Guilherme Lechat — entrevista e 2ª edição de livro

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Comecei na fotografia em 1997 durante a faculdade. Até os 18 anos nunca tinha colocado a mão em uma câmera fotográfica (antigamente não eram equipamentos que estavam presentes em todas as famílias como hoje). Depois de alguns anos patinando e fotografando de tudo um pouco, comecei a me dedicar à fotografia de nu artístico.

Achava tudo difícil, com poucas informações disponíveis e tropeçando no preconceito da sociedade. Estava desanimado e quase desistindo quando, em um momento de descoberta, encontrei uma matéria na revista Fotografe Melhor falando de um cara que estava fazendo um ótimo trabalho em fotografia de nu e que mostrava que era fácil, e até artesanal, começar com seus primeiros ensaios. Foquei nesse ensinamento e cheguei onde estou por conta disso. O nome desse fotógrafo? Guilherme Lechat.

O tempo passou, acabamos nos conhecendo, conversamos, fiz um de seus cursos e conheci as outras facetas de seu trabalho fotográfico (as imagens de flores são muito legais). Coroando todo seu trabalho com o nu artístico, tivemos o lançamento, em 2012, pela Photos Editora de seu livro Fotografia de Nu Artístico: Linguagem, Composição e Técnica. É um livro importante, visto que é o primeiro manual brasileiro deste tipo de fotografia. E melhor, é voltado para você que quer começar e não sabe bem o que fazer e como construir seu olhar. O autor pega você pela mão e explica tudo o que você vai encontrar nesse caminho tortuoso. Vale a pena ler? Claro que sim.

Provando que o livro possui uma grande importância no mercado brasileiro de fotografia, a publicação está chegando a sua 2ª edição. Ou seja, sucesso total.

Tenho aqui em minhas mãos a 2ª edição da publicação e a Editora Photos continua lançando livros com qualidade e capricho. São 234 páginas com fotos coloridas e impresso em papel de boa qualidade. A capa da 2ª edição é diferente da primeira e temos mais páginas, principalmente com fotos de modelos que não encontramos na primeira edição. Lechat afirma que o novo material foi adicionado principalmente por conta de anseios e dúvidas que fotógrafos expressaram ao lerem o seu livro. Mas, nada melhor do que ouvir o próprio autor sobre esse trabalho. Abaixo uma pequena entrevista com Guilherme Lechat que me foi  fornecida via e-mail:

Guilherme-Lechat

Meiobit — Tenho aqui em minhas mãos a segunda edição de seu livro. Como foi a experiência de escrever o primeiro manual de fotografia de nu artístico no Brasil?

Guilherme Lechat — Sempre senti que havia uma carência de títulos nacionais no mercado editorial brasileiro. Nossa referências eram todas estrangeiras. Escrever um livro sobre o tema era um sonho antigo. Foi um grande desafio, repleto de dúvidas e questionamentos, mas, que gerou um grande amadurecimento profissional e pessoal. Cresci e minha fotografia também cresceu.

MB — O fato de chegarmos a uma segunda edição mostra que o livro foi um sucesso. Temos materiais novos nessa edição do livro. O que muda em relação ao primeiro lançamento?

Lechat — Muda tudo. Os objetivos didáticos são ainda mais evidentes nesta segunda edição. Colhi informações junto aos leitores. Observei as críticas e tentei, como puder, efetuar os ajustes necessários. Existe um maior número de ensaios, em situações variadas. É um livro mais completo, agora.

MB — Entre ter a ideia de escrever um livro e estar com ele finalizado é um caminho longo e, as vezes, tortuoso. Como foi essa sua jornada?

Lechat — Foi bastante desgastante. Tive que abrir mão de muitas coisas importantes. Mas a vida é feita de escolhas. E algumas escolhas são definitivas. Houve perdas e ganhos. O saldo é positivo, graças a Deus.

MB — O nu artístico não é um dos temas mais fáceis de serem fotografados. Como começou a sua jornada nessa área?

