística, a mídia, o vendedor, devem ser todos pagos, e isso impede que se pratique um preço menor que um determinado valor.

    • Marcos Andrade

      A discussão é: os caras podem ter escolhido um preço alto, mas o que nós temos a ver com isso?!
      Quem decide quanto vale o tempo (e o esforço físico e mental desprendidos) da equipe são eles mesmos. Se eu quiser cobrar R$5 mil por hora de consultoria (porque considero o meu tempo caro), eu cobro. Óbvio que um Zé Ninguém como eu não vai ter clientes cobrando tanto, mas o problema é unicamente MEU. Se eu vou perceber e baixar ou se o povo vai querer só porque gostam de pagar caro, o problema também é meu. E só.

      • Ok. Mas quem está reclamando é quem está com vontade de comprar o game. Não se pode ignorar assim que te dará lucro. Obviamente o problema é somente do desenvolvedor, mas vai que se ele baixar um pouquinho, as vendas aumentem mais a ponto do desconto valer a pena?

        • Marcos Andrade

          OK, o seu argumento é válido. É possível que ele tivesse um faturamento maior se reduzisse o preço (no Brasil, duvido, pois o povo gosta de comprar coisa cara).
          Mas, como eu disse, só depende do dev pra definir o preço. E, se as pessoas estão interessadas em jogar, que paguem o preço que ele pede ou esperem por promoções.
          É assim que eu faço e sempre compro jogos baratos.

      • Luiz

        Que bonito todos do lado do desenvolvedor, veremos quando é a Microsoft colocando preço no Windows, se a mesma estoria continua.

        • Jalper

          Eu compro o Windows, pois acho justo o seu preço. Não compro iPhone pois não acho justo o preço que se cobra por ele. Produtos iguais tem PREÇOS iguais mas o seu VALOR vem da percepção de benefício que cada um vê no produto. Simples assim… é o capitalismo, oras! Não é isso o que querem quando vão bater panela na varanda gourmet? Estude alguns milhares de horas para APRENDER a desenvolver jogos, depois gaste mais outros milhares de horas para CRIAR um jogo e depois volta aqui pra comentar…

        • Marcos Andrade

          Eu pagaria pelo Windows, sem problemas, embora, a partir do 10, as atualizações sejam gratuitas.
          Inclusive, sou assinante do Office 365. Mas eu não pago pelo que não vale à pena, como os preços de Macbooks e iPhones.

    • O raciocínio faz sentido, mas se o jogo custasse US$ 15, alguém diria que poderia custar US$ 10, se fosse US$ 10 diriam que vale US$ 5 e assim sucessivamente. Ou seja, nunca estariam satisfeitos e voltamos a questão de que o desenvolvedor deve cobrar quanto acha correto e não quanto gostaríamos de pagar.
      Além do mais, porque vender 200 mil cópias a US$ 15, se ele poderia vender um milhão a US$ 1? Aí partimos para puras suposições.

      • Luiz

        E se custasse 0 ainda assim pirateariam o jogo, pois brazileiro é foda.

    • ochateador

      Só colocar por U$ 19,99 oras.
      Se você for ver, vende muito mais um produto com o preço de R$ 19,99 do que o mesmo produto com o preço de R$ 20,00 ou R$ 19,00.

  • Diego

    Mesmo o desenvolvimento sendo rápido ou fácil, paga-se pelo conteúdo pela ideia de desenvolvedor (que é sempre relativo este valor) e pela sua expertise técnica na construção do jogo.

  • Caipiroto, o Capeta Caipira 😈

    Cara, eu que sou autônomo entendo perfeitamente os caras.
    Dá vontade de matar quando você passa um orçamento e o FDP fala na sua cara que o serviço tá caro demais, mas não considera todo o custo envolvido. Hoje todo mundo quer que você trabalhe somente pelo amor a profissão e não tenha nenhum lucro, ou pior, sustente o prejuízo pois essa é a sua profissão.
    Eu já estou começando a ter a mesma atitude desse Dev com os meus clientes.

