Site da Forbes bane bloqueadores de ads e distribui malwares

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Poucos são os formatos que deram certo em fazer dinheiro na internet. Tirando startups hypeadas que são compradas por grandes conglomerados, todos os outros brigam por migalhas vindas da atenção do público. Mesmo estes dizem não raras vezes que todo o conteúdo da internet deveria ser gratuito, defendem o uso de bloqueadores como o AdBlock Plus e derivados e não entendem que ao fazer isso estão matando de fome o site/blog/canal do YouTube que tanto gostam, e depois vão reclamar quando eles deixarem de existir.

Não há uma alternativa única para esse cenário. Contribuir com uma propaganda de quinze segundos ou um banner no canto da página não deveria ser nada, mas o pessoal unha de fome não quer saber. Como consequência alguns produtores de conteúdo apelaram para o paywall: não quer ver propaganda ótimo, não vai ver, mas para isso vai ter que pagar. O YouTube Red é consequência disso, o Google cansou de não fazer dinheiro com o serviço.

Outra forma é instalar nos sites filtros de bloqueadores de ads. Assim que o mesmo detecta uma extensão do tipo funcionando ele barra o acesso, obrigando o usuário a fazer uma escolha: seguir em frente desativando a extensão (ou colocando o site na lista branca) ou dar meia volta e não voltar. Um dos que aderiu há pouco tempo a essa prática foi o site da Forbes, um dos portais de economia e negócios mais prestigiados. De uma semana para cá ele não mais aceita visitas de usuários com o AdBlock ativado de nenhuma forma, e graças à página da “Citação do Dia” o Google tem problemas em ler o conteúdo. Ou seja, é aceitar ou não.

Só que há um problema: nos últimos dias quem se sujeitou a aceitar as condições da Forbes a fim de acessar o site teve uma surpresa bem desagravável: um pop-up instantâneo que tenta instalar um malware no computador do usuário, conforme um usuário do Twitter capturou em tela (abaixo):

Malware1

Tudo indica que não seja uma ação consciente da Forbes, e sim um acordo com empresas de propaganda que fecham pacotes com anunciantes suspeitos, e vendem suas campanhas para sites populares. Em 2015 ataques similares foram detectados em sites como DailyMotion, MSN e Yahoo!. A forma era a mesma, um ad aparentemente inofensivo exigia a instalação de um “pacote adicional de software”, que tão logo fosse instalado capturava os dados do usuário e trancava o computador, exigindo resgate em bitcoins.

O grande problema nessa história é que não importa de quem é a culpa, a situação só incentiva ainda mais o usuário a evitar sites que bloqueiam conteúdo de quem usa AdBlock e a filtrar as propagandas de quem não o faz, mas precisa deles para manter seus projetos (MeioBit incluso). No fim todos saem perdendo, porque um formato onde as pessoas manterão os sites de graça só existe na cabeça de quem não tem que pagar as contas do mês.

Fonte: Extreme Tech.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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