Lechat — O nu artístico não é um dos temas mais fáceis pelo fato do ser humano ser tão complexo. Nunca me interessei por coisas óbvias e os  desafios sempre foram muito mais atraentes para mim. O começo foi difícil. Hoje em dia ainda é. O que importa é que gosto do que faço e tento fazê-lo do melhor modo possível. Acho que foi esse conjunto de respostas que me empurrou para o mundo do nu artístico e que possibilitou minha sobrevivência em um ambiente tão complicado.

MB — Alguns fotógrafos americanos dizem que o nu artístico é uma forma de fotografia não comercial que é realizada apenas para satisfação da criatividade do fotógrafo. Você concorda com isso? É possível ganhar dinheiro com o nu artístico no Brasil?

Lechat — Eles estão certos. O nu é um exercício constante. Um desafio. Por outro lado, existe um viés comercial crescente. As pessoas estão cada vez mais acostumadas, curiosas e ousadas em relação à fotografia de nu. Artístico ou não. Presenciamos, atualmente, uma verdadeira explosão de produção relativa ao tema. Fotos de nus estão por toda parte. Homens e mulheres posando e fotografando. Isso é bom e ruim. Um novo mercado está surgindo. Entretanto, já nasceu saturado e com níveis  muito diferentes de qualidade e preço. É possível ganhar dinheiro com o nu artístico? Sim. É possível. Quanto, como e onde são as questões.

MB — Para certas áreas da fotografia, como publicidade, é necessário um conjunto completo de equipamentos, luz e lentes. Para começar no nu artístico o que é necessário para o fotógrafo?

Lechat — Como disse Glauber Rocha: “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”. É o quanto basta. Fotos icônicas, de verdadeiros gênios da fotografia, foram feitas exatamente assim. E a internet e a fotografia digital não tiveram poder suficiente para acabar com esta realidade. Uma câmera ainda basta. Nem mesmo a pós produção é indispensável. Grandes nus podem sair prontos e acabados diretamente da câmera para as mídias impressas ou digitais.

MB — Qual conselho você daria para quem está começando agora nessa área?

Lechat — Diria: não comece. Dá muito trabalho. Gera problemas e confusões. Cria atritos e julgamentos injustos. Mas, se for começar, estude muito antes. Há muitos temas que podem ser trabalhados apenas com o domínio da técnica fotográfica. Não é o caso do nu artístico. São muitas as áreas que se entrelaçam no tema. Portanto, estude tudo. Se for mesmo verdade que nossa fotografia é um reflexo de toda a nossa cultura, quanto mais culta for a pessoa melhor será sua produção. E que se prepare para reações negativas, que certamente virão.

MB — Como anda a agenda de Workshops? O que devemos fazer para contratar o fotógrafo para um curso em nossa cidade?

Lechat — Como responderia qualquer pessoa que adora o que faz: a agenda está sempre menos lotada do que gostaria  que estivesse. O que é necessário para um curso em sua cidade? Alunos, local e modelos. Com estes três elementos, o curso está feito!

O livro Fotografia de Nu Artístico: linguagem, composição e técnica está em sua 2ª edição e foi lançado no Brasil pela Editora Photos. Está a venda no site da editora e o investimento é de R$ 89,00.

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Autor: Gilson Lorenti

Geógrafo de formação e fotógrafo de coração, comecei a fotografar com 18 anos de idade (antes disso nunca tinha pegado uma câmera na mão). Depois de muito estudo veio a carreira profissional que passou por várias modalidades da fotografia até realmente descobrir o que gosto de fazer. Hoje me dedico ao ensino de fotografia, fotografia Fine Art e Books Fotográficos (gestante, moda, sensual). Tomando emprestado as famosas palavras de Ansel Adams “Quando as fotografias não forem mais suficientes, me contentarei com o silêncio”.

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  • André Luiz

    Alguém vai falar em objetificação e cultura de estupro em 3,2,1..

  • Bruno

    A regra é clara: sentiu tesão, não é arte.

  • Humberto Machado

    Aquele momento que vc abre o link e o Boss está atras de você pra perguntar algo…
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  • AnnoyingOrange

    NUDESSSS NUDESSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS

  • Storvs

    BOOOBs

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