    • Quando falam que o concorrente tá “mais barato”, mando fazer com ele. Quando voltam porque ficou mal-feito, o preço é outro…

      • Caipiroto, o Capeta Caipira 😈

        Tomo a mesma atitude.

    • Jaffy

      Faça um orçamento baseado em hora.

      Diga que o projeto irá tomar 50h de trabalho e o preço da sua hora é X. Eles tem mais noção de custo/h do que pelo produto final.

      Isso me ajudou a abrir a mente dos contratantes – que finalmente conseguem visualizar porquê uma planilha de Excel pode custar R$500.

      • Caipiroto, o Capeta Caipira 😈

        Eu apresento o cálculo em dias de trabalho, pois é mais viável pro meu modelo de negócio. Além disso apresento em separado os custos com quilometragem, impostos e taxas e etc.
        Mesmo assim a choradeira não para. Já teve cara que quis me contratar só pelo preço da quilometragem mais os impostos.

        • ochateador

          Nessas horas seria legal adicionar a taxa “choro excessivo do cliente R$ 1000,00”.
          Aí o cara para de chorar XD

    • Ah cara, mas vc gosta do seu trabalho né!

      • Caipiroto, o Capeta Caipira 😈

        Sim gosto, mas também gosto de dinheiro. E detesto cliente chorão.

        • Achei que era só por causa das toras! KKKKKKKKKKKKKKKKKK

    • Adriano Garcez

      Bem, isso faz parte da negociação. Geralmente faço um orçamento com pelo menos três pessoas para fazer um serviço pra ter uma ideia de preço. Já pedi um orçamento de um projeto de programação e os valores foram muito díspares. Quando os valores são próximos, vou no de melhor custo/beneficio (não menor preço)e faço uma negociação.

  • abraaocaldas

    Engraçado que as pessoas teimam que elas tem que ter acesso a tudo no preço que ela quer pagar. Softhouse hoje virou instituição pública, tem que fazer tudo de graça.

  • Christian Oliveira

    O trabalho de qualquer pessoa tem um valor alto, afinal estamos falando de alguém que usou seu tempo para trabalhar naquilo, afinal ele poderia estar fazendo qualquer outra coisa, pescando por exemplo.
    Mas temos que considerar outra coisa: o produto, qual seu valor de mercado, o quanto alguém se dispõe a pagar por ele, se existe algum produto similar concorrente com um preço menor.
    Enfim de nada vale seu trabalho se o produto dele é algo que ninguém dará valor.
    Não adianta chorar, trabalhou 5 anos num jogo que no fim das contas poucos querem comprar foi apenas tempo e dinheiro gasto, mas não totalmente jogado fora, fica a experiência em todos os casos.

    • Junior Capitanio

      Exatamente, Lei da oferta e procura, um produto vale aquilo que o cliente esta disposto a pagar.
      “supunhetemos que” eu seja um genio do desenvolvimento de games e em meu K62 eu desenvolva um game superior graficamente, em jogabilidade, em efeitos sonoros, etc etc etc, sendo o melhor jogo de todos os tempos, e que rode em PCs compativeis ao K62 ou superiores, Tipo pentium 3, além de todas as plataformas conhecidas incluindo uma versão para atari 2600; em apenas dois meses de trabalho. logo, minhas horas trabalhadas seriam de aproximadamente 600 horas.
      por acaso eu não teria o direito de cobrar 200 barão no meu game, o qual é o melhor game de todos os tempos?
      eu posso até cobrar apenas 5 R$ por unidade, mas porque eu faria isso se eu tenho um HIT nas mãos
      do mesmo modo eu posso trabalhar 20 anos junto com outros 40 programadores e desenvolver uma m**** cheia de bugs que estarão em promoção permanente de 90% de desconto na Steam, saindo por menos de 1 pila a unidade e ainda assim vender meia dúzia de copias.
      quem da o preço final a um produto é o consumidor, se não estiver vendendo dentro das expectativas, a empresa vai baixar o preço, se o game for bom de verdade continuará vendendo e não haverá necessidade nem lógica de se reduzir o preço.
      Em suma, se este game não vale os 20 que os chorões alegam, dentro de pouco tempo ele vai baixar

  • Jaffy

    Daí a pessoa vai numa festa… somando taxi, entrada, bebidas… foram-se R$100 para 4 horas de diversão.
    No caso de drogas e prostituição… esses R$100 podem durar bem menos.

    A mesma pessoa vem depois reclamar em como é caro um jogo – que você irá jogar por 200h – custar R$250 – sendo que envolveu uma equipe e investimentos altos.

  • Othermind

    Primeiro.. Qualquer empresa tem que trabalhar com um valor final em mente… Para jogos AAA eh quase sempre 60 dólares.. Não adianta a square, por exemplo, querer vender o FF XV por 200 alegando que levou 15 anos para ficar pronto… O jogo não vai vender e pronto.. O preço de uma CG e uma ybr eh quase o mesmo.. Pq como são ” semelhantes” não adianta um querer cobrar o dobro do outro.. Vale para eletronicos, eletrodomésticos.. Quase td… Se a desenvolvedora quer cobrar mais do que custa os outros jogos semelhantes vai ter reclamação mesmo… E não adianta falar a levou x anos… Uma empresa estuda o mercado e trabalha com uma estimativa de valor… Faltou um engenheiro de produção que tenha mínimo conhecimento em desenvolvimento de produto/projetos..

  • Viphug

    O Dev cobra quanto quer e gamer paga quanto quer… simples assim. Nada de errado no gamer falar que se fosse mais barato ele compraria. Isso é, de certa forma, barganhar o preço. O mundo hoje anda tão cheio de falso moralismo que da sono.

    • E. Bicalho

      “Reclamar não é negociar”.

      • gbitte

        É feedback negativo que junto com não compra são as únicas formas de “negociar, influenciar preço” em um caso desses.

  • HomeroGamer-BanidodoMB

    Geraçãozinha leite com pêra chorando porque a mesada do papai não vai sobrar pra comprar o joguinho que os miguxos tão jogando… Na boa achou caro segue a lei da vaca, caga e anda. Ou espera baixar ou junta grana ou parcela no cartão (fiz isso via paypal no F4).
    Assunto correlato: uma boa temperatura para qualidade do jogo são as promoções, se houver promoção acima de 30% nos 3 primeiros meses do lançamento de um jogo e sem um motivo válido a chance de você ter que avisar o Bino é muito grande. (Vide: uatxidogis e o novo wolfenstein).

  • Jalper

    Nem quero saber que jogo é esse e provavelmente não irei jogá-lo, mas vou comprar. Só pra mandar um recado pra esses floquinhos idiotas e, principalmente, para apoiar o trabalho dos devs. Que falta faz uma cinta no meio da fuça como nos velhos tempos hein… “Ui, mas não pode, cuidado com o Conselho Tutelar.”… PQP

  • Bruno Costa

    Colocar preço e barganhar no trabalho dos outros é fácil, muito fácil. Vai um desses fazer algo útil e ver alguém colocando quanto vale e barganhando pra ver o que acontece. Faz que nem todo gamer, está caro, não compra, pô. Eu realmente quero jogar o Fallout 4, mas o preço atual sai do meu orçamento, então ainda não comprei. Não vou lá na Bethesda dizer que eles querem muito por um jogo que dizem estar cheio de bugs, de ter simplificado demais o sistema de Fallout, que é um absurdo e tal. Simplesmente vou esperar estar em um preço que estou disposto a pagar, ué.

  • Nil Obermüller Schaupp

    Acontece o mesmo com o meu trabalho, fiz faculdade, pós graduação, vários cursos caros de especialização em metodologias, ferramentas e o escambau e o cara quer me pagar um salario bem baixo. Eu não aceito a menos que eu esteja literalmente na merda, quando me oferecem pouco eu aviso logo o tempo e dinheiro que dediquei estudando e investindo pro valor baixo proposto, já consegui com isto que me pagassem valores mais justos mas já espantei serviços.
    Infelizmente tem muitos que se vendem por pouco por submissão e com isto acaba jogando todos pra baixo, ou você luta para se destacar ou acaba sendo puxado por este ralo gravitacional de seres com medo de assumir compromissos pelo qual se dedicaram.

  • gbitte

    Cheio de gente com mimimi. O caras só fizeram um fórum e não compraram o jogo, nada de mais, não é como se ele tivessem juntado uma cunha de MST, feministas e o escambau para bater na porta dos desenvolvedores. E os desenvolvedores colocaram o preço que achavam que iriam faturar mais, ou pelo menos deveriam ter o feito. Olhando o jogo e o feedback acho que teriam ganhado mais cobrando 15U$.

  • otaviodecamposg

    Afinal o jogo é bom ou nao?

  • andregabriotti

    Dori, deixa eu te falar uma coisa: o comprador sempre quer pagar menos e o vendedor sempre quer receber mais, não importa o produto! Isso é tão antigo quanto a troca voluntária! Pechinchar é parte do processo! Problematizando a pechincha agora? 🙂
    Sobre a Ubisoft, EA, etc … Eu acho que você tá meio por fora. Quem reclama, reclama porquê comprou um produto de péssima qualidade por um preço alto. Você acha errado reclamar disso?

    • atenção, reclamar não é negociar“.
      E não, obviamente não acho errado reclamar da qualidade de um produto, acho errado querer colocar preço no trabalho dos outros. Repito a pergunta que coloquei no início do texto? Você trabalho com criação?
      Repito também a parte em que citei a EA e a Ubisoft. Do que adianta reclamar dos jogos destas empresas e continuar comprando aquilo que elas colocam à venda?
      Vou tentar explicar novamente. Se a pessoa não está satisfeita com o preço pedido por algo, por favor, não fique tentando jogar isso na cara do criador, ainda mais sendo um estúdio pequeno. Simplesmente não compre ou espere uma promoção. Ninguém tem obrigação alguma de te vender algo pelo preço que você acha correto, da mesma maneira que você não tem obrigação de pagar por algo que considera caro.

  • andregabriotti

    Ué, só tem gente que nunca pechinchou e reclamou do preço alto nesses comentários? Tem que fazer um estudo de caso …

  • andregabriotti

    Ok! O argumento do valor do trabalho dos caras é totalmente furado pois o dinheiro que eu usarei para pagar o produto é fruto do meu trabalho também. Por que eu deveria valorizar só o trabalho dele e não o meu na hora de negociar o preço? Diga-se de passagem, plataformas de venda digital não te dão a liberdade de negociar o preço, coisa que é natural em muitos lugares. Nada mais justo que usar os forums da plataforma para falar sobre o assunto …

    • É só esperar a Summer Sale.

    • Mas cara, ninguém está te obrigando a comprar nada. Repetindo, achou caro? Não compre.

  • Eu tenho uma política: NUNCA pagar mais de R$ 50,00 em um jogo de PC ou mais de R$ 10,00 num jogo de celular.
    Tá mais caro? Não compro ué… Espero baixar, espero promoção da Steam… Sempre, SEMPRE vai ter promoção.

    Eu sei que eu vou comprar e jogo vai ficar lá tomando poeira na minha prateleira virtual… Eu só jogo Kerbal mesmo! (inclusive preciso dizer que foram os R$ 40,00 mais bem gastos da minha vida – em Early Access também. Já tenho mais de 1200 horas nesse jogo).

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